História Nos Vemos em Julho - Capítulo 16


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Categorias Michael Jackson
Personagens Michael Jackson, Personagens Originais
Tags Michael Jackson
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Palavras 1.864
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 14 ANOS
Gêneros: Aventura, Crossover, Ficção, Magia, Romance e Novela, Shoujo (Romântico)
Avisos: Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Linguagem Imprópria
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 16 - Insônia


Acho que era a segunda vez no mesmo dia que eu estava sentado naquele sofá, fazendo a mesma coisa, pensando na mesma coisa, Penélope não iria retornar a ligação e eu sabia muito bem disso. Mas mesmo assim, o idiota aqui estava esperando. Acho que eram umas 3:00 da manhã, eu não estava com sono e não iria sair desse sofá tão cedo. Estava tão quieto, silencioso e eu só queria continuar ali. Se bem que estar como antes, vendo um filme há essa hora também seria bom.

Eu tinha que dormir, nem que fosse ali mesmo naquele sofá. Ele era bastante confortável, tinha várias almofadas e um cobertor estava lá desse cedo. Eu ia deitar ali mesmo, mas eu tinha medo de sonhar de novo, seria bom só dormir. Eu me atrapalhei um pouco, até porque a única luz acesa era um abajur que ficava próximo ao sofá, onde eu estava com a cabeça, e eu não iria desligá-lo. Não estava muito frio, mas um cobertor nunca é má ideia. De qualquer jeito, assim que eu fechava os olhos, eu sentia o pouco de sono ir embora cada vez mais.

Eu já tinha me virado mais de dez vezes naquele sofá, mas enfim estava um uma posição confortável, olhei para o relógio embaixo do abajur. 3:30 da madrugada, e eu ainda estava bem acordado sem nenhum pingo de sono. Eu nem ia dormir, não sei porque ainda estava tentando, eu precisava do meu remédio, já estava dependente dele. Mas eu tinha que tentar dormir uma vez pelo menos sem aquilo, já que pelo que parecia, aquilo me fez morrer. Eu não pretendo mais tomar propofol.

Como será que foram dez anos sem mim? Eu poderia até estar me gabando, mas... Será que causou impacto? Será que tem teorias? Isso com certeza, todos sempre têm, eu não seria diferente. Pelo menos não tanto. Me pergunto o que aconteceu com Chandler, ou Gavin, às vezes eu queria nunca ter falado com nenhum desses dois garotos, ambos estavam me acusando de coisas estúpidas e sem escrúpulo, e mesmo assim todo mundo estava acreditando nessas coisas, e até hoje.

Eu só preciso esquecer isso um pouco, talvez esse seja o motivo de eu não estar dormindo. Mas dane-se, isso já não era segredo pra ninguém, às vezes era melhor assim. Mesmo sendo quase quatro da manhã, eu ainda tinha que pensar em algo que me faria dormir. Em Amber, talvez ela já estivesse em Nova Iorque, ou ainda chegando, não sei qual era a hora do vôo, o importante é que Mel vai ficar feliz em vê-la junto com Richard. E Mel, talvez ela resolvesse ligar de volta, eu sei que eu era estranho pra Penélope, mas ela não poderia ter me tratado daquela forma.

- Você ainda está acordado, pai? - ouço Blanket chegar na sala, que acabou me assustando. - São quase quatro horas da manhã, não vi você no seu quarto. O que está fazendo aqui?

- Eu não estou com sono, não consigo nem mesmo cochilar. - respondo, abrindo meus olhos para olhar para Blanket, seu cabelo estava uma verdadeira bagunça. - Nem se me colocar na minha cama, não estou com sono.

- Soube que você dormiu muito bem na fazenda, tem algo a ver com o lugar onde você ficou? Ou onde? Lá não tinha muito carro, certo?

- Não, era bem quieto, mas às vezes caminhões passavam por lá e isso fazia muito barulho. Mas não acho que tenha a ver com barulho, eu acho que é só a... Idade.

- Tá, você não quer o remédio da Paris? - Blanket perguntou, e eu não tinha uma relação pra lá de saudável com os remédios, e era idiotice oferecer isso pra mim. - Meu irmão disse que você os tomou no rancho em Massachusetts.

- Eu não quero mais remédios, e não acho que vá querer tomar outro tão cedo. Pelo menos, não depois que vocês me disseram como eu morri.

- Tudo bem, você decide. Eu vou voltar pra cama. Você deveria beber alguma coisa, ler um livro, ver algo na TV, coisas assim sempre dão sono, ainda mais há essas horas, nunca passa muita coisa interessante. Você que sabe.

Blanket saiu e eu acho que sua melhor opção seria: eu beber algo enquanto leio um dos livros com a TV ligada, talvez os três juntos me dessem sono. Eu fui até a geladeira descalço e o chão estava um frio que só Deus, tinham muito as bebidas, cerveja, refrigerante, e pelo menos Paris e Prince já tinham idade pra beber, e espero que Blanket não beba, ele não tem idade pra isso. Eu peguei apenas água mesmo, voltei e procurei algum livro, tinham poucos, já que a casa era alugada, e eu não conhecia metade daqueles, peguei um com um título diferente, e quando voltei, liguei a TV, estava passando algum programa que eu não fazia a mínima ideia, só sei que estava vendo e nem ligava muito.

No final ao eu fiquei entretido com o livro, era um conto muito estranho, eu já tinha lido umas trinta páginas desse livro, eu apenas escutava agora o jornal que passava na TV, fofocas e não sei mais o que, meu copo já estava vazio. E eu ainda não estava com sono. Acabou que eu fechei o livro e me deitei, apenas ouvindo o jornal. Eram apenas coisas de fofocas no momento, falava sobre artistas, aquele tipo de noticiários que fãs loucos acordam quatro horas a manhã pra assistir.

. . .

6:00 da manhã, já estava até no programa de notícias com aquele jornalista falando "bom dia" com uma voz que fez até meu sono ir embora, mas nada de dormir. Eu ouvi alguns passos do corredor, nenhuma fala, mas não achei que fosse ser Paris ou Prince, eles deveriam acordar lá pras oito, nove horas.

- O que faz no sofá, Michael? - era Debbie, eu juro que não sabia que ela ainda estava aqui, pensei que tivesse ido embora ou algo assim. - Você não dormiu? Ontem você tinha dormido tão bem.

- Eu sei, mas hoje... Ontem eu não estava com sono, eu mal preguei os olhos e deixei a TV ligada, e o sono não veio, decidi assistir o que passava mesmo. Tentei ler, mas nada também.

- Nós iríamos levar você ao médico, mas não quis ver sua mãe, depois iríamos... Dar um jeito de dizer que você voltou de forma saudável. Sem causar muito. Mas não, e agora vamos ter que dar um jeito em você nós mesmos.

- Você não tinha ido embora? - perguntei, olhando pra ela, ela parecia cansada, eu admito, estava com um pouco de inveja. - Pensei que tivesse voltado pra sua casa.

- Não, tinha só saído um pouco, tomar um ar. - ela responde, indo até a cozinha, sumindo de vista. Mas logo ela volta quando o telefone toca. - Oi? - eu olhei pra ela, mas ela não olhou pra mim. Poderia ser a Penélope. - Tem algum motivo especial pra querer falar com ele? - ela perguntou, olhando agora pra mim. - Você o conhece?

- Debbie, quem é? - perguntei, quebrando a tensão que eu estava sentindo, me levantei e me aproximei. - É Penélope?

- Essa mesma, você vai falar com ela?

- Sim. - Debbie me deu o telefone e eu rapidamente o coloquei perto do meu rosto. - Penélope? Você falou com Mel?

- Michael, certo? Sim, falei com ela, ela disse que conhece você, então, ela quer muito falar com você. Ela está me pedindo isso, já que eu disse que você tinha ligado.

- Certo, eu estou esperando. - digo, e seria bom conversar com Mel, ela estava em NY e eu em LA, mas matar as saudades daquela voz dela seria bom.

- Michael? Oi! - essa era a voz de Mel, ela parecia bem animada e energética, mesmo à essa hora. - Minha mãe disse que você tinha ligado.

- É, eu tinha, é sua mãe não me tratou muito bem. - digo, enquanto meu rosto não segurava um sorriso. - Mas, é bom ouvir você depois de um tempo, eu senti a sua falta.

- Eu também, e estou aprendendo a dançar, graças a você. Minha mãe está pagando pra mim, e alguns dos professores estão me ensinando como dançar como você.

- Vai ser preciso muito tempo e prática. Mas se você tentar consegue, eu acredito nisso. E por que você saiu da escola antes do prazo? Que eu saiba, suas férias são mês que vem.

- Eu vou estudar dança em Nova Iorque e vou estudar aqui também, não sei se vou voltar pra Ohio, embora, vou sentir falta dos meus avós. E, se você um dia passar por aqui, talvez a gente se encontre.

- Não vou sair desse lugar tão cedo. Sabe se seus avós estão em Nova Iorque? Eu não queria estragar a surpresa, mas fiquei um pouco preocupado por você não ter mencionado.

- Não, eles não me disseram nada, nem minha mãe, não acho que eles tenham vindo pra cá. Por quê?

- Não, não é nada. - digo, mas eu já sabia que tinha estragado tudo com minha preocupação, que seja, isso acontece, espero que Mel não tenha percebido. - Mas como vai sua escola? Espero que bem, você não tem idade pra fazer palhaçada na sala.

- Eu até faço algumas coisas, mas não conheço ninguém nessa escola, e eles disseram pra eu começar daqui há algumas semanas, ou depois das férias pra ficar mais equilibrado.

- Você está no primeiro ano, certo?

- Sim, e é muito chato e difícil. Tem umas coisas que eu nem sabia que existia e, sinceramente, nem queria saber que existiam.

- Você me lembra uma amiga na adolescência. Ela era rebelde que nem você, era teimosa, odiava escola. Era sua cara.

- Que amiga?

- Lisa. O nome dela é Lisa. Me lembro quando ela fumava e bebia escondido, e espero que você não faça isso, não vai fazer bem. Por sorte a mãe dela quitou as dívidas dela.

- Essa Lisa parece complicada. - Mel diz, me fazendo rir, é era idiota eu ainda lembrar da adolescência da Lisa, ela era teimosa, lembro de Priscilla reclamando dela. - Mas ela vai bem?

- Graças a Deus, sim. - respondi, eu não fazia a mínima ideia de como Lisa estava, mas acredito que alguém com o nome Presley esteja bem na vida, e bem até demais. - Bem, tenho que desligar, e eu prometo que um dia eu vou aí.

- Certo, eu vou esperar. - Mel desligou, Debbie estava me encarando, como se eu não falassea ssim com alguém há séculos.

- O que foi?

- Quantos anos essa garota tem, Mike?

- 16. Ela é só uma criança, e você sabe que eu adoro crianças. Mesmo que eu me aproximar de outra criança reforce sobre essas malditas acusações, eu não ligo, Mel é minha amiga e não vai me apunhalar pelas costas como Chandler e Gavin.

- Ela não é uma criança, é uma adolescente.

- Eu encaro como uma criança. 



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