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História Nossa Música - Capítulo 11


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Capítulo 11 - No ritmo do seu coração


Segunda feira foi chata e voltou aquele clima frio, não sabia que SP fazia tanto frio assim, era tarde já quando eu me arrumava para ir para o colégio. Chiara tinha dado sinal de vida mais cedo e minha tia como sempre estava no hospital. Tinha deixado meu cabelo solto dessa vez e coloquei uma jaqueta jeans preto junto com uma calça jeans preto e um coturno preto. Estava combinando com o dia.

Sai de casa já com com a mochila pronta para ir, olhei pra cima e estava um clima de chuva. Tranquei a casa e saí rumo ao colégio.

Já no colégio entrando na sala vejo Marina debruçada sobre a mesa, acho que ela estava tirando um cochilo, passei por ela e coloquei meus materiais na minha mesa e me sentei, e fiquei a observando, como ela era linda. Não é a toa que é cheia dos rolos.

Fui bem de leve com minha mão sobre o ombro dela e peguei bem devagarinho para não assustá-la, ela deu um arrepiou e se levantou se virando olhando e sorrindo para mim.

– Ei, nem te vi chegando, porque não me chamou?

– Acabei de chegar, demorei um pouquinho para te chamar, parecia está com um sono tão bom.

– Eu estava cochilando um pouco, hoje meu dia foi bem puxado, aquela sorveteria me mata. – Ela disse suspirando e encostando a cabeça na parede lateral.

– Esse povo é louco mesmo, até nesse frio saem louco para tomar sorvete. – Eu disse dando um leve riso.

– Não tem tempo ruim pra gordices, e Ual. Você veio Hoje pra matar em! – Disse me analisando.

– Que exagerada, é o meu estilo de sempre! Você que está linda. – Eu disse meio envergonhada com o elogio, mas gostando muito.

– Obrigada, sai de casa hoje correndo, tive que andar quase 40 minutos, hoje esqueci o dinheiro do ônibus, ando muito no mundo da lua mesmo.

– Nossa, você mora tão longe assim?

– Lá pelos lados da zona leste, sempre sai eu e meu irmão no mesmo horário, ele trabalha pela noite e chega só de manhã, desde que meu pai morreu as coisas complicaram por lá.

– Sinto muito por seu pai. – Eu disse segurando suas mãos e olhando nos seus olhos.

– Obrigada. – Ela disse estática olhando para mim. – Já faz dois anos, mas parece que foi ontem.

– Nem posso imaginar o que sente.

Nesse momento eu queria dar um abraço bem forte nela e dizer que aquele momento iria passar, não há mau que dure para sempre.

– Mas mudando de assunto, como foi seu fim de semana? Você disse que tinha compromisso, se divertiu?

– Ficar de vela enquanto um casal se pega do seu lado não é o meu conceito de diversão. – Eu disse revirando meus olhos e rindo.

– Nossa, deve ter sido péssimo. – Ela começou a rir também.

– Nem me lembre, foi um passeio pra nunca mais. Mas o filme até que estava legal.

– Pelo menos o filme estava bom, estou querendo ir ao cinema tambem, tem um novo filme que quero assistir. Mas sozinha não estou muito afim...

– Que filme você quer ver?

– A culpa é das estrelas! – Ela disse com os olhinhos brilhando.

– Ai, que fofa. – Eu disse rindo.

– Ai, para. – Ela disse fechando os olhos.

Eu já tinha assistido o filme mas por ela eu assistiria mais uma vez, com certeza sua companhia seria melhor que a anterior no cinema.

– Eu vou com você. – Eu disse com firmeza.

– Sério?

– Sério sério. – Eu disse com um leve sorriso nos lábios.

– Então que tal amanhã as 7 da noite?

– Mas amanhã temos aula. – Disse meio confusa.

– Mas podemos ir ao cinema invés de vir a aula! Nos encontramos aqui e daqui vamos para lá! – Ela disse firmemente.

– Posso pensar? Amanhã te respondo.

– Claro. Mas tenho 99% de certeza que você vai dizer sim!

Eu sorri e fiquei pensando. Estou sob os cuidados da minha tia e ela ficar sabendo que estou matando aula ela com certeza teria que contar para minha mãe, mas isso seria só um dia. Que mal teria matar aula que estava apenas no começo, tinha prometido a minha mãe que não faltaria mais no colégio, mas estava cogitando só essa vez faltar.

A professora chegou e foi uma aula bem tranquila, teve uma atividade de espanhol que novamente eu e Marina sentamos juntas por falta de apostilhas e ficamos cochichando baixinho algumas conversas, tinha horas que ela ficava parada só me olhando e eu me gelava toda.

Pelo intervalo, pegamos nossos lanches e ficamos sentadas e conversando. Um menino da sala veio com papo furado pra cima de mim e eu como sou infelizmente educada e não consigo destratar ninguém tive que ficar respondendo algumas coisas e nesse momento senti que a Marina ficou bem desconfortável, ela parou de sorrir e aquilo me matou, ela disse licença e que iria ao banheiro e saiu às pressas.

O rapaz que claramente estava interessado em mim, eu saí dando uma desculpa que iria ao banheiro também e deixei falando sozinho. Chegando ao banheiro não vi Marina, chamei por seu nome e nada de repostas, sai do banheiro e não encontrava ela em lugar nenhum, olhei para cima e lá estava ela debruçada sobre a mureta do segundo andar observando tudo e todos.

– Ei, porque me deixou sozinha lá? – Pergunte chegando perto dela.

– Você parecia bem ocupada, não quis ficar no meio atrapalhado.

– Você atrapalhando? Nunca, eu nem queria conversar com aquele menino. Só não sei muito bem sair de situações assim. Não sei ser indelicada sabe.

Ela voltou a sorrir e aquilo destruiu todo mal que eu estava sentindo naquele momento por ter afastado ela mesmo que de maneira involuntária.

– Você precisa aprender umas coisinhas comigo. – Disse olhando para mim com um leve sorriso.

Nunca que eu trocaria sua companhia por ninguém, pior um ninguém que eu nem conheço e nem faço questão de conhecer! Ela iria me dizer algo mas logo o sinal tocou e voltamos para a sala, já estava sentindo umas gotas bem finas e leves de chuva caindo. Pelo jeito vinha um temporal.

A 3° e 4° aula foi português, já estava com minha mão esquerda dolorida de tanto escrever e sim, sou canhota. Senti vibrar meu celular com uma mensagem da minha tia me dizendo que iria me buscar pois estava chovendo muito, eu disse que tinha levado um guarda chuva e que ela não precisava mas ela insistiu e acabei cedendo.

– Nossa, como vou ir embora com essa chuva? Pior que nem trouxe dinheiro para um ônibus. – Ela disse apreensiva.

– Eu te daria meu guarda chuva emprestado se eu tivesse trazido ele, fui muito burra, ainda senti que viria chuva.

– Não se preocupe, eu fico esperando a chuva passar, só espero que não demore muito. – Ela disse entortando os lábios.

– Olha, minha tia está vindo me buscar, se você não se importar de dormir lá essa noite pode ir comigo. – Disse olhando fixamente. – Você disse que seu irmão trabalha a noite e chega apenas de manhã, não teria preocupações.

– Nossa, mas eu não sei. Eu não quero incomodar, a sua tia pode não gostar.

– Você não incomoda, e não se preocupe, minha tia é um amor. Eu poderia pedir para levar você na sua casa mas como disse que é um pouco longe é melhor não abusar da boa vontade dela. – Eu disse rindo.

– Eu nem sei como agradecer. – Ela disse com os olhos brilhando.

– Não precisa agradecer, pode contar comigo sempre. – Eu disse com um leve sorriso.

Mandei uma mensagem para minha tia explicando tudo e ela super concordou, era melhor ela dormir lá do que pegar um resfriado depois. Alguns minutos depois o sinal tocou, era hora de ir embora. E a chuva pelo jeito só piorava.

Marina e eu arrumamos nossos materiais e ficamos na portaria que era coberta esperando minha tia, alunos iam, alguns de motos, outros carros os pregavam e iam, logo avistei minha tia no seu velho Corcel vermelho que pertenceu ao meu tio. Logo fui abrindo a porta para Marina entrar, sentei fechando a porta.

– Oi tia, obrigada por vim me buscar, e por deixar a Marina ir com a gente.

– Não precisa agradecer, então essa bela moça é a Marina?

– Sim, Marina. Essa é minha tia Edite! Eu disse apresentando minha tia a ela.

– Oi, prazer em conhecer a senhora! –Ela disse super tímida.

Nesse momento minha tia fez uma graça colocando a mão no peito simulando uma dor e comecei a rir.

– Senhora? Não estou tão velha assim estou? - Ela disse rindo.

– Me desculpa senhora! Digo tia, ai... Edite! – Ela disse envergonhada colocando a mão no rosto e nessa hora morri com tanta fofura.

Minha tia caiu na gargalhada e tranquilizou ela, e fomos conversando pelo caminho todo, minha tia fazendo praticamente uma entrevista com a coitada.

Chegando em casa Marina ainda estava tímida, minha tia disse para não reparar. Eu falei para ela subir comigo e deixar seu material no meu quarto e descemos.

– Coloquei para esquentar uma pizza que comprei hoje mais cedo quando cheguei, você gosta Marina? – A Lisa é viciada em pizza.

– Gosto sim Edite! – Ela disse sentadinha na cadeira enquanto minha tia fazia um suco de maracujá.

– Que exagerada tia! Nem sou tão viciada assim. – Eu disse fingindo indignação. 

– Te conheço tratorzinho!

Nessa momento foi minha vez de ficar envergonhada, minha tia sempre com suas brincadeiras. Comemos a pizza e estava uma delícia, minha tia logo foi dormir e eu e Marina fomos pra sala dar um tempinho e ela sentou no sofá e eu fiquei escorada embaixo no sofá sentada no carpete enquanto procurava algo na TV.

Só tinha programa e filmes ruins naquele horário fomos para o quarto, a Marina não tinha roupa pra dormir e emprestei a ela um moletom meu, e falei que tinha escovas de dentes novas no banheiro, ela saiu e depois de um tempinho ela voltou, estava linda. O moletom caiu muito bem nela.

Já tinha me trocado e posto meu moletom, fui também ao banheiro e escovei meus dentes, lavei meu rosto e fui em direção ao meu quarto.

– Eu vou dormir onde? – Ela perguntou com uma cara de cachorrinho pidão.

– Comigo! Tem algum problema? – Perguntei apreensiva.

Ela mordeu os lábios e disse que não, olhando pra baixo, eu falei pra ela que iria ligar para minha mãe rapidinho avisando como eu estava e que logo iríamos dormir, ela ficou deitada de lado com a mão na cabeça olhando para mim e enquanto eu falava com minha mãe ela não desgrudava os olhos da minha boca, àquele olhar que lia minha alma, senti calafrios. Desligando o celular, coloquei na mesinha ao lado tocando uma música bem baixinho (W O L F C L U B - Tears) lá fora a chuva parecia que não teria fim.

– Posso te perguntar uma coisa? – Ela perguntou quase que hipnotizada.

– Claro! – Eu disse olhando a janela vendo o temporal e logo olhei em sua direção. 

– Você gosta de mim?

– Claro que gosto. Não precisa nem perguntar. – Eu disse com um leve sorriso.

– Gosta de mim como?

– Você é uma garota diferente... Não é como qualquer uma que eu já tenha conhecido, você e a mais incrível. – Eu disse engolindo seco e olhando em seus olhos.

– Posso te mostrar o quanto gosto e sou grata por tudo que você me fez hoje?

Eu concordei com a cabeça, ela se colocou por cima de mim e tirou a blusa. Nesse momento eu não sabia o que pensar, apenas fiquei a observando.

Ela me deu um pequeno selinho no canto da boca, deu outro no outro canto, eu fui abrindo lentamente e iniciamos em um beijo lento e apaixonado. Ela mordinha meus lábios e chupava minha língua com um desejo incontrolável. Meu primeiro beijo não poderia ser com outra pessoa, tinha que ser ela, só poderia ser ela.

Tirou minha camiseta e começou a beijar cada pedacinho de mim, eu não conseguia falar nada, só sentia seus toques, seus carinhos. Minhas mãos foram descendo a sua calça moletom que tinha ficado linda nela, me ajudou e tirou ficando só de calcinha e sutiã em cima de mim. Nesse momento tive a visão do paraíso, ela logo tratou de tirar meu sutiã deixando meus seios a mostra e me dando outro beijo bem demorado com direito a outra mordida e com um sorriso malicioso que derrubava qualquer ser nesse mundo.

Ela desceu aos meus seios e começou a chupar deliciosamente apertando contra sua boca, enquanto chupava um ou outro ela apertava e puxava o biquinho que estava me deixando louca de tesão. Ela ficou chupando meus seios por um tempo e ela fazia aquilo com tanto gosto que eu sentia que iria gozar naquele momento, até que ela parou e em uma rapidez impressionante tirou minha calça e minha calcinha, ficou me olhando e se deliciando com os olhos e foi nesse momento que eu fechei meus olhos e ela entendeu, afastou minhas pernas e ficou no meio beijando, mordendo minhas coxas e dando chupadas e lambidas na minha virilha, eu já estava gemendo muito e me retorcendo pela cama em um desespero pra que ela me chupasse logo e foi o que ela fez, senti sua língua quente entrando em mim soltei um gemido alto que fez ela me chupar cada vez mais.

Ela era impressionante, cada parte de mim ela não deixava escapar, chupava, mordia, lambia e enfiava sua língua em mim e tirava e foi nesse entra e sai maravilhoso que acabei explodindo em um gozo delirante, ela me chupou mais um pouco e deitou ao meu lado me dando um selinho demorado, com amor, com paixão. Eu super ofegante e nas nuvens demorei para raciocinar e falar algo.

– Você sabe bem como demonstrar algo. – Eu disse cansada.

– O que achou? Gostou do meu agradecimento? – Ela disse me fitando enquanto estava sobre mim.

– Amei.

– Lisa, você sabe o quanto você significa pra mim? Eu estava com você 24 horas por dia na minha cabeça, eu só não tinha como falar isso para você. Que estava apaixonada, confusa com mil coisas passando aqui. – Ela segurou minhas mãos e colocou no seu peito. – Te vendo aqui hoje eu não resisti, me desculpa.

– Eu sei, mas não sei nem o que pensar direito.

– Gosto tanto de você Lisa, estou apaixonada, você não faz ideia. – Ela disse me abraçando bem forte.

Fiquei em silencio por um tempo, mas depois de perceber tudo que tinha acontecido até agora, dizer que não estava apaixonada seria mentira, porque no fundo eu sabia que o que eu sentia ia além de amizade.

– Eu também sou apaixonada por você.

Ela me deu um beijo suave e ficamos fazendo carinho uma na outra até pegarmos no sono, dormimos grudadas, eu sentindo o calor e as batidas do seu coração e sua respiração quente.



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