História NoPau - Nem Se Fosse Combinado - Capítulo 44


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Categorias Big Brother Brasil
Personagens Personagens Originais
Tags Bbb, Nopau, Paulaebreno
Visualizações 426
Palavras 1.167
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Insinuação de sexo
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 44 - Epílogo


Fanfic / Fanfiction NoPau - Nem Se Fosse Combinado - Capítulo 44 - Epílogo

Querido diário, me chamo Nina e tenho 14 anos. Ganhei você de presente da minha mãe que se chama Paula.

Tenho dois irmãos; Artur de 10 anos e Lavínia de 4 anos. Meu pai, se chama Breno. 

Mamãe me disse que aqui, eu poderia escrever sobre meus dias e que você seria como um melhor amigo. Mas a verdade é que minha melhor amiga é ela, e sempre foi, desde quando me entendo por gente. Ela e meu pai.

Nossa! Como eu os amo!

Eu não me lembro muito bem como eu a  conheci. 

É, eu sou adotada. 

Mas isso não faz muita diferença aqui em casa, não. Meu pai vive dizendo que eu fui seu primeiro amor. 

E eu sempre fui muito parceira dele, até hoje. Vez ou outra, ainda corro para o seu abraço no meio da noite. Adoro dormir entre eles, é um sentimento de segurança que só tenho quando estou nesse aconchego. 

O que falar da minha mãe? Antes dela aparecer, era só meu pai e eu. Eu não lembro de muita coisa, porque eu era bem novinha, mas ela conta que foi amor a primeira vista e deve ter sido mesmo, porque não me imagino sem ela. 

Desse tempo, a única coisa que lembro, foi da dor que senti quando eles se separam. Foi a única, que eu lembre. Mas doeu tanto. Eu lembro de ver eles tristes e ficar mais triste ainda.

Mas quando eles se reconciliaram, nada voltara a ser como antes, éramos uma família. Logo depois, o Artur nasceu. 

Desse dia, eu lembro. Nós estávamos em Belo Horizonte, onde meus avós e minhas tias, moram. 

Mamãe sentiu dor enquanto estávamos com papai, no shopping.

Ele ficou tão nervoso que não conseguiu dirigir até a maternidade, tendo que pedir ajuda para um taxista. 

Eu senti tanta felicidade ao ver o rostinho dele, tão pequenino. E tão amado por todos. 

E bota "todos" nisso, além de meus avós e meus tios, irmãos do meu pai e da minha mãe, estavam também meus tios, amigos deles. 

O quarto da maternidade, esse dia ficou cheio.  Tio Teteto dizia a todo momento que  Artur iria ser farrista, pois já nasceu em uma sexta-feira. 

Confesso que senti ciúmes, vendo todo aquele amor ao meu irmão e eu ali sentada na poltrona de cabeça baixa.

Só percebi minha mãe me olhando e jogando um beijo para mim e me dizendo um "te amo" pelos lábios, sem que som nenhum saísse de sua boca. Mas eu entendi. Entendi que em meio a toda aquela muvuca, ela estava lembrando de mim e me amava. 

Papai também deve ter percebido, pois depois desse momento me pegou no colo, dizendo que me amava também, e que a sua maior felicidade, era eu está participando daquele momento junto com ele.

Eu também tinha um certo receio da mamãe gostar mais dele do que de mim, mas nada mudara. Eu sabia que ela me amava, tanto ou mais do que eu a amo. E isso  me tornou uma criança, agora adolescente, segura de suas convicções e princípios, que eles souberam ensinar muito bem .

Minha relação com o Artur é ótima, a gente quase nunca briga

Só quando ele insiste em invadir meu quarto e deixar uma zona.

O menino é um danado, não pára quieto. Mamãe vive dizendo que se ele não fosse filho, seria irmão do meu pai. Porque tem a mesma personalidade. Ele também é super protetor e até já se meteu em briga na escola para me defender,  quando uma menina, resolveu implicar comigo devido a minha cor e eu não ser igual aos meus irmãos. 

Eu nunca me importei com isso, muito menos, com os comentários preconceituosos da mesma. Na base do diálogo, meus pais souberam me preparar muito bem para esses acontecimentos. 

Mas o Artur, fez questão de praticar algumas pequenas barbaridades com a menina, como por exemplo; colocar chiclete em seu cabelo e jogar laxante no lanche dela, sem que ela o visse. 

Mas ele foi pego, e mesmo sendo chamado à atenção e posto de castigo, disse que faria tudo de novo se fosse para me defender e que ninguém mexia com as irmãs dele. 

Meus pais, não souberam nem o que dizer a ele, que acabou ficando sem vídeo game por alguns longos dias.

Já a Lalá, é um amorzinho. Minha boneca. Ela nunca dar trabalho e sempre está a meu lado. 

Desde bebezinha que ela sempre dorme ao meu lado. Mamãe diz que a sua personalidade se parece muito com a minha, quando eu tinha a sua idade hoje. 

Nós três adoramos ficar deitados na cama deles, vendo TV enquanto eles estão no serviço. 

E quando estão em casa também. 

Eles costumam dizer que vivemos numa bolha e que essa bolha é feita de amor. 

Nós fazemos sempre duas viagens por ano, além das férias. Uma para Goiânia e outra para BH. Para ver nossos avós e tios. 

É sempre bom quando acontece alguma festa nessas viagens, sempre tem, como da ultima vez que fomos para BH, o casamento da minha tia Clara e meu tio JP. Foi muito bom!

Por falar em casamento, lembrei do casamento dos meus pais.

Eu fui daminha. 

O Artur ainda nem tinha nascido. 

Foi aqui mesmo no Rio. Mamãe estava linda e o papai não parava de chorar ao olhá-la.

Assim que a cerimônia religiosa acabou e começou a festa, ele pediu licença para um breve discurso, me pegando no colo e me levando até o microfone. Eu lembro bem, ele disse assim;

"Amor, se Deus me permitisse ter a chance de viver por mais mil vidas, eu só queria, se tivesse vocês, porque vocês são a minha base e meu porto seguro. O início e o fim de tudo. Daria minha felicidade inteira por vocês. E posso não ter tudo, mas eu tenho tudo que preciso, aqui, do meu lado e duvido se há alguém mais sortudo do que eu. Eu te amo, Paulinha. De todas as perfeições desse universo, você é a minha preferida."

Mamãe nesse momento já estava em prantos, e a maioria dos convidados também. Minha avó Kelly, chorava, enquanto a vovó Maria Olívia aplaudia, radiante com o união. 

Minha mãe também fez seus votos e não ficou por baixo, levando todos as lágrimas;

"Amor, você é a resposta para todas as minhas perguntas e o motivo da minha felicidade. Você me deu o mundo em forma de filhos e foi o melhor presente que eu poderia receber. De brinde veio você, e que brinde! Não me imagino mais sem vocês e te amo ainda mais por isso. Viva nós dois, nossos filhos e nosso amor."

Lindo né? Pois é, foi um chororô só. Mas estávamos felizes e essa felicidade só aumenta e espero que se perpetue por toda a eternidade. 

É como meu pai vive dizendo; O amor, é de exatas, porém, nele não há divisão, muito menos subtração, mas sim uma extensão. 

E assim, eu espero que nossa felicidade se extenda por quantas vidas tivermos. Pois não teria como existir amor maior, Nem Se Fosse Combinado.


Notas Finais


"Sim, do mundo nada se leva. Mas é formidável ter uma porção de coisas a que dizer adeus."

Millôr Fernandes


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