História Nossa Liberdade. O Mistério Da Vida - Capítulo 8


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Categorias Bruno Mars
Personagens Bruno Mars, Personagens Originais
Tags Câncer Infantil, Drama, Esquizofrenia, Preconceito, Racismo, Romance
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Palavras 3.394
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela
Avisos: Álcool, Drogas, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 8 - Come Back


 

 

A adversidade é como um vento forte. Leva tudo de nós mas as coisas não retornam, assim nos vemos como realmente somos.

Arthur Golden

 

 

Já percebeu que fazemos escolhas todos os dias?  Sejam grandes ou minúsculas ? Escolhemos se levantamos ou não da cama, muito embora algumas vezes seja obrigado, escolhemos as roupas que vamos usar,  e como vamos tornar nosso dia diferente, ou, então, em determinado momento optamos por arriscar  percorrer um caminho diferente.

 

— Eu quero do começo. — Franzi os olhos sentindo minha cabeça fervilhar mais uma vez enquanto ando em círculos na cabine de som, com os fones gigantes no pescoço e o microfone diante de mim assim como o vidro enorme.  — Ou melhor, vamos começar do zero.

— Bruno, cara isso tá ótimo. – Trouxe a cabeça de um lado para o outro veementemente assim que sua voz ressoou na cabine.

—Pra mim não ta, tem algo faltando. — Torcendo a boca. Negei inúmeras vezes, não importa quantas vezes eu escutasse algo ou mil pessoas dizerem que estava bom, se eu mesmo não achar, eu faço, refaço, rerrefaço... mas meu problema não era bem a musica. — Eu vou pra casa. —Me dei por vencido embora frustrado.

— O que você tem? — Meu amigo me encara por trás dos seus óculos de grau com toda a desconfiança enquanto eu fitei o chão como se fosse a coisa mais espetacular do mundo. — Você esta horrível. — Cruzou os braços ao sentar no sofá.

— Eu sei tá legal? Me deixa. — Olhei para as paredes e coloquei os braços em torno do sofá tentando esvaziar a mente.

— Alto lá, me deixa coisa nenhuma. — Revirei o rosto quando meu amigo negou de imediato. — Ainda é por tudo que esta acontecendo?

— Adiantaria dizer que não? — Questionei retoricamente. E meu silencio é a sua resposta. — Eu não queria me sentir afetado com isso. — Passo as mãos no rosto enquanto apertei os lábios. — Mas não dá.

— Eu ficaria surpreso se você conseguisse essa proeza. — Olhando para o nada, concordei.

− Esta pensando em que?

− Pensando como tudo isso aconteceu.

− Não tem o que pensar cara, é a família dela.

− Eu sei, eu sei. só não esperava que acontecesse isso.

− Já tentou falar com ela?

− Não.

− Deveria.

− Por que? Será que faltou ouvir mais alguma coisa?

− Foi ela que se dirigiu a voce daquele jeito?

− Não, mas... só não sei o que dizer.

− Você gosta dessa mulher?

− Eu não sei.

− Porque se não gostasse não ficaria chateado com o que ouviu, ficaria revoltado. – Isso ficou martelando na minha cabeça os dias em que não nos vimos.

 

Impressionante saber que pessoas assim ainda existem.

 

 

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A única luz que adentrava era a luminescência dos trovoes violentos faziam as sombras no meu rosto ganharem forma enquanto eu encarava minhas mãos diante a enorme estrutura de vidro coberto de tinta e prata era possível ver uma replica minha.

 

Da vidraçaria pra fora, a fúria da natureza com ventania e chuviscos unidos e rompantes eram uma triste coincidência de como eu estava diante daquele espelho.

 

Pela primeira vez, encarei meu reflexo sem saber o que eu me tornei, pela primeira vez, o nojo pelo que me cercava me consumiu como um componente inflamável , cheguei a duvidar de quem eu chegaria a ser. Porque pela primeira vez,  eu comparei o certo e o errado sem poder fechar os olhos com a fatídica realidade.

Doía ver, mas era a verdade.

 

 

O silencio pairou na mesa – e mesmo tentando comer – o máximo que consegui ingerir foi um copo de suco de uva. Abandonei o copo ainda pelo meio e os ovos que não havia se quer tocado quando joguei o lenço.

− Filha, não vai comer nem um pouco? – Sabia que os olhos da minha pobre mãe me seguiam mas nem me dei ao trabalho de me dirigir a ela.

 

Subi imediatamente.

Busquei o casaco mais quentinho e confortável que encontrasse, passeio pelos ombros antes de agarrar alguns livros e a chave do meu carro.

− Onde vai? – Passei pela sala, talvez eu nunca tivesse descido as escadas antes como naquele momento. – Eu falei com voce, Agatha! – Já estava na garagem quando ela espremeu meu braço com força. – Vai vê-lo, não vai?

− Me solta! – Minha voz correu por entre os carros. – Agora!

− Você não vai...

− A onda? Eu sinceramente não vejo necessidade de dizer o que quer que seja. Bom dia. – Me aproximei bem do seu rosto. – Mae.

Rapidamente, joguei tudo que tinha no banco de trás do carro antes de sair.

 

Graças que o inverno californiano não é tão agressivo como o Alaska ou New York, não tive dificuldade nas ruas recorrendo ao meu refúgio.

 

Do contrario do falso conforto da minha casa, havia uma paz genuína ali.

 

Terminei de ler pra ela e ela, como me conhecia bem, sabia que algo estava errado.

− Como vai Agatha? – Por trás dos óculos delicados havia uma senhora muito fofa que ficava muito na varanda, quando eu ia, antes de fazer o que sempre fazia, conversávamos.

− Nada bem vó.

− O que houve, querida? – Imediatamente, segurou minha mão, o vento esvoaçava alguns fios dos seus cabelos esbranquiçados

− Eu me envolvi com uma pessoa. E meus pais não ... – Contei a ela tudo que me afligia e atenciosamente ela me ouvia. Havia outros alem de nós,

Sempre que vinha nesse lugar, me divertia com as estórias de todos, eu era uma das raras pessoas que os visitavam. Gostava de vir pra me distrair, ou também para faze-los companhia nem que fosse por um instante.

− Querida, escute. – Agraciou minha mao com delicadeza. – Não sabe o quão feliz eu fico em saber que você finalmente pode ver o que nossa família é.

− Você não esta brava por... – Estava espantada.

− Querida, sabe por que estou aqui? Por que raramente meu filho vem me ver?

− Não, sempre que pergunto ele muda de assunto ou, não responde minhas perguntas.

− Pois bem, eu vou explicar. Há uns anos, quando o seu avô ainda era vivo. Acabei me envolvendo com ele e tudo ia bem, brigávamos sim mas, no fim eram por coisas pequenas e tudo resolvia-se. Apesar de termos nos casado havia coisas nele que eu não apoiava mas era obrigada a guardar para mim.

− Por que vó?

− Porque era assim filha, não podíamos opinar ou o que fosse, entre outras coisas, pontos assim sempre acabava em brigas que resultavam em ereções muitas vezes físicas.

− Físicas?

− Vê isso? – Arregaçou vagarosamente a manga do casaco revelando uma marca quase apagada. Franzi os olhos. – isso é uma queimadura de cigarro.

− Cigarro?

− Se eu soubesse que era daquele jeito... teria feito tudo diferente... diferente.

− Por que meu pai ficou desse jeito?

− Meu marido passou tudo que sabia para ele. Incluindo essas heranças ruins; contaminando a sua mãe. Sempre me rejeitaram pelo que eu acreditava.

− Mas é tão... injusto.

− É sim, fiquei resinosa de você ficar assim. Voce o ama?

− Amor? Vovó, é muito cedo pra pensar em...

− Amor, significa mais do que isso. Você acha que é algo pelo qual vale a pena lutar contra tudo o que você veio adquirindo; ninguém sabe disso, mas, no meio dessa farsa que era aquele casamento, eu me envolvi com alguém... alguém que eu não deveria se quer falar.

− Quem?

− Bill Keny. Um amigo que eu tinha. Ele ia contra tudo o que era aceitável.

− Negro? – Ela acenou devagar.

− Então uma noite, ele e eu acabamos... bem, voce sabe, perdi a liberdade, e as torturas psicológica e fisicamente aumentaram. Eramos casados unicamente para fachada. Até que ele morreu e eu vim parar aqui porque ninguém quer um peso morto.

− Você não é...

− O que importa é que você tem a chance de fazer o que eu não fiz. Faça o que seu coração achar melhor. Faça porque você sente que pe certo. Não deixe ninguém dominar você.

 

Estava em choque sim. Mas sai daquele lugar determinada, sabendo exatamente o que queria fazer.

 

 

− Posso falar com você? – Em outros tempos eu com certeza espremeria a bolsinha de couro contra as mãos no momento em que ele abriu a porta Até me deu passagem, mas não disse absolutamente nada. – Mas não aqui, sera que podemos conversar em outro lugar?

− Como sabe onde eu moro?

− Como eu já disse, tenho meus contatos. – Dei um sorriso tímido. – Por favor?

 

 

 

O movimento no restaurante era fraco. Perfeito pra uma conversa definitiva. O silencio não era constrangedor ou algo do tipo. Só não sabia exatamente por onde começar.

 

A garota já aparentava ser consumida pelo nervosismo mesmo que ele sequer tenha notado sua presença. Ergui o rosto e ele olhou sob o ombro ai sim, notando sua presença.

 

− Oi.

− Ai meu Deus? – Isso me lembrou aquele dia no avião. – Eu não acredito.

− Qual o seu nome?

− Mackenzie. Isso é muito surreal. – Sorriu nervosamente. − Há um tempo atrás,  eu acabei abandonando tudo que gostava de fazer. E tive um problema grave de saúde. Mas no inicio do ano, antes de tudo isso acontecer, eu... – Deu um sorriso envergonhado. –Conheci seu trabalho.

− O que você tem?

− Depressão. Mas mesmo qualquer um que passasse pela mesma situação que eu diria que aquele ano era o seu pior. Mas pra mim não. – Era possível notar seus olhos piscando mais que o normal. Aquilo chamou a minha atenção, me questionei como que isso era possível. Mas com o tempo apenas compreendi que é algo forte, genuíno e avassalador pra elas. Que sua presença mesmo que só sua mera existência basta. – Mesmo que indiretamente, fez grande diferença pra minha vida. E um dia eu disse que se pudesse te agradeceria pessoalmente. Ela chorava copiosamente enquanto o abraçava, era visível também a sua emoção quando se soltaram. − Obrigada, por tudo o que voce fez, mesmo sem ter ideia. – Ele parecia sem saber como fazer.

− Eu posso tirar, − A garota, ainda com o vermelho cobrindo o seu nariz e bochechas, brilhou os olhos cobertos pelas lagrimas pra mim. Mal conseguia segurar o celular entre as tremulas mãos. – Sei que o Bruno mesmo pode tirar mas...

− Por favor? – Surpresa, ela me encarou.

− Claro. – Levantei da mesa prontamente. – Licença. – Se colocou ao lado dele antes de se despedir de nós.

− Não se sinta ameaçada por elas.

− E nao sinto. – Espremi os ombros, por outro lado, o castanho dos seus olhos me fitavam no nível da sobrancelha com cara. “Serio? Acredito” sorri entregando a verdade. – Ta bom, as vezes.

− Obrigado. – As covinhas apareceram nas suas lindas bochechas.

− Eu não tenho palavras pra pedir desculpas pelo que meu pai fez, − Seus olhos firmes me queimavam. – porque ele não pediria... Mas eu me senti mau com tudo o que aconteceu.

− Agatha. – Desanimado, cobriu a boca e virou o que restava dentro do copo de uma vez só antes de abandona-lo numa mesinha próxima.

− Me ouve por favor. – Dava pra ver que esses últimos dias também não fizeram bem algum a ele. tinha olheiras enormes, cabelos volumosamente lindos e barba por fazer e uma escuridão incomum nos olhos. – Eu respeitarei se voce quiser um tempo pra pensa, embora não tenhamos nada. –. ele, por sua vez, permaneceu quieto.− Como eu disse não tem palavras que justifique o que meu pai fez. Dias atrás eu não teria tido coragem se quer pra olhar pra você. E eu tinha desistido de tentar vir até aqui. Deixar que coisas como aquelas passassem em branco sem fazer nada me fez sentir a pior pessoa do mundo. E, eu vou entender se nunca mais você quiser me ver, − Abaixei o olhar um instante. – mas eu preciso saber se...

−Agatha. Você seria capaz de ir contra tudo o que seus pais acreditam, mesmo que sejam... voce sabe, por minha causa?

− Eu sei que tudo aquilo que eu ouvi não é nada confortável e nem o que eu acredito. Nao quero parecer egoísta ou coisa assim, mas... questionar essa situação talvez seja quem eu seja. Ir contra tudo isso. – Cobriu minha mao com a sua. – Não quero ser esse tipo de pessoa. – Sua testa já tocava a minha quando sussurrei contra o seu rosto, e seu nariz já tocava no meu. Me fazendo rir. Havia doçura na textura dos seus labios de encontro aos meus de forma delicada, sutil e suave.

− Por acaso a algo mais que eu precise saber ? – Sorri contra suas bochechas.

− Hum. – Mordisquei o canto do lábio. – Eu prefiro mostrar do que contar. Sinto muito. – Ergui as mãos.

− Mas nada prejudicial a minha vida pelo menos? – Fiz uma careta e mesmo levando na esportiva, sabia que era mais do que uma piada.

− Não, nada com o que se preocupar. – Sorri. E entrei na brincadeira. – Mas e eu ?

− Você o que?

− Tenho com o que me preocupar?  − Ele, por sua vez, expos aquele mesmo sorriso de quando nos conhecemos naquele voo.

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− Já chegamos? – Pergunto ainda um pouco sonolenta. – Acabei dormindo. Tinha tomado um remédio pra acalma a maldita cólica quando capotei no seu colo.

− Não, falta 3h ainda. pode dormir mais se quiser. – Aspiro o seu delicioso perfume com profundidade enquanto o pulsar por tras do seu peito faz um ritmo contra minha mão sob sua camisa.

− Não tenho sono, foi o suficiente. – Me coloca sentada com uma perna de cada lado no seu colo e subitamente “tranco os pulmões” com as mãos nos seus ombros.

− O que tá fazendo? – Pergunto de olhos franzidos. Mas não com reprovação.

− Queria terminar nossa viagem em grande estilo. Só isso. – O seu simples sussurrar contra a curva do meu pescoço me faz despertar imediatamente. Seus labios tecem um caminho descriminado em busca dos meus. Causando cocegas deliciosas.

 

Me sento rapidamente no assento ao lado quando meu telefone toca repentinamente.

− Quando vão chegar? – Me estico no estofado macio com uma perna dobrada e a outra esticada, e querendo se acomodar,

− O quanto antes. – Sua palma viaja no que sei que é um falso caminho de despretensão por minha pele.

− Nós conversamos. – Nem mesmo a rara seriedade da minha amiga tirou a minha atenção das suas mãos quando adentra a fenda em minhas pernas.

− Pessoalmente? – Consigo questionar lutando comigo mesma pra não falhar miseravelmente.

− Não. chegou hoje pela manhã. Me disse que nos veríamos em breve. – As pontas dos seus dedos “pincelam” o tecido contra minha epiderme antes de puxar com cuidado para o lado.

− Já sabe, − Engulo o que a dentro da minha boca mesmo que seja vento quando seu divertimento inicia. – o que fazer?

− Eu quero colocar os pontos nos Is, sabe?  O que tiver pra ser, será. – Confirmo ainda que jogue os lábios um contra o outro o que quer que queira escapar pela minha boca. Incrível. Parece que a cólica que me afligia momentos atrás desaparecesse como magica, como vapor no ar.

Enquanto percorre dentro de mim com simples gestos estou quase entrando em colapso enquanto sou consumida por uma febre ainda que seus beijos estejam apenas percorrendo meu pescoço.

− Sabe que independentemente, eu vou estar do seu lado né? – Ela certamente sorri.

− Isso que me conforta. Agatha. Voce e a minha família nunca foram do contra quanto a isso.

− Isso é bom Helena. – Apenas o encaro pelo canto do olho. “o que eu faço com voce?”

− Eu vou indo. Até mais.

− Até breve. – Já sinto a cabeça girar.

− O que eu faço com voce? – Murmuro ao ter suas mãos firmadas nos meu joelhos. Tendo como resposta um murmuro incompreensível.  − Ah B.P.– Agarro firmemente uma boa quantidade do seu cabelo enquanto que o brincar de sua língua me faz arquear. – Voce tá me enlouquecendo.

 

 

 

 

 

− Não vai comer nada antes de sair? – Me encara com as sobrancelhas erguidas.

− Não. eu já tó de saída. – Puxo o zíper pra fechar a bota de couro preta que ia até os meus joelhos cobertos pela calça jeans, acerto o cinto tendo seus olhos me vigiando como um gavião vigia sua presa encostado na cabeceira da cama.

− Não é bom fazer isso. – Adverte. Eu ajeito um coque no cabelo.

− Eu sei. – Dou meia volta, e quando chego na cama, espalmo as mãos sob as cobertas sabendo que os botões lhe da a visão do que tem embaixo dela enquanto engatinho pela cama por entre suas pernas. Como não havia passado batom ainda não vi problemas em dar um beijo de bom dia encostando seu peito exposto na minha blusa branca. – Eu vou indo. – Digo quando o beijo começa a aprofundar e suas mãos brincam com os botões.

− Agora? – Parecia um bebe.

− Agora sim. – Sorrio.

− Ah, Agatha. Eu já ia esquecendo, tenho uma coisa pra voce. −  Abre uma das gavetas tirando de lá uma caixa preta aveludada.

− O que é isso?

− Abra. – Fiquei surpresa quando vi o que era. – Gostou?

− Eu adorei. – Ainda deixo suspenso no ar por um momento. – Coloca pra mim?

− Claro. – Puxo o cabelo para o lado deixando meu pescoço livre e pelo espelho vejo como combinou com o meu look.

− Ficou mais linda.

− Obrigada. – O beijo no meu pescoço fez meus poucos pelos arrepiarem.

− Bom dia.

− Bom dia. – Sorrimos um para o outro antes de eu agarrar as minhas coisas e sair.

 

 

 

− Ei! – Assim como ela, eu a cerco em um abraço amistoso e cheio de saudades. – A primeira dama resolveu lembrar dos amigos? Voce ta linda. – Me olhou de cima a baixo.

− Negativo, eu nunca esqueci de ninguém. – Adverti falsamente. – Eu não consigo ficar em casa olhando para as paredes.

−Chegaram quando? – Ela e eu começamos a caminhar.

− Ah no sábado. Foi incrível antes que pergunte.

− Não. não ia perguntar. – Eu olho ela pelo canto do olho. – Ta legal eu ia sim.

− Muito trabalho por aqui?

− Imagina, tem sido moleza. – Encolho os ombros.

− Serio?

− Sim, tudo numa boa. – Eu sorrio admirando a minha amiga. – Mas e voce, como vai?

− Eu tenho um compromisso hoje a noite. – Esbugalho os olhos pra ela. – Que foi?

− Você não me contou.

− Você tava em outro pais em lua de mel com o príncipe do Havaí, eu não quis atrapalhar. E olha isso...

− Eu ganhei hoje de manhã antes de sair. – O ouro  em formato de medalhão em um circulo com a letra A reluz na sua mão.

− Bom gosto.

− Foi por isso que ele casou comigo. – Sorrimos.

 

O restante do dia foi cheio de trabalho em meio as felicitações pelo meu casamento me senti estranha o dia todo, até o café começou a voltar, o que é raro. Em meio uma delas, notei o quão mudado meu amigo/ex esta mudado.

− Foram tantas felicitações que quase não consigo falar com você.

− Bobo.

− Você esta mais bonita.

− Eu disse o mesmo a ela. – Helena passa por nós

− É impressão de voce. – Eu coro.

− É serio. Voce esta mais diferente. – Theo acrescenta. 

− Isso é bom. É sempre bom evoluir.

− Tenho um plano B se não aceitarem as ideias na reunião de amanhã.

− Ah é sempre bom ter o alfabeto todo de reserva nessas horas. O importante é todo mundo concordar

− Olha só o que chegou! – Lívinia, a secretaria do estúdio adentra a sala com um enorme buque em mãos.

− Quem mandou? – Meu coração palpita de emoção.

− Não sei mas não tem nada ameaçador nele. – O vidro preto da mesa ilustra os cravos purpura com perfeição.

− Olha só isso, − Minha amiga se junta a mim. – menos de 24h e ele já manda flores?

− Não tem cartão. – Digo ao verificar melhor as flores, modéstia a parte estão lindas.

− Vai ver foi o Bruno. – Helena sugere com o indicador no rosto. – Pergunta pra ele quando chegar em casa.

− Vou agradecer quando chegar em casa. – Coloco as mãos na cintura e um sorriso bobo no rosto.

 

Não importa a cor quando duas mão estão juntas projetando a mesma sombra.

Martin Luther King



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