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História Nossa História - Capítulo 10


Escrita por: PseudoIsabela

Notas do Autor


Estou parada por estar sem ideias nenhuma, conto com pedidos e comentários de sobre o que escrever.
Demorei a atualizar pro ter achado um pouco pesado o lance da gravidez e pensar duas vezes antes de postar.

Eu NÃO TENHO PROPRIEDADE NENHUMA DE QUESTÕES MÉDICAS OU QUALQUER RESPONSABILIDADE COM ISSO. ISSO É UMA HISTORIA FICTÍCIA, NÃO USEM DE BASEAMENTO CIENTÍFICO POR FAVOR.

Enfim, comentem sobre o que gostariam de ler.

Aviso de: questão de aborto e afins, caso seja sensível não leia, não vale seu desconforto.

Boa leituraa

Capítulo 10 - ShikaTema: Gravidez Parte I


Após ligar a vigésima vez para Temari e ela não atender ou retornar, Shikamaru se desespera. Em desespero liga para Sakura enquanto acessa pelo computador do QG as câmeras de casa, pra saber se ela estaria em casa, se aconteceu algo e ela não conseguiu soar o alarme.

  — Oi, Shikamaru — fala cantarolando.

  — Oi, Sakura, aqui — diz ajeitando o telefone na orelha — Você sabe da Temari? Ela disse que iria sair com você.

  — Ah, ela foi pra casa — responde o tranquilizando em partes — disse que estava sentindo fraqueza e muita cólica, deixei ela em casa — conclui o fazendo suspirar, finalmente conseguindo acessar a câmera da entrada, esperando as outras carregarem

   — Ela parecia bem? — pergunta já mais tranquilo, encarando os quadradinhos pretos da casa formarem imagens.

  — Apenas um pouco pálida e pouco tonta, pode ser algo do ciclo menstrual dela — comenta o fazendo concordar. Não era sempre, mas as vezes ela sentia essas coisas no decorrer da alteração de hormônio — Ela não quis companhia.

  — Tudo bem — diz analisando agora, já mais tranquilo, uma camera por uma. Encarando e estudando cada uma até parar na câmera da cozinha e a encontrar a grande e imponente figura da esposa encolhida no chão imóvel. O sangue dele desce todo da cabeça o fazendo sentir falta de ar — Sakura, acho que ela desmaiou — fala já se levantando da cadeira com certa violência.

  — Santa Kaguya, estou indo pra lá — diz desligando, o fazendo soltar o celular e correr desesperado para a garagem, fazendo todos que passavam por ele se preocuparem com a atitude anormal do Nara.

  Shikamaru provavelmente bateu o record do caminho do QG até em casa. A casa era localizada, como esperado de um casal como eles, em um bairro secretamente flexível a rotas de fulga e de acesso. Em apenas dez minutos ele fez um caminho de trinta. 

 Chegando na porta da casa parando a moto na calçada ouvindo o metal estalar alto pela alta velocidade. Estava agitado, completamente ansioso. Temari não adoecia, e nunca havia desmaiado em nenhuma crise de cólica ou tontura.

  Abre a porta com dificuldade, sentindo uma ansiedade anormal. A cabeça dele pensava: envenenamento? toxicação alimentar? alguém as vezes teria a drogado? Quando a maldita porta abre, ele passa como uma bala correndo para a cozinha e a encontrando deitada de canto, pálida e respirando baixo. Ao encarar o corpo dela, havia sangue ao redor de sua cintura o fazendo ficar mais fraco ainda, como uma facada no estômago. Leva as mãos ao corpo dela, estava suando frio.

  — Ei, amor — fala baixo, levantando o rosto dela e o colocando em suas mãos — Meu amor, Temari — fala mais alto, ouvindo a própria voz falhar. Ele leva as mãos as pernas dela, colocando o braço debaixo dos joelhos dela e a outra abraçando o torço. 

  Ele estava ansioso, tremia, não sabia o que fazer. Respira fundo a abraçando e se levantando do chão, vendo o sangue no chão o fazendo revirar por dentro em desespero. Quando se vira para trás vê Sakura passando pela porta rápida, encarando ao homem e a mulher em seus braços.

  — Isso é sangue? — fala baixo chegando perto e ela leva as mãos ao pescoço dela, sentindo a pulsação e encarando o rosto dela — Vamos levar ela pro hospital — diz indo na frente e ele a seguindo logo atrás dando um breve comando de voz para que a casa entrasse em modo de vigilância. Trancando as portas, as janelas e ativando as outras câmeras escondidas; térmicas, sensores e infravermelhos.

  Sakura estava quieta, maquinando mil coisas quieta mordendo a boca dirigindo o mais rápido que podia. No banco de trás ele abraçava a esposa, rezando baixinho enquanto a abraçava cada vez mais forte.

  — Você não faz ideia do que é? — pergunta baixo, a garota o olha pelo retrovisor e suspira.

  — Faço, mas prefiro analisar melhor antes de falar — diz baixo e ele concorda — Não acredito que seja algum ataque a vocês, se é a preocupação — fala baixo e ele suspira muito mais tranquilo. 

  Chegando no hospital Shikamaru joga a própria jaqueta por cima da cintura dela, para evitar constrangimento e a leva nos braços para dentro do hospital. A respiração dela tinha aumentado um pouco mais e ela murmurou algumas coisas que nenhum dos dois entenderam. Assim que ele a colocou na cama e os enfermeiros apareceram, Sakura entrega a chave do carro e a própria blusa, prendendo o cabelo e indo atrás dos enfermeiros que a levaram. 

  Só ai ele respira de novo, levando a mão a cabeça e encarando a porta por onde ela tinha entrado. O peito dele estava tão pesado, tão aflito. Havia sido do nada, muito do nada. De manhã ela estava bem, acordaram juntos, tomaram café e ela sairia com a amiga já que estava nas férias das monitorias e aulas que ela dava. Conversaram na hora do almoço por cima e quis avisar a ela para pedir algo para comerem de noite, foi onde todo o trama começou. 

  Ele fica sentado na cadeira de frente para a porta encarando e pareciam anos. Ao olhar o relógio e ver que tinham se passado menos de cinco minutos sabia que morreria esperando. 

  Quando a perna balançando em ansiedade dele fez a pessoa do lado suspirar incomdado ele se levanta, indo a porta e acendendo um cigarro já sabendo o resultado de quando ela acordasse. Sonhou ao imaginar que se acalmaria, o máximo que fez foi abaixar sua pressão. Agora estava com arrepios de nervoso. Voltando para o seu banco, ele vê Sakura encarando o corredor contrário ao dele. Corre um pouco chegando perto dele e suspirando.

  — Vem comigo — fala baixo dando passagem a ele pela porta e indo atrás. Eles andam em silêncio, em respeito as famílias que esperavam também notícias de familiares naquele mesmo lugar. Virando a porta ao lado ele passa se sentando na cadeira e ela se se senta na frente dele.

  — Você quer conversar comigo ou prefere outro profissional, eu preciso perguntar algumas coisas não sei se você vai ficar confortável — fala como uma profissional. Ele apenas nega com a cabeça em um pedido que ela continuasse — O que aconteceu foi um aborto espontâneo — fala com cuidado, estudando a expressão do amigo, que levanta a cabeça com violência e o rosto em choque — Então vocês não sabiam — concluí e ele nega devagar.

  — Eu- Ela estava- um filho? — fala confuso e ela concorda com cuidado.

  — Vocês tinham conversado sobre isso? — pergunta e ele concorda — Ela vinha muito interessada com como era feito o tratamento da Hinata, e comentei com ela recentemente que estava pensando em tentar então imaginei que seria um impulso a vocês pensarem sobre também — diz com cuidado, ainda analisando o homem pouco catatônico a sua frente. Shikamaru não sabia ao certo o que sentir. Perdera um filho? Não sabia que tinha um, não entendia como devia se sentir. Era uma possibilidade que o assustava, mas ao mesmo o deixava triste de não ter dado certo e assustado mais una vez de ter acontecido — Vocês cortaram o contraceptivo?

  — Ela usa implante, no braço direito — diz apontando o para o próprio — Já fechou os três anos e estava no fim, ela ainda não tinha ido tirar, e aí pensamos em não colocar outro — fala sentindo a voz ir aos poucos diminuindo e parando.

  — Bom, ela está bem — concluiu — deve acordar a qualquer momento, ela deve ter desmaiado de fraqueza e por conta do que aconteceu, cada corpo é um — diz fraco e ele concorda devagar — Pode ficar no quarto com ela, ela provavelmente vai ficar feliz de acordar e ver um rosto familiar.

  — Você acha que isso aconteceu por que? — pergunta com sinceridade e ela suspira.

  — Na medicina o aborto é muitas definições e ainda tem algo que a gente não consegue entender. Pode ser por alguma falha genética, pode ser algum problema no útero dela, pode ser hormonal, pode ser algo externo é muito amplo — Ela se inclina pegando a ficha médica dela e lendo — Ela faz exames periodicamente por causa da Elite, e não tem nada a princípio. Trombose, Endometriose, nada, pode ter sido só um episódio aleatório.

  — Obrigada pela ajuda, Sakura — fala de levantando — Você me leva lá? — pergunta e ela concorda o direcionando aos quartos e chegando lá ela estava na cama, apenas com aparelho de medição. Estava ainda com os olhos fechados — Ela chegou a acordar?

  — Não, ela perdeu bastante sangue, mas não algo para repor. Deve estar apenas com ferro baixo, coletamos sangue — diz levando as mãos ao cabelo loiro da amiga e suspirando — Espero que ela lide bem — fala baixo — Vou conversar na portaria e bater minha digital, não estava em dia de atendimento — diz indo em direção a porta — Quer que eu busque roupas para ela? — pergunta o fazendo negar.

  — Não é viável entrar lá em casa agora sem ser com nosso rosto — diz baixinho se sentando ao lado da esposa — Quando ela acordar resolvemos — diz ouvindo a porta se fechar e arriscando pegar a mão dela, passando os dedos na aliança e a beijando. 

  Shikamaru estava cansado mentalmente, com a cabeça maquinando mil coisas e estava fisicamente cansado. Deita a cabeça na beirada da cama e sente um cansaço tomar conta aos poucos.

  — Shikamaru? — ouve baixinho, sentindo mãos em sua cabeça. Ele primeiro fica em alerta, mas antes de reagir reconhece a voz e apenas abre os olhos.

  — Está tudo bem? — diz se levantando e lhe segurando a mão — Está sentindo alguma coisa? — pergunta a fazendo negar com a cabeça e ele suspira.

  — O que aconteceu? — pergunta baixinho e ele suspira, não sabendo se deveria contar ou deixar com que uma médica lhe dissesse.

  — Vou chamar a Sakura, é melhor — diz saindo do quarto e indo até a recepção correndo. Dentro do quarto Temari avaliava o que tinha acontecido. Estava sentindo uma cólica diferente, mas não acreditava ter sido nada grandioso a se ir ao hospital. Até que chegou em casa e ao levantar do carro, sentiu a visão escurecer e pensou ser por conta da fome. Foi na cozinha tomar um remédio para cólica, quando sentiu sua roupa úmida, e ver sangue. Ao olhar para baixo sentiu vertigem antes que pudesse pedir ajuda para qualquer pessoa. Seu pensamento é cortado por Sakura e outro médico entrando na sala, logo o esposo sentando ao seu lado e dando um sorriso fraco.

  — Ficamos felizes que tenha acordado, como está se sentindo? — pergunta o médico olhando para o maquinário e anotando o que via.

  — Pouco fraca, e minha cabeça dói — diz baixinho colocando a mão no estômago — E fome, tô com bastante fome — diz fazendo o médico rir r concordar.

  — Bom, senhora Nara, o que aconteceu foi um aborto espontâneo — diz com calma a fazendo se esforçar para ouvir de novo.

  — Como? 

  — Um aborto espontâneo, e acredito que realmente não sabia da gravidez — concluiu a fazendo negar com a cabeça e olhar para o esposo — Seu esposo disse que você usa o implante, ele já acabou o prazo, muito provavelmente, já que é um dos mais seguros em relação a concepção.

  — No início do mês, eu tive de desmarcar a consulta de troca porque tive um compromisso— a voz dela vai morrendo aos poucos encarando o médico e logo as próprias mãos — Como isso aconteceu? — pergunta a si mesma baixinho e a amiga a interrompe.

  — Temari, pode ter sido só um evento isolado. A cada dez grávidas duas abortam, não é tão difícil assim — diz chegando mais perto e ela concorda levantando os olhos — a gente faz alguns exames, mas acredito mesmo que tenha sido só um evento aleatório — diz com convicção fazendo a amiga sorrir e concordar.

  — Obrigada — fala baixo sorrindo fraco, fazendo a amiga sorrir de volta.

  — Se estiverem procurando engravidar, diria para dar um espaço de quinze dias antes de tentarem de novo, apenas por questão emocional — diz finalizando — E precisa comer bastante para repor ferro, certo? — diz e ela concorda — muito bem, estão liberados — concluiu entregando a prancheta a Sakura e saindo da sala, deixando os três alí.

  — Eu vou em casa buscar roupas para você, tá em modo vigilância — fala baixinho e ela o encara curiosa — Eu nao sabia o que tinha acontecido, amor — responde e ela levanta as sombrancelha concordando — Ja volto — diz dando um beijo ao topo da cabeça e saindo do quarto, logo restando apenas as duas amigas se olhando.

  — Eu não sei o que pensar — fala baixinho encolhendo as pernas — Eu não sabia que estava grávida, eu não tinha nem noção e você sabe de quanto tempo?

  — Uma semana ou duas — diz baixinho e ela concorda — Olha, Tema, tá tudo bem se sentir desapego, você não sabia — diz deixando a prancheta em cima da cama e se sentando ao lado da amiga — Não se sinta fria ou com medo, é normal.

  — Mas ainda sim estou assustada — sussurra e ela concorda se inclinando e abraçando amiga — E se não for só um evento aleatório — fala baixinho e a amiga se afasta.

  — Bom, infertilidade não é, você consegue ter o nenem, diferente da Hinata que tem de fazer todo aquele procedimento caro e demorado — fala baixinho ajeitando o cabelo dela — a gente vai fazer dar certo, a gente se ajuda, está bem? — fala rindo e ela concorda, sentindo o olhar marejar — decidimos tentar juntas, então teremos filhos amigos — finaliza a fazendo sorrir e a abraçar de novo e suspirar. 

  As garotas conversam baixo, com sussurros e Shikamaru ouve pouco antes de entrar. Ficou tranquilo em saber que ela tinha reagido de maneira tranquila. Entra devagar no quarto, estendendo uma sacola de papel a esposa que agradece.

  — Vou dar um espaço a vocês — diz baixinho. Shikamaru estende a chave do carro a ela, que pega e sai da sala.

  — Como está se sentindo? — pergunta baixo se aproximando.

  — Não sei, e você? — pergunta e ele apenas nega com a cabeça, ele também não sabia — Eu ainda quero, quero ter uma família — fala com convicção fazendo o esposo sorrir fraco 

  — Eu também — diz se aproximando e deixando um selar nos lábios — Vamos fazer isso juntos.

  — Não conseguiria sozinha de qualquer jeito, preciso disso aqui — diz apontando fazendo Shikamaru bufar.

  — Troque de roupa, vou chamar um taxi— fala a fazendo rindo fraco e se levantar, agradecendo por dentro o quebra de gelo.



                     —

  

 Dois meses depois Temari havia feito o teste e deu positivo. Estava grávida e dessa vez com total noção disso. Ao contar ao esposo ficou tão feliz quanto ela e passaram então a zelar e tomar todo o cuidado para que dessa vez desse certo. Temari estava com seis semanas e aí decidiram contar aos sogros, que ficaram animados, tão contentes por eles. Começaram a planejar mil coisas, festas de primeiros anos e onde ele iria estudar. Nomes se fosse garota e tais outros se fosse menino. A festa durou uma semana, e quando decidiu contar aos irmãos então foi outra festa. 

  — Boa noite amor — disse chegando em casa, encontrando a esposa debruçada sobre os livros com anotações do lado — O que é isso?

  — Um curso que estou pensando de fazer, estou vendo a grade ainda — diz parando o que fazia e o encarando, o vendo rir bobo — O que foi? 

  — As vezes penso que a gente vai ter mais uma pessoa pra eu dar boa noite e fico feliz — fala rindo a fazendo rir também, logo se conter e levar as mãos ao ventre — Vou fazer janta, quer algo? 

  — Não, estou bem — diz sorrindo voltando aos livros e focando ao que fazia. Aos poucos sente o cheiro dos temperos no ar e sente o estômago ronronar. Se forçando a levantar, agarrar os papéis que lia e ir se sentar no balcão da cozinha — Como foi hoje?  

  — Foi bom, é bom sair de lá sabendo que o dia está resolvido, foi produtivo hoje — comenta picando a carne — e você?

  — Fiz alguns exercícios — diz devagar o vendo se virar e a encarar sério — exercícios leves, fui na faculdade, dei minhas aulas da tarde, arrumei a cozinha e tomei um banho. Comecei a ler aquilo ali e você chegou.

  — Já conversamos sobre isso, marcou o ginecologista? — pergunta voltando para o fogão 

  — Sim, vou na semana que vem — diz o encarando — quer ajuda com a salada? — pergunta e ele concorda e assim começando a cortar as frutas em cortes pequenos e simétricos. Pouco tempo depois se sentaram no balcão e jantaram, conversando sobre o dia e trivialidades. 

  — A louça é sua, madame — diz se levantando e colocando a louça na pia. Ao Temari fazer a mesma coisa ela para por um segundo e geme de dor — Amor, para, não adianta dar essa desculpa, o nenem não tá tão grande assim pra pesar — diz rindo virando de costas e colocando o resto das vasilhas na pia. Ao se virar e ver a esposa na mesma posição com os olhos arregalados e marejados ele se desespera.

  

  — Não, não não não — diz abraçando a barriga e logo Shikamaru entende que não era brincadeira — É a mesma coisa — diz gemendo de dor, o fazendo se desesperar a apoiar ela no braço. 


  — Vem, entra no carro — Fala nervoso e ela se apoia nele enquanto repetia " não, não, por favor" — vem amor — dizia trêmulo, a colocando no banco e correndo para a outra porta, ligando o carro e dando partida o mais rápido que conseguia fazendo o caminho do hospital da maneira mais eficiente possível com uma mão, enquanto a outra era esmagada junto com uma súplica de Temari.

  Ao chegar no hospital ela foi socorrida e assistida, mas infelizmente não havia o que fazer.

  — Não há batimentos, eu sinto muito — diz a médica do ultrassom, fazendo com que Temari se desabasse completamente escondendo o rosto com as mãos e deitando a cabeça para trás cama — Vou dar um espaço para vocês — disse por último saindo do quarto, fazendo assim Shikamaru com os olhos marejados sentado ao lado da esposa a chamasse.

  — É culpa minha, eu fiz exercícios, eu carreguei a compra e-— dizia listando esforços e exercícios mínimos, ele sabia que não era isso — Me desculpa, eu matei nossa filho — fala o fazendo sentir completamente sem fala, imediatamente puxa as mãos que escondiam do rosto dela, a fazendo olhar para ele.

  — Não é culpa sua, você não matou nada, amor — fala baixo, sentindo lágrimas escorrerem no próprio rosto — Está tudo bem, as vezes não era para ser agora — diz se esforçando para acreditar nas próprias palavras.

  — Eu deveria ter ido na ginecológica antes, é culpa minha ter querido ir naquela, poderia ter conseguido um horário mais fácil em outro lugar, eu quem- — tenta falar, mas simplesmente não consegue mais raciocinar.

  — Para, por favor, para — diz com a voz cortando — Não é culpa sua — diz baixinho a abraçando forte, a fazendo chorar mais ainda — Vamos dar um tempo, disso, está bem? — fala baixinho, a abraçando forte, afundando a cabeça no pescoço dela enquanto a ouvia chorar e concordar. 

  Aquele talvez tenha sido um dos piores dias da vida dos dois. A pior parte foi contar a família o que tinha acontecido, Temari contava com uma vergonha e uma culpa absurda, como se nunca superasse de fato o que aconteceu. Ela se sentia insuficiência e estava acabando por se afastar um pouco de todos, mais, principalmente, do próprio esposo. Shikamaru não sabia bem o que fazer, ele a incentivava a conversar, a ir no psicólogo, mas no fundo se sentia impotente a depender dela se entender com ela mesma. Ele não podia a alcançar.

  — Podem entrar — a secretária diz, fazendo os dois se levantarem e irem ao consultório.

  — Bom dia família Nara — diz o médico de maneira alegre fazendo os dois sorrirem fraco e se sentarem — Fizeram todos os exames? — pergunta os fazendo concordar e Temari puxar uma pasta de exames que tinha feito. 

  Havia passado pouco mais de dois meses e meio desde o ocorrido e aos poucos se sentia mais confortável a entender o que estava acontecendo.

  — Certo, o senhor chegou a ir em um andrologista? — pergunta e Shikamaru concorda — Nenhuma alteração?

  — Não — diz procurando as mãos da esposa, que mais uma vez sentia todo o peso de ser culpa dela.


 (gente entendam que o que eu disse foi pesquisado e lido por mim. Interpretado como consegui e com certeza fantasiado. Não sou médica ou especialista, não usem isso como baseamento médico ou especialista. As associações com o acidente com certeza são fantasias, é muito difícil pesquisar coisas específicas no google :( )


  — Vamos lá, vamos ver isso então — disse puxando os exames, fazendo Temari manter os olhos atentos a qualquer movimento do médico e fez com que o esposo tivesse os olhos atentos a ela a todos os momentos — Bom, parece que o principal problema foi as suas taxas de hormônio não se regularam a gravidez, isso pode ter sido um grande fator, e o outro é a possibilidade de Insuficiência istmocervical. 

  — O que é isso? — Temari fala, quase em desespero depois ouvir um nome tão difícil que nunca tinha ouvido antes.

  — Como se fossem lesões no útero, e você ainda parece ter algumas provocadas, além do que já vi — disse encarando mais de perto, fazendo Shikamaru entender na hora e se lembrar de tudo o que aconteceu, das coisas que tinha lido no diário do médico que a atendeu, nas filmagens e em coisas que nunca entenderia. Nenhum dos dois nunca saberia até que parte chegaram — Você teve algum trauma, acidente ou algo assim?

  — Ah, sim — diz baixo abraçando a própria barriga.

  — Pode estar ligada a isso, é como se seu útero não suportasse o peso de uma possível gravidez, infelizes a gente só consegue descobrir isso depois de uma gravidez interrompida — diz com pesar — o aborto espontâneo ainda é uma coisa muito ampla para ser estudada e pesquisada — disse voltando o olhar para os documentos — Ovular, você ovula, tudo perfeito. Pode ser também uma má formação que seguiu ao aborto, não temos como saber — conclui fazendo o casal concordar — pode ser também estresse ou estresse pós traumático, um dos motivos pode ser o aumento do nivel de cortisol, aumenta a pressão sanguínea e assim vai, algum trauma emocional que desperta gatilhos pesados pode estar dentro do hormonal. 

  — Então o que eu faço — diz já desanimada de tudo que ouviu.

  — Se for Insuficiência istmocervical podemos dar um ponto no colo do seu útero para que ele não ceda, mas aí é importante o ginecologista estar no dia do parto, se for taxa hormonal precisamos regular eles a partir da fecundação e se tiver ligado a estresse pós traumático preciso saber do seu histórico de psiquiatra.

  — E se for os três? — pergunta baixo fazendo o médico o encarar e rir fraco.

  — Vai ser difícil, mas não impossível — fala os encorajando — vocês vieram com a indicação da Uzumaki, certo? Ela me deixou espaço e pediu para comparar os casos se fosse necessário — diz puxando os exames para si de novo — Em simples linguagem é como se ela nao pudesse ter o bebê, fecundar, está ligado a isso. É o mais difícil, o mais trabalhoso e beira do impossível. Você já tem meio caminho andado, sabe? A Uzumaki faz tratamento há três anos para conseguir um possível resultado agora, vamos trabalhar devagar e com cuidado, sem pressa.

  Um pouco sem saber o que fazer eles finalizam a consulta, saindo de lá pouco mais destruída, pouco mais cansada.


Notas Finais


Sugestões para próximos capítulos abertas!!


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