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História Nossa Música - Capítulo 13


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Capítulo 13 - A culpa é das estrelas


Sabe aquela sensação de que você está em ondas, é como se estivesse boiando em um lago com os olhos fechados sentindo todas as sensações pelo seu corpo. Essa era a minha sensação de estar indo realmente ao meu primeiro encontro, estava nervosa, com medo, com vontade de sair correndo, um turbilhão de emoções me invadindo.

Tinha deixado minha mochila e outras coisas de materiais escolares em casa, pois não iria mesmo estudar aquele dia. Minha mensagem passada para minha tia era a que eu estava indo para o colégio, ela me disse que só chegaria mais a noite depois de eu já ter chego em casa.

Saí toda nervosa de casa, meus dedos pareciam ter uma corrente elétrica. Pelo caminho fui sentindo o vento, o clima amenas. Não estava aquele frio de sempre e não tinha sinal de chuva, o céu estava sem nenhuma nuvem, enfim um dia perfeito para um encontro, pensei e sorri.

Chegando ao colégio notei que Marina não tinha chego ainda, tinha uma espécie de trailer em frente que vendia lanches e afins. Sentei e pedi um refrigerante enquanto ela não chegava. Uns alunos que estudavam comigo passaram e acenaram com sinal de pergunta se eu não iria entrar. Eu dei um pequeno grito dizendo que hoje não.

Distraída com meus pensamentos vejo alguém sentando na mesma mesa que eu, levo meu olhar até ela e vejo. Marina estava tão linda que parece que o tempo parou, fiquei muda por alguns segundos.

– No que estava pensando tão concentrada olhando para essa latinha de refrigerante. – Disse sorrindo e segurando minha mão.

– Você está... Maravilhosa!

Me levantei e fui em sua direção dando um abraço e um beijo no seu rosto. Seu perfume doce me invadiu, era o meu favorito de todo sempre.

– Eu acho que cheguei muito cedo, acho que estava ansiosa. Fiquei aqui te esperando e pensando.

– Você está ainda mais linda. – Disse acariciando meu rosto.

Nessa hora corei, aquilo tudo pra mim estava sendo um sonho. Um maravilhoso sonho, nunca imaginei que um dia aconteceria comigo.

– Acho que estou sonhando... Tenho medo de ser um sonho e acordar e você não estar mais aqui. – Eu disse segurando suas mãos a olhando nos olhos.

Ela apertou bem forte minhas mãos, me dizendo que não era um sonho. Ela estava comigo.

– Não é um sonho. – Disse me dando um beijo molhado no rosto perto da minha boca.

– Onde você vai me levar? – Eu disse sorrindo. – Não conheço nada nessa cidade, eu ficaria perdida.

– Deixa que eu te conduzo. – Disse dando uma piscadinha.

Fomos andando de mãos dadas pelo caminho até o ponto de ônibus, incrível não está lotado essas horas. Ela insistiu em pagar o cobrador e fomos em direção aos bancos no fundo que estavam vazios.

– Fazia tempo que eu não andava de ônibus. – Eu disse encostando minha cabeça no seu ombro sem soltar suas mãos.

– Você não gosta? – Ela disse levantando uma sombrancelha. Quase morri.

– Não é isso! – Sorri. – Eu morava no interior, lá é um passo você está no final da cidade. Por lá, ônibus só para ir para outra cidade.

– Então vai se acostumando a andar de ônibus, eu não tenho nem bicicleta para te levar por aí. – Disse gargalhando

– Estando com você, não importa. – Eu disse toda apaixonada olhando pra ela.

Ela me deu um beijo molhado na bochecha e ficou me fazendo um leve cafuné. 

– Queria te beijar aqui e agora.

– Porque não beija? – Eu disse me virando pra ela de leve.

– Eu queria e quero muito, mas eu não estou acostumada ainda. – Disse abaixando a cabeça.

– Ei, tudo bem. Isso também é novo pra mim. – Eu disse segurando seu queixo e olhando nos olhos dela. – Não precisa ficar assim, estamos juntas. Estou com você, quando se sentir a vontade não pense duas vezes. – Completei com um sorriso.

– Obrigada.

– Não por isso! – Dei um beijo no seu rosto.

Chegamos no ponto de descida. Saímos do ônibus e notei a semelhança, era o mesmo lugar que eu tinha vindo antes com o casalzinho. Fomos andando no shopping e chegamos no local do cinema.

– Você pagou minha passagem, agora eu pago os ingressos, afinal foi eu que dei a ideia. – Eu disse firme.

– Você parece ser mandona. – Ela disse com um sorriso leve segurando o queixo.

– Eu não! – Baixei a cabeça meio envergonhada.

– Então compro a pipoca e o refrigerante.

Eu sorri, paguei os ingressos, ela pegou um pacote enorme de pipoca e duas cocas. Entramos na sala do cinema e não tinha muita gente, fomos lá para cima, sempre gostei de ficar no fundo, seja em sala de aula ou outros locais como cinema.

– Aqui está ótimo. – Falei indicando o local.

Sentamos e ela já foi atacando a pipoca.

– Espero que esse filme seja bom!

– Pela sinopse parece ser um pouco triste. – Disse disfarçando, não iria contar a ela que já tinha assistido.

A luz foi desligando e o filme começou. Fiquei deitada em seu ombro, hora ou outra pegava pipoca que estava no seu colo. Depois de um tempo assim, voltei meu olhar a ela, meu coração começou a ficar acelerado e cada vez mais que eu a olhava me encorajava a prosseguir. Eu queria muito beijar aquela boca que me hipnotizava, filme? Nem sei mais que filme estava passando.

Nesse momento ela me olha e sinto borboletas por todo o meu corpo. Vou acariciando seu rosto sem tirar meus olhos dela. Coloquei uma mecha do seu cabelo atrás de sua orelha e me aproximei beijando a pele alva e quente do rosto dela. Foi apenas um roçar de lábios, mas ela arrepiou-se ao contato dos meus lábios em sua pele, nos beijamos e ela sabia muito bem como beijar.

Com os lábios entreabertos  recebi sua língua na minha enquanto ela se colocava mais próxima a mim, segurou meu rosto com as duas mãos e ficamos nós beijando por um longo tempo, eu a apertando de encontro ao meu corpo, ela puxando meus cabelos com delicadeza.

Interrompi o beijo puxando seu lábio com meus dentes e a olhei, os lábios dela estavam mais vermelhos do que o habitual e ela respirava com dificuldade, suas pupilas estavam dilatadas, seus olhos verdes estavam em um tom mais escuro e dava para sentir a batida forte do seu coração.

– O que foi isso?! – Ela disse ofegante.

– Eu não sei. Acho que fui ao céu. – Também respondi com falta de ar.

– Sério, o que foi Isso?! Eu estou tentando raciocinar até agora. O que você está fazendo comigo? – Ela disse me dando um sorriso tão lindo que quase desmaiei.

– Acho que a mesma coisa que você está fazendo comigo.

Não consegui resistir mais e voltei a beijá-la. Nesse momento o filme acaba e começa a subir os créditos, com muita luta e sem vontade de nos descolar, ela continua me dando vários selinhos. A luz da sala de cinema é acesa e nos afastamos.

– Com certeza esse foi o melhor filme que já assisti. – Ela diz deitando sua cabeça no meu ombro.

– Quero ver todos os filmes hoje em diante ao seu lado.  – Digo fazendo um carinho no seu cabelo.

– Vou adorar. – Se virou e me deu um beijo demorado no rosto.

– Infelizmente temos que ir, confesso que queria ficar com você aqui para sempre. – Digo apaixonada.

– Você bem que poderia ir para minha casa hoje. – Diz com uma cara meio sapeca.

– Bem que eu iria querer ir, mas se minha tia chega lá e não me vê em casa vou ter problemas. – Digo fazendo uma cara triste.

– A não! – Ela afunda a cabeça no meu pescoço, sua respiração me faz arrepiar.

– Vem comigo? Dorme lá em casa? – Eu digo com medo dela não aceitar.

– Sua tia se me pega lá dessa vez vai acabar estranhando.

– Ela não precisa saber que você está lá. Você fica no meu quarto, de manhã ela sai cedinho.

– Você tem uma mente para o crime. – Ela diz dando uma risada gostosa.

– Só dei uma alternativa para nosso encontro não acabar tão rápido. – Digo rindo.

– Eu topo! Vamos, logo expulsão a gente daqui.

Segurei sua mão e fomos andando, saímos do shopping e no pátio, estava uma lua cheia linda, ela segurou na minha cintura e nesse momento fiquei super excitada, acho que esse é um dos meus pontos fracos. Ela me beijou, achei incrível ela ignorar o fato de ter algumas pessoas próximas, eu estava amando tudo aquilo.

Chegando em casa, minha tia não estava. Subimos rapidamente para meu quarto, entramos e tranquei a porta. Ela me ajudava a tirar a roupa e eu fazia o mesmo com ela, estávamos nuas e eu pude olhar de verdade para aquele corpo que tanto me fascina. Me aproximei dela e acariciei seu rosto delicadamente, coloquei minha mão em sua nuca e a segurei puxando-a para mim e beijando sua boca.

Ela apertava meus seios e eu gemia abafado nos lábios dela. Levantei ela que cruzou suas pernas envolta a mim e a levei até a cama com carinho, ainda beijando seus lábios. Me deitei sobre ela que abriu as pernas para eu me acomodar melhor, parecia que ela tinha sido feita para mim. Senti a quentura que irradiava de seu sexo e me levei pelo desejo que me consumia.

Toquei sua intimidade com a ponta dos dedos e ela arqueou o corpo deixando os seios na altura da minha boca. Tomei um dos peitos nos lábios e suguei, fazia movimentos circulares com a língua e ela gemia arranhando minhas costas.

Fiquei ali durante muito tempo, saboreando a sensação daquele corpo perfeito que se contorcia sob meu toque. A beijei mais uma vez e enquanto beijava, coloquei delicadamente meus dedos sentindo que ela estava toda molhada de desejo. Ela soltou um gemido alto e começou a movimentar os quadris para frente e para trás cada vez mais rápido.

Sem tirar os dedos dela fui descendo a boca por seu corpo dando beijos e pequenos chupões, deixando um rastro de calor onde minha língua tocava. Fiquei entre suas pernas e tomei seu sexo nos meus lábios de uma só vez. Sugava o clitóris e lambia a entrada brincando, ousando. Retirei os dedos e coloquei minha língua, fazendo com que ela perdesse todo o controle que ainda tinha. Agora ela gritava meu nome e puxava meus  cabelos fazendo força para que minha língua a penetrasse mais fundo, completamente entregue ao momento mágico que vivíamos.

Voltei a chupar seu clitóris e a penetrei mais uma vez, agora eu podia sentir claramente a pressão que seu sexo exercia sobre meus dedos, se contraia cada vez mais e ao olhar para ela vi em seu rosto a mesma expressão que eu tive aquele dia do meu orgasmo.

Aumentei o ritmo e ela explodiu no momento em que tirei os dedos e envolvi o sexo todo na boca. Senti os espasmos de seu corpo e olhei para ela, os olhos fechados, seu rosto estava ainda contraído pelo prazer e pude ver que ela sorria jogando a cabeça para trás.

Aos poucos sua respiração foi se acalmando e eu ainda saboreava seu gosto quando ela me puxou para em sua direção, me beijando com intenso desejo. Ela rolou comigo na cama ficando sobre mim, encostou seu sexo no meu e enquanto me beijava, movimentava de uma maneira a ter um maior contato entre nós. A sensação era incrível, parecia que uma eletricidade circulava dela para mim.

Ela me jogou deitada de costas na cama e deitou sobre mim. Me beijou os com voracidade me excitando ao extremo. No meio de um beijo longo ela me mordeu o lábio inferior, gerando protestos de dor, que foram abafados por mais beijos intensos.

Deixou meus lábios de lado e colocou um seio na boca e sugou em volta do mamilo, deixando uma marca arroxeada em cima. Continuou a exploração e tomou o outro entre os lábios, sugando carinhosamente, me enlouquecendo.

Ela procurou meu sexo com os dedos e começou uma lenta masturbação. Tocava meu clitóris de maneira delicada e conforme eu ia ficando cada vez mais e mais excitada ela ainda continuava  beijando meus seios. Me virou de bruços na cama e começou a beijar minha nuca, descendo pelas costas até chegar na minha bunda e morder carinhosamente e eu me contorcia mais e mais.

– Senta no meu rosto... Eu quero ver você subir e descer na minha língua. – Ela disse sussurrando no meu ouvido.

Obedeci, me virei uma de maneira que ela, com a língua  pudesse me chupar quando eu descesse o corpo de encontro ao seu rosto. Ficamos assim durante algum tempo, ela me chupando e gozei gemendo e tremendo igual a uma louca em sua boca.

Fiquei sobre ela durante muito tempo ainda tentando recuperar as forças. Quando consegui, deitei ao seu lado procurando sua boca num beijo de total cumplicidade. Entre um beijo e outro a olhava nos olhos e pensava em como eu tive sorte, sorte de ter àquele anjo em minha vida. Ela entrou em meu coração e a olhando ali, eu faria tudo por ela. Ela já era meu amor.

– Marina? – Falei acariciando seu rosto levemente. – Eu te amo.

Ela sorriu, um sorriso que iluminava aquele quarto escuro que estava apenas com uma iluminaria acesa.

– Em tão pouco tempo você me fez sentir o que eu nunca senti em toda minha vida, não poderia deixar de dizer porque também é o que sinto. Eu também te amo. – Disse me beijando carinhosamente.

– Esse seu jeito é encantador, eu poderia ficar o dia todo olhando você e não cansaria.

– A culpa é das estrelas! – Disse com um leve sorriso.

– Então acho que as estrelas me trouxe até você. – Eu disse fazendo carinho no seu cabelo.

– Como você é linda, que sorte eu tive. Você é única.

– Acho que depois de tanto azar, teria que acabar, agradeço o universo de ter me trazido até você. – Eu disse dando outro beijo demorado.

– Sua boca é tão deliciosa, tão perfeita, eu poderia te beijar pra sempre sabia? – Disse me fitando.

– Então me beija!

Ficamos nós beijando e trocando carinhos, elogios até pegarmos no sono. Adormeci grudada a ela, sentido seu calor e seu coração.



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