História NÓS SOMOS: ECLIPSE - Capítulo 1


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Categorias Mamamoo
Personagens Moonbyul, Solar
Tags Mamamoo Moonsun
Visualizações 5
Palavras 2.986
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, LGBT, Orange, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 1 - 01! I think I still love you


Solar.

Kim Yong Sun.

Mais conhecida por mim como amor da minha vida.

Ou como ela é conhecida por ela mesma e pela minha família: minha melhor amiga de infância, essa que eu me apaixonei e nem tive a chance de dizer. E olha, não foi por não querer e nem por "falta" de coragem porque eu me considero alguém muito corajosa, mas por... falta de tempo.

No dia que eu tinha escrito uma carta para ela decidida a dizer todos os meus sentimentos ela tinha ido embora. Eu sabia que ela ia ir pro Japão estudar e que seria naquele dia, talvez eu devesse ter escolhido falar aquelas coisas todas antes, mas se ela não aceitasse meus sentimentos seria mais fácil de superar as coisas estando ela há 1.159 quilômetros de distância de mim e do meu sofrimento.

Mas eu não pude fazer isso. A mãe dela tinha confundido o horário. Era para ela sair às 8 da manhã mas a Senhora Kim achou que era as 8 da noite. Foi uma correria sem fim. Quando cheguei na casa de Solar e fui atendida por seu pai choroso e perguntei dela e ele me explicou isso tudo e me deu o número novo de celular dela. Fomos separadas sem nem nos despedirmos, foi doloroso mas eu não posso fazer nada, infelizmente as coisas aconteceram desse jeito.

Hoje em dia nós não nos falamos. E nem quando ela foi embora. Eu tinha o número novo dela e mesmo que fosse tentador eu não mandei nenhuma mensagem. E ela também não, porque ela tinha o meu número, eu sei que sim. Sinto falta dela, nossa amizade tinha sido incrível.

Às vezes quando estou muito... como eu posso dizer? Sensível? Isso, eu choro quando penso naquela época porque ela foi incrível pra mim. A época. E Solar também.

Hoje, eu apenas sinto saudades dela e daqueles momentos que passamos juntas, e me conformo que talvez nossa amizade tenha acabado. Eu continuei minha vida e fiz amigos e com certeza Solar fez o mesmo, ela era uma borboleta sociável.

E como eu sou muito apaixonada por ela eu meio que fiz um negócio muito clichê mas que me ajudou a superar Solar, que foi: escrever cartas para ela. Mas eu nunca as enviei, óbvio. Estão todas guardadas numa caixa. Eu até me sinto a Lara Jean de Para todos os garotos que eu já amei, mas para mim seria Para a garota que amei.

E neste instante eu me encontro sentada na minha cama com a caixa aberta lendo todas essas cartas porque bateu saudades da minha eu do passado e eu queria ler aquilo de novo, porque ver a minha evolução nas cartas é foda e eu gosto.

A que eu estava lendo eu estava me achando um erro.

"Oi, Solar.

Hoje eu tenho trabalho na casa de um garoto. A professora de ciências que juntou as duplas e eu caí com ele. Eu vou tentar beijar ele. E eu juro que vou me apaixonar por ele, porque mesmo que eu goste de você é errado gostar de garotas, então eu tenho que gostar de um garoto.

Porque você sabe... é errado ser aquilo sabe?
Mamãe e papai repudiam pessoas que gostam de pessoas do mesmo sexo e eu não quero ser odiada por eles...

Então é, vou beijá-lo hoje."

Eu o beijei. Sim. Tentei me enganar mil vezes dizendo que estava apaixonada por ele. Namoramos por 1 ano e 5 meses. Ele era o cara perfeito, um Peter Kavinsky que toda Lara Jean gostaria de ter, mas ele não era o cara certo pra mim. E nenhum outro homem seria o cara certo, porque... eu sou lésbica. E para mim existe apenas a garota certa.

E eu encontrei a garota certa.

Numa das cartas eu dizia sobre ela.

"Hoje vou sair com a garota que conheci e comentei na carta passada. Eu acho que estou apaixonada por ela. E não me sinto arrependida disso e nem culpada.

Porque sejamos francos, eu estou amando e isso não é errado, certo? Errado. Papai quase me bateu quando eu disse que também podia gostar de garotas. Só por isso. Mas quer saber? Dane se. Eu gosto de garotas e eu não vou me forçar a nada agora.

Eles vão ter que me aceitar do jeito que eu sou. Minha sexualidade não diz nada sobre mim.

E eu sou uma pessoa incrível para não ser amada.

Para minha versão do futuro: você não é um erro."

Ler essa carta me traz uma força para mim continuar a ser eu mesma. Sim. Porque é muito difícil você encontrar sua verdadeira face, saber quem você é e se conhecer, mas é fácil demais você se perder de você. E eu não quero me perder de mim e ler essa carta minha, mesmo que tenha sido escrita para outra garota é uma das coisas que me fazem olhar para mim e ser grata por ter me descoberto, me encontrado e me permitido ser eu.

Porque às vezes a gente tem uns pensamentos loucos e acha que se enganou e ler que eu não sou erro dita por mim quando eu era apenas uma adolescente explorando a sexualidade, me faz pensar que sim, eu sou lésbica e realmente não tem nada de errado nisso.

Eu amo essa carta. Ela é enorme e tem um grande desabafo sobre minha sexualidade e frases motivadoras para mim do futuro.

No fim, as cartas que eram para a Solar acabaram se tornando cartas para mim. Para mim do futuro.

"Oi... hoje eu fiz sexo pela primeira vez.

[...]

Eu me senti muito desconfortável. Foi horrível. Eu não quero transar com um garoto nunca mais :{ ele... foi brusco e mal se importou com o meu prazer. Eu queria chegar ao ápice também e..."

Duas cartas depois tinha a minha primeira vez com uma garota. Sabe, eu sempre fui curiosa então transar com um garoto foi pura curiosidade. Eu não sei porque fui em frente mesmo sabendo que eu não gostava de garotos. A famosa fase da negação! Sinto pena de mim. Se eu pudesse voltar no tempo, eu com toda certeza não teria feito sexo com ele.

Com a garota que eu transei duas cartas depois, eu digo que foi incrível e mais um monte de coisa boiola.

Escrever essas cartas foi como ter um diário e contar tudo, a diferença é que não tinha um limite de folhas e nem um caderno. Eram folhas à parte e envelopes.

Acabo por decidir não ler tudo agora, estou morta de fome, então arrumo tudo de volta na caixa e a guardo embaixo da minha cama e desço procurar alguma coisa para comer. Assim que chego no térreo, vejo minha mãe na sala vendo TV e meu pai na cozinha mexendo no celular.

Vou para a cozinha e começo a abrir os armários atrás de comida. Pego um pacote de bolachas recheada e em seguida abro a geladeira. Meu pai pigarreou.

— O que você acha de encontrar um trabalho? — ele pergunta. Eu reviro os olhos.

— Eu tenho um trabalho. — respondo e pego a jarra com o resto do suco de ontem.

Coloco na mesa e vou pegar um copo.

— Eu sei. Mas digo... um trabalho de verdade. — continuou.

— Meu trabalho é um trabalho de verdade.  — respondo secamente, despejando o suco no meu copo.

— Não mas...

— Esse final de semana eu tenho um casamento para fotografar, vou passar o dia todo fora fazendo fotos e eu não vou receber 100 reais por isso. — digo já perdendo a paciência. — meu trabalho é um trabalho de verdade, ele cansa, ele me dá dinheiro e eu sou feliz com ele. Então, pai para de me dizer para ir atrás de outro quando as coisas estão dando certo.

— Quanto você vai receber? — É sério isso?

— O suficiente para mim pagar as coisas da casa e ainda sobra para mim. E não eu não vou te dar dinheiro para você gastar com esses jogos idiotas. — o corto antes que pergunte. - Dinheiro não é tudo pai.

Antes que ele diga qualquer outra coisa tentando defender seu vício em jogos que envolvem dinheiro, eu saio da cozinha. O ouço me chamar com raiva mas ignoro e subo para meu quarto. Ligo meu notebook e vou assistir Anne with an E pela milésima vez.

Contudo sou impedida de assistir pelo meu celular vibrando que nem um louco em cima da escrivaninha. Pauso o episódio que eu ia começar e o pego. Droga.

[Wheein💝]
Gente, vamo sair hoje? Kk tô morrendo de tédio

[Hyejin-ah💞]
Vamo!

[Hyejin-ah💞]
Vamo pra onde meu amor? Hã?

[Hyejin-ah💞]
Naquele restaurante?

[Wheein💝]
Tem a moonbyul! Vamos ver com ela. Queria ir no karaokê e beber até não lembrar meu nome!

[Wheein💝]
M

[Wheein💝]
O

[Wheein💝]
O

[Wheein💝]
N

[Wheein💝]
B

[Wheein💝]
Y

[Wheein💝]
U

[Wheein💝]
L

[Wheein💝]
Aish menina chata responde tu tá online que eu sei 😑😤

[Moonbyul]
Nah beleza vamo.

[Wheein💝]
Ok! Karaokê?

[Hyejin-ah💞]
Karaokê

[Moonbyul]
Karaokê

[Moonbyul]
E beber até esquecermos nossos nomes :p

[Hyejin-ah💞]
Às 8 passo na casa de vocês!

[Hyejin-ah💞]
Talvez um pouco mais tarde na sua Moon, mas mesmo assim as 8.

[Moonbyul]
Blz. Vejo vocês mais tarde✌

[Moonbyul]
Me deixem em paz para assistir Anne with an E agr

[Wheein💝]
Essa série de novo?

[Wheein💝]
Não enjoa não?

[Moonbyul]
Nunca meu amor, nunca.

[Moonbyul]
E não fala mal dela que ela é uma série boa pra cassete

[Hyejin-ah💞]
A gente sabe, Moonbyul você obrigou a gente a assistir essa série

[Wheein💝]
E ainda fez uma nota falando sobre a série. Foi bem interessantekkk

[Wheein💝]
Boa maratona💕✌

Saio do aplicativo de mensagens e finalmente vou assistir minha série preferida.

•ू♡ •ू♡ •ू♡

Eu estava na metade da primeira temporada quando minha mãe entrou no meu quarto.

— Preciso que vá ao mercado para mim. — ela diz.

— Ok. O que eu trago?

— Aqui. — ela me entrega um papel e o dinheiro. — Não demore. 

E sem mais nada ela sai do quarto. Desligo meu notebook e vou me arrumar pra sair. Estamos em dezembro e bom, inverno e natal. Eu não gosto muito dessa data porque em casa toda a família se reúne e natais tem aquelas tias chatas que ficam perguntando de namorados. E eu tenho uma tia que todo ano pergunta sobre. Acho que esse ano é hora de sair do armário para todo mundo. Só acho, não que eu vá fazer isso.

Me empacoto todinha ficando bem quentinha nas minhas roupas que consistiam em: pijama por baixo, uma calça moletom cinza, um moletom enorme e uma jaqueta por cima, touca, bota e luvas, cachecol não porque odeio e coisa ruim do caramba.

Não me demoro mais e desço pra ir no mercado. Não antes de pegar meu celular e fone e sair na rua a caminho do mercado. Coloco o fone e procuro uma música, colocando In a Week do Hozier com a Karen Cowley. É uma música muito boa.

Tá frio aqui fora, então vou ter que me apressar para chegar em casa logo e voltar para as cobertas quentinhas. Dou umas corridinhas durante o caminho e quando chego no mercado já tocando uma música muito animada, vou pegar as coisas que estão anotadas no papel que minha mãe tinha entregado para mim. Como são poucas coisas peguei uma cestinha e começo a ir procurar o que estava na lista.

Estou cantarolando uma música que toca que é muito boa mas eu não me lembro o nome e eu não vou pegar meu celular só pra ver qual é a música, enquanto observo qual amaciante que ela me pediu pra levar. Pra minha mãe é: pegue sempre o mais barato. Mas o que ela pediu tá com uma diferença mínima, então não sei qual pegar. O que ela pediu, que está escrito ali que é o que está um pouco mais caro ou o outro mais barato.

Solto um suspiro. Pego o que ela tinha pedido e foda se o mais barato! Me viro para ir no próximo corredor pegar leite condensado. No mesmo instante em que me viro vejo a sombra de uma garota, e eu gelo. Foi de relance mas eu juro que pareceu a Yongsun. Eu senti meu coração acelerar, mas aí me lembrei que ela estava no Japão e isso foi apenas saudades. Tenho que esquecer ela, estou ficando louca já.

Deixo esse pensamento de lado porque assim, que diabos ela estaria fazendo na Coreia? Beleza que é final de ano, mas nunca nos últimos 8 anos nós nos vimos e eu fiquei sabendo que ela tinha voltado, e agora isso só pode ser um tipo de sacanagem comigo.
Depois de ter pego o leite condensado vou pegar o último item da lista que eu com toda certeza não compraria, mas é minha mãe que pediu então né.

Estou olhando os peixes e pego o mais barato e o jogo na cesta quase cheia. Quando me viro para ir pro caixa passar a pequena compra eu vejo Solar. Ela está parada olhando pra mim. E eu também fico no mesmo lugar olhando para ela.

No meu fone toca Somebody to Love do Queen. Enquanto a música toca, nós ficamos ali, uma de frente para a outra nos encarando, esperando qualquer uma tomar uma iniciativa.

A iniciativa de iniciar uma conversa ou a iniciativa de ignorar. 

— Eu não acredito que estou te vendo. — ela disse sorrindo e vindo até mim.

Ela tomou a iniciativa de iniciar uma conversa. Ainda bem. 

— Eu também não. — respondo sorrindo também. 

Tiro meu fone e pauso a música na melhor parte. 

— Senti sua falta. — por incrível que pareça não fui eu quem disse.

Eu a olho completamente apaixonada. Parece que meus sentimentos por ela continuam todos intactos aqui e isso me deixa louca! 

— Eu também senti. — digo de volta.

— Posso te abraçar

— Claro. — respondo e no minuto seguinte estamos abraçadas.

Seu cheiro é doce e seu abraço aconchegante, como sempre foi. Me sinto em um sonho e quando eu acordar vou estar morrendo de saudades e vou me sentir culpada por nunca ter mandado uma mensagem para ela. 

Mas isso é verdade. Solar está na Coreia. E eu estou abraçando ela depois de 8 anos longe. 

Mesmo com todo o frio lá fora o meu coração tá quentinho.

Solar transmite calor, e o sentimento de saudades suprido. Não ele todo, mas 0,05% sanado. Porque nada vai sanar toda a saudade que eu senti dela nesses 8 anos.

— Por que você não me mandou mensagens? — ela perguntou quando se afastou de mim.

— Por que você não me mandou mensagens? — rebato.

Ela sorri meio tímida. 

— Acho que temos muito o que conversar. — Solar diz dando aquele sorriso que eu amo.

— Idem.

— Hoje a noite?

— Vou sair com as minhas amigas. — prioridades não é?

— Amanhã? 

— À tarde. Você tem meu número, certo? Me mande uma mensagem com o lugar e horário. — digo, ela concorda de imediato. — Eu tenho que ir. Minha mãe me espera. 

— Certo. Tchau, Byul! Eu realmente senti sua falta.

Dou um sorriso pequeno e vou para o caixa passar a minha pequena compra e pagar. Assim que isso é feito pego as sacolas e volto pra casa.

Acho que estou ficando louca e isso foi uma alucinação. 

•ू♡ •ू♡ •ू♡

Tinha 3 horas que estávamos no karaokê. Hwasa atrasou 1 hora porque tinha dormido, então saímos às 9 da noite, e a demora não tirou nossa vontade de nos divertir e como disse Wheein "ficar bêbada até esquecermos nosso nome", mas eu diria que hoje eu não iria chegar nesse ápice. Talvez Wheein realmente chegue.

Eu diria que não estou bêbada mas eu estou rindo. E não tem nenhum motivo aparente, eu só olhei para a parede e pronto desatei a rir. Talvez eu esteja sim um pouco bêbada. 

— Minha vez! — Hwasa fala alto assim a música que Wheein cantava acabou.

Estou sentada no sofá, bebendo alguma coisa alcoólica e pensando em alguém. 

— Sou a próxima! — Anuncio.

— Irra! — é Wheein que comemora.

Enquanto Hyejin canta uma música do BTS eu viajo nos meus pensamentos loucos e Yonsun me vem à cabeça. Acho que ainda estou apaixonada por ela, porque desde o momento em que falei com ela no mercado, ela não tinha saído da minha cabeça por nada.

E isso é uma coisa de louco. Me sinto até estranha pensar que meus sentimentos românticos por ela, voltaram. 

Por anos achei que a tinha superado. Namorei várias pessoas e me apaixonei realmente, porque assim, eu não ia parar a minha vida e esperar pelo dia de hoje que poderia nunca chegar. Eu vivi. Eu não podia me prender a ela apenas por estar apaixonada e ela estar longe de mim. E mesmo que ela não soubesse os meus sentimentos, no início eu estava agindo como se ela soubesse e me "guardando" para ela.

Aí eu era muito idiota. Estar apaixonado é ser idiota. 

E agora, depois de 8 anos me encontro sentindo as mesmas coisas boas que senti com ela quando tínhamos 14 anos. E as sensações são boas e nostálgicas, mas até um pouco ruins porque ela pode não sentir o mesmo por mim e me ver apenas como a melhor amiga de infância e adolescência. 

Eu posso não ser a mesma Moonbyul de 8 anos atrás, nem Yongsun a mesma Yongsun de 8 anos atrás. Ninguém continua a mesma pessoa por muito tempo, estamos sempre em constante mudança. Mas a única coisa que continua igual aqui dentro de mim é o amor que sinto por ela. 

E eu preciso dizer isso à ela. Eu preciso contar o que eu não pude dizer naquela manhã de sábado. Eu preciso me declarar mesmo que isso acabe com a nossa amizade. 

E rápido. 



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