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História Noragami: Até o Último Deus Cair - Capítulo 13


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Capítulo 13 - Yukine e Nora


Com Kofuku caída sobre o chão, a última deusa que havia se colocado contra seu caminho, agora jaz sem vida, caminhando lentamente entre os destroços e o fogo que queimava o pó da terra, sua espada pingando sangue, Yato a lança sobre sua direção e Yukine deixa sua forma como shinki e volta a sua forma de garoto, sua jaqueta coberta de sangue em seus ombros não o assustava mais, ele olhava tudo ao seu redor desmoronar, encoberto pela fumaça negra que subia aos céus.

Yato caminhava calmamente entre as explosões dos comensais que atacavam os prédios daquela escola, mesmo com as pedras tremendo pela força da luta que estava sendo travada, Yato se abaixa e pegava lentamente com suas mãos um pedaço que havia restado da máscara de Nora, coberta de poeira e riscos de queimados, seus lábios sopram sobre ela, lançando a poeira para longe, se levantando e com um sorriso em seus lábios, Yato se voltava em direção ao seu shinki.

-Acho que ambos ficaram tempo demais solitários, venha Nora, do pó da terra eu o deus da destruição lhe invoco ... tornate a viver. (Dizia Yato enquanto um forte vento soprou sobre o lugar, levantando o pó em forma cilíndrica).

 Aos poucos o corpo de Nora fora se formando novamente e seus olhos se abriram enquanto seus pulmões se enchiam novamente de ar e a vida corria novamente em suas narinas, quando o vento se sessou e o pó da terra lançado ao chão, Nora caminhava novamente sobre a Terra, e sua máscara quebrada e mirrada novamente voltava a resplandecer a glória que havia antes.

-Estou de volta, mestre. (Dizia ela se ajoelhando perante a Yato enquanto ele lhe cobre seu rosto com sua máscara).

-Seja leal como antes e forte como antes que sempre que morreres eu a levantarei dentre os mortos. (Respondia o deus da destruição com seu semblante completamente irreconhecível como era no passado).

Abrindo seus olhos, Hiyori se levantava do chão, retirando a poeira que estava sobre seus ombros, com sua visão embaçada e sua cabeça doendo, ela tentava se manter em pé apoiando suas mãos sobre os objetos que estavam a sua frente, o rapaz que a acompanhava, vagarosamente e com dificuldades se levantava, ambos já estavam cansados e machucados em decorrência aos ataques, caminhando um apoiado sobre o outro, lentamente eles saíam da sala onde estavam e andavam por entre os corredores, tudo a sua volta estava irreconhecível, haviam corpos e destroços espalhados em todos os lados enquanto alguns objetos permaneciam em chamas, dificultando ainda mais a visibilidade a respiração das pessoas que lá estavam.

Yato observava atentamente tudo o que ainda havia restado diante daquela batalha, respirando fundo e erguendo suas mãos, ele sentia seu poder descomunal correr por entre suas veias, dois comensais o vendo rapidamente se aproximaram do deus da destruição, com a fumaça negra os envolvendo, as trevas que os cercavam tomavam forma de corpos humanos, ajoelhando-se diante dele, um deles dizia a Yato.

-Mestre ainda há sobreviventes nos prédios desta escola, deseja que acabemos com eles ou deixemos eles viverem? (Perguntava o comensal com sua voz grave e embargada enquanto seu corpo tremia lentamente por estar na presença do lendário deus da destruição).

Com um sorriso de deboche, Yato se vira para Yukine e segurando suas mãos, o seu olhar frio e sombrio o penetrava.

-Mate-os ... até o raiar do dia, quero todos mortos. (Respondia Yato ao comensal enquanto Yukine se demonstrava meio espantado com tamanha frieza vinda de seu mestre).

-Deixem-os viver. (Dizia Yukine contrariando a ordenança de seu senhor).

Rapidamente a mão de Yato se deslizou sobre os dedos de Yukine e o contato físico entre ambos havia se desfeito, o semblante do deus da destruição se fechou e a sua ira dava-se para transparecer sobre as feições de seu rosto.

-O que disse Yukine? (Perguntava Yato enquanto ele o rondava)

A presença de seu mestre era tamanha que o medo o cercava juntamente com ele, seu corpo pela primeira vez tremia de pavor.

-Quero dizer ... já não basta o que fizemos hoje? Eles não serão um problema para nós, além do mais podem se tornar seus seguidores, o seu povo Yato. (Dizia Yukine enquanto tentava não transparecer seu temor diante da presença de seu mestre).

Yato exitou naquele mesmo instante e por breves segundos dava a intenção de que Yukine havia conseguido faze-lo voltar atrás com sua palavra, se afastando de seu shinki, Yato caminhava em direção aos comensais que desviavam seus olhares para não contemplar sua face, em meio ao cenário de prédios em chamas e construções derribadas, ele sentia o cheiro do fogo queimar a carne, a fumaça se misturar com o sangue e a terra os encobrir.

-Até que não é uma má visão das coisas, mas eu dei minha ordem e eu jamais volto atrás com minha palavra. (Respondia Yato sem demonstrar nenhum tipo de afeto ou emoção em seu semblante).

Rapidamente os comensais saíam de sua presença para cumprir a ordem dada por Yato, caminhando entre os corredores escuros e completamente irreconhecíveis depois dos ataques, Hiyori segurava bem forte a mão do rapaz que lhe acompanhava naquela noite e olhando em seus olhos ela tentava não transparecer sua preocupação com o que estava acontecendo.

-Vamos ... ter que sair daqui o quanto antes, você consegue andar? (Perguntava Hiyori com dificuldades para falar, mas firme sem transparecer seu desespero em seu lindo rosto).

-Não se preocupe ... eu sou homem, aguento tudo se for preciso. (Respondia o rapaz com um belo sorriso em seu rosto sujo de poeira).

Apressando seus passos, por uma janela Hiyori vê um jato de fumaça negra subir ao céu, seu rosto transparecia o pânico que estava dentro de seu coração.

-Temos que sair daqui agora. (Dizia ela andando cada vez mais rápido).

-O que? mas por que ? (Perguntava ele enquanto a acompanhava).

-Eles ainda não terminaram com o ataque, pelo contrário ele está apenas começando. (Respondia Hiyori enquanto tentava a todo instante sair daquele prédio).

Descendo as escadas uma forte explosão os lança um contra o outro, caindo entre os degraus das escadas, seus corpos rolavam violentamente enquanto seus olhos viam todo o concreto da estrutura desabar sobre o chão, tudo desabava diante de seus rostos, o andar onde haviam acabado de sair se rompera ao meio engolindo todas as salas que possuía, atingindo violentamente o chão, Hiyori sangrava pela sua boca e o rapaz se arrastava para tocar em sua mão, seus braços estavam arranhados e seu sangue molhava sua pele, sobre a testa de Hiyori um grande corte que fazia seu sangue correr pela sua face, a estrutura a todo instante tremia com os ataques feitos pelos comensais, os mesmos atravessavam as paredes em forma de jatos de fumaça negra.

Vários ataque eram proferidos contra os estudantes que acabavam sendo mortos, todas as salas eram engolidas por enormes precipícios que se abriam no chão com o partir dos prédios, muitos alunos eram engolidos com o ceder do chão sobre seus pés, em meio ao caos Yato sorria ao ver sua ascensão novamente como o deus mais temido da história humana, em meio aos gritos e tamanha covardia, Yukine se virava de costas e lentamente saía do local, adentrando entre uma mata fechada, Nora aparece repentinamente em sua frente, retirando sua máscara, ela revelava seu rosto ao shinki de Yato.

-Por que se afasta do mestre em um momento tão glorioso como este? (Perguntava Nora a Yukine que e no principio  exitou em responde-la).

-Apenas não estou afim de vivenciar tal momento, o meu mestre sabe o que é melhor para ele e para mim, não vejo necessidade de estar ao seu lado a todo instante. (Respondia ele com cautela mas sempre se afastando de Nora).

Em meio ao clarão do fogo que queimava toda aquela gigantesca estrutura escolar, Nora se aproxima de Yukine e tocando lentamente com um de seus dedos sobre seu queixo, ela o responde em forma de sussurro.

-Você quis dizer nosso mestre, porque daqui em diante seremos muito mais do que apenas dois shinkis, Yukine. (Respondia ela enquanto lentamente abria um sorriso demoníaco em seus lábios).

Em meio a sua risada Nora sumia como um dissipar de uma neblina em meio aquelas enormes árvores que os cercavam, Yato continuava a assistir a queda de cada construção daquele lugar, os comensais em forma de jatos de fumaça negra a todo instante corriam entre os lugares matando cada estudante que encontravam em seu caminho, no ar vários disparos eram feitos e inúmeras explosões se formavam e tomavam conta de todo o lugar, os vidros se estilhaçavam e aos poucos cada estrutura se desmoronava em suas potências até atingir o chão.

O temido deus da destruição agora trazia a guerra espiritual para o mundo dos mortais, a era do castigo divino e a punição celestial faziam com que o trono de Yato subisse sobre a face das águas, levantando um temor ao qual a séculos não rondava a existência humana.

Hiyori aguardava debaixo dos escombros juntamente com o rapaz que era seu par naquela terrível noite, ambos de mãos dadas, seus corpos sentiam o pesar dos entulhos que estavam sobre eles, em meio ao fogo e ao pó da terra seu sangue era derramado, o grito ensurdecedor das pessoas implorando pelas suas vidas era aterrorizante, a presença maligna de Yato era tamanha que até os comensais temiam pela sua ira.

Um grande estalo se ouviu e repentinamente os prédios começavam a desabar por completo levantando assim uma imensa nuvem de poeira misturada com fumaça, dando fim aquele terrível acontecimento.

 

 

 



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