História Nós - Capítulo 1


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Categorias Turma da Mônica Jovem
Personagens Cebola, Mônica
Tags Cebonica, One-shot, Tmj, Turma Da Mônica Jovem
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Palavras 1.206
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Fluffy, Romance e Novela

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Capítulo 1 - Momentos


 Nossa vida é feita de momentos, alguns são ponta-pés para uma mudança, outros são uma vivência, um aprendizado e há até mesmo aqueles momentos irrelevantes que nem nos lembramos que vivemos. Mas, sobretudo, nossa vida é composta por momentos.

Cebola poderia citar alguns momentos muito importantes de sua vida, dentre eles o primeiro dente que caiu, quando conseguiu pronunciar a letra R, quando se formou, quando se casou… Porém, ainda se lembrava de algo que mudou sua vida: a primeira coelhada.

Ele jamais esqueceria como foi aquele momento, talvez não se lembrasse com clareza dos detalhes mas ainda tinha a mesma sensação. E bem, depois dessa vieram várias.

Normalmente levava coelhadas por ofender a dona dele ou por dar nós nas pobres orelhas da pelúcia azul. Quando era criança não entendia o porquê de ser tão prazeroso irritar uma garota ao ponto dela bater nele, mas agora crescido tinha que deixar o orgulho de lado e confeçar que fazia isso para atrair a atenção da garota de vermelho para si.

Demorou um tempo mas se tocou que estava genuinamente apaixonado por ela e o coelhinho não era mais sua maneira de chamar a atenção dela. Momentos vieram, momentos entre os dois, e nesses momentos teve certeza que queria passar o resto de sua vida ao lado da garota que só não odiou porque a amou primeiro.

E ele havia conseguido. Ele tinha a mulher que tanto amava ao seu lado todos os dias. Mas como nem tudo são flores, os problemas vieram junto. E era normal ter problemas mas resolvê-los era complicado, o ego dele e a ira dela não davam bons resultados.

E naquele momento em que vivia, se ele não resolvesse logo o problema que se instalava entre os dois, um maior surgiria.

— Cebola, eu sei que estava olhando para aquelazinha.

Ele revirou os olhos pela oitava vez naquele dia.

— Se eu parei na faixa de pedestre para uma moça desconhecia passar, é claro que olhei para ela!

— E ainda admite, traiçoeiro. — A morena fechou o punho e rangeu os dentes, como ele pôde?

— Mônica, por favor! Estamos casados há 7 anos, se eu quisesse algo com outra eu já teria largado de ti há muito tempo.

Se arrependeu do que disse logo após completar a frase. Não era uma mentira mas sabia que ela explodiria. Alerta vermelho! Alerta vermelho!

— Então por que não vai agora? Está cedo ainda! — Cebola podia sentir o ódio nas palavras da esposa.

— O dia que eu for você vai se arrepender de agir como uma louca.

E mais uma vez naquele dia se arrependeu de uma frase recém dita. E dessa vez doeu mais forte. Ele havia deixado Mônica sem palavras.

Ela se sentou na beirada da cama de casal e encarou os joelhos.

— Então algum dia você vai, não é? — A voz chorosa da morena cortava o coração dele sempre que a ouvia, e pior ainda quando a razão do choro era algo provocado por ele.

— Mônica, eu estava nervoso. — Seu tom de voz era mais baixo agora, se sentou ao lado dela e a encarou. — Isso nunca vai acontecer. Isso nunca vai acontecer porque eu te amo. Amo o bastante para nunca querer te deixar.

Ela não olhava para ele, nem mudava a expressão. Era a mais completa melancolia embalada em um choro silencioso.

Cebola não podia vê-la assim por muito tempo ou acabaria chorando junto. Desviou o olhar e passou a varrer o quarto com ele em busca de algo que pudesse salvá-lo daquela situação.

Como um empurrão do destino lá estava ele, em cima da estante e um pouco empoeirado, o coelho azul.

Uma ideia ridícula surgiu na cabeça dele, tão ridícula e boba que poderia funcionar.

Se levantou e pegou a pelúcia que parecia inofensiva agora, e pensar que já correu dele tantas vezes quando criança. Tirou um pouco da poeira e se abaixou na frente da esposa e estendeu para ela.

— O que?

— Me bate.

Ela balançou a cabeça sem entender e limpou as lágrimas que atrapalhavam sua visão.

— Eu não entendi.

— Pode me bater, eu mereço.

— Eu não vou te bater, não somos mais crianças. Não é assim que se resolve uma discussão.

— Pelos velhos tempos. Me bate.

Mônica bufou irritada e tomou o Sansão das mãos do marido e logo acertou de leve na cabeça dele.

— Isso foi uma carícia ou você perdeu o dom da coisa?

— Pelo amor, Cebola!

Bateu mais forte dessa vez mas nada de dor.

— Mônica, bate direito!

— Eu estou fazendo isso certo. Você não espera sentir a mesma dor que sentia quando tinha sete anos, né?

— Eu esperava que sim, o que esse coelho tinha naquela época?

— É mais fácil descobrir o que você não tinha!

Cebola abriu a boca e pós a mão no peito, simulando uma ofensa.

— Ah, é?!

Tomou Sansão das mãos dela e rapidamente deixou um nó nas longas orelhas do coelho, nisso ele continuava muito bom.

— Cebola! Isso é horrível pra tirar.

— Sente vontade de me bater agora?

Mônica soltou um riso abafado.

— Você nem imagina.

Ele se pôs a correr pelo o quarto enquanto ela o perseguia. Ela rodou a pelúcia e arremessou nele, acertando sua cabeça.

— Nem doeu! — Pegou a pelúcia e deu mais um nó enquanto mostrava a língua.

— Seu pestinha! — Riu e pegou a pelúcia tentando o acertar novamente.

Pareciam duas crianças, como se tivessem voltado no tempo. Eles riam e relembravam de momentos vividos na infância, sem nem se preocupar com os problemas.

Bagunçaram o quarto, entre coelhadas e nós, a disputa já havia cansado eles.

Mônica se jogou na cama e tentou controlar a respiração, enquanto exclamava o quanto estava exausta.

Cebola se jogou ao seu lado e encarou os olhos fechados dela.

— Pelo menos eu não estou com nenhum galo na cabeça.

— Já deixo garantido que na próxima vez você terá muitos galos aí.

Ele sorriu. Se aproximou e deixou um selar na boca da amada.

— Infelizmente não podia te beijar quando era criança.

Ela sorriu também e pôs a mão sobre a dele em sua bochecha.

Cebola poderia a ver assim para o resto de sua vida, ela tão calma, tão serena. Eles felizes, juntos. Ele sabia que não poderia viver esse momento para sempre e que logo os problemas viriam, não eram mais crianças e nem mesmo viviam naquela bolha de inocência infantil. Mas dar uma pausa nos problemas era bom, principalmente com ela.

— Você sabe como concertar as coisas — Mônica disse ainda com os olhos fechados.

— Bom, eu sei que você ama me dar umas coelhadas também.

— Ainda bem que pediu pra te dar coelhadas e não um soco.

— Ah, foi bom matar as saudades de dar nós nas orelhas do encardido.

Ela enfim abriu os olhos.

— Como é? — Se sentou e procurou a pelúcia pela cama.

Cebola sorriu e já se levantou, pronto para correr.

— Você vai ver, Cebolinha!

 Ela mais uma vez rodou a pelúcia, se preparando para acertar Cebola. E ele? Ele adorava.


Notas Finais


Tentativa de escrever algo fofo.
Obrigada por ler!


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