História Nojento - Capítulo 1


Escrita por:

Postado
Categorias Kuroshitsuji
Personagens Ciel Phantomhive, Sebastian Michaelis
Tags Sebasciel
Visualizações 278
Palavras 2.242
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Yaoi (Gay)
Avisos: Homossexualidade, Incesto, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Gente essa história é para mostrar o que acontece com o Sebastian depois do capitulo três de outra fanfic minha chamada sentimentos despertos, mas não é necessário ler ela para entender essa aqui.
Boa leitura!

Capítulo 1 - Capitulo Único


Nojento, foi assim que o chamei, foi exatamente assim que me senti e ele simplesmente não  respondeu, não tentou explicar, não brigou comigo, o total silêncio do outro lado da linha foi tudo o que recebi e foi o que me deixou com mais raiva.

Essa deveria ser uma noite divertida, começar bebendo com um amigo e terminar com alguma desconhecida na minha cama, mas descobrir que o meu irmãozinho, aquele que ajudei a criar era gay e pior não havia me contado isso, acabou comigo.

Perdi as contas de quantos minutos passei do lado de fora daquela boate tentando entender porque eu me sentia tão desconfortável com essa situação, só despertei quando meu celular começou a tocar, olhei para o aparelho e vi o que eu menos queria no momento, era uma chamada de Ciel, não iria atender, não queria vê-lo e muito menos falar com ele no momento, então apenas fiquei admirando a foto dele que aparecia na tela, um olhar tão meigo e um sorriso tão inocente, deixei de encarar a tela do celular apenas quando ele desligou.

Minha noite já havia sido arruinada, apenas queria voltar para casa e esquecer que esse dia existiu. Entrei na boate novamente só para chamar Claude para irmos embora, mas quando o vi ele parecia bem distraído com outra coisa.

- Claude vamos embora, eu não estou me sentindo muito bem.

Percebi que ele olhava ao redor como quem procurava algo ou alguém, percebi também que ele não estava dando a mínima para o que eu dizia.

- Ei Claude, você está me ouvindo? - Tentei novamente chamar sua atenção.

- Não, eu não ouvi nada do que você disse e nem vou ouvir, tenho algo muito importante para fazer essa noite - Disse levantando-se - Não me espere - Falou já desaparecendo em meio às outras pessoas.

Ao que parece pelo menos um de nós terá uma noite divertida.

Fiz questão de ir embora a pé, a caminhada, a brisa gelada e o céu estrelado me ajudariam a refletir. Logo cheguei em minha casa, após pensar calmamente percebi que havia exagerado, assim que descobri das preferências de Ciel liguei para ele furioso e disse um monte de merda que eu realmente não queria dizer, foi necessário apenas parar e pensar um pouco para perceber que o que realmente me irritava não era o fato dele ser gay, mas sim de ele não ter me contado isso, não sei se ele não confiava em mim ou se apenas julgava que não era importante me contar, enfim temos muito o que conversar, preciso me desculpar, só não tenho coragem para encará-lo hoje, não depois de tudo o que eu disse.

Entrei em minha casa pronto para me jogar na cama, mas assim que acendi as luzes levei um baita susto, lá estava Ciel sentado no meu sofá, com algumas lágrimas no rosto e um olhar mortal direcionado a mim. Maldito o momento em que dei uma cópia da chave para ele.

Por mais que minha intenção fosse adiar esse momento o máximo possível, como ele estava aqui na minha frente o melhor era me desculpar logo por tudo.

- Ciel me desculpe - Sussurrei me aproximando dele.

Assim que cheguei perto o suficiente fui acertado com um tapa no rosto, aquilo doeu, mas definitivamente não doeu tanto quanto ver a mágoa em seus olhos. Após me bater ele se levantou do sofá e foi até uma bolsa que estava jogada no chão, tirou de dentro dela uma algema, veio até mim e prendeu minha mãos atrás das costas com ela, eu podia tê-lo impedido, mas a situação era tão estranha e eu me sentia tão culpado que simplesmente não consegui fazer nada.

- O que você está fazendo Ciel? - Perguntei completamente confuso.

- Cala a boca - Disse me empurrando para eu cair sentado no sofá.

Ia abrir minha boca para dizer mais alguma coisa, mas ele foi mais rápido a tampando com um pano que amarrou atrás na minha cabeça, como uma mordaça. Resmunguei um pouco, mas o pano impedia que minhas palavras fossem compreensíveis.

Aquilo estava me assustando, o que ele pretendia fazer comigo?  Ciel ficou um tempo me encarando antes de decidir falar.

- Nojento? Foi disso que você me chamou, não foi? - Falou deixando uma lágrima escapar - Uma vergonha, você deixou bem claro que eu não passo disso, não é?

Precisava dizer a ele que falei essas coisas sem pensar, mas a mordaça me impedia de dizer qualquer coisa.

- Não se preocupe Sebastian, você disse que nunca mais queria me ver e eu vou respeitar o seu desejo, só antes de ir eu quero ter certeza de que você também não é um nojento como eu.

Tirou o casaco que vestia e sentou-se no meu colo olhando diretamente em meus olhos, não sabia o que ele pretendia, seu jeito estava me deixando cada vez mais confuso, pior do que isso era um calor que insistia em percorrer o meu corpo. Fechei meus olhos tentando me recompor.

- Olha pra mim Sebastian! Ou você me despreza tanto que nem isso consegue fazer?

Abri meus olhos na esperança de que ele pudesse perceber que eu sentia muito, mas me arrependi no mesmo instante, ele estava com o rosto muito perto, os olhos vidrados nos meus e os lábios entre abertos fizeram certos pensamentos impuros passarem pela minha mente, obrigando-me a fechar novamente os olhos numa tentativa falha de afastá-los.

Senti a respiração de Ciel perto da minha orelha e logo beijos foram distribuídos pelo meu pescoço, arregalei meus olhos com o susto, voltei a resmungar tentando pedir para que ele parasse, mas foi inútil.

- Que desespero é esse? - Sorriu - Se mantenha indiferente que eu desisto e vou embora.

Tentei fazer o que ele disse, tentei ficar indiferente, mas meu corpo não parecia querer colaborar. Agradeci mentalmente quando os beijos pararam, achei que finalmente aquilo tinha acabado, mas Ciel parou por apenas alguns segundos e então começou a rebolar no meu colo enquanto sensualmente tirava sua camisa. 

Eu sei que é errado, queria que não fosse verdade, mas em algum momento passei a adorar estar nessa situação.

Pouco tempo depois ele se levantou ainda sorrindo, foi até a bolsa onde pegou a algema anteriormente e tirou de la a chave, se aproximou novamente de mim, apoiou o joelho entre as minhas pernas apertando minha ereção enquanto abria a algema.

- Você ainda tem nojo de mim Sebastian? - Sussurrou no meu ouvido - Acho que você não tem mais moral para dizer isso agora que ficou excitado com seu próprio irmão - Disse sorrindo.

Acariciei meus pulsos que estavam doloridos devido a posição em que ficaram enquanto via Ciel se aproximar da porta.

- Não se preocupe, isso não vai se repetir, estou sumindo da sua vida como você pediu - Disse abrindo a porta.

Em um ato impulsivo corri até ele fechando com tudo a porta a nossa frente, não podia deixá-lo ir. Ele ficou me olhando, parecia não entender nada, nem eu entendia o que eu estava fazendo na verdade, apenas arranquei o pano que cobria minha boca e o beijei, sem pensar no que estava fazendo, sentia a culpa martelando dentro de mim, mas o desejo era muito maior.

Lá no fundo eu torcia para que ele me empurrasse e fosse embora, mas ele não o fez, apenas continuou me beijando, cada vez com mais vontade.

Peguei ele no colo, com uma perna de cada lado do meu corpo e o encostei na parede queria mais contato, ele por sua vez afundou seus dedos em meus cabelos enquanto sua língua brincava na minha boca.

- Precisamos parar com isso - Falei entre os beijos.

- Com certeza - Respondeu-me ofegante.

Mas nenhum de nós dois parou, continuamos com aquilo por mais um tempo, o beijo logo foi acompanhado por carícias, as carícias cada vez mais invasivas nos obrigaram a tirar peças de nossas roupas.

Minha mente estava nublada, eu já não via mais o Ciel ali na minha frente, não o Ciel com quem convivi todo esse tempo, parecia outra pessoa, mas provavelmente isso era só um jeito que encontrei de aliviar minha culpa.

Não conseguindo mais me conter o levei até meu quarto sem parar o beijo em momento algum pois sabia que se o fizesse um de nós dois acabaria desistindo. 

Joguei-o na cama e fizemos amor a noite toda, eu digo "fizemos amor" porque foi exatamente o que senti, amor, diferente de qualquer outra transa que já havia tido havia muito sentimento envolvido, seus gemidos tão sensuais e familiares ao mesmo tempo, seu corpo tão conhecido mas também tão desconhecido por mim, o sentimento de estar fazendo algo errado que parecia tão certo no momento, era intenso demais.

Apenas quando nós dois caímos exaustos no colchão me dei conta do que havia feito, um sentimento ruim me invadiu, um gosto amargo de culpa e ainda sim lá no fundo, bem escondido, havia uma ponta maior do que eu gostaria de admitir de satisfação. 

Olhei para Ciel sabia que precisamos conversar, mas ele estava de olhos fechados, o conhecia o suficiente pra saber que ele só fingia dormir, é algo que ele sempre fazia na infância, fingia que estava dormindo quando queria se livrar de encrenca, só não sabia que esse hábito persistia até hoje, de qualquer forma seria bom que nós dois tivéssemos tempo para pensarmos no que aconteceu antes de conversarmos, tenho certeza que apesar do jeito que ele lidou com as coisas ele também não esperava que tudo fosse terminar assim.

Acordei bem cedo no dia seguinte se é que posso dizer que dormi, apenas cochilei entre os pensamentos de que o que fiz foi errado e de que foi uma das melhores coisas que já fiz. Abri meus olhos e olhei em volta percebendo que Ciel não estava na cama, me levantei e coloquei uma roupa qualquer indo em direção a sala para ver se ele ainda estava aqui. Ouvi o barulho do chuveiro, então sabia que só tinha alguns minutos antes da nossa temida conversa. Fiz um café e fiquei esperando. Logo ele saiu do banho já vestido e com uma toalha secando os cabelos, assim que me viu parou, ficamos alguns minutos olhando um para o outro sem saber o que dizer.

- Você quer café? - Disse apenas para quebrar o silêncio.

Ele concordou com a cabeça e se sentou, servi uma xícara para ele e outra pra mim então me sentei a sua frente.

- Foi minha culpa - Ele disse com o rosto baixo - Eu não tinha planejado isso, mas foi eu quem comecei com aquela atitude idiota que tive.

- Não Ciel, foi culpa minha - Ergui seu rosto o obrigando a olhar para mim - Eu disse várias coisas que não devia ter dito e te impedi quando tentou ir embora.

Lamentamos juntos um pouco mais e assim que nós dois terminamos de nos desculpar, um silêncio constrangedor voltou a rondar o lugar.

- Eu gostei – Ele disse de repente.

Quase joguei pra fora todo café que havia bebido ao ouvir isso. 

- Não que isso vá se repetir, eu sei que não vai, só estou dizendo que não foi ruim - Tentou se explicar totalmente corado.

Suspirei fundo, seria mais fácil se ele não tivesse dito isso, porque ouvir que ele também gostou fez aquela ponta de satisfação que senti ontem a noite voltar.

- Eu também gostei Ciel, me sinto ainda mais culpado por ter gostado tanto.

Vi um pequeno sorriso aparecer em seu rosto, mas ele logo disfarçou.

- Nós dois sempre tivemos uma boa relação e eu não quero que isso mude por causa desse erro Ciel.

Essa foi provavelmente a coisa mais sincera que já disse, eu podia estar confuso com tudo, mas eu não tinha nem uma sombra de duvidas sobre isso.

- Não vai Sebastian, isso não vai se repetir e por mais que demore um tempinho tenho certeza que um dia poderemos olhar um para o outro sem lembrar desse momento.

Talvez ele pudesse esquecer, mas não acho que eu conseguiria, mesmo assim preferi não dizer nada sobre isso.

- Só me prometa que nada vai mudar até lá, não quero viver a sensação de que afastei a pessoa que mais amo nesse mundo.

- Eu prometo, nossa relação não vai mudar- Falei fazendo um carinho no seu cabelo como já havia feito tantas vezes antes.

Ele sorriu e eu retribui, claro as coisas continuavam estranhas, eu ainda me sentia satisfeito e devastado, mas esse pequeno momento de cumplicidade era o exatamente do que eu precisava para me lembrar do que ele era para mim.

Com tudo acertado e com uma promessa feita Ciel foi embora, mas antes de sair deu um beijo em meu rosto, algo que ele sempre fez e que foi sempre tão inocente agora me trazia sensações diferentes, provavelmente para ele também já que saiu correndo logo depois disso e assim que ele saiu pela porta eu comecei a pensar em tudo que havia acontecido na noite anterior e meu corpo começou a esquentar novamente como se pedisse por mais.

- Ah Ciel você sabe que eu nunca fui muito bom em cumprir promessas - Falei sozinho indo em direção ao banheiro e torcendo para que um banho frio resolvesse meu problema, pelo menos por enquanto.

 


Notas Finais


Obrigada por ler!
Link para Sentimentos despertos:
https://www.spiritfanfiction.com/historia/sentimentos-despertos-13326894


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