História Nossa Relação - Capítulo 5


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Categorias Orgulho e Paixão
Personagens Aurélio Cavalcante, Julieta Sampaio Bittencourt "Rainha do Café", Personagens Originais
Tags Aurélio Cavalcante, Aurieta, Julieta Bittencourt, Orgulho, Paixão
Visualizações 549
Palavras 2.597
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Estupro, Heterossexualidade, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Angelina derretendo corações por onde passa...

Capítulo 5 - Capítulo 5


Julieta estava na mansão em São Paulo, ajeitava as rosas em um vaso enquanto cantarolava feliz pois os médicos haviam dado a notícia de que Aurélio receberia alta do hospital no próximo dia. Enquanto sentia o perfume das flores, em sua mente lembrava dos beijos e carinhos de seu amado, em como ele mudou sua vida para melhor e que agora, embora estivesse com receio, se casaria com ele e viveria o resto de sua vida o seu grande amor. Essas lembranças fizeram com que a rainha do café sentisse até mesmo cheiro de seu botânico preferido, podia até mesmo ouvir a voz dele a chamando, mas ao sentir sua cintura sendo envolvida por fortes braços e um beijo ser instalado em seu pescoço, a morena nem precisou abrir os olhos pois teve certeza de que não estava delirando, nem tão pouco enganada a respeito de quem a acariciava.

 

— Cuidado, deixa que eu cuido dos espinhos.

 

— E se eu disser que por muito tempo eu só cultivei os espinhos — disse a morena se virando de frente para o loiro e acariciando seus cabelos.

 

— Você merece as rosas, fique somente com elas — respondeu o filho do Barão que logo depois partiu para um beijo quente e demorado.

 

— Mas você não iria receber alta do hospital amanhã ?

 

— Sim, mas como fui um menino bonzinho, tirando a parte que corri feito louco pelo hospital te procurando, eles resolveram me liberar hoje.

 

— Aquele dia você quase me matou de susto,mas estou aliviada em te ver bem e aqui comigo, mas deveria ter telefonado para Tião buscá-lo enquanto eu preparava algo especial para você.

 

— Eu é que estou feliz em estar de volta, e não se preocupe … você é tudo de especial que eu poderia ter agora … minha noiva — disse o botânico dando um selinho em sua amada.

 

— AURÉLIO ! — disse Angelina sorridente correndo em direção ao botânico.

 

— Oi princesa, vejo que está bem melhor e pelo estado de sua roupa anda se divertindo muito — a garota estava toda despenteada e com vestido sujo de terra — está parecendo uma porquinha.

 

— Meu Deus Angelina. Venha, vou te ajudar a se limpar antes do jantar — Disse Julieta.

 

Então as duas subiram as escadas enquanto Aurélio as observava com ternura.

 

Após a refeição, Aurélio e Julieta desfrutavam de um vinho enquanto Angelina brincava com sua boneca. Ambos já estavam prestes a se deitarem até que Camilo adentra nervoso na mansão.

 

— Dona Julieta, precisamos ter uma conversa.

 

— O que houve meu filho, acalme - se — A morena estava preocupada com o estado de seu primogênito e deu um sinal para que sua empregada afastasse Angelina daquele local.

 

— Já disse que não sou seu filho, deixei isso bem claro depois que fui embora dessa casa e da sua vida, e principalmente depois que descobri sobre o meu falso casamento. Não sei por que insiste em procurar Jane, como fez hoje, não entendo o interesse da rainha do café com a ralé.

 

— Não fala isso Camilo, eu já lhe pedi perdão e lhe peço de novo, não deixe o rancor te consumir meu filho … eu procurei Jane para pedir o seu perdão. Eu estou me tornando uma pessoa melhor — As lágrimas da mulher começaram a rolar e seu coração se despedaçar a cada vez que escutava aquelas palavras vindas de seu filho.

 

— Não vim aqui para escutar mais um teatrinho seu. Eu só vim deixar bem claro que não quero saber da senhora procurando minha esposa, já disse que não a quero mais em minha vida.

 

— Não fala isso Camilo

 

— Já deixei claro isso várias vezes, e não sei como a “mulher que nunca se esquece de nada” não se lembra disso. E não adianta chorar porque eu não acredito nessas suas lágrimas de croco…

 

— JÁ CHEGA CAMILO — disse o filho do barão ao segurar sua amada que aos poucos se desfalecia.

 

Aurélio subiu as escadas com Julieta em seus braços, deixando o filho dela sozinho na sala. O mesmo iria sair mas embora estivesse com raiva de sua mãe, vê-la assim por sua culpa lhe causava preocupação. Então resolveu esperar por notícias. Estava concentrado fitando o chão até que escutou um espirro vindo de trás de uma pilastra. E quando focou os olhos na direção, pode ver uma garotinha lhe observando com medo, e então se lembrou que ela estava junto com sua mãe quando ele chegou.

 

— Oi qual seu nome ?

 

— Angelina

 

— E o que você faz aqui Angelina?

 

— Julieta me trouxe para cá depois que me salvou.

 

— Minha mã… digo, Julieta te salvou ?

 

— Sim, eu morava com meu tio, que me batia e me maltratava, mas ai ela apareceu como um anjo em minha vida e me tirou de lá.

 

— Tem certeza de que estamos falando da mesma pessoa ?

 

— Claro que tenho… A culpa não é minha se você não sabe valorizar o amor de sua mãe — disse a garota tomando coragem e se colocando à frente do Príncipe do Café que lhe a encarava surpreso com a afronta.

 

— Você é só uma criança, não sabe do que está falando

 

— Eu posso até ser uma criança, mas tenho certeza de que o que você fez com a sua mãe foi muito ruim, e não se deve tratar uma mãe assim

 

— Quer saber ? Não vou ficar aqui discutindo com uma criança. Que nem ao menos sabe como é ter Julieta Bittencourt como mãe.

 

—  Você tem razão… eu não sei como é ter Julieta como mãe, por que nem ao menos mãe eu tive, mas eu acho que todo mundo deveria honrar a mãe que tem — essas palavras fizeram com que Camilo que já estava na porta, parasse e refletisse por um instante, embora aquelas palavras fossem de uma criança, tudo aquilo talvez fosse verdade. Mas logo saiu sem se pronunciar.

 

No quarto da rainha do café, a mesma abriu os olhos aos poucos e pôde ver o semblante de preocupação do filho do barão.

 

— Onde está Camilo ? — perguntou a mulher ao se sentar na cama.

 

— Não sei, o deixei na sala depois que você desmaiou. Você está bem ? — o loiro acariciava as bochechas de sua amada.

 

— Sim, foi só um calor do momento… nossa e Angelina, onde está ? Será que ela viu alguma coisa ?

 

Desesperado o botânico saiu a procura da menina e logo depois a rainha do café o seguiu. Foram até a sala e se depararam com a pobre criança deitada no sofá chorando. Então mais que depressa agacharam preocupados com a mais nova.

 

— O que aconteceu minha pequena? Por quê está chorando ? — perguntou o filho do Barão

 

— Eu queria minha mãe — respondeu Angelina entre soluços.

 

— Não se preocupe minha flor, nós estamos aqui — a morena trocou olhares com seu noivo, sem saber o que fazer, entretanto achou uma solução rápida — Eu tive uma ideia. Você vai dormir comigo essa noite … o que acha ? Eu sei que não sou sua mãe mas… — Antes que Julieta pudesse terminar a fala, sentiu a mais nova pular em seus braços e abraçá-la.

 

De manhã, a rainha do café fechava a porta de seu quarto com cuidado para não acordar a garota que dormia profundamente em sua cama. Durante a noite ela ficou refletindo sobre o que aconteceu, então concluiu que precisava conversar com Aurélio assim que o dia clareasse. Deu três batidas na porta e adentrou assim que Aurélio permitiu. Ao entrar pode perceber que o loiro embora já estivesse arrumado, assim como ela, não pregou o olho a noite toda.

 

— Aurélio preciso falar com você.

 

— Que bom que veio aqui, eu também preciso ter uma conversa com você. E Angelina como está ?

 

— Ela está bem, agora mesmo está dormindo que nem uma pedra, mas é sobre ela mesmo que vim falar com você. Mas antes que eu me pronuncie, preciso saber o que quer comigo, está com a cara de que não dormiu muito bem essa noite.

 

— É… realmente passei a noite em claro, e é sobre aquela menininha que eu preciso conversar com você. Mas o que eu tenho para te falar não é uma coisa tão simples, pois logo voltaremos para o Vale e finalmente vou tê la como minha esposa, e precisamos fazer algo a respeito de Angelina, por isso prefiro que você fale primeiro.

 

— Bom, então está difícil para nós dois, porque também não sei como te explicar isso — a rainha do café envolveu as suas mãos nas de Aurélio, e com os olhos temerosos tomou uma decisão — Vamos fazer assim... vamos falar juntos, e depois independente do que for, vamos chegar a uma conclusão, o que acha ?

 

Após o botânico concordar, ambos fecharam os olhos e se pronunciaram.

 

— PODERÍAMOS ADOTAR ANGELINA — os noivos abriram os olhos surpresos, pois estavam com medo de que seu companheiro pensasse diferente sobre o assunto.

 

— Não sabe como estou feliz em saber que compartilha o mesmo desejo que o meu — disse Aurélio acariciando o rosto de Julieta — e mau posso esperar para contar a novidade a ela.


 

Após todos da casa acabarem o desjejum, Aurélio e Julieta chamaram Angelina para sentar junto a eles no sofá da sala pois precisavam conversar com a jovem.

 

— Angelina… eu e Aurélio estivemos pensando a seu respeito e…

 

— Vocês vão me mandar para um orfanato não é ? — falou a menina com os olhos marejados

 

— Não meu amor — a rainha do café pegou nas mãos da mais nova — você é muito especial para nós … e tudo que eu e Aurélio queremos é que você fique em nossas vidas para todo sempre. Mas precisamos lhe fazer uma pergunta… — a morena assentiu para o botânico para que ele acabasse de fazer a proposta e assim ele fez.

 

— Você aceita ser nossa filha ?

 

A mais nova parou por um momento sem acreditar no que estava ouvindo, nunca pensou que teria pais e que eles seriam justamente as duas pessoas mais especiais da sua vida.

 

— Sim, sim e sim — abraçou os novos pais e começou a pular de felicidade — ai meu Deus … eu vou ter um pai e uma mãe ? Não acredito… preciso contar isso para meus amigos — antes que os mais velhos pudessem dizer alguma coisa, a jovem saiu correndo para a rua.

 

— Confesso que estou surpresa, pois a alguns meses atrás eu tinha a convicção de que viveria o resto da vida sozinha e ainda mais depois da briga com Camilo, e olha eu aqui, noiva e com uma família grande — uma lágrima acabou escorrendo no rosto da mulher em meio aos sorrisos que a mesma esbanjava.

 

— Eu posso garantir que não estou surpreso, pois desde o momento que me apaixonei por você, imagino nós dois envelhecendo junto e ainda com uma família cheia de filhos e netos.

 

— Aurélio você está louco ? Nem anunciamos nosso noivado e você já pensa tão longe assim.

 

— Eu estou louco de amor por você minha doce Julieta. E já que tocou no assunto, poderíamos voltar ao Vale para anunciar o nosso noivado e apresentar Angelina à todos.

 

— Ótima ideia, mesmo que meu filho não esteja lá para compartilhar minha felicidade, eu fico grata em estar junto com você, e também, acho que eu e Camilo precisamos de um tempo longe um do outro — a morena envolveu  os braços no pescoço de seu noivo e partiu para um beijo. Após a demonstração de afeto, a rainha do café parou por um instante e começou a gargalhar.

 

— O que foi ? — perguntou o botânico sem entender o motivo da risada.

 

— Acabei de me lembrar de uma coisa … seu pai vai ficar louco com a notícia de que realmente vamos nos casar e que adotamos uma criança.

 

Vale do Café

 

— O que ? Eu sabia que essa história de morar aqui estava mal contada. Por que não me mata de uma vez enfiando uma espada em meu peito… você é um traidor … como pode se juntar a essa rainha das cascavéis ? Achei que aquele dia no hospital você estivesse sobre efeito de remédios, mas vejo que tudo é verdade — disse o Barão de Ouro Verde, assim que seu filho afirmou que irá se casar com Julieta.

 

— Quem é esse ? — perguntou Angelina em sussurro enquanto puxava de leve a saia da rainha do café. Pois no dia do pedido de casamento, a jovem estava cansada e não se lembrava de quase nada.

 

— Esse é o pai de Aurélio — respondeu a mais velha.

 

— O que ? Ele é pai de Aurélio ? Mas ele não tem nada haver com o filho — dessa vez devido ao espanto, a garota acabou falando alto e Afrânio escutou.

 

— Como assim eu não me pareço com meu filho ? Não vê o sangue nobre escorrendo em nossas veias ?

 

— Me desculpe, mas é por que o senhor não é tão gentil quanto seu filho — Respondeu Angelina se escondendo atrás da rainha do café, enquanto todos tentavam segurar o riso.

 

— Aurelinho quem é essa menina abusada ?

 

— Bom ela é Angelina — disse o botânico pegando a garota em seu colo — e eu e Julieta resolvemos adotá-la.

 

— Mas era só o que me faltava … uma cria de aranha caranguejera e deu um traidor … agora sei por que é tão debochada. É o fim dos tempos… eu … titulado Barão por DOM PEDRO O PRIMEIRO tendo que aturar duas Julietas —  Afrânio saiu resmungando pela casa enquanto todos riam.

 

— Não se preocupe Angelina, ele é rabugento e adora exagerar nas palavras, mas tenho certeza de que logo logo ele estará encantado com sua doçura — esclareceu o botânico.

 

Mais tarde, enquanto os noivos conversavam no escritório, Barão lia seu livro na sala até ser interrompido por sua mais nova neta.

 

— Oi futuro vovô — a menina sapeca, gostava de provocar o mais velho pois acreditava que por trás daquela marra toda havia um grande coração.

 

— Não sou seu avô.

 

— É sim. O senhor é pai de Aurélio, que vai ser meu pai assim que se casar com Julieta.

 

— Já disse que não aprovo esse casamento. Portanto não sou seu avô — emburrado, o homem enfiou o rosto em meio ao livro dando sinal de que não queria falar com mais ninguém.

 

A criança sentada no tapete, observava o idoso em sua cadeira de rodas e desenhava algo em uma folha. Ela se levantou e começou a analisar a cadeira com uma cara confusa.

 

— O que você tanto olha ? — questionou o mais velho curioso.

 

— Essa sua cadeira … é difícil de fazer. O senhor por acaso não fica em pé não ? — indagou a jovem voltando sua atenção ao desenho.

 

— Claro que não. Eu sou um velho acabado a beira da morte. Largado pelos…

 

— Consegui ! — disse a garota com um sorriso no rosto — sabia que essa é a primeira vez que desenho um avô.

 

— Se está se referindo a mim, eu já lhe disse que não sou nada seu.

 

— Está bem — a pequena revirava os olhos — Já que é assim vou desenhar outra coisa.

 

Passaram-se alguns minutos e a jovem acabou adormecendo sobre o sofá abraçada com algumas folhas de papel, e embora o Barão não admitisse que estava começando a sentir um afeto pela garota, ele se aproximou e com cuidado pegou os desenhos de Angelina. Ele se comoveu ao se ver representado naquele papel, enquanto em uma folha havia as caricaturas de Julieta, Aurélio, Ema, Camilo, ele e a garota. A outra continha somente a neta e o futuro avô. Após guardar a segunda folha em seu bolso, Afrânio se retirou refletindo. Talvez essa união de seu filho não fosse tão ruim assim.  


Notas Finais


Será que Angelina conseguiu derreter os corações de Camilo e Barão ?

Espero que tenham gostado, e se puderem comentar vou ficar imensamente feliz 😄


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