História Nós (lgbt) - Capítulo 34


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Categorias Bella Thorne, Histórias Originais, Marie Avgeropoulos
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Comedia, Companheirismo, Família, Irmandade
Visualizações 10
Palavras 2.497
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 34 - 33


33


Angelina 


Terça-feira, 10h16.


Terminei de tirar o sangue para o teste, minhas irmãs, minha namorada e minhas mães estão ao meu lado, enquanto Isabel e Max estão do outro lado.


Levanto e mama vem até o meu lado me entregando duas muletas. Andar com essas coisas não é muito fácil, mas estou pegando o jeito.


Saio da sala e encontro Isabel me observando nervosa. suspiro cansada.


— Mom? — chamo e mama para ao meu lado.

— Vamos falar com ela, esse olhar dela em cima de mim me deixa muito irritada. — resmungo. 


Mama me olha surpresa, mas concorda, minhas irmãs me ajudam a sentar e se acomodam ao meu lado, minhas mães é Rebeca ficam em pé, como dois seguranças, isso me faz rir.


— Se esse teste der positivo... — começo, mas não sei o que falar.

— Vai dar... Angelina, eu sei que a história parece muito fictícia, mas é verdade. — ela diz olhando nos meus olhos. — John, meu ex marido morreu antes de você nascer, a família dele ficou muito irritada quando soube que ele deixou um herdeiro, a irmã não queria dividir a herança, então sumiu com você... — para beber um pouco d'água — Eu só não imaginei que eles tinham te mandado para outro estado e que tinham te largado na rua, você nasceu em São Paulo, eu só pude te amamentar uma vez, logo em seguida você foi levada. Não estou pedindo pra você me chamar de mãe e vir morar comigo, só quero ficar ao seu lado. O Max também quer, ele não pode nem te conhecer. — ela diz.

 Max é filho do seu ex marido? — mamãe pergunta.

— Não, é de um namorado antes do John.


Continuamos a conversar e já consigo ficar menos incomodada perto dela.


Dois dias depois... quinta-feira 12h26


O resultado do teste saiu e nós estávamos em casa, minhas irmãs, mães, Emeraude e Rebeca, todas me olhavam enquanto eu encaro o exame.


Não vou ler isso não, lê. — jogo na minha namorada que faz cara feia, mas abre e começa a ler.


Ela fica confusa, depois apreensiva, e por fim suspira. Não consigo entender a reação dela.


Positivo. — diz.


Mama levanta e vem até mim, me puxando para um abraço apertado. Ela cai em um choro tão doloroso que eu acabo chorando também. Mamãe e minhas irmãs se aproximam e nos abraça.


Não vou a lugar nenhum. — digo.

Não, não vai mesmo. — mama murmura.


(...) 


15h28


Depois de toda comoção com o resultado do teste, todo mundo seguiu normal, até mesmo mama que tava meio cabisbaixa.


Estava no meu quarto, com a Rebeca, mas ela está concentrada no celular, isso estava me irritando.


Tento levantar da cama sem fazer barulho, mas acabo gemendo de dor ao sentir uma fisgada na perna. Rebeca larga o celular e praticamente voa até mim, deixo ela me ajudar a levantar, mas depois me afasto e ela me encara confusa.


— Obrigada, consigo me virar sozinha. — sigo até a porta mas ela me para.

— Ei, o que foi? — pergunta confusa enquanto segura o meu braço.

— Nada, será que pode me soltar. — reclamo e ela me solta.


Saio do quarto e começo a descer as escadas, ela logo está atrás de mim, me ajudando. Acho que meia hora depois, consigo descer todos os degraus, caminho lentamente até a cozinha e Rebeca me segue. 


— Você vai me falar o que houve? — insiste.

— Volta pro teu celular e me deixa, cara! 


Vou até o armário e o abro, enquanto me seguro em uma muleta, Rebeca vem até mim e pega os pães. 


Reviro os olhos e tento ir até a geladeira, mas ela me para.


— Senta aí... — aponta para o balcão e eu obedeço, sentando no banco.


Ela vai até geladeira e pega suco e o resto das coisas para fazer um sanduíche. Começa a preparar e eu fico olhando. 


— Eu sinto muito por ter te deixado de lado, tava falando com o Cody e...

 Não tem que me explicar nada. — interrompo e ela rola os olhos.

— E ele estava me falando sobre o encontro que teve terça com a Charlie, perguntou se é muito cedo pra fazer um pedido de namoro. — continua, me ignorando.

— Ele mal saiu com ela e já quer  por uma coleira na minha irmã? — resmungo e ela arqueia a sobrancelha.

 E eu achando que a ciumenta era a Mar. — comenta rindo e eu a fuzilo com o olhar.


Ela coloca o sanduíche e um copo de suco na minha frente e começo a comer.


— Como você está? — torna a falar e eu bufo frustrada.

— Queria, na verdade adoraria que vocês parecem de perguntar isso. Fodasse se aquela mulher é a minha "mãe" — faço aspas com os dedos e continuo falando. — biológica, não quero almoço de domigos com ela e nem com aquele garoto, entendeu? — falo rude e ela assente.

— Quer ir ao mystik? — muda de assunto.

—  Ainda não não acredito que Adele pediu pra por o nome da banda no bar dela. — digo rindo — Ok, vamos lá! 

— Bom, estou ansiosa pra tocar um pouco, na segunda lá na Adele, foi a Marjorie. — diz fazendo beicinho e eu solto uma gargalhada.


Ficamos conversando por um tempo até minhas irmãs aparecem, as duas conversam animadas.


— Vamos? — Marjorie chama — Já são 16, Emília e os meninos já estão indo pra lá. 


(...)


Marjorie para em frente ao mystik e saímos do carro, Rebeca sempre ao meu lado, me ajudando a sair do carro e a caminhar até dentro do bar. Nossos amigos já estavam, o som tocava em um volume um pouco alto, Andrey e Melanie dançam animados enquanto Emília e Cody brincavam com uns equipamentos de dj, Adele, Kenedy e Katy estão no balcão.


Cumprimento todos e vou até o palco, sento no chão dele e peço baixo, Rebeca me entrega e eu começo a brincar com ele.


— Vão tocar agora? — Katy pergunta se aproximando.

— Vocês querem? — Marjorie pergunta e a gente assente.


Fico onde estou mesmo, Rebeca praticamente corre até a bateria, Emília pega o violão, Cody vai para o baixo e Mar, a guitarra. 


Iríamos começar a tocar, Max passa pela porta do bar, nós fazendo parar na mesmo segundo. Andrey que estava sentado em cima da mesa, pula e vai até ele.


— O que você faz aqui? — pergunta e Max faz careta.

— Nós eramos amigos lembra? Vivíamos pra cima e pra baixo. — ele diz.

— É, aí tu bancou o cuzão! — Marjorie diz e ele faz outra careta.

— Eu sei, sinto muito por isso... posso ficar e ver vocês tocar? — pergunta, Marjorie olha pra mim e eu dou de ombros. 

— Beleza! — ela diz e se vira pra gente — Afinal, qual música? — coça a cabeça e nós rimos.


(...)


Depois que ensaiamos um pouco, nos juntamos todos em uma mesa e ficamos jogando conversa fora.


Mas como Cody, Rebeca e Marjorie são muito hiperativos, voltam para o palco e ficam fazendo um som, só guitarra e bateria e baixo. (Euuu: é a parte instrumental de proibida pra mim do Charlie Brown Jr.)


— Escuta, com quem eu falo pra agendar um show com a mystik? — Adele pergunta brincando e nós apontamos para Charlotte e Kenedy. — Estão livres amanhã e sábado? — ela pergunta.

— Se quiser a gente tá livre até hoje. — falo rindo e ela me acompanha.

— Com essa perna? — pergunta e eu arqueio a sobrancelha.

— Bom, ela faz parte de mim ue. — dou de ombros e eles soltam uma gargalhada alta. — Me arrume um lugar pra sentar e vamos lá! — levanto o punho fechado e ela ri mais ainda.

— Como vocês dizem aqui, você é muito "comédia" Angel! — ela diz segurando a minha mão.


Passamos o resto da tarde conversando, já estavam chegando alguns fregueses, então levantamos para ir embora, Cody, Kenedy, Max e Andrey ficaram, segundo eles hoje é o primeiro dia de trabalho, até pensamos em ficar, mas a perna estava me incomodando e já era hora do meu remédio, nos despedimos dos nossos amigos e saímos, por sorte estamos com o carro da mãe hoje, então deu pra levar Emília, Mel e Rebeca, claro que elas e a Charlie foram um pouco apertadas lá atrás, mas é o temos pra hoje.


(...)


Como a Mel iria dormir lá em casa, não precisamos ir muito longe, deixamos Emília em casa, Rebeca disse que também iria dormir lá em casa, então seguimos. 


Depois de Marjorie passar pelo portão, Charlotte corre para o trancar, enquanto Mel e Rebeca me ajudam a sair do carro.


Entramos encontramos mama e a mãe brincando com os gêmeos. As duas estavam deitadas no chão fazendo caretas com eles em mãos, os dois pareciam achar aquilo muito engraçado.


— Acho que estou ficando com ciúmes. — Charlotte diz fazendo beicinho e mamãe levanta lhe entregando Demi e dando um beijo na têmpora da minha irmã.


— Vocês vão tomar banho primeiro ou jantar? — mãe pergunta. 


Marjorie que já estava subindo as escadas com Mel olhou para trás e arregalou os olhos em falsa surpresa.


Banho! — falamos todas juntas.


Marjorie e Mel sobem enquanto Rebeca se senta ao meu lado no sofá.


— Huh, acho que alguém fez coisa errada. — Charlie fala cheirando a Demi que ri.


Nós caímos na gargalhada e ela sobe para trocar a bebê com a mamãe.


— E a Emeraude? — pergunto.

— Ela foi falar com o Ícaro. — mama responde distraída com o Dom.

— Quem é Ícaro? — Rebeca pergunta franzindo o cenho, confusa.

— Ícaro é meu irmão, meu irmão do meio, Emeraude é a caçula. — mama responde, ela levanta e coloca Dom em meus braços e eu tento devolver ele, mas ela se afasta — Hora do leite dele. — diz e sai em direção a cozinha e eu suspiro. 


Rebeca ao ver que não sei segurar o bebê, pega ele das minhas mãos.


— Não sabia que sua mãe tinha irmãos. — comenta enquanto beija a bochecha gorducha do Dom.

— Vai por mim, até um tempo trás era a mesma coisa que não ter, são dois filhinhos da mamãe que não fizeram nada pra impedir que minha mãe fosse expulsa de casa e era ela que cuidava de quase tudo lá, nem sequer tentaram manter contato com ela, aí agora a Emeraude precisou de ajuda e pra quem ela corre? — pergunto ironicamente e ela assente.

— Você não gostou dela não é? — questiona.

 Não tô nem aí pra ela, ela é tipo Isabel na minha vida, Isabel é somente a mãe de um colega e Emeraude é somente a mãe dos sobrinhos da minha mãe. — dou de ombros. 

— Você nunca realmente quis conhecer a sua genitora? — pergunta e eu caio na gargalhada, ri tanto que fiquei com dor no estômago.

— Adorei a palavra pra definir ela. — falo limpando as lágrimas por causa do riso. — Aiai... — respiro fundo — Eu não, pra que eu iria querer ela na minha vida? — pergunto — A Flávia, genitora — falo olhando pra ela e ela ri — da Mar, procurou ela quando estava doente e tal, até se aproximaram, mas acabou que dificilmente se vêem agora, e quando se vêem, ela é tipo uma tia, sabe? — pergunto e ela assente.


Ela ajeita Dom em seus braços e tenta por ele pra dormir.


— Bom, você sabe que Tatiana é a minha mãe biológica, e Evelyne me adotou como filha, o meu pai foi um sacana que engravidou minha mãe e sumiu, então não tenho nenhum vínculo com ele, acho que te entendo nesse negócio de não sentir nada por ela. — diz e eu aceno agradecendo. — Nossas mães foram mulheres incríveis que nos criaram com muito amor e carinho, mesmo que não tenha o mesmo sangue e tal. — fala e eu assinto concordando.


Dom começa a chorar e ela sobe com ele, pego o controle da TV e procuro um canal decente, como não acho nada, decido ir até o banheiro da aérea de serviço.


Passo pela cozinha e mama está distraída com a comida, então nem me dá bola. Entro no banheiro.


— Aí, como é que vou tomar um banho com isso aqui...— murmuro olhando para o gesso. 


Iria começar a tirar a roupa quando escuto me chamarem.


— Angelina!!! — chamam de novo.

Aqui no banheiro! — falo alto.


Segundos depois mama entra no banheiro.


— O que você está tentando fazer? — questiona com as mãos na cintura.

Tomar banho? — digo confusa.


Ela bufa e começa a me ajudar.


(...)


Estamos todas jantando na mesa da sala, Emeraude já tinha chegado e estava conversando com a minha enquanto comemos.


— E então ele disse que quer te ver. — a mulher diz e vejo minha mãe fazendo uma pequena careta, assim como Marjorie e eu.

— O que ele quer com mama? Por que quer vê-la? — pergunto e todas me olham, Charlie e mãe me repreende enquanto Marjorie ri.

— Ele sente saudades da nossa irmã, mas também nunca teve coragem de vir até ela.— Emeraude responde e eu tento ver algum traço de mentira.

— Sei... — Marjorie murmura e Charlie lhe dá um tapa.


Como estou ao lado da minha irmã caçula, lhe dou um tapa em defesa da morena, Charlie me olha indignada e eu rolo os olhos.


— Não vejo necessidade de vê-lo, ou sequer tenho tempo, mas obrigada por ter dado o recado. — mama diz e Emeraude baixa a cabeça. — Meninas, vocês já sabem que Felicity vai viajar amanhã e começar de verdade a turnê, e bom... eu vou com ela. — mama fala nos olhando.

Tudo bem, cuidamos uma das outras. — digo e mama agradece.

— Como eu não vou está aqui, a vovó vem pra cuidar de algumas coisas, como fazer o almoço ou dá uma geral na casa, mas vocês podem e devem fazer isso. — torna a falar — E Emeraude irá ficar com a Ângela, sua avó vai ajudar a cuidar dos gêmeos, já que vocês tem aula e tudo mais. — diz e assentimos.

— Então eu já vou poder ir para o colégio? — pergunto ansiosa.

— Sim, mas ainda não vai poder tirar o gesso, falei com a Tatiana e a Evelyne e elas concordaram em vir aqui algumas vezes ou vocês almoçarem lá, já que é mais perto do que a minha mãe vir. — mamãe diz.

Ok, tudo bem! — Charlie diz — Tenho certeza que a Adele vai querer que a gente toque no final de semana, então jantamos lá. 

— Certo, posso contar que vocês vão ficar bem? — mama pergunta e assentimos.

— Vamos tentar voltar antes do aniversário da Marjorie, e não somente no dia. — se vira para minha irmã — Até lá você vai poder decidir o que vai querer, casa da praia, a fazenda ou sei lá... você decide. — diz e Marjorie assente.


Terminamos o jantar e cada uma foi para o seu quarto, enquanto as mais velhas cuidam da louça.


Notas Finais


Aiai....


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