História Nossa Protegida - Capítulo 34


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Categorias Fifth Harmony
Personagens Camila Cabello, Lauren Jauregui
Tags Baby, Camren, Camzbaby
Visualizações 515
Palavras 2.788
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Famí­lia, Romance e Novela, Universo Alternativo
Avisos: Heterossexualidade, Homossexualidade, Nudez
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Oooooi, não demorei!

Capítulo 34 - Certezas, desculpas e conversa séria


P.O.V Alejandro

Como é bom acordar e perceber o quão privilegiado sou. Das poucas certezas que tenho em minha vida, a certeza de que sou um homem de sorte é uma das maiores e o exato momento é prova disso.

Eu estava tão preocupado com a reação da minha filha ao saber do meu estado de saúde, mas surpreendendo à todos ela foi super compreensiva e soube lidar muito bem com a decisão sobre a escolha do tratamento que amedrontava à nós adultos. Sei que sentiremos muito a falta um do outro, porém ela estava tão confiante ontem à noite com sua decisão que, sinto-me mais encorajado a passar por essa fase difícil. A atitude dela foi muito madura, a cada dia percebo o quão rápido ela está crescendo e temo o momento em que ela deixará de ser meu pequeno bebê.

Nesse momento, minha princesinha está desafiando algumas leis da física à explicar: como um corpo tão pequeno pode ocupar tanto espaço? Ao dormimos ontem à noite, ela estava aconchegada ao meu peito, seu corpinho ocupava um espaço pouco notável, no entanto com seus movimentos enquanto dormia, mesmo depois de mudarmos sua posição várias vezes durante a madrugada, agora pela manhã, ela está deitada tão espojada ao ponto de sua atual posição ser: a cabeça descansando sob a barriga da mãe que está na ponta da cama, enquanto seu tronco está atravessado em um espaço entre mim e Sinu, já os seus pés; um está preso embaixo dos travesseiros posicionados na cabeceira da cama e o outro sobre o meu peitoral. Não sei como ela chegou nessa posição sem que percebermos, ela não costuma ser tão agitada enquanto dorme, mas quando acontece de ser, uma cama de casal não é suficiente, por isso optamos por uma kingsize.

Não é novidade o quanto amo a minha família e como sou encantado por todos os detalhes das duas lindas mulheres da minha vida. Para confirmar esse fato, mais uma vez não me dei conta do tempo e passei longos minutos admirando-as dormir. Por volta das 6:30 da manhã, Sinu acordou e logo corremos para conseguir arrumar e colocar nossa preguicinha na aula. Com nossa missão comprida fomos resolver questões sobre a nossa viagem, precisamos organizar toda a rotina de Camila e com isso os profissionais que a acompanha. A primeira ação a ser feita é informar nossa decisão para os Jauregui’s, afinal eles estão muito envolvidos com tudo. Planejamos ligar e marcar de nos encontrar, no entanto não foi preciso, antes que fizéssemos, uma Jauregui de lindos olhos verdes chegou.

Estávamos eu e Sinu no escritório quando ela pediu para entrar. Já dentro da sala ela ficou apenas em pé, como se não soubesse o que fazer. Diferente das outras vezes, ela parecia descolocada, tímida, estava com uma expressão abatida demonstrava ter chorado. Ver a Lauren assim me machuca muito, pois é como vê a Mila.

- Bom dia tios! – Falou baixo sem nos encarar.

- Bom dia Laur, senta querida. – Sinu falou e logo se aproximou da mais nova para beijar-lhe o rosto.

- Bom dia Lauren. - Cumprimento-a e ela me olha triste.

- Podemos conversar, tio? – Queria conseguir ficar bravo com ela, mas essa carinha abatida dela me corta o coração.

- Tudo bem, precisamos mesmo conversar, senta por favor. – Ela sentou-se e manteve-se cabisbaixa encarando as próprias mãos que mexiam no tecido da calça de forma inquieta. Espero que ela comece a falar, porém não acontece. – Sinta-se à vontade para começar. – Após alguns instante ela começou hesitante.

- Tio me desculpa, eu.... eu não quis dizer aquilo, por favor me perdoa. – Sua voz estava embargada pelo choro que era contido, os olhos sem brilho, os ombros encolhidos deixando evidente um medo e vergonha que eu não via desde a sua adolescência quando eu ou o Mike lhe dávamos uma bronca por ela ceder as vontades de Camila e as duas aprontarem.

- Você precisa pensar no que diz, as palavras machucam. – digo encarando-a sério. Fiquei triste e magoado por ela me acusar de egoísmo devido eu querer estar com a minha família no momento que mais preciso, porém entendo que ela está com medo do que vai acontecer, ela ama muito a minha filha e quer a proteger de tudo, por isso às vezes age impulsivamente, mas sempre em defesa da minha pequena.

- Eu não quis te ofender tio, é só que...  Camz não pode ficar tão perto de tudo isso. – As lágrimas que ela tentava segurar agora escorrem pelo seu rosto. – Me desculpa tio, eu... sinto muito. – Sua fala é entrecortada pelo choro. – Por favor não me deixa sem ela de novo... eu não... não sei se consigo ficar longe dela novamente. – Pedi me encarando.

Depois dessa confissão, não consigo não ampará-la, levantei e fui em sua direção passando em sua frente e logo a abracei com dificuldade por ela ainda está sentada.

- Tudo bem meu anjo, vai ficar tudo bem, não precisa se preocupar. – Falei afagando suas costas enquanto nos abraçávamos. Sinu não demorou a se juntar a nós beijando os cabelos de Laur, ela tentava a confortar. Lauren mantinha os braços ao redor dos meus ombros, e tentava conter o choro sofrido, sua postura demonstrava o quão frágil e delicada ela é, mesmo com toda sua pose e atitude de protetora e mandona.

- Você pode me per...doar? – Perguntou chorando, fungando na tentativa de parar o choro.

- Tudo bem querida eu te perdoou, vem cá. – Digo e caminho direcionando-a para o sofá no canto da sala onde sentamos os três.

- Laur querida, olha para mim. - Sinu pedi erguendo o rosto da mais nova. – Tenta se acalmar, respira meu anjo... respira. – Fala limpando o rosto da Jauregui. Com o tempo Lauren foi se acalmando e parou de chorar.

Os olhos e o nariz estavam vermelhos devido o choro, mas era perceptível como ela estava bem melhor. Pedimos para que Alice trouxéssemos água, Lauren bebeu e depois de alguns minutos estava recomposta.

- Obrigada tio, eu realmente me sinto mal pelo que ti disse, nunca tive a intensão de te magoar, eu só .... só fiquei abalada demais com a ideia de ficar longe da Camz e agi sem pensar.

- Eu entendo Laur, é coisa da idade...

- A impulsividade. – Sinu falou ao me interromper.

Mas pode ficar tranquila com a maturidade melhoramos muito. – Falei confortando-a e ela corou concordando discretamente.

- Temos boas notícias querida. – Minha esposa falou animada. –Nós já decidimos qual tratamento vamos fazer. – A curiosidade de Lauren foi instantânea, seus olhos se abriram, ela nos olhava em expectativa e ansiedade.

- Na verdade não fomos nós quem decidimos, uma baby muito inteligente chegou à conclusão que devemos ir para a Suíça enquanto ela e o Jerry fica com Lolo.

- Verdade tios!? Ela aceitou, assim? Tranquilamente? - Lauren perguntou admirada.

- Ela não gostou muito da ideia de ser tão longe, mas para ela se me deixa doente tem que tirar de mim, então tudo bem nós irmos. – Expliquei. O sorriso de Lauren estava radiante.

- A cada dia ela nos surpreende mais. – A garota falou encantada sorrindo. – Ela foi tão madura, forte .... Ela com certeza é um anjo, quando não sabemos o que fazer por ela, da forma mais linda possível ela faz o melhor por nós. – Não havia como descordar, isso é mais pura verdade, minha filha é realmente um anjo que nos salva a cada dia, sendo apenas simplesmente quem ela é.

- Ainda tenho um pouco de medo da ideia de ficarmos longe, mas sei que ela ficará bem.

- E nós também, Amor, afinal você prometeu a ela. –Sinu diz e nós rimos ao lembrar da carinha satisfeita da minha filha após a minha promessa de voltar bem. Sinto-me tão feliz e realizado ao perceber o quanto minha pequena confia em mim, significa que estou fazendo um bom trabalho.

Ficamos no escritório conversando por mais algum tempo, a Lauren estava tão feliz em saber que ficará com a Mila, ela nos abraçou e agradeceu por diversas vezes por confiarmos nela para cuidar do nosso bem mais precioso.

Durante a manhã Lauren ficou ‘escondida’, pois se Camila a visse com certeza não voltaria para a aula e nas últimas semanas sua rotina de aulas estão bem desorganizada.

 Antes da chegada do Jerry, estávamos acostumados com a rotina de nossa filha nos procurar logo que suas aulas terminavam, em dias que ela estava mais agitada, por pura diversão, ao sair da aula, gritava por nós desde a entrada de sua sala de estudos até onde estivéssemos. Agora quando termina suas aulas, ela corre em direção ao seu cãozinho e nós só sabemos que ela já saiu da aula quando suas professoras passam para se despedir de nós.

Depois de poucos minutos que a professora Ally havia ido embora, ouvimos gargalhadas e gritos vindo do segundo andar, o que instantaneamente nos impulsionou a correr até lá pois, sabíamos que provavelmente os barulhos estavam associados a alguma bagunça da minha pequena e seu companheiro de patas.

Quando entramos no quarto uma pequena bola de pelos com um sutiã envolta do pescoço preso por uma das alças passou correndo e logo atrás vinha sua perseguidora. O corpinho magro corria cambaleando em direção a porta onde o cachorro havia saídp, trajando apenas calcinha e meias que a fazia escorregar, ela ria o que dificultava mais seu processo de se manter em pé e correr.

Meu baby não nos notou de imediato, nos viu apenas quando chegou em frente a porta do quarto e logo tentou parar subitamente freando os pés que escorregaram a levando ao chão. A cena foi extremamente rápida, os pés de Camila deslizaram para frente, a cabeça e o tronco foram tombados para traz, a queda com certeza seria feia, mas antes que percebemos como, a Laur e a Mila estavam no chão.

 

P.O.V Lauren

Que susto! Meu coração está disparado, meu corpo tremulo, minha cabeça dói. Tudo foi tão rápido que não sei como aconteceu exatamente, ao ver que a Camz iria cair me desesperei, pela velocidade em que ela corria e o impulso causado pelo escorregamento com certeza ela se machucaria no impacto com o chão.

Provavelmente esses foram os milésimos de segundo em que agir mais rápido em minha vida, quando vi a minha pequena tentar frear e não conseguir, sem pensar e mais rápido do que eu tinha conhecimento que poderia ser, tentei segurá-la, no ato impulsivo joguei o meu corpo contra o seu, depois disso tudo foi como flash, apenas sentir o choque dos nossos corpos e no piscar de olhos estava caída no chão com Camz sobre mim. Foram preciso alguns segundos para me recuperar do susto e entender o que havia acontecido, quando percebi dois olhinhos castanhos me encaravam.

- Oi Lolo. - Cumprimentou-me sorrindo sapeca, suspirei soltando o ar que nem percebi está prendendo, ela estava bem.

- Meu Deus, baby, você está bem? – Tio Alê perguntou tirando a Camz de cima de mim. – E você Laur? – Após colocar a filha sentada ao meu lado ele me ajudou a levantar.

Nossa como a minha cabeça e as costas estavam doendo.

- Estou bem tio, obrigada. – Disse e conseguir me levantar. – Se machucou? – Pergunto para Camila, mesmo vendo tia Sinu analisando o corpo da menor à procura de algo machucado.

-Estou bem Lolo, não machuquei. – Respondeu vindo até mim e abraçou-me apertado.

- Ai baby, calma, as minhas costas estão doendo. – Pedi.

-Oh querida, como você está? Vem senta aqui. – Tia Sinu me direcionou até a cama. – Dói só as costas? – Neguei e antes que eu respondesse algo ela começou a me tocar tentando achar algum machucado.

- Dói a minha cabeça, tia. – Falei e pus a mão sobre o lugar dolorido, tia Sinu substitui a minha mão pela sua.

- Nossa Laur, tem um galo aqui, Alê para pegar gelo por favor. – Pediu e logo ele desceu correndo para pegar. A Camz estava quietinha acompanhando, seu rostinho deixava claro uma preocupação, mas ela parecia não saber o que fazer.

Sentei em uma posição que doesse menos a minhas costas e chamei a pequena, batendo as mãos no colchão ao meu lado em um sinal que ela sentasse ali, não demorou ela estava ao meu lado.

- Tá doendo muito, Lo? – Perguntou acariciando minhas costas com muito cuidado.

- Só um pouquinho, meu Amor.

- Foi por minha culpa? Eu não queria que você caísse. – Falou triste.

- Baby. – Chamei erguendo seu rosto fazendo-a me encarar. – Não foi sua culpa, eu me desequilibrei e cair.

-Mas eu que iria cair, Lo.

- Você não acha que eu deixaria, não é? – Ao ouvir a minha pergunta um sorriso bobo, convicto e convencido se abriu em seu rosto, enquanto ela negava com a cabeça. – Hum? Não ouvir. – Falei sorrindo só de ver aquele sorriso lindo com a língua entre os dentes, de um jeito que só ela tem.

- Você... Nunquinha... Deixaria. – Falou beijando o meu rosto a cada palavra, mesmo sentindo dor a acomodei sobre meu colo aproveitando e retribuindo cada beijo recebido.

- Filha a Laur está sentindo dor, meu anjo, deixa ela descansar um pouco. – Tia Sinu falou quando voltou do banheiro com uma pomada nas mãos.

- Eu vou cuidar dela Mama.

- É tia, eu preciso de cuidados especiais. – Confirmei e logo tia Sinu riu erguendo as mãos com sinal de rendida.

- Deixa amor, essas duas são unha e carne, não adianta tentar separa-las. – Tio Alê que havia chegado a pouco no quarto, falou entregando uma bolsa térmica com gelo.

- Você tem razão. – Concordou com o esposo antes de dar um selinho nele e pegar o gelo. – Laur, me deixa colocar esse gelo em sua cabeça para diminuir o inchaço. – Assentir e ela se posicionou atrás de mim pondo o gelo no local dolorido. – E as dores nas costas querida? Deixa- me ver como está isso. – Falou e logo afastou a gola da minha blusa para ver minhas costas. – Nossa você está muito vermelha, isso vai ficar um hematoma feio. Deita que eu vou passar uma pomada para melhorar. – Ela fez menção em levantar minha camisa e eu corei de vergonha, tio Alê ainda estava no quarto. Não precisou ser dito nada, ele se levantou e se retirou alegando ir ver algo na cozinha.

Tia Sinu me ajudou a tirar a mina blusa e eu deitei de costa.

- Eu quero ajudar Mama. – Ouvir a Camz falar.

- Tudo bem baby, aqui.... Passa devagar para não machucar mais, ok? – Tia Sinu falou e logo sentir o gelado da pomada em minha pele. As mãos firmes da mais velha massageava as minhas costas e as pequena mãos delicadas e macias da Camz alisava próximo ao meu pescoço na tentativa de massagear delicadamente, o que me provocava cócegas. Não conseguir resistir e ri, no início elas estranharam, mas não demorou para a mais nova perceber que era a causadora do riso, assim o que deveria ser uma massagem para diminuir a dor das minhas costas, virou brincadeira.

Depois de algum tempo e de conseguir pôr uma roupa na pequena nudista, nós fomos almoçar. Como sempre o almoço foi muito agradável, dei comida na boca de Camz que estava com fome, porém é muito preguiçosa para comer sozinha. Todos conversamos e rimos enquanto nos alimentávamos.

Tio Alê permitiu que Camila não tivesse aula durante à tarde e quando terminamos escovamos dos dentes e durante a tentativa de assistir um filme eu e minha princesa dormimos.

Acordei primeiro e me juntei aos meus tios na sala em uma conversa sobre o que precisamos resolver referente ao fato da Camz ficar comigo durante a viajem deles. Estávamos distraídos quando uma Camila sonolenta, com os cabelos bagunçados, olhinhos ainda apertados pelo sono, uma chupeta na boca e com o Jerry deitado como um bebê em seus braços, entrou na sala. Ela colocou o cãozinho no sofá e veio em minha direção, logo a carreguei, ela se aninhou em meus braços, mas rapidamente pareceu se lembrar de algo, levantou-se me encarando séria e tirou a chupeta da boca para falar.

- Lolo, vamos ao escritório do papa?

- Para quê, baby? – Perguntei estranhando sua atitude e a seriedade que ela impôs ao falar.

- Precisamos ter uma conversa séria. – Respondeu de forma tão segura que não dava para acreditar que um ser fofo daquele vestindo apenas uma pequena blusa e calcinha, além da mesma ter acabado de tirar seu pepê da boca para falar, poderia parecer tão séria e madura.

Nunca achei que fosse temer conversar com a Camz, mas no momento eu estou com medo, o que será que ela quer conversar de tão sério?



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