História NÓS SOMOS: ECLIPSE - Capítulo 2


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Categorias Mamamoo
Personagens Moonbyul, Solar
Tags Mamamoo Moonsun
Visualizações 7
Palavras 2.079
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: FemmeSlash, LGBT, Orange, Shoujo-Ai, Yuri (Lésbica)
Avisos: Bissexualidade, Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 2 - 02! I'm in love


Minha cabeça dói como o inferno.

— Não, mas assim você pode se divertir sem encher a cara, Moonbyul. — minha mãe fala.
 
— Eu sei mãe. — digo e a olho colocar um pouco de sopa no meu prato.

— E se tivesse acontecido algo? 

— Não aconteceu. Eu só saí pra me divertir com as minhas amigas. Nenhum homem assediou a gente. — digo, sabendo que ela se referia a isso.

Ela assente. 

— Não beba tanto.

— Eu não bebi tanto.

— Você parou no meio do banheiro ontem e começou a se lamentar por estar apaixonada. Foi deplorável. — ela disse. Eu fico envergonhada e ignoro o que ela disse tomando a sopa que ela tinha feito.

Meu pai me olha com nojo e sei que ele vai falar alguma coisa, ou gostaria de fazer algum comentário maldoso, mas não o dou a chance ao olhar para ele com desprezo no meu olhar. Ele fica quieto e volta à ler o jornal. Sinceramente, não mereço ouvir o que ele falaria.

Eu não tinha planos de ficar bêbada. Nem de dizer que estou apaixonada. O foda é que eu não me lembro do que minha mãe tinha falado, nem como cheguei em casa e se depender de mim eu não quero me lembrar nunca. 

[Solar☀️]
Moonbyul?

[Moonbyul]
Sim? 

[Solar☀️] 
Ai, achei que seu número estivesse errado😥 

Não a respondo e termino um pouco mais devagar do que o esperado a sopa. Depois de a comer e ser obrigada a tomar um remédio para ressaca pela minha mãe sou despachada para o meu quarto, finalmente. Meu celular vibra novamente e o pego na mesma hora.

[Solar☀️]
Podemos nos ver naquele café? Digo, aquele que íamos depois da aula, se lembra?

[Moonbyul]
Como esquecer?

[Solar☀️]
Tem que ser depois do almoço. Papai quer que eu almoce com ele.

[Moonbyul] 
Beleza

[Moonbyul]
Até lá

[Solar☀️] 
Até. 

Por que eu encerrei a conversa? Poxa, eu queria conversar mais com ela. Eu sou uma idiota. 

Mas é até que melhor assim, amanhã é sábado e eu tenho que me preparar para começar a fotografar o ensaio. Os noivos exigiram que eu fosse no sábado para fotografar os últimos detalhes e arrumações e que, óbvio, pagariam mais por isso. E no domingo o tão esperado dia. 

Acho que estou ansiosa. Um pouco mais que a noiva. Porque tudo depende de mim. Ai que frio na barriga.

Sou pega de surpresa quando meu celular vibra e vejo que é Yongsun. Eu solto um sorriso na mesma hora e me esqueço do que estava me deixando nervosa. Ela tinha me perguntado se eu queria e tinha tempo para conversar porque segundo ela "É difícil não querer falar com você" e óbvio que eu aceitei conversar com ela. Passamos a manhã toda conversando e eu senti meu coração ficar acelerado várias vezes e eu quase mandei um "estou apaixonada por você" mas minha consciência não deixou, ainda bem. 

Eu tenho que falar pra ela meus sentimentos. Eu acho que não consigo mais suprimi-los ou os deixar de lado. Vê-la ontem no mercado foi questão de segundos para tudo voltar e eu admitir para mim de novo que estou apaixonada por ela. Ou talvez a amando. Mas amar é uma coisa forte demais.

[Solar☀️]
Eu preciso me trocar agr. Te vejo no café?

[Moonbyul]
✌com certeza

Solto um suspiro e vou fazer o mesmo que ela. Falta uma hora ainda para o horário que marcamos, às 4 da tarde. Ainda está frio então pego minhas roupas mais quentinhas, mas dessa vez sem calça moletom. Pego uma calça jeans preta e visto por cima do pijama, e uma blusa de gola alta branca e por cima um sobretudo azul escuro. Coloco duas meias e o meu coturno preto. 

Linda. 

Penteio meu cabelo e passo um perfume e desço para o andar debaixo com meu celular e fone em mãos. Aviso minha mãe que vou sair e saio. 

Ainda está cedo, sim, mas pensa numa pessoa ansiosa que não vai aguentar ficar em casa até um certo horário para não chegar lá meia hora antes do combinado? Pois é. 

Coloco meu fone de ouvido e seleciono uma música do Troye Sivan. Cara eu adoro as músicas dele. 

Enquanto eu andava até o café, completamente nervosa quanto a Solar e me dizendo que as coisas iriam dar certo e que era só um encontro de velhas amigas, meu coração batia forte no peito como se tivesse algo de errado. Tipo, eu estar me convencendo de que eu não irei falar nada sobre meus sentimentos e que isso é besteira. Ela nem deve sentir nada por mim sem ser amizade. E outra, ela pode ter um namorado ou nem gostar de garotas.  

Eu estou surtando.

Ok. Acho que não vou falar nada. Por medo sim. Mas é um tipo de proteção, eu diria, vai que ela é uma pessoa que não aceita homossexuais e essas coisas todas? O melhor é eu tomar cuidado e apenas conversar com ela, como amiga e não dizer que estive apaixonada por ela há 8 anos e ver ela ontem meio que fez tudo aquilo voltar. Nada disso existiu e é muito melhor ela não fazer ideia disso.

Assim que cheguei no café me bateu uma nostalgia do caramba. Eu e Solar vínhamos aqui quase todos os dias depois da escola, por sermos grandes viciadas em café e porquê bom, tínhamos mais privacidade para conversarmos, sem nenhum garoto que gostava dela ficar em cima da minha amiga.
Entro no estabelecimento e sou recebida pelo cheiro de café. Uma delícia. Me sento na mesa que sempre nos sentávamos e até acho bizarro essa mesa estar vaga. 

Uma moça vem me perguntar se vou querer alguma coisa e educadamente digo que estou esperando alguém. 

[Moonbyul]
Te esperando :p

[Solar☀️]
Indo.

Enquanto a espero, dou uma olhada no twitter pelo wifi que o café disponibiliza porque sou pobre. Twitter é uma rede social tóxica pra caramba né?

Mas eu preciso dele para divulgar meu trabalho. 

E minha caixa de notificações está sempre cheia não consigo deixar ela zerada e eu sou muito preguiçosa então deve ter notificação de agosto aqui. Sem contar o instagram. Faço um tweet mega aleatório e logo já tenho 10 curtidas em menos de 2 minutos. Ai odeio isso. Acho que vou criar uma conta pessoal só pra mim ser boiola pela garota que eu gosto em paz.

Depois de alguns minutos rolando o feed do instagram, Solar chega. Sinto um frio na barriga ao que ela vai se aproximando da mesa que estou sentada. Ela se senta à minha frente.

— Oi. — ela diz.

— Oi. — respondo.

— Já pediu alguma coisa?

— Estava te esperando. 

— Vai pedir alguma coisa? — ela pergunta chamando o garçom mais próximo. 

Eu concordo com a cabeça. 

O garçom se aproxima e anota nossos pedidos. Café. E Solar pediu alguma para comer que eu mal prestei atenção. 

— E então? — ela pergunta. — Como anda a sua vida?

— Hm… — faço uma careta pensativa. — Eu diria que as coisas estão bem. 

— Detalhes Moonbyul. Faz anos que a gente não se vê, vamos colocar "as coisas em dia". — ela fala sorrindo. 

Eu dou um sorriso pequeno. 

— Começa você. — peço. 

— Ok… eu… — ela para. — Me desculpe.

A olho confusa.

— Pelo quê?

— Por não ter te ligado antes mesmo tendo seu número. Ou mandado uma mensagem. — explica. — eu me sinto culpada, não queria perder o contato como você Moon, você é incrível. 

— Então acho que também tenho que pedir. — falo.

Yongsun nega.

— É minha culpa. 

— Não é. — falo e vejo que ela não concorda. — mas se você quer se culpar, beleza. Só tenha em mente que eu não te culpo pelo que aconteceu.

— Ok. Então… 

— Me atualize sobre você e sua experiência no Japão por 8 anos. — ela ri.

Ai, essa risada. Como senti falta dela.

O garçom volta com nosso pedido e assim que ele vai embora para outra mesa, Solar começa a falar sobre sua vida e confesso que estou um pouco em choque porque essa mulher na minha frente não é, de longe, a garota de 8 anos atrás. E acho que vai ser impossível fazer meu coração parar de martelar no peito por cada coisa que ela conta.

Mesmo que fisicamente não tenha tanta diferença entre aquela Solar e essa Solar, tirando a altura - ela cresceu um pouco - e o rosto um pouco mais adulto, a sua pessoa e personalidade estão diferentes. 

Estão mais apaixonantes.

Tudo o que ela me conta eu vou guardando e fico chocada quando ela fala das festas que foi, da primeira vez dela, de tudo. Sabe, coisas pequenas que quando estamos do lado de uma pessoa não notamos tanto, mas de longe, é até louco ouvir. 

— Qual a coisa que mais te deu medo? 

— Me descobrir lésbica. — digo. E quase invento uma desculpa querendo desmentir uma verdade.

— Isso não deveria ser algo ruim.

— Mas é. Meu pai não me aceita, minha mãe agora mal olha na minha cara e ainda mais nossa sociedade. — digo bebendo o café, que já está na metade.

— Sinto muito.

— Tudo bem.

— Eu… me descobri Bi. Garotas são demais. — Solar diz um pouco tímida. 

É errado pensar em realmente falar tudo o que tá aqui dentro? Surgiu uma esperança que minha nossa.

— Namorados? Namoradas? — pergunto curiosa.

— Dois namorados e nenhuma namorada. — responde. — e você?

— Um namorado perfeito e 3 namoradas. — sorrio.

— Namorado? 

— Sim. Foi um pouco antes de me descobrir. Pensa num cara perfeito, sério. 

E eu falo sobre o meu Peter Kavinsky e ela dos seus dois namorados e que ela está solteira. Depois, entramos no assunto de festas e drogas. Pedimos mais café e continuamos nossa conversa. Foi ótimo falar com ela novamente. 

Reatar nossa amizade. 

É coisa de louco essa coisa toda, pensar que não estivemos juntas nas melhores fases de nossas vidas e é triste pensar nisso. Eu me sinto triste, porque ela é minha amiga e eu gostaria de tê-la ouvido falar comigo sobre a primeira vez dela, assim como eu falar pra ela. Sabe, viver essas primeiras vezes e contar para a melhor amiga antes de qualquer outra pessoa.

Estávamos rindo de alguma coisa que ela tinha falado quando saímos do café. Já era noite e as ruas até que estavam movimentadas e super enfeitadas por conta do natal. 

Eu senti falta daquilo. De andar do lado dela. De falar com ela sobre qualquer besteira. Da voz dela. Senti falta. Muita. 

Já me belisquei várias vezes hoje para ter certeza de que não era um sonho, porque… parecia um sonho. 

Estávamos passando por uma praça quando decidi falar. Eu parei no meio do caminho e ela ficou um pouco a minha frente me olhando completamente confusa. Eu tinha que falar. Ela não tinha um namorado e era bi. O contrário de tudo o que eu estava pensando no caminho pro café.

É só falar: eu estou apaixonada por você. 

Aperto minhas mãos no bolso, e fecho os olhos e abaixo minha cabeça.

— Está tudo bem? — Yongsun pergunta e se aproxima de mim parando a minha frente. 

Eu concordo e suspiro. 

A olho nos olhos, mas assim que meu contato visual é retribuído eu olho para o chão. 

— Eu tenho que te falar uma coisa. — Anuncio. 

— Certo. O que? 

Eu a olho.

Ela é tão linda.

Yongsun coloca sua mão no meu ombro. Eu engulo em seco e me pergunto se isso é o certo a se fazer.

Havíamos acabado de reatar nossa amizade, e se eu estragasse tudo falando meus sentimentos românticos para ela? E ela só me considerasse sua amiga? 

Ok. Eu decidi que falaria, então eu vou falar. 

— Você promete que independente da sua resposta ainda vamos ser amigas? — pergunto e seguro na sua blusa, ela me olha e concorda.

— Óbvio. Idiota. — Yongsun sorri.

Eu dou um sorriso pequeno e nervoso. 
Suspiro mais uma vez e falo: 

— Eu estou apaixonada por você. 

Seu sorriso se desfez. E ali, no meio da calçada, cheia de luzes de natal, quando eu finalmente disse aquilo que guardei por 8 anos e esperei uma resposta, eu senti medo do que ela iria falar. 

Eu senti medo de sua resposta.



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