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História Nós Duas (Romance Lésbico) - Capítulo 41


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Capítulo 41 - XLI


— Isso foi muito estranho. Há algo acontecendo aqui. — Conclui Matthew após ele, Blue, Shane e Cecília entrarem novamente no colégio.

— Eu vou tentar ligar para ela. — Disse Blue retirando o celular do bolso e digitando algo na tela sensível.

— Eu já tentei, Blue. — Avisou Cecília um tanto decepcionada. — Antes, só tocava, agora, só dá caixa.

— Tem razão. — Respondeu guardando o aparelho novamente no bolso. — O que faremos?

— Vamos procurá-la.

— Onde? — Perguntou Shane um pouco alterado. — Ela não deixou rastros, gente.

— Eu não sei, Shane. Mas preciso encontrá-la. — Respondeu Cecília determinada. — Vou até os motoristas, perguntarei para eles e após isso, se eu não encontrá-la, entrarei em contato com a mãe e o avô dela.

— Eu vou procurá-la em alguns lugares onde costumamos ir de vez em quando. Você vem comigo, meu amor?

— Sim. Irei. — Respondeu Matthew.

— Tranquilo. Irei acompanhar Cecília então. Não acho muito adequado que ela vá sozinha, principalmente se a gente não sabe se Phellipe está envolvido no sumiço de Audrey ou não. — Disse Shane. — Mas primeiro, deveríamos passar na secretaria e verificar se Audrey passou por lá antes de qualquer coisa.

O grupo de amigos se despediram, antes de sair em missão para descobrir o paradeiro de Audrey.

Enquanto Greg e o motorista do guincho desciam o Fusca verde azeitona do caminhão, Adam apareceu para perguntar se tudo havia ocorrido bem. Ele estava preocupado com o andamento do plano, já que Phellipe tinha atravessado na frente, colocando tudo em jogo.

— Você tem certeza que aquela garota lá dentro é a filha de Andrey Hepburn? Olha só para essa lata velha. Duvido que uma pessoa com uma herança como a que o senhor Hepburn deixou, andaria nesse tipo de coisa. — Disse indignado enquanto apontava para o carro de Audrey.

Após o carro já estar fora da plataforma, Adam pagou o motorista do guincho e começou a andar ao redor do carro como quem tivesse analisando.

— Sim, é esse o carro. — Disse olhando nos olhos de Greg. — Ela esteve na minha casa uma vez com a Cecília. Ela estava dirigindo esse carro. — Disse apontando para o Fusca.

— Impossível. — Greg parecia incrédulo.

— Era do pai dela. Pesquisa na internet. Ao que parece Andrey tinha uma coleção de carros antigos.

— E não tina nenhum Porsche ou Ferrari no meio? — O policial ainda parecia indignado.

— É coisa sentimental, entende? — Greg assentiu.

O policial pegou o celular do bolso e digitou o nome e sobrenome de Audrey em uma plataforma de pesquisas. Ele leu algumas manchetes e artigos que citavam Audrey. Ele entrou na aba imagens e havia várias fotos de Audrey e seu pai, Andrey. Em uma delas, seu pai e ela estavam encostados no capô do carro do Fusca. Greg ampliou a imagem e mostrou para Adam que apenas balançou a cabeça em concordância.

— Agora vamos tirar logo esse carro daqui antes que alguém o reconheça. A essa altura, alguém já deve ter sentido falta da garota.

— Adam… — Chamou e esperou que o pai de Cecília o encarasse. — Os amigos dela apareceram no estacionamento do colégio bem quando eu estava recolhendo o carro. Eles fizeram algumas perguntas, tentei dar uma explicação aleatória, mas eles não acreditaram.

— Droga… — Disse Adam passando as mãos no cabelo, demonstrando estar preocupado. — Vamos guardar esse carro no depósito onde está a garota. Teremos que agir o mais rápido possível.

— Foi uma péssima ideia ter inserido esse moleque no plano. — Disse Greg se referindo à Phellipe e demonstrando um pouco de nervosismo. — É bem provável que ele tenha até ferrado com a gente agora.

— Encontraremos uma saída, amigo. — Adam olhava nos olhos do amigo policial em uma tentativa de mantê-lo calmo. — Agora empurre. — Ordenou. E ambos os amigos empurraram o Fusca de Audrey até o depósito.

— Tem certeza de que ela não está morta? — Phellipe parecia preocupado. Já fazia algumas horas que Audrey estava desacordada de forma extremamente desconfortável na cadeira.

— Que nada, irmão. Eu nem bati com tanta força.

— Gostaria de dizer o mesmo sobre a garota na floresta. — O tom da voz de Phellipe emanava culpa.

— Ei, esquece isso. — Levi apontava com o dedo indicador para o rosto do seu primo. — Já foi, já passou. — Levi pegou um balde e foi até uma das pias que tinha no depósito. Ele abriu a torneira, deixando o conteúdo transparente cair diretamente no balde.

— Aquilo foi um erro. Não deveríamos ter…

— Cala boca. — Interrompeu Levi. O garoto fechou a torneira e pegou o balde novamente. — Não fala mais nisso, nunca mais. Entendeu? — Phellipe assentiu.

A porta do depósito foi aberta exibindo Greg e Adam. Eles empurraram o carro para dentro do depósito e fecharam a porta novamente.

— O que estão fazendo? — Adam aproximou-se do garotos e como sempre, Greg ao seu encalço.

— Isso. — Respondeu Levi. Ele aproximou-se e jogou todo o conteúdo do balde em Audrey que despertou desesperadamente. Forçando os braços e as pernas que estavam amarradas. Levi esboçou um sorriso psicopata e Adam partiu pra cima dele, empurrando-o contra uma parede.

— Você está maluco? E se ela adoece? Você iria levá-la onde? Em um hospital? — Adam esmagou o garoto com ainda mais força na parede. — Vocês só estão colocando nós todos em risco. Quer ir pra prisão? — Gritou Adam.

— Me solta. — Rosnou. Phellipe tentou ajudá-lo, mas foi impedido por Greg. — Eu não tinha pensado nisso, Adam.

Ao ouvir o nome, Audrey parou de se debater e disse:

— Adam?

Todos na sala pararam abruptamente. Adam soltou Greg e olhou para a garota que ainda estava encapuzada.

— Saiam vocês dois. — Ordenou enquanto apontava para Levi e Phellipe.

— Não adianta expulsar ninguém, Adam. Já sei que Phellipe também está envolvido nisso. — Adam engoliu em seco e aproximou-se de Audrey. Abaixou-se perto da garota e tirou o capuz que cobria sua cabeça com força.

Os olhos de Audrey foram fechados rapidamente. Ela aparentava estar incomodada com a luz. A medida que seus olhos iam se acostumando com a luminosidade do ambiente, ela olhou primeiramente para suas mãos e pés amarrados. Ela tentou mais uma vez fazer força para se soltar, mas uma voz a impediu de que continuasse tentando.

— Não vai conseguir se desamarrar Audrey. — Disse Adam calmamente. Ela respirou fundo e levantou a cabeça para olhar Adam diretamente nos olhos. Encarou-o por alguns segundos e após, olhou para Phellipe, Levi e Greg que estavam um pouco mais afastados dela. O desespero tomou conta do seu corpo novamente. — E também não vai adiantar gritar. Nada do que fizer, irá adiantar. Entendeu?

— Quando Cecília e Naomi diziam que você era um péssimo homem, Adam, eu jamais imaginaria que chegaria a tanto. — Disse ironicamente enquanto encarava Adam nos olhos. Adam respirou fundo, parecia que tinha sido atingido pelas palavras de Audrey. Em seguida ele levantou-se silenciosamente e todos saíram do depósito, deixando Audrey sozinha. No escuro.

 

 

 



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