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História Nossa Música - Capítulo 10


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Capítulo 10 - Apenas uma companhia


Estava um dia lindo, diferente dos dias anteriores. Estava quente e com um clima agradável, Chiara veio me buscar em casa um pouco mais cedo.

– Está motorizada! – Eu disse indo em sua direção e dando um abraço.

– Bonito né? É do meu amigo do restaurante! Ele me emprestou.

– Gostei da cor, preto combina com tudo.

– Como está você? – Disse abrindo a porta do carro pra mim.

– Estou bem! Tirando a parte de ficar sem fazer nada o dia todo morrendo de tédio! E você?

– Estou ótima! Acho que estamos ao contrário, queria um pouco de tédio na minha vida, não estou tendo tempo nem pra isso, pensei que as coisas seriam menos corridas. – Disse adentrando no carro.

– Você tá linda! Então, onde vamos?

– Você também está! Primeiro vamos passar na casa de um amigo meu, depois vamos para o cinema juntos.

Foi um balde de água fria, eu tímida do jeito que sou e ela iria chamar outra pessoa para ir também, deveria ter falado antes. Eu pensando que seria só nós, fiquei chateada mas tentei não transparecer que estava, sorri.

– Está bem! – Eu disse sorrindo de leve.

Fomos conversando no meio do caminho e ela contando que tinha conhecido esse tal rapaz no trabalho e que tinham combinado de saírem. Eu pelo jeito iria de vela no encontro dos pombinhos, eu só me meto em roubada mesmo.

– Chegamos, espera aqui, logo volto!

Assenti e fiquei esperando e observando o movimento da cidade, quando olho, vinha um sujeito com ela, bem baixinho que no máximo, bem no máximo teria um metro e meio.

– Lisa, esse aqui é o Stevie, Stevie, essa é a Lisa.

– Oi! – Eu disse cumprimentando com um aperto de mão.

– Oi Lisa, prazer em conhecer você. – Disse me cumprimentando pelo banco de trás.

Saímos e os dois com o maior papo e eu apenas calada feito uma idiota, as vezes concordava e ria de certas conversas. Chegando ao cinema a Chiara estacionou e fomos para a fila.

Comprou 3 ingressos e o Stevie fez questão de pagar, menos mal pelo menos.

Comprei a pipoca e fomos para a última fileira, era um filme chamado a culpa é das estrelas, eu não sou muito fã de filmes assim mas até que gostei, prestei mais atenção no filme, evitava olhar para os dois, estava odiando aquela situação, queria ir embora, sair correndo. Definitivamente esse foi o pior passeio da minha vida, ao menos o filme me prendeu fazendo passar o tempo enquanto comia a pipoca.

Terminando o filme dei graças ao universo, saímos e fomos embora, Chiara me deixou em casa dando um abraço e me despedi do Stevie que passou para o banco da frente e sumiram de vista.

– Se divirtam! Grrr – Falei enquanto abria a porta olhando para o carro que ia embora.

Adentrei em casa e minha tia estava na sala vendo TV.

– Oi tia! Boa noite, você chegou que horas? – Falei dando um abraço nela e sentei no carpete da sala.

– Cheguei era umas 19 horas, como foi seu passeio?

– Horrível, fiquei de vela.

Minha tia caiu na gargalhada e eu fechei a cara e ela continuou rindo.

– Esses tipo de situação só acontece comigo tia! – Disse me deitando e rindo também.

– Tá com fome meu bem? Quer que eu faça algo? – Ela disse parando de rir.

– Não tia, obrigada. Estou sem fome.

– Estava só esperando você chegar mesmo, já estou indo pra cama. Amanhã às 6 da manhã já estou indo para o hospital.

Ela subiu e eu fiquei deitada no carpete olhando o finalzinho do filme que ela assistia. Peguei meu celular e mandei um boa noite para a Chiara, espero que tenha chego bem em casa, e pelo jeito chegou bem pois não respondeu mais àquela noite.

Subi para meu quarto, tirei minhas roupas e decidi tomar um banho, lavei meu cabelo, que já estava nos ombros. Escovei meus dentes, esperei secar um pouco enquanto escutava uma música e me veio no pensamento a Marina, queria estar conversando com ela nesse momento. Senti saudades. 

Decidi escrever algumas coisas no meu diário, sim eu tenho um. Não escrevo muito pois não sou tão criativa mas alguns detalhes eu tento inserir, ainda tinha pequenos fragmentos do acontecido aquele dia horrível que eu jamais queria reviver. Como deixei me envolver tanto, criar situações com a Anne que só estava em minha mente, eu nem sabia se gostava de mulher mas sabia que os homens não me chamavam a atenção. Acho que me deixei iludir muito, foi uma paixonite de adolescente burra, nesse momento ri de mim mesma, aí que idiota. Só eu mesma para confundir amizade com outra coisa, e que nem amizade era pelo jeito.

Com o cabelo mais seco eu fiz meu ritual padrão de toda noite ligar para minha mãe, conversei com ela que tinha saído e ela me perguntou se tinha gostado e eu disse que sim, menti mas do jeito que ela é, criaria caso. 

Deitei e fiquei com meus pensamentos, definitivamente mais um dia para esquecer.



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