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História Northern Crown - Interativa - Capítulo 4


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Capítulo 4 - Teaser 0.3


Fanfic / Fanfiction Northern Crown - Interativa - Capítulo 4 - Teaser 0.3

Teaser 3

[0.3 – O Que Poderia Ser]

Sentada sozinha em seu quarto, Eris Steiner traçava, com seus dedos enluvados, as palavras inseridas na carta em suas mãos. O papel já estava frágil e levemente amarelado, sem dúvidas, devido à ação do tempo e ao seu manuseio constante.

Se fechasse seus olhos e se concentrasse o suficiente, ela podia lembrar do dia em que havia recebido aquela carta, cerca de dez anos antes, em uma época em que as coisas eram mais simples. Aquela memória havia sido uma de suas mais felizes lembranças por anos, antes de que ela percebesse que ela estava cada vez mais preenchida por fantasmas de pessoas que nunca mais veria.

Então ela havia tentado parar de pensar a respeito daquilo. Escondido aquela carta entre dezenas de outros lembretes de alguém que nunca mais veria e decidido que as dores do passado eram algo a ser deixado para trás.

Agora, no entanto, lá estava ela, com milhões de memórias mesclando-se à centenas de possibilidades, percebendo o quão perto de realizar seus sonhos de infância ela poderia estar. Com uma proposta irrecusável em mente e uma carta envelhecida em mãos.

A Rainha havia lhe dito que ela não precisava aceitar, como se soubesse antes mesmo de Eris que as mãos esqueléticas de fantasmas invisíveis a impediriam de sequer ponderar aquela oportunidade por mais do que alguns minutos. Talvez, ela realmente soubesse, conhecesse a sensação de forma ainda mais íntima do que a Steiner.

Ela fechou seus olhos, suspirando profundamente, ciente de que se entrasse naquela linha de pensamento nada impediria as lágrimas de surgirem. Ao invés disso, ela se pôs a pensar na carta que teria que escrever para seu primo, requisitando a permissão para manter-se na Corte de Vega por mais tempo do que o esperado. Ela estava certa de que ele permitiria, utilizando a desculpa de que realmente precisava de um tempo sem a presença dela, ciente de sua verdadeira motivação seria compreendida mesmo assim.

Conforme ela levantava-se de sua cama, disposta a começar a escrever sua carta para o único familiar de sangue que ainda tinha, ela tentou não lembrar do outro pedaço de papel em suas mãos, que em breve retornaria à caixa em que estivera pelos últimos anos, e de como ele provavelmente havia sido escrito em um dos cômodos daquele mesmo palácio há – o que parecia ter sido – uma vida inteira atrás.



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