História NoPau - Nem Se Fosse Combinado - Capítulo 42


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Categorias Big Brother Brasil
Personagens Personagens Originais
Tags Bbb, Nopau, Paulaebreno
Visualizações 519
Palavras 2.547
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 42 - Capítulo 42


Fanfic / Fanfiction NoPau - Nem Se Fosse Combinado - Capítulo 42 - Capítulo 42

Breno estava no pátio da escola com um sorriso fixo no rosto, apertando a mão dos outros pais. Paula estava em algum lugar por ali. Pois uma das auxiliares da turma de Nina o dissera que ela fora uma das primeiras mães a chegar. 

Ele ainda não a vira.

Não a encontrara nas semanas seguintes que se passaram, desde que conversaram e ela o rejeitou. Também não se falaram. Fora o e-mail que se sentiu obrigado a escrever para ela quando Nina, sem querer, mencionou que Paula andava doente, não houve contato direto. Apenas dissera para ela que independente de qualquer coisa, ele ainda era seu amigo e que ela poderia contar com ele para o que fosse. 

O pátio logo encheu, pais por toda parte.

Ele deu um sorriso ao ver sua filha, já caracterizada para a apresentação.

Breno abriu espaço na multidão e foi até ela, pegando-a no colo.

Havia desmarcado algumas reuniões importantes para está ali, mas ainda assim, estava feliz, pela filha.

— Papai, a mamãe está aqui?

— Sim, meu amor, está por aí – respondeu ele, sentindo um aperto ao ouvir o codinome do qual ele tanto evitara depois daquela noite e só agora se dera conta de que ela era realmente a mãe de Nina.

Ouvira muito o nome dela em casa e no escritório, especialmente da boca de sua secretária, que parecia ter uma admiração fora do comum por ela, o que era perfeitamente compreensível.

— Você vai ficar até o final, não é?

— Mas é claro, não perderia por nada.

Nina não parava de falar desse dia, de como seria incrível ter o papai e a mamãe juntos. Breno tentou conversar, explicar que não seria bem assim., Mas não houve rendição de sua parte.

Foi interrompido de seus devaneios quando a viu. Colocando Nina do chão e nem percebeu que a menina corria para uma sala de ensaio.

Ela estava vindo em sua direção, entretida numa conversa com a mãe de uma criança. Paula devia ter percebido que Breno olhava para ela, pois fez uma pausa e olhou-o nos olhos.

O coração dele pulou. 

Linda. Ela estava mais linda, naquela noite. Radiante. Usava um vestido que deixava as curvas maravilhosas à mostra, e o cabelo solto. Mesmo de longe, ele notou algo de estranho em seus olhos.

Um homem alto que ele reconheceu, talvez um professor, foi para a frente dela e interrompeu o contato. Todos foram para os seus lugares. Estavam em locais distantes.

As apresentações começaram. E a risada e a alegria das crianças, preenchiam o ambiente. Em meio a tudo isso, a todas as conversas que teve com os pais das outras crianças à sua volta, Breno não tirou os olhos de sua mulher, sim, não devia, mas ainda a considerava sua. A única mulher que conseguiu amar.

Ela parecia estar se divertindo horrores. Paula conversava animada enquanto assistia as apresentações.

De vez em quando, lançava-lhe olhares e ele sentia a atração que sempre tiveram, desde o início, que sabia bem no fundo da alma que nunca o abandonaria.

Então olhou para Nina, que estava distante dele, animada na expectativa de sua apresentação. 

Sentiu uma onda de felicidade por estar ali ao lado dela, por poder lhe proporcionar aqueles momentos de alegria.

Ele sabia que Paula sentia essa mesma felicidade.

E sabia que ela nunca a abandonaria, pois a amava.

Enquanto esses pensamentos eram filtrados pelo seu cérebro, ele viu uma senhora aproximar-se dela e lhe dizer algo. As duas se encaminharam para o palco do pátio em direção ao microfone. Ela iria falar em nome dos pais, ali presentes.

Breno sentiu-se orgulhoso dela.

Após mexer no microfone por alguns instantes, ela deu tapinhas nele, que reverberaram pelo pátio lotado.

— Todo mundo consegue me ouvir? – perguntou rindo.

Aplausos e gritos de incentivo ecoaram no local. – Muito bem. – Ela limpou a garganta.

Quando tornou a falar, sua voz estava clara e calorosa.

— Antes de tudo, gostaria de dizer, em nome de todos os pais e das famílias aqui presentes, que agradecemos muito pelo amor que esta escola tem por nossas crianças.

Ainda mais gritos ecoaram pelo pátio. Ela ficou quieta, sorrindo, esperando fazerem silêncio.

— Gostaria de agradecer em especial a minha filha que sempre me deu o estímulo necessário para seguir em frente, me tornando uma mulher mais feliz por estar ao seu lado e ao homem fantástico que a cria e a educa com tanto amor, seu pai. - Todos os olhares se voltaram para Breno e ele sentiu um arrepio na espinha.

O sorriso dela diminuiu um pouco, mas a voz ficou mais calorosa.

— Se não fosse pelo Breno, eu não teria conhecido ela, nem conhecido e vivenciado desse amor enorme. E foi vendo o Breno cuidar e educar a Nina com todo amor do mundo que me fez entender que só o amor pode mudar o mundo. Hoje eu agradeço a escola por nos mostrar um pouco desse amor, que é transmitido todos os dias aqui, para com nossas crianças. Uma salva de palmas a toda a equipe de educadores. A salva de palmas ecoaram, todos de pé. 

Ele queria sorrir e aceitar os sorrisos a si, com leveza, mas não conseguiu.

A turma de Nina, foi a última a apresentar-se, arrancando aplausos de toda plateia com tanta fofura.

Com a finalização das apresentações, Nina falou com Paula, feliz demais por ela está ali, recebendo vários elogios da mãe por sua desenvoltura, e depois voltou para sala, para tirar o figurino com a ajuda da professora.

Nesse momento Paula foi para o jardim da escola.

Encostada em uma mureta de um corredor externo que dava acesso para a entrada.

Paula respirou e tentou ordenar seus pensamentos. Estava feliz com os acontecimentos do dia, mas ainda tinha muito para acontecer, queria encontrar o Breno e conversar com ele. Havia planejado tudo, todas as coisas que pretendia dizer, mas a expressão dele depois que o viu a fez travar.

Ele parecia furioso. 

A dúvida e o medo, seus velhos amigos, a dominaram de novo.

E se ele a rejeitasse?

E se...?

“E ses” não importavam. Falaria com ele até o fim do dia. Era preciso.

— Você se incomoda de eu ficar aqui?

Ela virou a cabeça com um susto, o coração batendo a mil, e viu Breno atrás dela, maravilhoso, trazendo duas taças com alguma bebida dentro, que estava sendo servida aos pais em um coquetel, depois das apresentações. 

Ele ofereceu uma a ela.

— Achei que você devia estar com sede depois de falar tanto – disse ele, sério.

— Obrigada.

Ao pegar a taça, os dedos dela roçaram nos dele e Paula sentiu um frio na barriga.

Ele estava ao lado dela, com o corpo quase tocando o seu, observando a mesma vista.

— Você está errada, sabe – disse ele.

- Em relação a quê?

— O discurso que fez. Eu não merecia aquilo. Você merecia.

— Não...

— Sim.  Eu aprendi muito mais com a sua visão, a sua paixão e o seu amor.

— Mas, se eu não o tivesse conhecido,  nada desse amor maternal teria acontecido.

— Sem você para realizar a parte difícil no início, não haveria nada que eu pudesse fazer.

— Vamos passar o dia todo discutindo quem merece os elogios – disse ela, rindo, com carinho. – Que tal se aceitarmos que nós dois fomos necessários para que tudo isto se realizasse?

Um sorriso fraco cruzou o rosto dele, e Breno ergueu a taça.

— Ao amor pela Nina.

— Ao amor pela Nina – repetiu ela, batendo a taça na do Breno.

Ela não bebeu.

— Você está linda.

— Obrigada. – Ela fez a voz soar animada. – Eu não estava com muita cabeça para me produzi, mas hoje é um dia especial e fiz o possível para vir apresentável.

— Você sempre está linda, não importa a ocasião.

Ela sentiu um nó na garganta.

— Quero que saiba que eu entrei com um processo de guarda compartilhada da Nina para você. Agora ela é oficialmente tão sua filha, quanto minha.

Paula sentiu seus olhos marejarem. Era o melhor presente que poderia receber em toda vida.

— Nossa Breno, você não sabe o tamanho da minha alegria ao saber disso. - Paula o olhou nos olhos com intensidade. - É o melhor presente que eu poderia ganhar. O único com o maior valor para mim.

— Eu sei, agora eu sei, você me ensinou isso. A enxergar além.

Ela abriu a boca sem saber o que dizer, mas ele falou de novo antes que ela pudesse dizer qualquer coisa.

— Eu queria poder voltar no tempo

Se Paula estava se sentindo tonta antes, não era nada perto de como se sentia naquele exato instante.

Ele realmente confiava e acreditava nela como mãe.

O coração dela pulou.

A tristeza havia se espalhado pelo rosto de Breno.

— É aquilo de que a gente falou. Eu estou acostumado a viver uma vida sem pensar em como ela seria para Nina, porque você está certa, é um mundo diferente do mundo que ela conhece ou conhecia. Eu só pensei que ela iria se adaptar, se encaixar e iria dar tudo certo, sem parar para pensar que eu também precisava me adaptar. Eu botei tanta pressão em você que não é de admirar que o peso dessa bolha tenha sido demais. Eu vejo você agora, voltando a viver fora dessa bolha, parece está melhor.

Paula continuou em silêncio para que ele falasse o que tinha na cabeça.

— Eu sei que eu tenho esquisitices, sou desconfiado. Excêntrico e teimoso demais – admitiu ele, triste. – Passei toda a minha vida fugindo de um sentimento que para mim, era a ruina do ser humano. Sempre lutei para atingir a perfeição em todas as áreas da minha vida, na esperança de suprir a falta do amor. E ainda assim, fracassei.

— Breno, o fato de não ser perfeito não diminui você – disse ela. – Só faz de você humano. E amar não é um erro.

— Eu sei. Estar com você, me ensinou isso. – Ele inclinou a cabeça e passou os dedos pelo cabelo. – É isso que eu mais odeio em mim. Jurei que nunca seria fraco, mas, na minha tentativa ridícula de me privar do amor, acabei me apaixonando por você e a fazendo sofrer, por consequência. Você estava certa. Aquele relacionamento não era um ambiente para Nina, ou para qualquer outra criança. Poderá me perdoar um dia, por tudo que fiz você passar?

Ela deu um sorriso cansado.

— Eu já o perdoei.

Ele virou-se e passou o dedo pelo rosto dela.

— A verdade é que eu sinto tanta saudade sua que, qualquer oportunidade de te ver, eu a agarro. – Inclinando-se, ele passou os lábios na orelha dela e sussurrou: – Você é a melhor coisa que já me aconteceu, Mochilinha. O que quer que decida fazer no futuro, quero que seja feliz.

Com um último selinho, ele deu um passo para trás e virou-se, colocando a taça na mureta e se afastando.

— Eu menti – soltou ela para a figura que se afastava, pondo a taça ao lado da dele.

Breno parou na hora.

— Quando disse que não poderia ser feliz ao seu lado e queria te esquecer, eu menti. A verdade é que estes meses que passamos juntos foram os mais felizes da minha vida. Os últimos sem você foram um verdadeiro inferno, bem mais triste do  que todas as vezes que nos separamos.

Ele não se mexeu.

A coragem dela quase a abandonou, mas Paula estava decidida a ir até o fim. Ele se abriu semanas antes e ela o rejeitou.
Mesmo que ele a rejeitasse, precisava dizer. Não iria passar o resto da vida se arrependendo de ter deixado aquela única chance de felicidade escorregar por entre seus dedos.

— Eu fui uma idiota, medrosa. Deixei você e não o culparia se me mandasse ir pentear macaco ou capinar um lote, mas, Breno... – Ela inspirou, e teve a sensação de nunca ter inspirado tão fundo na vida. – Eu te amo. Eu te amo tanto que chega a doer, e sei que não mereço, mas, se por um acaso tiver curiosidade de saber se daria certo dessa vez...

Ela não precisou ir mais longe. Breno se virou e, num piscar de olhos, envolveu-a com os braços e a beijou como se não houvesse amanhã.

Cheia de alegria e alívio, ela jogou os braços em volta do pescoço dele e entregou-se. Por uma eternidade, eles ficaram assim, Breno segurando-a com força, a boca quente na dela, até deixá-la no chão com delicadeza e pôr as mãos no rosto dela para olhá-la diretamente nos olhos.

— Amor, eu pensei que fosse o nosso fim.

Ela balançou a cabeça e agarrou a camisa dele.

— Nunca.

— Eu pensei que tivesse perdido você, Paulinha. - Breno falou com a voz embargada. - Eu te amo tanto.

— O meu coração é seu desde o dia em que o conheci, meu Xenon. 

— Minha Mochilinha... – Agora foi Breno que balançou a cabeça. – Nunca mais vai sair do meu lado.

Ela sorriu e passou o dedo pelo queixo dele.

— Sabe aquela bolha de que você estava falando? Será que dá para eu viver me equilibrando nela? 

Ele riu, e sentiu uma felicidade tamanha que teve que beijá-lo de novo.

Breno se desvencilhou e pegou suas mãos.

— Você quer casar comigo?

— O que? 

Paula não assimilara bem as palavras que ele acabara de proferir, tendo que confirmar para poder acreditar no que escutara.

— Você quer se casar comigo?

- Amor, é claro que quero, é tudo que mais quero.

Breno a beijou com tamanha intensidade que a fez perder as forças.

— Está vendo? Agora você é minha. - Ela abriu um sorriso, exalando felicidade. - Meu amor, nós vamos construir nossa própria bolha – afirmou ele, dando um beijo intenso nela. – E vamos amar e celebrar todas as imperfeições dela.

— E você espera que eu engravide?

A risada morreu e uma expressão séria tomou os olhos dele.

— Nós já temos a Nina. De todos os presentes que já ganhei na vida, esse foi o mais especial e o mais precioso. Eu espero ter mais filhos sim, mas só quando você estiver pronta, nem um dia antes. Eu não quero mais ter a família perfeita. Eu só quero ter vocês em minha vida – acrescentou ele com um sorriso torto. – Nossos filhos vão ser uma expressão do nosso amor e do nosso compromisso, nada mais.

— E que tal daqui a seis meses?

O choque vindo dele era tão palpável que Paula caiu na gargalhada.

— Sim, amor, você vai ser pai de novo.

Ele arregalou os olhos e ficou imóvel.

— Como?

— Lembra aquela vez nos reconciliamos...? – Ela riu de novo quando os olhos dele se arregalaram ainda mais, aliviada por poder falar, sem conseguir se conter de animação e alegria. – Eu não tomei a pílula do dia seguinte.

— Meu Pai, eu também não usei nenhum preservativo – admitiu ele, completamente tonto.

— Eu já vinha sentindo a algum tempo, tonturas e enjoous e já desconfiava, porém, estava com medo do resultado, só ontem tomei coragem e fiz o teste de gravidez, estou com três meses. Nina ainda não sabe, na verdade queria que ela soubesse por nós dois. Você nem imagina o quanto estou feliz... – A felicidade dela caiu um pouco. – Você também está feliz, não está?

— Feliz? Amor, eu acabei de voltar com a mulher que amo mais que tudo no mundo e descobri que vou ser pai pela segunda vez. Estou muito mais do que feliz.

E lá estavam eles no jardim da escola da filha, esmagados pelos braços e beijos um do outro, completamente indiferentes às pessoas que perambulavam em volta deles, completamente indiferentes aos sorrisos invejosos que davam, ao perceber o amor profundo e intenso que sentiam um pelo outro.


Notas Finais


Ú L T I M O S . C A P Í T U L O S


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