História Nós no fim do mundo - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens J-hope, Jimin, Jin, Jungkook, Personagens Originais, Rap Monster, Suga, V
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Palavras 3.194
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Álcool, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Minha primeira história, espero que gostem!

Capítulo 1 - O começo do fim


Acordo com o meu celular berrando, ainda com a visão turva, alcanço ele na minha escrivaninha, era Kamila.

-Eleanor, posso te pedir um presente de aniversário adiantado?- ela diz com a voz meiga, lá vem.

-Fala...

-É que o bt...

-Não, eu não vou no show deles com você. Alias, que tipo de pessoa acorda a outra pra pedir uma coisa dessas?!

-Ah, por favor, Ellie, meu pai disse que eu só posso ir se for com você! E você viu que horas são?

-Kamila, eu não quero ir...- tiro o celular do ouvido e surto quando vejo as horas, uma da tarde.

-Mas...

-Mas o que?

-Eu comprei os ingressos a duas semanas! 

-Você é doida? Não, Kamila, não...

-Por favor, olha, eu te pago... Sei lá, alguma coisa muito cara!

Kamila era extremamente rica, e sempre tentava me subornar com presente, e sempre funcionava.

-Box de game of thrones, aquele caro com um trono de ferro em miniatura.

-Credo, que nerd- ela diz com mal humor.

-Não sou eu que fico louca quando vejo caras cantando com fantasia de branca de neve!- eu grito e ela começa a rir, e em seguida desliga.

Depois de alguns minutos recebo uma mensagem dela, o show era hoje, HOJE! Começo a pensar em roupas, em maquiagem, em cabelo, eu estava horrorosa, não, esse show não podia ser hoje. Saio do quarto, tomo um banho e vou comer, a casa estava vazia, desde que meus pais morreram, eu decidi que seria melhor não morar com ninguém, tia ou avós, eu só queria ficar sozinha, mas agora eu sentia falta de ter alguém pra dizer ''bom dia''.

Mando mensagem pra Kamila de novo, o show seria sete da noite, menos mal. 

                                                                                          +++

Passei o dia me arrumando, e quando Kamila chega em casa, me pergunto se eu era normal. Minha amiga estava com uma camisa dentro de uma saia, nela tinha um rosto de um dos caras de olho puxado, me aproximo e tento adivinhar o nome dele.

-Esse é o Jin?

-Não, Jimin, pelo amor de Deus.

-A Kamila, até o nome parece!- ela revira o olho mas sorri- to tão feliz que você vai comigo! Quem sabe você gosta de alguma música.

-Não é pra mim- digo pela milésima vez.

Kamila era a amiga bonita, cabelo loiro e mega liso, era o sonho de qualquer cara da nossa faculdade, mas com toda a certeza, o pesadelo da maioria das garotas. Eramos amigas desde o fundamental, e escolhemos fazer o mesmo curso, passamos para a mesma faculdade e ficamos na mesma sala, parecia até um sonho, mas com a morte dos meus pais, eu tranquei a faculdade e comecei a trabalhar, diferente de Kamila, eu não era rica.

-Mas sabe que faço qualquer coisa por você.

-É, eu sei-ela diz sorrindo- vamos, a gente não pode se atrasar!

Pego minha bolsa e saímos, pegamos um uber, e quando estávamos quase chegando perto do local do show, começo a surtar.Um bando de garotinhas, de 10 a 25 anos, todas com saia curta e rodada, todas com o cabelo bem feito e com uma blusa estampada com o nome ou a cara de um dos integrantes.

-Isso só pode ser uma piada- eu murmuro- são todas iguais cara, todas- eu digo indignada e minha amiga ri- parece uma doença.

-Estou doente de amor por eles, isso sim- e eu podia ver isso, os olhos dela estavam brilhando, como nunca!

-Me desculpa por não gostar, sério- eu digo meio sem jeito.

-Relaxa...Ficamos em silêncio até chegarmos no estádio aonde seria o show, vamos pra fila enorme e conversamos sobre alguma coisa sem importância, e então vamos até o nosso lugar, que graças as influências do pai de Kamila, foi reservado na frente do palco. Um grupo de dois caras e duas meninas abrem o show, me inclino até minha amiga, que pulava incansavelmente.

-Quem são?

-Kard- ela para por um momento e percebe que eu estava dançando- gostou ?

-Sim, muito- digo sem jeito, mas me permito gostar da música que eu estava ouvindo- eles são muitos bons.

Ela da um gritinho e me abraça, e pela primeira vez em muito tempo, me senti conectada a ela de algum jeito. Quando o show de abertura acaba já estava a noite, todas as luzes se apagam e tudo fica um silêncio sinistro, e então luzes se acendem no palco, e junto com elas surgem os coreias. Todas começam a gritar, inclusive Kamila, que perde o folego, ergue as mãos pra mim, ela tremia mais do que no dia do resultado do vestibular.

Sem intender o porque de tanto amor por eles, me deixo levar pelo espetáculo de cores, era perfeito, as danças eram de tirar o folego, mas não danço muito, apenas deixo minha amiga curtir o momento dela. 

                                                                                                 +++

POV JUNGKOOK

Era uma multidão vista lá de cima, sempre me sentia nervoso antes de abrir a boca e cantar, mas quando chegava o momento, apenas saia. Eu amava o Brasil, poucos sabiam que eu era parte brasileiro, e que minha avó tinha morado aqui quando jovem, quase ninguém sabe que eu falo em português, e que quando preciso de ferias, pego o primeiro avião pra cá. Estar no Brasil, sendo eu mesmo, era maravilhoso. 

Jimin também sabia falar em português, mas apenas por amar a língua (e as brasileiras), não falava fluente como eu, mas sabia muito bem conversar com alguém.

Começo a cantar minha parte de gogo, corro até a beirada do palco, caio de joelhos e levanto a camisa, escuto o publico gritar, e então congelo quando vejo uma garota, a garota, a mais linda que eu já tinha visto na vida, e ela não estava olhando pra mim, não dançava, apenas ficava lá, parada. Volto pro meu lugar, e peço pra Jimin observar se ela o olhava, depois de alguns minutos ele volta a me olhar e faz com que não com a cabeça.

Tento me concentrar na coreografia, mas não conseguia parar de observar ela. Então começo a pensar, por que alguém não gostaria da nossa música e viria num show, na primeira fila. Volto a olhar pra Jimin e peço pra mudarmos o repertório, eu tinha que olhar nos olhos dela, tinha que sentir ela me olhando. Ele avisa os outros, eles concordam, se afastam, eu e Jimin nos aproximamos e começamos a cantar we don't talk anymore. Nada, ela não me olhou.

Quase perdendo a cabeça, paro um segundo e bebo uma água. Eu não podia deixar todas na mão por causa de uma garota, então volto a dançar, canto todas as músicas que preciso, me deixo levar pelo meu talento, mesmo triste, me saio bem. Quando terminamos a última coisa, tudo congela, todas gritando e cantando junto, era mágico.

Então o chão começa a tremer, olho para o lado e vejo V arregalar os olhos, volto a olhar pro pessoal, que agora gritavam de medo, e então vejo ela desesperada, gritando, olho para os meus amigos e vejo todos juntos, só eu estava afastado. Corro até a margem do palco, estendo a mão e ela me olha sem entender.

-Sorry, i...- ela não conseguia falar- i...

-Vem, eu falo em português- digo e seu desespero se torna menor- vem logo!- ela pega a minha mão e eu a puxo pra cima do palco- quem tá procurando?

-Minha amiga, ela simplesmente sumiu!

-Sumiu?

-Sim, ela tava do meu lado e...

Olho pra trás, era V colocando a mão no meu ombro, me viro pra frente por um segundo, e quando volto a olhar pra trás, ele não estava mais ali.

-Ai meu Deus! V...KIM! KIM TAEHYUNG - começo a gritar- V...- os nomes deles começaram a sumir da minha cabeça, começo a chorar, e me lembro que estava com uma garota bem do meu lado- vem, vamos sair daqui.

Começamos a correr e a terra voltou a balançar, saímos do palco e seguimos em direção ao estacionamento, aonde meu agente sempre deixava a van. Quando chegamos, eu logo abro a porta, e não tinha ninguém, olho em volta, havia umas quatro pessoas correndo, nenhuma, mais nenhuma.

-O que ta acontecendo- a garota começa a chorar.

-Vai, entra na van, a gente vai procurar a sua amiga depois, mas precisamos sair daqui.

-Mas e o resto do seu grupo?  

-Não sei- começo a sentir minhas mãos tremendo, eles eram meus irmãos. Dou a partida no carro, e quando começo a andar, vejo Jimin com seu cabelo colorido, correndo na direção oposta a nossa, saio da van, corro atras dele, e quando coloco a mão em seu ombro ele da um pulo- calma, sou eu.

Ele não diz nada, apenas me abraça, soluçando, ele se afasta e seca as lágrimas.

-Cade...

-Não sei, vem, achei a nossa van.

Ele me acompanha, correndo de volta pra van, quando entro do meu lado, vejo a cara de espanto dele para a garota.

-Essa é aquela garota?- ele aponta pra ela.

-Cala a boca- dou a partida no carro e piso no acelerador.

                                                                                                 +++  

POV ELEANOR

Eu não sabia o que era mais bizarro, a menos de vinte minutos eu estava com a minha melhor amiga, num show de caras que eu detestava, e aliviada pela última música estar sendo cantada. No minuto seguinte, olho para o lado e Kamila não estava mais ali, não só ela, mas muitas pessoas que estavam ao nosso lado tinham sumido, e então uma mão é estendida pra mim, era um dos coreanos, tento falar em inglês, mas todas as palavras somem, e então eu descubro que ele fala em português.

Ai, quando estavamos saindo, ele para, sai, e volta duplicado, só que sua outra versão era mais fofa, e com cabelo colorido, a sua outra versão também falava em português, com mais sotaque coreano, e com mais dificuldade, mas suas primeiras palavras foram se referindo a mim.

-Alguém sabe o que tá acontecendo?- eu pergunto nervosa- a minha melhor amiga sumiu, e eu realmente quero saber como vocês falam em português, e como vocês me conhecem?!

-Não conhecemos você- responde o de cara fofa- nós só te vimos lá do palco, a garota que não dançava.

-Eu falei pra ficar quieto- diz o outro.

-Me viram do palco? Tem noção de quanta gente tinha lá?!

-Sim, mas você era a mais emburrada- diz o fofo.

-Ai meu Deus, isso só pode ser um sonho, isso tem que ser um sonho.

-Acho que ela não é uma army...- diz o de cabelo preto.

-O que isso significa?

-Fã, você não é nossa fã!

-De jeito nenhum, nem sei o nome de vocês!- digo indignada.

-Então por que você tava no nosso show?- pergunta o de cabelo preto ficando bravo.

-Pra acompanhar minha amiga, ela não para de falar em bts o tempo todo, parece uma louca.

-Cara, isso tá me dando dor de cabeça... A proposito, meu nome é Jimin, Park Jimin... E esse é o meu amigo...

-Jungkook.- ele diz de forma seca.

Jimin fala alguma coisa em coreano, e o amigo responde de forma rápida e ríspida, os dois olham pra mim, o fofo com cara de pena, o bravo com... cara de bravo. 

-Aonde é a sua casa?- pergunta Jungkook.

-Não podemos sair daqui!

-Podemos sim, nós temos que sair daqui, mais um tremor e aquele palco vai cair!- diz Jimin.

-O que? Mas e minha amiga?

-A sua amiga sumiu, muita gente sumiu, os meus irmãos estavam lá, mas sei que é burrice ficar aqui- responde Jungkook- por favor garota, me ajuda, depois que tudo se ajeitar, juro que vou te dar qualquer coisa, até uma casa numa ilha! Só nos ajuda a sair daqui, eu preciso de um lugar pra pensar, preciso...

                                                                                            +++

POV JUNGKOOK

Eu sabia exatamente o que estava acontecendo, pelo menos tinha quase certeza, só precisava esfriar a cabeça. A garota vai me dando instrução até chegarmos no prédio dela. No percurso vemos poucas pessoas, todas correndo, umas carregando crianças, colocando malas no carro, e eu sabia que aquilo não iria adiantar nada, que seria um esforço inútil.

   Subimos as escadas e entramos na casa dela, pequena, mas bonita. Jimin se joga no sofá e fecha os olhos, assim como eu, ele estava exausto. 

-Eu preciso de água, vocês querem alguma coisa?

-Não... Eu preciso saber aonde é a biblioteca mais próxima, e preciso entrar em contato com minha avó.- respondo.

-Como sabe que sua avó não sumiu?

-Eu... Não sei.

-Tenho certeza que estourou uma bomba, aquele cara lá, o Kim...- ela me olha com desdem, e eu me revolto de vez.

-Olha aqui, ele é norte coreano, não tem nada a ver comigo, e outra coisa, qualquer gênio saberia que uma bomba não faz pessoas sumirem!

-Então o que faz?

Eu engasgo.

-Não sei- respondo no fim- mas se eu descobrir, vou precisar da sua ajuda! Agora, liga o computador, porque se estourou uma bomba, o primeiro lugar, com certeza, foi no meu país.

                                                                                                 +++ 

POV ELEANOR

Fico com pena dele no mesmo instante, era a verdade, se algo tivesse acontecido, seria ali, na casa dele. Pego a água e me sento ao lado de Jimin, cubro o rosto com as mãos, sem acreditar no que estava acontecendo, e então penso em Kamila, minha única família, estava desaparecida, e então começo a chorar, soluço, respiro fundo tentando me controlar, mas não consigo, eu não conseguia não chorar.

-Ei, não adianta chorar- Jungkook se ajoelha na minha frente- olha pra mim, não adianta chorar, essa é a realidade.

-Você não tem coração?

-Claro que eu tenho, mas tenho que descobrir o que houve, primeiro, eu preciso falar com a minha avó.

-Meu notebook está em cima  da mesa, na cozinha... Se tiver internet, fique a vontade.

Ele some, e começo a me perguntar o motivo de ele estar tão calmo.

                                                                                              +++

POV JUNGKOOK

Quando abro o notebook, e vejo que a internet estava pegando, sinto um alívio nos ombros,logo ligo o skype e digito o nome da minha avó como pesquisa, e lá estava ela, online, esperando por mim.

-Vó, está tudo bem ai?

-Sim meu menino, graças a Deus você está bem- ela coloca a mão na tela e começa a chorar- e seus amigos?

-Só o Jimin...

-Ai Deus, pelo menos um.

-Sim, pelo menos um- sinto vontade de chorar, mas me seguro- quando eu posso voltar.

-Não pode, não até se cumprir.

-Mas vó...

-Querido, o destino te quis ai, vai ter que ficar ai. Você estava num show?

-Sim, aqui é meia noite agora.

-Entendi, olha, não tenho total certeza se é o que eu penso ser, então busque sinais... Esta com o amuleto?- tiro o pequeno colar do pescoço, e o pingente verde pulsava- você tem um pro Jimin?

-Sim, tenho pra todos, não sabia se eles também eram.

-Muito bem, de pra quem você confiar, espero que esteja com todos ai.

-Estão na van, fique tranquila.

-Fica a salvo, e não faça besteira, me espere, eu vou retornar. Aonde você ta agora?

-No apartamento de uma garota que estava no show.

-Toma cuidado até com ela. Se cuida meu filho- ela joga um beijo- eu e os seus pais, nós te amamos, nunca se esqueça.

-Eu também amo vocês...

Ela sorri e desliga, meu coração doeu naquele momento. Pego a chave da van, saio da casa, corro escada abaixo e pego os colares, quando volto, a garota esta em pé.

-Aonde foi?

-Fui pegar umas coisinhas, toma, usa isso- eu jogo um pra ela, que me olha sem entender- não questiona, apenas confie em mim.

Me aproximo de Jimin, e com cuidado, pra não acorda-lo, coloco em volta do seu pescoço. Me sento ao lado deles e abaixo a cabeça, agora era certo, talvez nunca mais veria os meus amigos. Começo a lembrar de cada um, dos shows, da alegria quando finalmente o grupo fechou e começamos a debutar, me lembrei de tudo, e então começo a chorar um pouco.

-Vou pegar café.

-Gelado?

-Credo, não temos isso aqui- ela faz careta, e me faz sorrir.

-Obrigada- ela se afasta e volta com uma xícara enorme e me entrega.

-Sabe de alguma coisa?

-Não... Quer dizer, não sei se eu sei.

-Não entendo, eu acho... Como ele consegue dormir?- ela aponta para Park.

-Ele dorme quando tá triste, dorme quanto tá desesperado, mas hoje ele nem percebeu que estava cansado, o cérebro dele apenas apagou. Sabe, vivemos viajando, isso acontece as vezes.

-É definitivamente a vida que eu não queria ter.

-Não é ruim, não é mesmo, é bom se sentir amado, na medida certa. Mas realmente, as vezes me pergunto como seria se eu fosse normal.

-Acho que agora você pode ser, pelo menos comigo- ela sorri, é, essa era a parte boa dela não ser uma fã- alias, acho que você era um dos favoritos da... Eu estava com celular dela na bolsa, ia devolver depois do show...

Ela engasga e vejo os seus olhos se encherem de lágrimas, eu me aproximo mas ela faz que não com a cabeça, e me entrega um celular, estava aberto na galeria, desliso o dedo pela tela, milhões de fotos minhas, e então acho uma foto com o Jimin, mostro pra ela e começo a rir.

-A gente tava se divertindo nesse dia, foi bom, tipo, um dos melhores... E essa- eu passo pra foto do lado, aonde todos estavam- foi com toda a certeza no melhor dia da minha vida- começo a chorar e ela me abraça- pelo menos eu ainda tenho o Park, mas é tão complicado.

-Você pelo menos tem ele- ela murmura, eu a afasto e observo o seu olhar triste- a minha única família era a Kamila...

-Sinto muito, mas você tem a gente agora, não nos conhecemos ainda, mas nós vamos.

-Você nem sabe o meu nome!

-Claro que eu... Droga, eu não sei.

-Eleanor, mas me chama de Ellie.

-Ellie, desculpa por não ter sido um verdadeiro cavalheiro.

-Tá tudo bem, eu entendo- ela sorri- pode ficar com o celular, tem as suas fotos ai, as minhas com ela estão no meu celular.

-Valeu, mesmo- volto a olhar pra tela- vamos ver eles de novo.

-É uma promessa, ou só é uma daquelas frases bonitas que as pessoas dizem pra confortar?

-Promessa- dou uma piscadinha.

-Me deixa ver isso- diz Jimin me dando um susto- é a minha favorita.

Ele pega o celular da minha mão e analisa a foto.

-Só temos um ao outro agora cara...

-É, dois coreanos e uma brasileira, é o que temos pra agora- diz Jimin, ele então coloca a mão no peito, e quando sente o colar me encara com a expressão assombrada- será que era verdade Jung? Sabe, as histórias que a gente ouvia desde criança...

-Sua avó também te contava?

-Sim...

-Acho que sim, acho que é isso que ta acontecendo- respondo e Eleanor nos olha- é, você a única que não sabe.... Temos que ir pra biblioteca, rápido!

A principio eu não queria que ela soubesse, de certa forma, sabia que isso a colocaria em perigo, mas também sabia que poderia salva-la.


Notas Finais


Espero que tenham gostado, comentem e favoritem! Bjs!


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