História Nós (lgbt) - Capítulo 36


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Categorias Bella Thorne, Histórias Originais, Marie Avgeropoulos
Personagens Personagens Originais
Tags Amizade, Amor, Comedia, Companheirismo, Família, Irmandade
Visualizações 5
Palavras 2.428
Terminada Sim
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Comédia, Esporte, Famí­lia, Ficção, Ficção Adolescente, LGBT, Musical (Songfic), Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Heterossexualidade, Homossexualidade, Spoilers, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 36 - 35


35


Segunda-feira, 23/07. 10:14 da manhã.


Felicity


Como hoje é o aniversário da Marjorie Alycia viajou para a fazenda das D'angilis" elas nos ofereceram para fazer uma pequena festa para minha filha, Alycia foi ontem de manhã para aprontar tudo para quando chegarmos hoje. Enquanto isso eu tive que vir na gravadora resolver algumas coisas, terminei cedo e já estava saindo da Empire quando um homem me parou em frente a portaria da gravadora.


— Felicity, Felicity Lyon? — pergunta.


Ele tem os olhos azuis e cabelos negros, de alguma forma, me lembra a Alycia e Emeraude. 


— Sim, e voce é? — questiono.


Ele abre um pequeno sorriso de lado, e eu juro que parece com o da minha esposa.


— Ícaro Lyon. — me estende a mão e eu aperto relutante. — Prazer em conhece-lá.

Não tenho a certeza se posso dizer o mesmo. — solto a sua mão.


Ele fecha o sorriso e coça a cabeça, que diabos... eu tenho uma versão masculina da Alycia bem na minha frente.


— Eu só queria um minuto do seu tempo... — põe as mãos nos boços. 

— Eu tenho que ir para casa, é aniversário da minha filha e eu não posso me atrasar mais ainda. — começo a andar até o carro e ele me segue.

— Eu só queria a sua ajuda, quero ver a Alycia. — se coloca na minha frente, suspiro.

— Olha, minha esposa nem está na cidade agora. — tento entrar no carro mas ele me impede, isso já estava me irritando.

— Então quando ela voltar você me liga? — pede me entregando um cartão, o pego a contragosto.

Por que não pede para Emeraude? — questiono.

 — Ela diz que não vai forçar a barra com a Lici, que já foi muita coisa ela ter ajudado ela e os gêmeos. — suspira, ele parece triste.

— Se ela quiser, ela irá te ver. 


Finalmente consigo passar por ele e entro no carro, saio dirigindo o mais rápido possível, já devia está na fazenda com as meninas, mas me atrasei. droga!


(...)


Marjorie


Acordei hoje de manhã com a mamãe, minhas irmãs(a Melanie também) e Emília cantando "parabéns pra você" ao lado da minha cama, depois de muitos abraços e beijos, levantei me arrumei e segui para a sala onde comemos o bolo e deixamos um pedaço para a mama, a mama me ligou logo que a mãe saiu para resolver umas coisas na Empire, conversamos por alguns minutos e ela desligou pra resolver as últimas coisas na casa.


Minhas irmãs e Emília me fizeram sentar e assistir um vídeo que elas montaram com ajuda dos meninos, o vídeo era a gente, tocando e cantando juntos, momentos descontraídos que eu nunca nem tinha reparado que alguém fotografou. Depois disso começamos a ver game of thrones, estávamos no segundo episódio quando os meninos chegaram, Kenedy, Andrey, Cody, Beck e Max. Mais uma sessão de beijos e abraços e nos corremos para o estúdio, cantamos e conversamos até que vovó, Emeraude e os gêmeos aparecem. Flávia também me liga e conversamos por algum tempo, meu pai também liga. Marcamos de fazer algo nós três quando eu voltar da fazenda. (Sim, eles estão estranhamente se dando bem)


Alguns minutos depois e mamãe chega da gravadora, nos dividimos e arrumamos tudo, e então seguimos para a fazenda, mamãe mandou que eu fosse no carro da mama com as minhas irmãs e Emília, ela foi no dela com vovó, Emeraude e os gêmeos, Cody com a Beck e Kenedy, Max com Mel e Andrey, e claro, Adele e Katy. 


(...)


Estaciono atrás do carro da mãe e abro a porta, mal ponho os pés no chão e ganho um abraço super apertado.


— Feliz aniversário menina dos meus olhos. — me abraça mais forte.

— Obrigada mama! — digo, ela me aperta mais um pouquinho e beija minha testa.


Me solta e se afasta um pouco, ela iria falar alguma coisa mas as minhas irmãs a abraçam e ela rir gostosamente. De novo quando ela iria se afastar, mamãe a agarra por trás.


— Oi meu bebê! — mamãe beija seu pescoço e vejo mama ficar vermelha.


É hilário e incrível a forma com mamãe ainda deixa a mama vermelha com um simples apelido. As duas se afastam e só ficamos eu e meus amigos, entramos na casa e começamos a divisão dos quartos, no meu quarto iria ficar minhas irmãs, Beck, Emília, Adele e Katy em outro, Cody, Andrey, Kenedy e Max no outro. Emeraude, vovó e os meninos em outro.


Depois de cada um guardar suas coisas, descemos para a cozinha, onde tem uma enorme mesa com muita comida, nos sentamos e começamos a comer entre conversas e risos.


(...)


Depois do almoço deitamos para descansar um pouco. A tarde quando o sol já estava melhor, corremos para aproveitar uma cachoeira, os bebês, vovó e as outras ficaram em casa enquanto nós corremos para aproveitar o lugar.


— Obrigada por ter convidado a gente Mar. — Katy diz me abraçando pelos ombros.

 Que nada, vocês já são parte da turma. — sorrio e ela me dá um meio abraço, depois se afasta.


Me aproximo da beirada da cachoeira e vejo Emília ao meu lado.


— Então, como será que essa água está? Gelada? Quentinha? — pergunto com um sorriso traquino no rosto.


Ela ao ver minha expressão, tenta se afastar, mas a agarro pela cintura e pulo na água.


Filha da mãe! — grita — Isso tá gelada porra! — começa a me estapear, apenas gargalho me defendendo.


Escuto uma gritaria e olho para trás, observo meus amigos pulando na água e rindo, menos Katy, Adele, Angel e Beck, já que a minha irmã ainda está com o gesso.


Me viro para Emília e abraço sua cintura, enquanto ela põe os braços em meus ombros.


— Então... ainda está brava? — zombo e ela mostra a língua.


Apenas sorrio e a beijo.


Charlotte


Estava sobre os ombros de Cody, enquanto Mel está sobre os de Andrey, estávamos tentando derrubar uma a outra mais sem sucesso.


— O que eu ganho por te derrubar, ruivinha? — Melanie pergunta com um sorriso traquino e eu reviro os olhos.

— Minha mão nessa tua bunda enorme. — Angel grita por mim, Mel olha pra ela e mostra o dedo.


Ela e Beck estão deitadas debaixo de uma árvore, nos observando.


— Sua mal educada! — minha irmã diz e Mel manda a língua rindo — Ô Maaaaar! — grita por Marjorie, mas nossa irmã não responde. — Ô Maaaaaaaaaaaar!! — grita mais alto. — Marjorie porra!!! — Marjorie que estava distraída agarrando Emília, finalmente parece ouvir.


Minha irmã se afasta meio desorientada e nos olha.


— Quem tá morrendo? — pergunta meio ofegante e a gente cai na gargalhada.


Ela fica vermelha e fecha a cara.


— A Mel tava mostrando o dedo, tu não educou essa menina não? — Beck zomba, o modo como elas falam é como se a Melanie tivesse cometido um crime de verdade. 


Ela nos mostra o dedo e volta a falar com a Em. Nós voltamos com a brincadeira e Mel continuou as provocações, até que eu vejo Max piscando pra mim e eu aceno levemente, ele se aproxima por trás de Melanie e Andrey e derruba a Melanie.


A garota cai na água com as pernas pra cima e Andrey também se afoga um pouco.


— Mas que droga!!! — ela surge de volta a superfície e se joga sobre Max, o afogando.


Desço dos ombros de Cody e vou até Mel, a puxando para trás, mas logo a afundo também. Kenedy que até o momento estava quieto, joga água em Andrey que revida,  quando eu menos percebo, se inicia uma pequena guerra d'água, até Beck se juntou.


Angelina


Observava todos curtindo na água, até Kety e Adele estavam debaixo de uma árvore próxima a mim, conversando animadamente. Levanto e caminho lentamente até elas, ainda não peguei o jeito com as drogas das muletas, começo a seguir até uma parte mais afastada da Cachoeira, queria olhar uma caverna que vi quando víamos para cá, estava olhando distraída para as árvores quando tropeço em um galho, quase caio de braços fortes não tivessem me segurado pela cintura.


— Calma aí Angel! — brinca.

Meu Deus!!! — exclamo assustada. — Obrigada Max! — digo.


Ele me ajuda a ficar em pé direito e me entrega as muletas.


— Tudo bem? Machucou a perna? — pergunta preocupado, me analisando.

— Não, tô bem... obrigada. — agradeço novamente e ele dá de ombros.


Volto a caminhar e ele segue, ao meu lado.


— Como está Isabel? — pergunto.


Depois do resultado do teste, tudo ficou meio em paz com a gente, nos encontrávamos as vezes, com as minhas e irmãs presentes e tal.


— Está bem, ela perguntou por você esses dias. — comenta — Ela está muito feliz por você ter permitido a gente se aproximar, e eu também, eu sempre quis conhecer minha irmã, conviver com ela e protege-lá. — diz e eu permaneço em silêncio.


Eu não sei o que ele quer que eu diga, eu nunca quis reencontrar minha família biológica, ou sequer pensei muito nela, e de repente eles caem de paraquedas na minha vida.


— Você não sente como se fossemos irmãos certo? Ou sequer considera minha mãe como sua mãe. — afirma.

— Somos amigos, sua mãe é amiga. — digo e começo a voltar para perto da cachoeira.


Ele me segue...


— Eu sei, mas você não pode pelo menos sair as vezes com ela, por favor. — pede — Eu sempre estou com vocês e quando chego em casa ela me enche de perguntas sobre você, por favor Angelina.

— Quando mais você força, menos eu quero. — falo rude. 


Me afasto mais, e ele continua parado. Paro e me viro para ele.


— Mas vou tentar vê-la. — digo e volto a caminhar sem deixar que ele responda.


Sigo na direção de Adele que agora estava sozinha e procuro Rebeca com o olhar, ela estava ainda dentro d'água, mas dessa vez conversava animadamente com Katy.


— Hey Adel! — cumprimento quando me aproximo.

— Hey! — levanta e vem me ajudar a sentar. 

— Obrigada! — agradeço e ela acaricia minha mão em resposta. 


Se senta ao meu lado e abre uma mochila, tira dela uma barra de cereal.


— Aceita? — oferece e eu aceito.


Ela pega outra e abre.


— Então, todas vocês tem estranhamente a mesma idade? — pergunta divertida e eu dou de ombros rindo.

— Sim, eu nem sei como foi isso, mas minhas mães acabaram adotando três garotas, e nós temos a mesma idade, ou quase, ainda falta a Charlotte completar os 18. — digo rindo e ela me acompanha. 

— Deve ser uma loucura as vezes. — comenta e eu nego.

Acho que nunca brigamos de verdade.


Continuamos conversando por mais um tempo, até que deu a hora de voltar para A Casa Grande.


(...)


Marjorie



Depois que voltamos para a casa, cada um seguiu para seus quartos para tomar banho e trocar de roupa, logo depois descemos para a sala, sentamos todos reunidos enquanto esperamos anoitecer.


— Então, o que vamos fazer a noite? — Katy pergunta.


Ela estava sentada ao lado da Adele no sofá.


Uma fogueira. — dou de ombros. — Música e sei lá. — respondo e todos concordam animados.


(...)


A noite foi como planejado, curtimos uma fogueira, cantamos e dançamos, aproveitamos a calmaria e olhamos as estrelas, tudo terminou calmo e tranquilo. 



Meses depois... Sexta-feira, 19h36.


Charlotte 


Estávamos na última semana de aula, tudo pronto para nossa formatura, tudo está bem, pelo menos entre minhas irmãs e eu, nossos amigos também.


Em casa a gente sempre via a mama nervosa e calada, as vezes ficava triste e pelos cantos, mamãe as vezes ficava a olhando como se sentisse dor por vê-la daquele jeito, mas nada poderia fazer. Minhas irmãs e eu estávamos no estúdio nesse exato momento, conversávamos sobre o que estaria acontecendo com ela.


— Acham que tem algo a ver com o fato que a Emeraude não apareceu mais aqui? — Marjorie questiona.


Ela estava deitada no sofá com a guitarra em mãos, enquanto Angelina estava no chão mexendo no celular e eu sentada na poltrona.


— Eu acho que sim... — Angel murmura distraída.


Reviro os olhos ao observar como as minhas irmãs estão dispersas.


— É sério, a gente tem que descobrir o que houve! — falo tentando manter a calma.


— Com quem a mama sempre fala quando tudo tá bagunçado? — Angel pergunta arqueando a sobrancelha.


Marjorie larga a guitarra e levanta indo até nossa irmã, tirando o celular das mãos dela.  Angel grita um "ei!", mas Marjorie apenas olha pra ela seriamente e volta para o sofá.


— Com a mãe, ou a tia Anne, então vamos até a tia? — Mar questiona confusa.


Angelina resmunga pela perda do celular, mas levanta e senta ao lado da outra morena.


— Vamos falar com a mama, ela sempre vem até a gente quando tudo parece dar errado, por que não iríamos fazer o mesmo por ela? — diz como se fosse óbvio.


E de fato é, sempre houve conversa, e não é agora que vai ser diferente.


— Ok, ela já chegou da Empire? — questiono.


Mal fecho a boca e o barulho potente do motor do carro da mama é ouvido, minhas irmãs e eu levantamos e descemos correndo, passamos pelos quartos e corremos pelas escadas, chegando a tempo de ver a mama e a mamãe fechando a porta.


— Vocês estavam correndo pelas escadas ou eu estou ouvindo coisas? — mamãe pergunta nos olhando seriamente.

— É... huh... talvez? — Marjorie gagueja.


Mama que está atrás da mãe, apenas nos olha prendendo o riso.


— Ótimo, vocês que vão cuidar da louça hoje e no final de semana. — dona Felicity diz, caminha até a gente e nos dá alguns beijinhos na testa, então sobe para o quarto.


Mama observa ela subir as escadas e solta uma gargalhada ao ver ela sumir.


— Vocês ainda parecem aquelas garotinhas de seis anos correndo pela casa e quase matando a Felicity do coração. — diz caminhando até a cozinha.


Nós apenas damos de ombros e a seguimos. 

Ela entrou na cozinha e abriu a torneira lavando as mãos, as enxuga e começa a bisbilhotar as panelas. 

Minhas irmãs e eu nos encaramos e nos aproximamos dela.


— Mãe... — começo a falar.


Ela se vira para nós e arqueia a sobrancelha ao se ver cercada.


— É um assalto ou algo assim? Talvez uma inquisição? Nossa sempre quis fazer parte de uma, parece até um filme. — divaga — Lembram daquele livro sobre Santa inquisição? Muito interessante...


Marjorie bufa impaciente e puxa nossa mãe pelos ombros e a empurra para fora da cozinha.


— Ei, olha o respeito senhorita! — mama repreende.

Desculpe, mas vamos, vai tomar um banho, vamos por o jantar na mesa. — minha irmã diz.

— Ok! — mama sai e segue até o andar de cima.




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