História Nós (lgbt) - Capítulo 35


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Categorias Imagine Dragons, The 1975
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Comedia, Companheirismo, Família, Irmandade
Visualizações 1
Palavras 1.996
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Famí­lia, Ficção Adolescente, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela
Avisos: Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 35 - 34


34


Segunda-feira, 09h27 da manhã.


Charlotte


É no intervalo e estamos sentados no refeitório enquanto lanchamos e conversamos. Kenedy debatia com Max sobre um aplicativo que eles estão tentando criar. Emília e Angelina falam sobre a moto da Angel que até agora não voltou pra casa, Mar e Cody falam sobre música e eu debatia com a Beck sobre uma série que assistimos no domingo.


— E eu ainda não entendo por que você está triste com a morte daquele imbecil. — Beck reclamava pela milésima vez e eu bufei frustrada. — Cunha... — chama e eu reviro os olhos, ela pegou essa mania irritante de me chamar assim. — Cunha pela amor de Deus... Pensa comigo, o teu maravilhoso e glorioso Finn, — diz o nome do personagem irônica. — Tinha uma linda e maravilhosa namorada no espaço, aí o Finn lindo e maravilhoso vem pra terra, ele nem deixou a Clarke respirar e já tava em cima dela. — ri debochada e eu lhe dou um tapa na cabeça. — Aí filha das mães! — resmunga.


A fuzilo com os olhos e tomo mais um gole do meu suco.


— Ele achava que todos estavam mortos, que nunca mais a veria de novo. — defendo e ela solta uma gargalhada irônica. 

— A merda com essa desculpa, Chars, pela amor ruiva... ele já tava ciscando no terreiro dela muito antes disso. — diz enquanto bagunça os cabelos e eu rolo os olhos, a infeliz estava certa. — E pensa comigo, ele matou aquela vila inteirinha, ele era um louco desgraçado.

— Aaaa, nem vem... — digo lhe dando outro tapa e ela me fuzila com os olhos. — Ele estava preocupado com ela. 

— Isso não é desculpa, achei lindo a cena dele morrendo! — faz uma dancinha sentada esquisita. — Só fiquei com dó da Raven, odeio ver mulher bonita chorar. — suspira em falsa tristeza.

— Idiota. — resmungo e ela me olha com os olhos arregalados em falsa incredulidade.

— Vocês ainda estão brigando por causa da série? — Angelina nos pergunta incrédula.


Todo mundo da mesa para e observa a gente, Beck da de ombros e aponta pra mim.


— Tua irmã tem problema, gosta do Finn. — diz e todo mundo ri, começo a encher ela de tapas enquanto ela tenta desviar rindo.

— Se vocês já estão se matando com The 100, nem quero ver quando a gente for ver game of thrones. — Marjorie nos interrompe rindo.


Eu iria rebater mas o sinal toca, dou um último tapa em Beck e sigo para minha aula com Emília e Kenedy. Senti na primeira cadeira da fileira e os meus amigos mais atrás, o professor começa a aula.


A aula estava bem entediante e eu quase dormindo quando senti um toque no meu ombro, olho para trás e vejo a garota que Marjorie quase derrubou.


— Ei, você tem uma caneta pra emprestar? — Cassie pergunta e eu afirmo, pego a caneta e entrego. — Valeu!

Não por isso! — sorrio gentil.


A aula correu como estava, chata!


Pelo menos Cassie e eu começamos a conversar, descobri que ela é bem tímida e muito legal, a Lia é a melhor amiga, descobri que Cassie tinha um crush enorme nela.


(...)


As aulas acabaram e a gente foi embora, almoçamos na casa das mães da Beck e depois fomos pra casa, a tarde demos uma geral na casa e depois fomos para casa da vovó. Nos divertimos muito com os gêmeos, minhas irmãs parecem ter aceitado a Emeraude, e até conversaram com ela. Jantamos na vovó e voltamos para casa, mas no caminho paramos para abastecer e acabamos por encontrar a Cassie e Lia na lanchonete vizinha ao posto, Cassie nos convidou para sentar e aceitamos, passamos o resto da noite com elas, conversando.


Lia se mostrou uma pessoa muito engraçada e morria ciúmes de Cassie, tenho certeza que gosta dela, sempre a tocava, beijando sua bochecha e lhe abraçando, definitivamente tinha sentimentos a mais ali. 


Angelina como não é nada discreta, perguntou se elas são um casal e se não são, deveriam, que ela até shippa, as meninas ficaram tão vermelhas que até a Marjorie mandou nossa irmã ficar quieta. Depois disso, fomos para casa e falamos com nossas mães antes de dormir, trancamos tudo e cada uma foi para seu quarto.



Alguns dias depois... 


21 de Julho, sábado 10h35 da manhã


Marjorie


Acordei exausta, ontem o nosso pequeno show no bar da Adele foi incrível, o bar está cada vez mais lotado, jovens e velhos, homens e mulheres, nada de brigas ou confusão. As meninas e eu até começamos a ajudar como garçonetes nos dias em que não tocamos. Esses dias sem as mães foram um pouco chatos, mas elas estão voltando hoje, então tudo vai ficar melhor ainda.


Levanto e sigo até o banheiro, faço minha higiene matinal e aproveito pra tomar um banho, termino e saio do banheiro, visto minhas roupas, uma calça moletom e uma camiseta, saio do quarto e passo pelo quarto da Charlie, ela já não está no quarto, então sigo para o da Angel, encontro minha irmã sentada e mexendo no celular.


— Bom dia! — digo entrando e ela larga o celular num pulo.

Dia! — responde.

— Banho? — pergunto enquanto a puxo pela mão, a fazendo ficar em pé.

— Banho, cadê a Charlie? — questiona enquanto saímos do quarto e seguimos até o banheiro.

Senta aí ou vai escovando os dentes, já vou chamar ela pra ajudar. — digo e ela assente.


Saio do banheiro e desço até a sala.


— Charlotte?! — chamo.


Segundos depois põe a cabeça na porta da cozinha.


— Sim? 

— Sobe, hora de ajudar a Angel no banho.


Volto para o banheiro e ela me segue. 

Depois de muita enrolação e alguns desastres e uma Charlotte ensopada, terminamos. Vou até o quarto com a Angelina e a ajudo a se vestir enquanto Charlie volta lá pra baixo.

Depois que terminamos, descemos para a cozinha, na mesa tinha nossos copos de achocolatado, pães, café da Charlotte e bolo.


Quem você assaltou caçula? — Angel questiona se sentando.

— Mãe mandou uma mensagem dizendo que iriam chegar de manhã, então fui na padaria e comprei bolo e pão. — dá de ombros.


Começamos a comer e a campainha toca. Me levanto.


— A gente não trancou o portão? — pergunto.

— Trancamos. — Charlie diz.


Sigo até a sala e abro a porta, fico surpresa ao dar de cara com as minhas mães, as duas me esmagam em um abraço apertado.


— Meu bebezinho!!! — mamãe diz me apertando mais.


Já estava ficando sem ar, mas a saudade é tanta que eu nem vou reclamar. Nunca passamos tanto tempo longe uma das outras, ainda mais das mães. 


As duas entram e me pedem silêncio, aponto para a cozinha e elas seguem pra lá, apenas acompanho.


— Mar, quem e... — Charlie começa a falar mas para ao ver nossas mães.


Ela levanta da cadeira e corre até elas, as duas também a esmaga em um abraço apertado. Depois vão até Angel, que já estava em pé ao lado do balcão, a abraçam forte e depois se acomodam.


— Como foi tudo por aqui? — mama pergunta.

— Foi normal, sem confusões ou ossos quebrados. — brinco e elas gargalham.

— Ainda bem! — mamãe diz.


Tomamos café da manhã enquanto colocamos o assunto em dia, elas contam da turnê, dos lugares que conheceram, nós falamos da experiência de tocar para um bar lotado, vejo os olhos delas brilharem quando afirmamos isso.


— Vocês ainda não querem gravar um álbum? — mamãe questiona. — Vocês são maravilhosos, e pelo o que falaram, tem até integrantes demais, gente que sempre tá pra quando um falta, e pelo o que nós vemos e ouvimos, vocês também tem várias músicas autorais. — nos encara.

— Eu gosto muito de cantar com a galera, mas não me vejo fazendo isso seriamente. — Charlotte diz.

— A Emília também vai sair... — digo baixinho.


Esse fato não é surpresa, embora ela ame cantar e tocar, ela adora está por trás de tudo, nos ajudando.


— Então você terá um estágio na Empire, você irá ajudar as duas. — mama diz — Será minha assistente e aí poderá ser a produtora da banda e quem sabe fazer algumas participações. — sugere, mamãe olhava Charlotte com o seu melhor sorriso encorajador e Angel e eu não estamos muito diferente.


Olho animada para Angel e ela parece feliz com a sugestão, só falta Charlie aceitar.


— Eu topo... — diz e nós comemoramos.

— Mas e quanto a Emília? — Angel pergunta.

— Ela não sabe qual faculdade fazer, então vai ficar por enquanto. — digo meio abalada.

— Se ela quiser sair da banda pra também me ajudar nos bastidores, tudo bem... Há sempre uma vaga para estagiários.

— Não queria que ela saísse, tudo tá indo tão bem entre a gente... tava até pensando em pedir ela em namoro.

— Mas se ela sair da banda, não quer dizer que vocês vão se afastar. — mamãe diz tentando me consolar.

— Não sei não... — sussurro triste.


Elas levantam e vem até mim, me abraçando.


(...)


Já era dezoito da noite, todas nós estávamos arrumadas e prontas para ir até o mystik, hoje nossas mães iram ver nossa apresentação, isso me deixava um pouco nervosa, mas também muito feliz. Seguimos todas no carro da mãe, já que vamos dá uma carona pra Rebeca. Cody irá com Emília e Kenedy, Andrey com a Mel e o Max.


Alguns minutos depois chegamos ao bar, enquanto nossas mães avaliam o local e falam com Adele e Katy, nós corremos até o palco. Angel como está com a perna engessada, logo sentou na sua cadeira, Rebeca praticamente voou para a bateria, vou até a guitarra e dou uma olhada, Charlie estava comigo no vocal, Emília no baixo e Cody no teclado, Andrey com o violão, ele não decidiu ainda se quer ou não ser membro fixo da mystik, então só deixamos rolar.


Conversamos sobre qual música vai ser e decidimos por gêmeos, uma música que Melanie escreveu, tive uma surpresa e tanto quando ela apareceu com essa música. Ela disse que escreveu algum tempo atrás, quando se sentia sozinha e tudo estava um caos, e pediu pra que eu tocasse com os nossos amigos, não pude negar.


— Não, eu não estou tentando complicar

Eu só quero me sentir bem

Porque eu sou cansado de sempre acordar

Neste lugar desconhecido 


Eu fui sobre e sob
Vindo em círculos

Ele não parecem torná-lo mais fácil para mim

Não, não, sim 


Não, eu não penso sobre isso
Não, eu não bebo sobre ele
Mas você me pegou em um emaranhado

E eu me meti a disposição mais doce

Só porque eu segui minha intuição


🎵


Terminamos e todos aplaudiram. Daqui de cima posso ver claramente as minhas mães, elas sorriam grande e isso me deixou animada, logo começamos outra música. 


Beck começa com a bateria e eu acompanho na guitarra, logo a voz de Cody explode.


Tire suas mãos de mim

Eu não pertenço a você
Não é me dominando assim
Que você vai me entender
Eu posso estar sozinho
Mas eu sei muito bem aonde estou

Você pode até duvidar

Acho que isso não é amor 


Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Nos perderemos entre monstros
Da nossa própria criação
Serão noites inteiras
Talvez por medo da escuridão
Ficaremos acordados
Imaginando alguma solução
Pra que esse nosso egoísmo
Não destrua o nosso coração

Será só imaginação?
Será que nada vai acontecer?
Será que é tudo isso em vão?
Será que vamos conseguir vencer?
Oh, oh, oh, oh, oh, oh

Brigar pra quê se é sem querer?
Quem é que vai nos proteger?
Será que vamos ter de responder
Pelos erros a mais, eu e você?


🎵


Terminamos a música animados, gritando, até Charlotte dá um pulinho eufórica. Descemos do palco e corremos até a mesa onde nossas mães estão. Max que até agora eu não tinha visto, estava na mesa de som, colocando the 1975 pra tocar, logo volta para perto da gente. Isabel que saiu de não sei onde, se aproxima e engata em uma conversa animada com minhas mães e Angel. A relação delas melhorou, e tudo anda tão em paz, tão ótimo.

 

Assim terminou a noite, entre amigos e músicas.



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