História Northern Lights - (Malec) (Shortfic) - Capítulo 5


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Categorias Os Instrumentos Mortais
Personagens Alexander "Alec" Lightwood, Magnus Bane
Tags Amor, Aurora Boreal, Death, Malec
Visualizações 112
Palavras 4.110
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Crossover, Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Fluffy, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Slash, Universo Alternativo
Avisos: Drogas, Homossexualidade
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Último capítulo...

Eu tô chorando muito 😭😭😭 aí Deus...

(Leiam as notas finais, por favor)

To Build A Home - The Cinemastic Orchestra.
Tortured Soul - Chord Overstreet. Avisarei quando tiver que colocar.

** = Mudança de tempo
* = Mudança de lugar.

"Eu amo você... Esse foi meu propósito... E vai continuar sendo... Através de eras e eras, você será meu propósito"

Capítulo 5 - I wanna touch the Northern Lights...


Fanfic / Fanfiction Northern Lights - (Malec) (Shortfic) - Capítulo 5 - I wanna touch the Northern Lights...


I wanna touch the Northern Lights

We could leave the world behind

I wanna know what it's like

To walk away from this life

I have to cross entire oceans when

I want a moment of her time

She never wants to fall in love again

And every kiss would be a crime

Maybe she suffers for the thrill of it all

But I know she's thinking when she'd fall


Jaymes Young - Northern Lights




Magnus entrou no quarto lentamente, tentando fazer o mínimo de barulho possível para não acordar Alec. Depois do que houve no corredor, depois de Alec quase o deixar, ele voltou para o quarto, e foi colocado no soro e no oxigênio. Ele estava fraco e sua respiração era cada vez mais lenta.


Magnus se sentou na poltrona ao lado da cama de Alec e segurou a mão dele, fazendo um leve carinho no dorso da mão.


Ele olhou bem para Alec. Os cabelos negros, a pele pálida, cada vez mais pálida pela fraqueza dele; os ossos da mão eram visíveis, assim como os do rosto. Magnus segurou as lágrimas. Alec parecia cada vez mais doente, e tudo o que Magnus queria era que ele ficasse bem, que ele pudesse sair daquela cama de hospital.


Magnus o mostraria o mundo quando Alec saísse daquela cama. Ele só precisava de tempo. Tempo e que Alec melhorasse logo.


Batidas na porta o fizeram se sobressaltar e limpar algumas lágrimas teimosas que insistiam em cair.


-Magnus. - ele ouviu a voz de Isabelle na porta, logo ouvindo os passos delicados dela em sua direção. - Faz dois dias que você está aqui e ainda não comeu nada. - sua voz exalava preocupação.


-Eu não vou sair daqui até ele acordar. - disse rouco.


-Magnus. - começou com pesar.


-Não, Izzy. - a interrompeu, olhando-a nos olhos. - Faz dois dias que ele está nessa cama e nada. Ele não abre os olhos, não é normal ele dormir tanto assim.


-Ele está sedado, Magnus. Os médicos disseram que foi necessário seda-lo, para que a recuperação seja mais fácil. - tocou os ombros dele com leveza. - Você tem que se cuidar, pra quando o Alec acordar, você esteja saudável para cuidar dele. - sorriu carinhosamente.


-O que ele tem, Izzy? - perguntou sério, deixando Izzy sem saber o que responder. - Ele não me disse porque estava internado. Eu achei que fosse pelos pulmões, mas depois daquele dia… que eu vi ele se debatendo na cama com as mãos na cabeça… eu não sei mais o que pensar… - deixou que as lágrimas caíssem livremente por seus olhos.


Izzy se abaixou ao lado de Magnus e tocou sua mão, fechando os olhos, ouviu Magnus respirar fundo.


-É o Alec que tem que te dizer o que ele tem. Não cabe a mim fazer isso. - sussurrou abrindo os olhos e encarando as Íris de Magnus.


Ao invés de assustado, Magnus ficou admirado. Os olhos, antes negros de Izzy, estavam azuis cristais. Eles brilhavam, era como… um anjo.


-Vocês vão ficar bem. Mas tem que esquecer que viu isso. - sorriu e tocou a testa de Magnus com a palma das mãos, o vendo fechar os olhos imediatamente e ver um clarão a sua frente, antes de adormecer.






**




-Alec. - chamou Izzy batendo na porta.


-Pode entrar, Izzy. - disse abafado.


Izzy entrou no quarto e viu Alec deitado na cama, com a máscara de oxigênio no rosto.


-Como você está, maninho? - perguntou sentando na beirada da cama, de frente para Alec.


-Estou bem melhor. - sorriu confiante.


Fazia uma semana que Alec havia saído do hospital. Ele havia apresentado melhoras e recebeu alta. Porém, teria que ter repouso absoluto.


-Tem certeza de que vai contar ao Magnus? - perguntou séria.


-Eu preciso fazer isso, Izzy. Eu tenho que dar a chance ao Magnus de ir seguir a vida dele, ao invés de ficar com um doente que pode morrer a qualquer momento. - sorriu triste.


-Não fale assim, Alec. - segurou a mão dele.


-Você ouviu os médicos, Izzy. - suspirou - eu tenho seis meses. Mas depois do que houve no hospital a uma semana, eu posso morrer a qualquer momento por conta dessa droga de pulmão. - respirou fundo. - E antes de morrer… Eu quero realizar uma última coisa. - seus olhos brilharam.


-Com Magnus? - perguntou sorrindo.


-Com Magnus! - afirmou sorridente. - Izzy. - a chamou depois de um tempo em silêncio.


-Sim.


-Eu… Eu vou te contar uma coisa. E quero que guarde segredo. - pediu.


-Prometo.


Alec respirou fundo.


-Naquele dia, em que eu quase morri… aconteceu algo… inexplicável. - Izzy franziu a testa - Eu ouvia os médicos falando, tentando me trazer de volta. Mas não era o meu corpo, era meu espírito. - sorriu largo - É estranho, eu sei, você pode achar que eu sou maluco, mas… eu não estava no hospital, eu estava em uma montanha. Na Suécia. E, um anjo veio falar comigo…


-Alec…


-Não, me deixe terminar. - Izzy assentiu. - Ela falou comigo.


-Ela?


-Sim. - sorriu. - Eu sinto que eu conhecia. Mas o ponto não é esse. - balançou a cabeça - O ponto é… Ela disse que eu não poderia ir agora, porque meu propósito não estava concluído, e que eu tinha que ver.


-Ver o que? - perguntou curiosa.


-Eu não sei, assim que ela disse isso a voz do Magnus chamando meu nome ecoou, e então… do nada… eu voltei! - exclamou com os olhos arregalados em surpresa. - E eu corri até ele e o abracei, e entendi o que ela quis dizer com o meu propósito e eu ver. - concluiu ofegante.


-Alec, isso… - balançou a cabeça desnorteada.


-Eu sei que acredita em mim, Izzy. - segurou nas mãos dela. - Eu li uma vez, em um livro, que os anjos das guardas são como nós humanos. Eles nascem como nós e crescem como nós. A única diferença é que eles têm dons. - olhou no fundo dos olhos de Izzy. - Izzy… Eu vi seus olhos brilhando naquele dia no hospital, quando você fez Magnus dormir. - Izzy piscou rapidamente, sem saber o que fazer - Eu sei que você é meu anjo da guarda. - sorriu - Pode ser estranho, até mesmo pra você, mas… eu acredito que, eu tenho que morrer…


-Alec… - disse com os olhos cheios de lágrimas. - Você não tem raiva de mim?


-Por que eu teria? Você é um anjo, Izzy! Que veio pra Terra só pra cuidar de mim, eu… não tenho raiva de você.


-A maioria das pessoas que descobrem de seus anjos da guarda, sentem raiva por eles não poderem curar as doenças.


-Eu entendo, Izzy. - pousou sua mão no rosto dela. - Você cuidou o suficiente de mim. - sussurrou sorrindo - Eu sou grato por isso… Eu sei o que eu tenho que fazer antes de ir.


Izzy sorriu, assentindo com a cabeça.


-Depois que eu me for… o que vai acontecer com você?


-Quando seus protegidos morrem, nós ficamos livres para sermos humanos normais. Crescer, envelhecer, casar, morrer. Deixamos de ser seres angelicais para termos a honra de vivermos como vocês. - explicou.


-Então você não vai lembrar que… era um… anjo?! - perguntou confuso.


-Não. - respondeu rindo. - Os humanos não são permitidos lembrarem que existimos. Por questão divina. - deu de ombros.


-Então você vai apagar minha memória? - Izzy assentiu. Alec suspirou. - Antes… - respirou fundo - Como os anjos são selecionados? Tem uma seleção para escolhê-los, ou…? - Izzy riu.


-Todos que morrem viram anjos no céu. - Alec ergueu as sobrancelhas em uma pergunta muda - Ok. Os anjos da guarda são escolhidos de acordo com a sua vida passada. Se um humano, de alma pura e boa morrer, ele se torna um anjo da guarda. Apenas se ele tiver quem guardar na Terra.


-Como assim?


-Eu morri, e voltei pra cuidar de você. Porque nós já nos conhecemos em algum momento. Já tivemos algum laço forte antes de mim morrer. Então, eu fui escolhida para te guardar porque nós tínhamos uma ligação, e você precisava de ajuda.


-Ah. - fez uma pausa - então, a menos que eu tenha alguém que precise de ajuda, e que eu tenho uma ligação, eu posso voltar como o anjo dela?


-Isso.


-Que demais! - exclamou animado. - E como você sabe quem é essa pessoa? Você volta com que aparência? - perguntou curioso. Izzy riu negando com a cabeça.


-Perguntas demais mocinho. - Seus olhos azuis brilharam e ela levou dois dedos até a testa de Alec, o fazendo adormecer.





*






-Pare de andar de um lado para o outro, por favor, Maryse! Está me deixando nervoso. - disse Robert.


Ele e Maryse estavam na biblioteca, conversando sobre a Noruega.


-Eu estou tentando pensar em uma solução para salvar a vida do nosso Filho! - exclamou nervosa.


-NÃO TEM SOLUÇÃO! - gritou batendo na mesa, fazendo Maryse se assustar. - Eu mandei os raios-x de Alec para a Noruega.


-Você o quê?


Ela viu Robert mexer na gaveta e tirar de lá um envelope branco e jogar em cima da mesa.


-Eles disseram que não vão fazer a operação. - disse seco - Eles disseram que não vão arriscar a vida do Alec. A operação é arriscada, não tem mais nada que se possa fazer, Maryse.


-TEM SIM, TEM SIM! - gritou chorando desesperada, rasgando o envelope. - Oferecerei todo meu dinheiro se for necessário! O quanto eles quiserem para fazerem a operação do meu filho, ele vai ser operado!


-CHEGA MARYSE! - esbravejou. - Eu não vou ficar mais aqui, desperdiçando meu tempo com suas teimosias, enquanto poderia estar aproveitando os últimos meses do meu filho. - deixou que as lágrimas caíssem de seus olhos, que sua fachada de durão caísse, enquanto saía da biblioteca, ouvindo os choros desesperados de Maryse.


-Não, por favor. - soluçou se ajoelhando no chão, juntando as mãos a frente do corpo. - Eu sei que eu não faço isso desde… os meus três anos. - fungou. - Mas, por favor… Se o senhor ouve minha prece… Salve meu filho… - chorou audível. Izzy entrou na sala e sentou ao seu lado, tocando sua pele onde as lágrimas escorriam - Eu preciso de um milagre, salve meu filho, meu Deus, por favor, salve meu filho. - se debruçou sobre o sofá, chorando desesperada. - Por que o senhor não me ouve? Me dê um sinal, por favor… - levantou cambaleando, saindo da sala.


-Ele está ouvindo, mamãe. - sussurrou Izzy de olhos fechados - Eu estou ouvindo…





*





-Magnus! - gritou Alec do topo da escada, a descendo correndo, indo em direção a Magnus, o abraçando - Você veio. - sorriu.


-Você me chamou. Eu vim. - sorriu tocando o queixo de Alec com a ponta dos dedos.


-Izzy, você pode nos dar licença, por favor? - pediu encarando a irmã.


-Tudo bem. - sorriu levantando do sofá e subiu as escadas.


-Você disse que tinha algo sério que queria me contar. O que é? - perguntou preocupado.


Alec suspirou. Ele pegou na mão de Magnus e o levou até o sofá, mas não se sentaram.


-Eu não sei como falar isso de uma forma… mais suave. - começou - Até porque os médicos não foram nada suaves ao contar isso. - murmurou para si próprio.


-O que foi, Alec? - perguntou com o semblante preocupado, então Alec respirou profundamente e disse.


-Eu tenho um câncer no cérebro que é inoperável. - disse num único fôlego de olhos fechados. - Meu Deus, eu não acredito. - abriu os olhos e encarou um Magnus estático a sua frente. - Eu deveria ter sido um pouco mais delicado? Deveria. Mas estou nervoso, então vamos logo de uma vez. Eu tenho seis meses de vida e queria que você viesse comigo para a Noruega para ver a Aurora Boreal. - disse rápido, parando para respirar quando sentiu seu peito doer. - Eu sei que é muito para digerir, e você tem a total escolha de querer ir embora, afinal quem vai querer ficar com um doente como eu, mas como pedido de um quase moribundo, vá comigo até lá e depois que voltarmos, eu sumo da sua vida e nunca ma…


Alec foi interrompido pelos lábios de Magnus no seu. Ele ficou com os olhos abertos e as mãos pra cima, sem saber o que fazer. Até que Magnus moveu os lábios dele no seu e o instigou a abrir também, que Alec fechou os olhos e colocou as mãos nos ombros de Magnus, subindo pelo pescoço, até os cabelos da nuca, fazendo um leve carinho, enquanto seguia os movimentos de Magnus, o beijando, sem línguas, sem toques maliciosos, apenas os lábios se movendo lentamente, em um encaixe perfeito, deixando ambos arrepiados.


-Isso não é jeito de dar uma notícia, Alexander. - sussurrou sôfrego


-Desculpa. - sussurrou de volta, com a testa na de Magnus. - Eu vou entender se quiser ir embora.


-Eu não vou deixar você. - disse convicto. - eu meio que já sabia.


-O que?


-Eu pesquisei depois que vi você tendo uma crise no hospital. Eu só não sabia que era inoperável e que você só tinha seis meses. - sussurrou choroso.


-Me desculpe. - sussurrou abraçando Magnus - Me desculpe, você pode ir embora, eu não deveria te pedir pra ficar, eu nem sequer deveria ter jogado isso em cima de você desse jeito, me desculpe, Mag. - pediu chorando. - Eu só… Eu só quero tocar a Aurora Boreal, e ficar aqui… com você… é meu último pedido. - sussurrou baixo, quase inaudível.


-Hey. - se afastou de Alec, erguendo o queixo dele para poder olhá-lo nos olhos. - Não precisa pedir desculpas. Nós vamos dar um jeito nisso juntos. Eu não vou deixar você. - sussurrou deixando um selinho nos lábios dele. - Eu não vou deixar você. - o beijou com vontade. - Nós vamos para a Noruega então. - viu Alec sorrir abertamente.


-Vamos?


-Vamos! - sorriu.


Alec sorriu e beijou Magnus mais uma vez.


-Seus pais não vão me matar por isso não? Nós vamos, para a Noruega, sozinhos, Eu e você. Eles não vão confiar em mim.


-Ah, eles vão ter que fazer isso. Não é como se você fosse abusar da minha pessoa. - disse dando de ombros.


-Não é uma má idéia. - sussurrou Magnus.


-Pervertido! - deu-lhe um tapa no braço, ouvindo Magnus gargalhar. - Eu já falei com eles. E nós vamos amanhã.


-Quantos dias lá?


-Apenas dois. É que eu só quero ir lá para ver a Aurora Boreal. - seus olhos brilharam - Sempre quis ver de perto. - sorriu.


-E você vai. - sorriu. Alec sorriu de volta e abraçou Magnus.






**








-Uau! - exclamou Alec, assim que ele e Magnus entraram no quarto.


-Seus pais realmente pagaram tudo de primeira classe para essa viagem. - disse Magnus olhando em volta.


Alec assentiu sem dizer nada e seguiu até a janela do quarto de hotel, a abrindo, avistando ao longe o seu sonho.


-E pra lá que nós vamos! - exclamou para Magnus, apontando pra fora da janela.


-Aquela montanha? - perguntou receoso.


-Sim. Dizem que dali de cima dá até pra tocar a Aurora. - suspirou melancólico. - Ok, nós temos que tomar um banho e nos agasalharmos bem para ir até a montanha. É extremamente frio de noite. Além do mais temos que nos apressar para sairmos daqui cedo pra ver todo o espetáculo.


Enquanto Alec falava todo animado sobre a Aurora boreal, Magnus pensava. Ele sentia uma dor no peito, como se algo fosse acontecer, e quando ele se virou e olhou para os olhos azuis brilhantes de Alec, enquanto ele sorria, Magnus sentiu seus olhos arderem com as lágrimas. Era como se aquela fosse a última vez que ele via Alec.


-Alec. - chamou, pegando nas mãos dele. - Eu… Pode parecer precipitado, mas… Você tem seis meses e eu pensei “Por que não?” Eu queria que tivéssemos mais tempo juntos. Eu tinha planejado mostrar o mundo pra você. - sorriu triste, chorando junto com Alec - Eu faria qualquer coisa pra ter mais tempo com você. Qualquer coisa - sussurrou rouco - Mas não vou gastar o tempo que nos resta chorando, e sim, seguindo meus instintos. - tirou uma caixinha de veludo preta de dentro do bolso da calça e a abriu, vendo Alec ofegar surpreso - Nunca me senti assim, feliz, completo, amado, encantado por alguém como eu sinto por você, Alec.


-Magnus… - sussurrou surpreso.


-Eu amo você. E quero passar o tempo que temos dormindo e acordando com você todos os dias. Por isso… Alexander Lightwood… Aceita se casar comigo?


Alec tinha as mãos entre o rosto, as bochechas rosadas e molhadas pelas lágrimas. Ele respirava com dificuldade, e não era por conta dos pulmões.


-Eu te amo. - sussurrou olhando nos olhos de Magnus. - Eu te amo. - riu nasalmente.


-Isso é um sim? - perguntou com as pernas bambas.


-Não, isso é um com certeza. - riu pulando no pescoço de Magnus e o beijando.


Magnus riu satisfeito e girou Alec em seu colo, o beijando com paixão, o colocando no chão apenas para colocarem as alianças e voltarem a se beijar novamente.






*


(Coloquem To Build A Home)




           *13/01/2018*




-Ok. Pode abrir os olhos. - disse Magnus, vendo Alec abrir os mesmos e olhar para cima.


Ele viu, o exato momento em que os olhos de Alec brilharam e as lágrimas saíram sem controle.


-Eu sempre imaginei como seria ver isso pessoalmente. - sussurrou encarando o espetáculo da natureza que era a Aurora Boreal - Mas é bem mais incrível do que eu imaginava. - riu encantado.


Magnus sorriu apaixonada e pegou na mão de Alec, levantando as duas para o alto.


-Espere um momento. - sussurrou soltando a mão de Alec lentamente. Alec olhou em seus olhos, questionando, mas então, ele sentiu algo passar levemente entre seus dedos, como um lençol fino.


-Nossa… - ofegou surpreso.


-Dizem… que se você deseja muito alguma coisa, á luz da Aurora, ela acontece quando você se distrai. - sussurrou no ouvido de Alec. - Você queria tocá-la. Mas ela tocou você primeiro. - Alec sorriu abobado.


Eles ficaram mais um tempo lá em cima, até Alec pedir para descer. Eles desceram e se sentaram um pouco mais afastado da neve, porém ainda era possível ver as luzes fluorescentes no céu.


-É lindo. - sussurrou Alec.


Ele estava deitado sobre as pernas de Magnus, abraçando ele pela cintura, enquanto Magnus tinha as costas encostadas em uma árvore grande e grossa.


-Não mais que você. - disse Magnus acariciando os cabelos de Alec, que sorriu apaixonado.


Eles ficaram em silêncio, apenas admirando a Aurora, a montanha, e um ao outro.


-Você acredita que as pessoas vem ao mundo para cumprirem seu propósito, e que quando o cumprem… elas se vão? - perguntou Alec, sussurrando.


-Não. Tem pessoas que morrem cedo demais. Bebês às vezes. Como eles podem ter cumprido algum propósito se Deus não os deu a chance? - disse Magnus, parecendo decepcionado.


-Você fala como se tivesse perdido alguém que amava.


-Eu falo como alguém que não está preparado para perder. - disse seco.


Alec virou de barriga para cima e ergueu seus braços, até seus dedos tocarem as bochechas de Magnus.


-Eu sempre vou estar com você, Magnus. Aqui. - tocou o lado esquerdo do peito dele.


-Não vai ser o suficiente... Por que essa conversa agora? - perguntou magoado.


Alec sorriu triste e levantou levemente o tronco, beijando Magnus, parecendo o beijo do homem aranha com Mary Jane.


-Por que parece que está se despedindo? - sussurrou chorando. Alec sorriu suave - Alec…


-Meu propósito era amar você. - sussurrou o interrompendo - Eu nasci pra amar você, Magnus. - disse com a voz embargada, ouvindo o choro desesperado de Magnus. - E eu já cumpri ele.


-Não… - negou com a cabeça, se agarrando aos braços de Alec. - Pare de se despedir como se você fosse morrer! - gritou, chorando cada vez mais.


-Eu te amo, Magnus… Eu sempre amei e sempre vou amar. - se sentou de costas para Magnus e passou os braços dele em volta do seu peito, entrelaçando seus braços e seus dedos.


-Alec…


-Xiii… - se acomodou contra o peito dele, fechando os olhos, respirou fundo. - Xiii… - sussurrou baixo, ouvindo Magnus chorar baixinho. - Xiii…


Magnus foi sentindo Alec respirar cada vez mais devagar. Ele respirou fundo e levantou a cabeça.


-Acho melhor voltarmos e por você no oxigênio. - disse fungando levemente. - Alec? - o balançou fraquinho. - Alexander. - sussurrou colocando sua cabeça na curva do pescoço de Alec. Ele não sentia a respiração. Ele pegou o braço de Alec e o levou até seu rosto. Tocou o pulso dele e nada. Fixou os olhos no peito dele, e não o vou subindo ou descendo.


Ele jogou a cabeça conta o tronco da árvore e fechou os olhos com força, ouvindo apenas seus soluços ali. Comprimiu os lábios e respirou fundo, ele virou Alec e o colocou sentado de lado em seu colo, como um bebê. Colocou a cabeça dele em seus ombros e o abraçou com força, enterrando sua cabeça no pescoço dele, chorou alto, gritando desesperado, abraçando Alec com força, se agarrando a ele como se ele fosse seu oxigênio.


Ele não vou quando a Aurora Boreal brilhou alto no céu, e vagalumes rodearam ele e Alec, brilhando intensamente, brilhando quando chegavam perto de Alec, rodeando-o.


-Eu tinha tantos planos pra gente. - começou soluçando. - Sabe… Izzy me ajudou a escolher as alianças… Íamos nos casar em uma semana. Ia ser seus pais, os meus e Izzy. Uma coisa simples, mas íamos fazer isso em uma semana. - seu choro se tornou mais forte, e ele agarrou as pernas de Alec, o trazendo para mais perto de seu corpo. - Eu ia cuidar de você, eu ia Alec, eu… - puxou o ar com força - eu ia te mostrar tanta coisa, Alec, eu não estou pronto para te deixar ir agora, por favor, não me deixe, por favor… Eu te amo, preciso de você, eu… preciso… - seus soluços se tornaram mais altos, contando suas frases. - Eu… n-naão quero deixar você ir, volta pra mim, por favor, por favor, por favor…


Ele gritou. Alto. Até sentir sua garganta arder.


-Por que tirou ele de mim? Por que? - abraçou-se mais a Alec.


Ele ouviu passos próximos. Ouviu vozes, ele ouvia o chamarem, mas doía demais para fazer algo que não fosse chorar.


-Ele se foi… - sussurrou sôfrego - se foi… Ele realizou seu sonho, ele tocou a Aurora Boreal e… se foi..


-Chamem uma ambulância! Senhor, você tem que soltá-lo.


-Não! - gritou abraçando Alec. - eu não vou deixá-lo, não… eu não vou, meu bebê, eu não… - e chorou.


A ambulância chegou e ele carregou Alec até ela. Ele segurou Alec até chegarem ao hospital e segurou Alec até onde pode. Ele segurou Alec… até ter que soltá-lo e deixá-lo ir…







**


(Coloquem Tortured Soul)




Magnus andava pela calçada movimentada de cabeça baixa, rodando a aliança no dedo.


Fazia um ano que Alec havia morrido, e Magnus ainda usava a aliança de noivado.


Ele enxugou as lágrimas que começaram a se formar abaixo de seus olhos e ergueu a cabeça.

Estava indo ao mercado, fazer as compras que sua mãe havia lhe pedido.


Seu celular apitou e ele o pegou, verificando a mensagem, atravessando a rua.


-CUIDADO!


Ele ouviu alguém gritar e levantou a cabeça, vendo um caminhão vir em sua direção. Ele fechou os olhos esperando o impacto, mas só sentiu braços fortes o segurarem e ele cair no chão, com alguém em cima dele.


- Você está bem?


Magnus abriu os olhos para respondeu, porém perdeu a fala.


O rapaz tinha os cabelos negros, a pele pálida e os olhos cor de avelã. Em um momento de loucura ele viu Alexander. Seu Alexander.


Balançou a cabeça e se recompôs.


- Sim, estou bem. - sorriu simpático. O homem se levantou de cima dele e estendeu a mão em sua direção, o ajudando a se levantar.


Ele sorriu abertamente quando Magnus o olhou nos olhos. Até o sorriso dele era igual ao de Alec.


"Pelo amor de Deus, Magnus, não é o Alec!"


- Eu vou indo, obrigado por me… Bom, ter impedido que eu virasse purê de batata. - o rapaz riu divertido.


- Não se preocupe. - sorriu simpático. - Não me agradeça. Você ainda é jovem demais pra ir. - sorriu encantadoramente.


Magnus sorriu triste lembrando que ele não era o único jovem demais para morrer.


- Eu tenho que ir me desculpe. Obrigado, mais uma vez por salvar a minha vida. - disse e saiu.


- Espera! - gritou o rapaz e Magnus se virou, vendo ele correr até ele. - Eu sou novo na cidade, cheguei faz algumas horas, e não tem nada de compras na minha casa! Você poderia me informar onde fica o mercado? Por favor. - sorriu docemente.


Magnus ficou encarando aquele sorriso por alguns segundos. Ele lembrava tanto seu Alexander.


- Han... Eu estava indo pra lá agora mesmo, podemos ir juntos. - sugeriu tímido.


- Sério?


- Claro. - sorriu.


- Obrigado! Ah, a propósito, - estendeu a mão para cumprimentar Magnus. - Eu sou, Alec.





Notas Finais


Uou, ok.

Se tiver confuso podem perguntar. Se quiserem me matar podem fazer também 😂😭

É a primeira fic com mais de um capítulo que eu finalizo, e eu quero agradecer a quem leu, favoritou, comentou, me ameaçou 😂😂

Essa fic é importante pra mim por um grande motivo.
No dia 13/01 desse ano, meu irmão mais velho, Jonas Robert morreu de parada respiratória. Nós estávamos em uma praça. Ele estava fraco, dava pra ver os ossinhos dele aparecendo.
Nós tínhamos saído para levar as meninas para tomar um sorvete e eu sentei do lado dele. Ele tinha 17 anos e tinha síndrome de West, que é: convulsão compulsiva sem controle. Ele não falava, não andava. Ele comia por uma sonda que tinha na barriga e tomava remédios. Eu cuidava dele. Eu dava banho, eu trocava, eu dava comida, eu fazia tudo o que podia por ele... Ele era como meu primeiro filho.
Eu estava do lado dele quando ele parou de respirar. Eu estava bem do lado dele e vi quando ele se foi. Foi simples, rápido. Ele não sofreu, e eu sou grata por isso. Ele não tinha câncer como o Alec. Mas morreu como ele. Perto de quem amava e sem sofrer.

Eu só fiz essa fic pra... Não sei, acho que tentar desabafar o que eu sentia. Não sei se funcionou, pq tive crises se matava ou não o Alec, mas eu fiz, porque ele se foi. E se na vida real, fosse igual aqui na fic, eu jamais o deixaria ir...
Mas esse final foi de bônus.

Obrigada, pessoal...

E pela última vez em NL.

Adíos vadias! 😢


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