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História Nos encontraremos novamente - Capítulo 3


Escrita por: AliceValentinne

Notas do Autor


Bom, acho que vou começar logo a melhorar as coisas 3:)

Lembrando que essa história vai ter bastante cenas eróticas, então se você é menor ou sensível ao conteúdo, sugiro que não leia e, POR FAVOR, não denunciem caso se ofendam.
Boa leitura.

Capítulo 3 - Constrangimentos


Fanfic / Fanfiction Nos encontraremos novamente - Capítulo 3 - Constrangimentos

                           Clarke


Eu não tinha muito o que fazer numa tarde de folga, ainda mais num lugar aonde eu não conhecia nada, mas queria muito ir até a praia dar um mergulho para aplacar o calor. Talvez o deque de Lexa fosse proibido, mas o mar não era propriedade dela e provavelmente ela estava dormindo bêbada depois de duas garrafas inteiras de vinho.

Vesti meu único biquíni, coloquei um vestido branco simples por cima e peguei meus óculos de sol, uma toalha, água e salgadinhos que ainda estavam na minha bolsa desde a viagem. Sai bem rápido da casa até chegar na areia, então caminhei para o lugar mais afastado possível da casa e de qualquer coisa que pertencesse a Lexa. Cheguei até umas pedras grandes e entre elas tinha um pedaço de praia escondida que era perfeita para quem não queria ser visto.


Tirei meu vestido, estendi a toalha na areia e sentei. Eu queria aproveitar o momento e ouvir os barulhos reconfortantes da natureza, das ondas calmas quebrando na areia e inspirar aquele cheiro característico de mar que era um dos meus favoritos.

Pela primeira vez em dias eu me permiti não pensar no recente passado e me concentrei no momento. A calma daquele lugar era incrível e saber que eu poderia recorrer aquilo quando eu precisasse esvaziar a mente era um alívio.

Levantei e fui até a água entrando até cobrir minha cintura, então mergulhei.
Passei um bom tempo nadando, flutuando, dando cambalhotas. Quando me cansei, fiquei sentada dentro da água numa parte mais rasa. Senti vontade de cantar, eu não fazia aquilo à tanto tempo e era uma pena eu ter vendido meu violão.


"Heart beats fast
Colors and promises
How to be brave
How can I love
When I'm afraid to fall
But watching you stand alone
All of my doubt suddenly goes away somehow
One step closer
I have died every day waiting for you
Darling don't be afraid
I have loved you for a thousand years
I'll love you for a thousand more..."

Impossível não lembrar de Eliza cantando essa música, era uma das favoritas dela desde que assistimos a saga inteira de crepúsculo. Ela falava para todo mundo que tínhamos uma picape igualzinha a da Bella, porém vermelha. E lá estava eu de novo tendo lembranças da minha irmã incrível.

Depois de um bom tempo curtindo aquele pedaço de paraíso, resolvi recolher minhas coisas e voltar para a casa, pois eu estava com fome e lembrei que só havia comido aquelas besteiras.

Entrei no quarto, retirei toda a minha roupa e joguei em cima de uma cadeira para lavar depois que eu tomasse um banho.
Antes que eu pudesse pegar uma toalha limpa na minha mala, a porta do quartinho foi aberta de uma vez.

"Eu quero que..." - Lexa travou ao ver que eu estava como vim ao mundo. Eu não tive reação, nem mesmo o instinto de me cobrir com as mãos, eu apenas fiquei lá parada como uma estátua renascentista. Seu olhar no meu corpo era tão intenso que me fez sair do choque inicial e reagir.

"Qual a droga do seu problema? Você costuma invadir o quarto dos empregados sem se anunciar?" - Peguei o lençol da cama e me cobri, mas tinha certeza que ela havia visto minha bunda desnuda ao me virar.

"Eu... Puta merda! Eu não sabia que..." - Ela pareceu se tocar do que tava fazendo e olhou para baixo.

"Não sabia o quê? Que quartos são feitos para se ter privacidade? Use sua coordenação motora e bata na porta na próxima vez! Aonde é o incêndio para você entrar aqui dessa forma?" - Ela colocou uma das mãos na cintura e passou a outra no rosto como quem estivesse se controlando. Ela só podia estar sob efeito de álcool ainda para agir daquela forma.

"Olha, só vim pedir para você preparar um jantar para essa noite porque terei uma convidada. Me desculpe por ter entrado assim." - Então ela simplesmente saiu.

Nem para pedir desculpas decentemente ela servia, pois não passava de uma privilegiada que fazia o que bem entendesse e não via necessidade de se desculpar de forma sincera por suas atitudes.

Cai sentada na cama enquanto a vergonha me atingia em cheio por ela ter me visto exposta daquela forma. Como eu iria olhar na cara dela? Apenas Niylah havia me visto nua, e foi só uma vez! Mas ao mesmo tempo em que eu me sentia envergonhada, sentia uma chama dentro de mim. Havia um certo erotismo em toda a situação que me deixava acesa. Talvez fosse o fato de eu ser absolutamente inexperiente.

A verdade é que Lexa, à primeira vista, havia me despertado interesse. Depois das nossas conturbadas interações, percebi que ela me afetava até demais e isso não estava certo. Ela era como o sol, se eu ficasse muito exposta, iria me queimar. Mesmo não a conhecendo, eu sabia que ela era problema e eu estava decidida a manter nosso relacionamento estritamente profissional para evitar dramas futuros.

Decidi esquecer esse episódio constrangedor e tentei não lembrar de como ela olhou para o meu corpo, pois eu tinha que me arrumar para preparar o maldito jantar e não tinha tempo para distrações. Após tomar banho e vestir uma roupa adequada, fui para a cozinha começar os preparativos, pois como já passava de 5 da tarde e deveria ser um encontro, teria que terminar a tempo.

"Precisa de ajuda, Clarke?" - Perguntou Alysson aparecendo do nada. Elas eram boas em não ser vistas, precisava aprender a me manter discreta e totalmente profissional igual aos outros.

"Bom, o que acha de me deixar por dentro das coisas mais importantes que eu preciso saber sobre trabalhar aqui?" - Ela assentiu e se aproximou. "Por exemplo, quais áreas da casa são proibidas os funcionários?"

"Bom, eu e Claudia temos livre acesso a tudo na casa porque precisamos limpar, trocar as roupas de cama, recolher as roupas sujas e lavar. Há mais pessoas com a mesma função que a nossa, mas estão de folga hoje. Os chefs sempre tiveram acesso livre a cozinha, edícula, adega, são responsáveis pela lista de compras..." - Bom, nada do que eu já não estivesse acostumada.

"Os funcionários podem ir até a praia num dia de folga?" - Ela assentiu.

"Com toda a certeza, eles não se incomodam e permitem até que usemos a piscina." - A olhei surpresa.

"Eu não sabia que tinha uma piscina aqui. De toda forma, eu não conheço a casa toda. Seria inadequado eu sair num tour para conhecer tudo?" - Ela sorriu com a pergunta.

"De forma alguma, deveríamos ter te mostrado tudo, mas não a encontramos." - Ela era um amor de pessoa.

"Me desculpe, eu fui até a praia depois daquelas pedras curtir a tarde livre."

"Uh, nós costumamos ir até lá às vezes. Com o tempo enjoa, sabe?" - Falou sem graça.

"Eu nunca vou me enjoar da praia, é meu lugar favorito mesmo eu tendo conhecido uma pela primeira vez há apenas dois anos atrás. Hoje foi a segunda vez que me banhei em uma." - Ela me olhou curiosa.

"Aonde você morava antes?" - Sorri ao lembrar da minha cidade natal

"Em Austin, Texas. Lá é incrível e já estou com saudades." - Suspirei.

"Você foi contratada pela agência ou recomendada?"

"É uma história estranha. Ao que parece, os Woods souberam de mim através de uma notícia infeliz. Minha mãe e minha irmã gêmea morreram depois de um grave acidente há 6 semanas. Pelo que eu lembro, a notícia mencionava o fato de eu ser chef e que precisei me desfazer de tudo para arcar com os custos. - Engoli o nó que se formou em minha garganta.

"Eu sinto muito mesmo, deve estar sendo tão difícil." - Alysson demonstrou empatia ao invés de pena, eu conseguia ver isso nela. Seriamos boas amigas.

"Obrigada.  Estou tentando seguir em frente com essa oportunidade. Eles foram muito legais ao entrar em contato comigo me oferecendo esse emprego."

"Você vai gostar deles, são muito simples e humildes, diferente de outros patrões que tive que não eram pessoas decentes." - Falou baixinho a última frase.

"Bom, algumas pessoas se esquecem de que são mortais e que estão sujeitas ao karma, então não se preocupe que um dia tudo de ruim que fizeram vai voltar para elas. Também já fui muito humilhada nos lugares aonde trabalhei, mas eu aguentava por que precisava cuidar da família." - Lembrei com amargura de todas as coisas que tive que engolir para conseguir manter minha irmã na faculdade e sustentar o vício de Abby.

"Eu adoro trabalhar aqui, são todos muito gentis." - Menos Lexa, pensei.

"E sobre a nossa alimentação? Tem uma copa para funcionários? Eles disponibilizam alimentação básica ou temos que comprar a nossa própria comida?"

"Sim, temos uma copa para quem não mora aqui, mas também tem a cozinha da edícula para quem mora lá. A comida é inclusa, está sempre abastecida. Como eu disse, eles são ótimos patrões." - Me surpreendi com a informação, parecia até um sonho. Era tão difícil encontrar pessoas ricas que não eram mesquinhas.

"Que ótimo, Alysson. Quando eu terminar o jantar, você me mostra aonde fica a copa? Eu confesso que não comi nada daqui por não estar por dentro do funcionamento." - Falei constrangida.

"Você está me dizendo que não come nada desde que chegou?" - Me olhou com espanto.

"Comi, mas nada que fosse dessa cozinha. Bellamy me fez comer uns petiscos que estavam sendo servidos ontem na festa, então de manhã pedi delivery e depois comi uns salgadinhos na praia. Agora que sei que tem uma copa, posso ir até lá comer algo decente." - Pisquei para ela.

"Que susto, achei que você estivesse com fome esse tempo todo." - Colocou a mão no peito.

"Eu sei me virar, relaxe." - Foi só eu terminar de falar que Lexa entrou na cozinha. "Senhorita Lexa, deseja algo específico para o jantar dessa noite?" - Me apressei em perguntar, não queria ter que lidar com ela por muito tempo.

"Algo leve que combine com champanhe, sem sobremesa, minha convidada é bem... Bom, apenas faça! Alysson, preciso que me ajude com algo." - E saiu sem me olhar. Alysson fez um legalzinho com a mão e saiu atrás dela.


Decidi fazer uma entrada e um prato principal, e como fui instruída, não faria sobremesa. Pelo pouco que eu tinha visto de Lexa, a sobremesa seria a visita.

Às 19h em ponto, a salada de camarões e o salmão ao molho de ervas finas estavam prontos para serem servidos e o champanhe estava no gelo na temperatura perfeita. Alysson me informou que eu não precisava servir, pois geralmente era ela e Claudia que faziam isso quando as auxiliares de cozinha não estavam. Eu nem sabia que teria auxiliares.

Quando elas entraram na cozinha apressadas, eu sabia que Lexa e a convidada estavam na mesa. Terminei de limpar e guardar tudo enquanto elas, sem saber, me pouparam do constrangimento de chegar perto da mulher que me viu pelada mais cedo. Enrubesci só de lembrar.


Elas voltaram pra cozinha após servir as entradas e ficamos conversando por uns minutos até um barulho de sino ser ouvido e elas irem até lá novamente. Arrumei os pratos principais nas bandejas e elas não demoraram a trazer a louça suja para então levar a última parte do jantar. Vinte minutos mais tarde, o sino tocou outra vez, dessa vez indicando que o expediente havia acabado.


"Essa aqui é a copa. Decorou o caminho?" - Alysson perguntou assim que chegamos na cozinha dos funcionários.

"Sim, consigo voltar pra lá. Ah, oi Monthy." - Cumprimentei o rapaz que estava na mesa jantando. Ele me deu um aceno.

"Você já conhece o filho da Claudia? Bom, não preciso apresentar vocês." -

"Claudia, não sabia que você era mãe dele. Você é tão jovem e já tem um filho rapaz!" - Ela sorriu.

"Obrigada, Clarke. Tive ele com 15 anos, 18 anos depois aqui está meu garotão." - Ela beijou o filho e ele sorriu amorosamente para ela.

"Bom, pode ficar à vontade. Fiz comida mais cedo, não deve ser tão gostosa quanto a sua, mas você pode comer o que quiser." - Disse Alysson.

"O que é isso, faço questão de comer o que você preparou. Além do mais, só quero comer e dormir, pois tenho certeza que dona Lexa vai me acordar cedo." - Todo mundo se olhou.

"Ela é um pouquinho difícil." - Comentou Claudia.

"Bondade sua minimizar o gênio dela, mas pelo pouco que vi, o diabo deve ficar puto toda vez que ela acorda e pisa no chão." - Todos nos olhamos e explodimos numa gargalhada.


Após terminar de comer o jantar delicioso de Alysson, tentei voltar para o meu quarto, porém me perdi. Achei uma sala de jogos, uma biblioteca, um mini cinema, outro escritório, e tudo isso parecia ser num lado só da mansão. Decidi seguir por um extenso corredor até que cheguei numa porta grande de vidro com vista para a piscina da qual Alysson havia me dito.

Mas não era só isso, porque dentro da piscina estava Lexa e uma mulher loira aparentemente nuas num beijo voraz e cheio de mãos. Quando pensei em sair dali, a mulher começou a beijar o pescoço de Lexa, o que fez com que ela virasse a cabeça na direção da porta e me visse parada ali. Lentamente, um sorriso absolutamente sacana surgiu em seus lábios e eu senti a necessidade de sair correndo dali. Droga! E se ela pensasse que eu era uma voyeur pervertida?

Entrei por uma porta dupla e fui parar na antessala, o que significava que logo após havia a sala, a sala de jantar, a cozinha e meu quarto. Nunca fiquei tão aliviada na minha vida. Corri até lá e tranquei a porta, deslizando pela mesma até sentar no chão. Meu coração batia acelerado e eu estava tremendo.


Que porra havia acabado de acontecer?


Notas Finais


Desculpem os erros.


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