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História Noivos De Mentirinha - Jikook - Capítulo 1


Escrita por: MyStyle

Notas do Autor


Como prometido a fanfic começa a partir do dia 05/06 e cá estou eu. Estou muito ansiosa e feliz por estar finalmente postando essa fanfic. Ela estava guardada na minha cabeça durante alguns aninhos e agora é hora de saber se realmente ficou tão boa quanto eu acho.

~ Boa Leitura! 👀
[✔] Capítulo Revisado.

Capítulo 1 - Vovó Chaelin


Fanfic / Fanfiction Noivos De Mentirinha - Jikook - Capítulo 1 - Vovó Chaelin

Noivos De Mentirinha - Jikook

Capítulo 01



Ter ido naquela balada foi horrível. Foi a maior perda do meu precioso tempo, não valeu o meu esforço para sair escondido da avó Chaelin — essa que me proibiu de sair de casa, durante a semana, a menos que fosse necessário. Cheguei em casa um pouco antes das duas da manhã, totalmente embriagado pelo sono. Eu não via a hora de me deitar e dormir.


O céu estava mais escuro que o normal, deixando a casa com um ar de assombrada. Sempre achei aquele lugar bizarro e assustador durante à noite, mas vovó dizia adorar.


Para não chamar mais atenção, andei nas pontas dos pés até os primeiros degraus da escada que ligava da cozinha até o corredor dos quartos. Infelizmente como nada é flores, o quarto de vovó era ao lado do meu, e eu teria que passar por ali.


Prendendo a respiração, e continuando na ponta dos pés, fiz quase o impossível para não chamar atenção. Mas, meu esforço foi em vão.


– Park Jimin.


Suspirei alto, parando de andar nas pontas do pé e indo até a porta, abrindo apenas o cantinho para olhar lá dentro.


O ambiente estava iluminado apenas pelo abajur que a vovó usava para ler um livro sobre culinária. A mesma estava sentada na cama, com uma cara de decepcionada, não gostando nada da minha chegada tarde em casa.


– Pensou mesmo que eu não iria notar que tinha saído? – virou a página do livro. – Não acha que agora já é tarde para ir dormir? – passou o olhar pelas letras do livro de culinária. – Estou decepcionada com você.


– Teoricamente agora é de manhã, pois o sol está quase nascendo! – respondi colocando as mãos para trás. – Não é?


A mais velha me encarou por cima dos óculos.


– Vem aqui, Jimin. – me mandou.


Irritado, fui quase me arrastando no chão, eu apenas queria dormir agora. Embora, se eu negasse ir, quem iria ouvir no dia seguinte seria eu. Contra a minha vontade me sentei na beira da cama, não tão próximo da minha avó.


– Aonde estava? – ela perguntou curiosa, fazendo a testa se franzir e deixar os cabelos bagunçados a amostra.


– Eu estava com Taehyung. Era o aniversário dele.


Não era totalmente mentira, eu e Taehyung realmente éramos amigos de longa data. Nos conhecemos na escola, quando ele me salvou de um garotinho birrento.


Desde então, somos inseparáveis.


– E desde quando ele tem duzentos anos, Jimin? – a mais velha negou com a cabeça. – Nos últimos dois anos, você foi em pelo menos quinze aniversários dele.


Suspirei.


– Eu falei aniversário? – neguei com o dedo. – Eu queria dizer despedida de solteiro.


Agora, vovó quem suspirou.


– Eu sou velha, não idiota. – fechou o livro, e retirou os óculos com delicadeza. – Não consigo entender... Você tem tudo, nunca faltou nada para você. – encarou o mais novo. – O problema foi que eu te mimei muito? – negou com a cabeça. – Você já é um homem adulto agora. Tem vinte e três anos e ainda age como um adolescente de quatorze, quando vai criar vergonha na cara?


– Eu...


– Não importa o quê vai dizer, isso não é hora para voltar, ainda mais em plena segunda-feira de madrugada. Você sabe o perigo que corre em ficar sozinho durante a noite? – a mais velha perguntou irritada.


– Mas eu sei me defender! – rebati o argumento da mesma. – Além de quê, eu não estava fazendo nada errado.


Vovó ajeitou sua postura, fazendo aqueles olhos azuis me encararem com seriedade. Agora sim, parecia um filme de terror.


Qundo você foi para Amsterdã, precisei mandar a merda de quatro advogados para te tirar da cadeia! – repetiu: – Amsterdã, o país aonde tudo é permitido!


– Isso foi um acidente, já expliquei! – falei cerrando o punho das mãos, ela nunca iria esquecer disso.


Um pobre garotinho não podia cometer um errinho de nada?


Tunísia, na Bulgária... – ela ergueu a mão, contando meus erros nos dedos. Não iria parar. – Você foi mandado pro hospital por beber muito. Tudo isso foi apenas um acidente?


– O da Tunísia, já expliquei. Foi abuso de autoridade! – comentei. – Já o da Bulgária... – busquei uma resposta aceitável, mas não lembrei de nada além de vergonha, havia sido preso por protestar pelado e por estar com a companhia de outras mil pessoas sem roupa também. – Essa eu não tenho o quê dizer. – dei de ombros. – São coisas normais da minha idade.


– Na sua idade, nem seu pai e nem seus tios foram assim, não acho que é normal. – ela suspirou alto. – Querido, não vou ficar para sempre do seu lado ou perto para te salvar dos seus problemas. Eu já sou velha e não aguento te ver brincando com a própria vida... – colocou um braço sobre o outro, me encarando mais séria. – Tem dias que me arrependo de não ter ouvido Namjoon. Eu deveria mesmo ter te mandado para aquele colégio integral no Japão. – coçou o braço esquerdo. – Tenho medo de quando eu for para cima, você vai acabar passando fome e vivendo na miséria. É isso que você quer? – revirei os olhos. – Vai mesmo querer virar uma alma penada?


Eu já estava cansado de ouvir aquilo. Eu já havia ouvido tanto aquela mesma história, apenas esperei ela chegar na parte em que eu iria ser enterrado em um caixão que nem sequer iria ter meu nome, já que eu não seria uma pessoa conhecida no futuro. Não que isso fosse mudar muita coisa.


– Vovó, eu prometo que hoje vou ficar em casa! – juntei minhas duas mãos, em quase uma súplica, eu queria ir dormir. – Posso ir dormir agora? – pedi. – Preciso ir fazer meus planos para o meu dia entediante de hoje de tarde.


– Não. E, não também. Você não vai ficar em casa hoje.


Arregalei os meus olhos, surpreso.


– Como?


– Você precisa aprender que a vida não é apenas festas e homens. – eu duvidei que ela conseguiria fazer isso. – Precisa de alguém que te mostre o verdadeiro significado da vida... – vovó falou pensativa, e eu suspirei alto.


– Não quero falar sobre casamento, vovó.


– Se aguentou chegar tarde, aguenta me ouvir! – ela respondeu irritada. – Você precisa de um homem bom, um homem digno, um homem gentil. Você precisava se apaixonar de verdade por esse homem, construir uma família ao lado dele.


– Já entendi vovó. Mas sem marido, certo? – neguei com a cabeça. – Agora vai dormir, já está tarde e eu também vou para minha cama. Não teve a dor de cabeça de novo? – perguntei para mudar o assunto.


– Ainda não. Mas você tira meu sono Jimin, tira meu sono da pior maneira que existe.


– Desculpa, vovó.


Fui sincero. Não era meu objetivo causar problemas à vovó, inclusive eu detestava isso.


  Ela é tudo que sobrou da minha família. Ela é o meu porto seguro. Minha única família era aquela mulher de cabelos grisalhos, o mundo tem bilhões de anos, porém o meu mundo tinha apenas sessenta e nove anos de idade.


– Não precisava ter me esperado.


– De qualquer forma, não consegui dormir e decidi vir ler. – abriu o livro mais uma vez. – Nada melhor que uma leitura noturna.


Bocejei cansado, mas ao menos eu estava aliviado, a pior parte já havia acabado.


– Você já leu esse livro mais de cinco vezes, ainda não decorou? – perguntei rindo baixo.


– Ainda tenho que aprender muito com Lee Sook. Você também deveria dar uma chance e ler... – ela sorriu gentil. – Quem sabe pode te ajudar em uma situação difícil da vida, nesse livro vai ver muitas estratégias que podem te salvar em vários sentidos.


– Ah, sim. – ri baixinho. – Mas vovó, quanto suas dores de cabeça... – suspirei. – Não acha melhor ir em um médico? – sugeri preocupado. – Você anda tendo essas dores frequentemente, e isso não é bom.


– Bobeira querido, é apenas uma dor de cabeça. E você sabe muito bem quem é o motivo. – ela arqueou uma das sombrancelhas me encarando, porém ria de cantinho.


Cruzei os braços sobre o peitoral, sentindo minha cara ficar séria.


Vovó gargalhou. E eu seria muito suspeito em dizer que adorava sua risada, mas eu adorava ouvir ela rindo. Com apenas uma risada, perdi toda a minha postura de mal e acabei me rendendo.


– Já está tarde vovó, preciso dormir. – me levantei, indo até a mesma, a dando um beijo na testa. – Boa noite e durma bem.


– Boa noite querido, durma bem também. – antes que eu pudesse sair, ela segurou em meu pulso. – Seja bondoso com a vovó, e me escute ao menos dessa vez. Sim?


Concordei com a cabeça, e quando meus dedos tocaram na maçaneta um clarão iluminou o céu. Hoje iria chover, e eu iria dormir com a vovó.


Certo, talvez eu tivesse um trauma de chuva? Talvez, mas vovó me entendia.


– Vovó, acho que vou dormir aqui hoje... – dei meia volta, caminhando até a cama dela. – Você vai precisar de alguma coisa durante à noite.


– Vou, é? – ela perguntou rindo baixinho.


– Com certeza! – concordei, me escondendo no meio das cobertas dela, ouvindo outro trovão. – Sei que vai precisar.


– Bom, parece que sim. – senti seus dedos tocarem meus fios de cabelo suavemente, me fazendo fechar os olhos e aproveitar o carinho. – Quem sabe o mundo caia hoje, e eu precise de ajuda.


Ela parou o carinho, guardando o livro e o óculos na cabeceira que tinha ao lado da cama, me estendendo a mão. Eu segurei em sua mão sem pensar duas vezes. Fechei os olhos com muita força ao ouvir outro trovão.


– Não precisa ficar com medo.


– Não estou com medo! – me defendi. – Você sabe que não é medo.


– Ah sim, é claro que não é medo. – ela sorriu abertamente, mostrando seu sorriso enrugado pela idade. – Mas no fundo eu sinto falta disso... – a encarei curioso. – Quando você era mais novo e chovia, eu tinha que te obrigar a sair da cama, todas as noites.


– Mas vovó! – ela riu alto. – O seu colchão sempre foi mais macio que o meu, não vale.


– Jimin, Jimin, o quê seria da minha vida sem você? – ela perguntou ainda risonha.


– Você provavelmente teria uma vida mais calma... – sorri meio triste. – Se eu fosse um neto com mais juízo.


– Oras, mas aí não seria você! – ela respondeu calmamente. – Eu amo você da maneira que é. Só seria melhor se tivesse um pouco mais de juízo e fosse mais prudente. – Agora tire os sapatos para não sujar minha cama.


Após fazer o que ela pediu, voltei a abraçar ela. Os barulhos da alta chuva já não me incomodavam tanto e eu consegui dormir feito um bebê naquela noite.




Notas Finais


Esse capítulo foi mais uma apresentação, então até agora conhecemos a vovó Chaelin e Park Jimin. Quem será que vamos conhecer no próximo capítulo?


~ Até A Próxima! <3
Atualizações: todos os SÁBADOS.


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