1. Spirit Fanfics >
  2. Nossas Cicatrizes >
  3. Verdadeiras Amizades

História Nossas Cicatrizes - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Minha gente! o capítulo em que o nosso loirinho vai aparecer está próximo! 😍
B
O
A

L
E
I
T
U
R
A
💖

Capítulo 4 - Verdadeiras Amizades


 

 

Elizabeth POV’s On.

 

 

Depois de um caminho onde nenhuma de nós ousou dar uma palavra, conseguimos chegar á uma farmácia que fica perto da casa das meninas. Margareth disse que era melhor ela ir sozinha e eu esperar dentro do carro. Obediente como sou fico dentro do carro brincando com coisas aleatórias que encontro dentro do mesmo enquanto eu espero, acho que vou conseguir me entreter, brinco com um rabicó e achei no carro o esticando e brincando de moldar-lo como uma criança de 7 anos faria.

 

Logo Margareth chega com uma pequena sacola de plástico, dentro da mesma vejo uma caixinha onde meus antibióticos estão. Ela me entrega a sacola, colocando seu cinto de segurança e dando mais uma vez partida no carro.

 

Em questão de cinco minutos chegamos em frente a casa das meninas. Agora fico com um pouco de vergonha de sair o carro e encarar elas...

 

- eu já fiz toda a sua mudança com as meninas ontem e hoje durante a manhã. – disse calma e com cautela para não dizer nada de errado. – elas já sabem da verdade e pode ter certeza que elas vão estar do seu lado Ellie. – me ofereceu um sorriso calmo e um beijo na minha testa. – agora vai, vocês precisam conversar.

 

Apenas assinto para minha irmã e sigo para o novo lugar que irei chamar de lar. O observando vejo que ele é meio grande, dois pisos, o exterior da casa é branco, segue o estilo casa moderna, em frente tem um gramado com duas árvores que não identifiquei, na garagem tem um carro vermelho, observando melhor vejo que é o de Gelda no andar de cima vejo que tem uma varanda linda, esse lugar é perfeito.

 

Pelo o que eu sei quem bancou a casa foi a mãe da Gelda, que é bem conhecida por ser a capa da revista Play Boy (acho que é assim que escreve ;-;), e não é segredo para ninguém que a Gelda quer seguir os mesmo passos da mãe.

 

Fico frente a porta e todo a campainha, desviando meu olhar para baixo espero alguém atender a porta, não sei se vou conseguir olha-las nos olhos. Depois de poucos minutos a porta é aberta e Elaine atende a mesma.

 

- Ellie... que bom que você veio. – disse com um sorriso, mas pelo tom de voz noto a preocupação estampada nela. – como se sente?

 

- não sei dizer. – falo em um sussurro. Uma da coisas que as pessoas acham estranho em mim é o fato de eu sempre falar baixo.

 

- entra. – disse me dando espaço para que eu passe.

 

Entro na casa e sou pega de surpresa por um abraço vindo de Gelda, abraço esse que eu hesito um pouco no começo, mas depois o retribuo, Elaine se junta a nós nesse abraço e ficamos assim por alguns minutos, é como dizem, ações valem mais do que palavras.

 

- pode ter certeza Ellie nós sabemos como você se sente. – saiu da voz de Gelda enquanto me puxava para o sofá. - vem cá deixa eu te contar uma pequena história.

 

 

Elizabeth POV’s Off.

 

 

Gelda POV’s On.

 

 

Flash Back On.

 

 

Eu tinha 3 anos, minhas mãe tinha 17 anos, isso mesmo que você está pensando minha mãe de deu a luz aos 14 anos. Eu nasci de um jeito que muitos podem chamar de perturbador, afinal o tio da minha mãe é meu pai biológico, loucura né? Pelo o que eu sei de como minha mãe foi parar com esse homem é porque os pais dela morram em um acidente de carro quando ela tinha 13 anos e a guarda dela foi passada para o irmão do pai dela, e foi ai que o inferno dela começou, tendo que trabalhar com empregada dele, escrava na verdade ela não podia descansar, tinha sempre que estar varrendo a casa, lavando louças, roupas, chão, paredes, até o teto!

 

Os abusos que ela sofria eram constantes, apanhava sempre que ela dava um movimento brusco. Quando ela engravidou de mim ela ficou apavorada, ele não deixou ela abortar de jeito nenhum. E quando eu nasci por algum motivo minha mãe se apegou muito a mim. segundo ela, eu era a única que ficava perto dela e a entendia, e mesmo sabendo como eu fui gerada ela nunca me olhou com desprezo, na verdade ela sempre me olhou como a jóia mais preciosa do mundo! E juntas passamos por aquele pesadelo constante mente eu via ele batendo nela, e algumas vezes eu apanhava junto...

 

Aos meus 2 anos ela começou a planejar nossa fuga, e aos meus 3 anos e executamos. Quase tudo deu errado, não conseguimos levar roupas nem comida, pelo o pouco que me lembro ele quase me deixa presa na casa, para que não conseguisse fugir. Mas pelo menos conseguimos sair dali. Saímos no final do dia, era quase noite.

 

Ficamos andando pelas ruas sem comida ou água, até que eu e minha mãe ficamos exaustas e nos sentamos na beira da calçada, esperando por um milagre, e duvido que você vá acreditar mas esse milagre vestia um short que jeans extremamente curto e uma camisa que só cobria os seios. O nome dela era Emily ela tinha o cabelo loiro que ia até o meio das costas.

 

Minha mãe pediu ajuda a ela, contando tudo o que aconteceu. Depois de saber disse o olhar ma mulher tinha uma mistura de ódio pelo homem, preocupação com minha mãe e pena de mim, uma menina de 3 anos que presenciou cenas que muitos adultos não agüentariam nem ver.

 

Ela nos pediu para entrar no carro e mesmo desconfiando nós entramos, ela nos levou para o lugar onde eu cresci e que libertou minha mãe. Mas vocês vão conhecer como mansão das coelinhas da play boy.

 

Lá minha mãe conheceu o dono do lugar que a fez uma grande oferta, ele nos deixaria morar lá de graça enquanto minha mãe fosse menor de idade, dando os melhores estudos para nós duas, mas quando ela fosse de maior por política do lugar ela teria que trabalhar para ele, ela tiraria somente fotos em que ela se sentisse confortável. Ela prontamente aceitou a proposta, lá ela se libertou, rapidamente nos demos bem com todas as mulheres da lá. E mesmo eu sendo uma criança, elas me aceitaram me trataram muito bem, cuidaram de mim como uma boneca de porcelana. Tinha vezes que nós brincávamos de quem me deixava mais parecida com uma boneca de verdade, elas me maquiavam, faziam meu cabelo, e me vestiam vestidos lindos!

 

Aos meus 6 anos eu já me considerava perita em moda. Sabia o que ficava bom com o que e as cores que mais destacavam meus olhos e pele. aos 12 anos eu já sabia posar para foto como uma verdadeira modelo de revista. Aos 15 anos eu já sabia como chamar a atenção de todos os meninos da minha volta. Aos meu 16 ela me ensinaram tudo o que eu precisava saber para perder a minha virgindade. Aos 18 elas começaram a me treinar para começar a posar, mas acabei reprovando no final do ano e minha mãe junto com o senhor James ( dono imaginário da play boy) disseram que eu só ia poder começar a aparecer na revista quando eu me formar. Que ódio!

 

 

Flash Back Off.

 

 

Gelda POV’s Off.

 

 

Elizabeth POV’s On.

 

 

- ah, um detalhe que eu já ia me esquecendo, quando minha mãe fez 18 anos ela processou aquele cara que hoje está preso para cumprir mais 85 anos de cadeia. – algumas lágrimas caiam do rosto levemente bronzeado da loira. – então eu posso diser que sei o que você sente Ellie, e eu vou estar do seu lado custe o que custar.

 

- eu também já sofri com isso... – Elaine disse em um sussurro. – teve uma vez, pouco antes de eu conhecer a Gelda, que eu e fui pegar um trem para a escola, o trem estava cheio – algumas lágrimas começaram a se acumular nos seus olhos. – e do nada alguém que até hoje eu não sei quem é ou como é, ficou me tocando e se esfregando em mim por trás e até hoje eu tenho medo de entrar naquele lugar de novo. Tive pesadelos por noites, você não está sozinha Ellie, pode não ser de sangue, mas somos irmãs, não é?

 

Mais uma vê nos abraçamos como se não houvesse amanhã. Logo depois do abraço Elaine trouxe água para nós que já estávamos ficando desidratadas de tanto ficar chorando.

 

- você deve estar cansada e precisa de um banho. – Gelda se pronuncia. – vou mostrar onde fica o seu quarto.

 

Me levantei se segui ela, subimos as escadas e ficamos diante de uma porta do corredor.

 

- essa suíte vai ser o seu novo quarto. – falou simplista. – trouxemos suas roupar e outras coisinha, os moveis foi cortesia da mamãe, que depois que soube o que aconteceu, fez questão de bancar tudo. – meus olhos se arregalaram.

 

- v-você contou p-pra ela?

 

- calma. – disse sorrindo. – ela me cobrou o motivo de você vir se mudar pra cá de repente e depois quis ajudar. Ela não vai ficar espalhando, pode confiar. – piscou para mim. – agora aproveite. – sibilou o quarto e me deixou sozinha da frente para a porta.

 

Tomo coragem e abro porta, assim entrando no cômodo me maravilhando com a vista, a maioria das paredes é em tom cinza claro e outra tem papel parede rosa, o quarto tem uma cama de casal bem espaçosa, uma janela, ar condicionado, uma televisão de tela plana, perto da janela tem uma mesa larga com uma caseira de rodinhas, e encima da mesa tem meu notebock e ao lado tem um espelho como o de uma princesa, um banco, suponho que eu deva colocar maquiagens ali. Olho para o teto surpresa, tem um candelabro aqui! O quarto é perfeitamente bem decorado.

 

Começando a explorar vejo que bem perto da porta que eu entrei tem outras portas, uma leva para um closet e a outra para um banheiro.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Esse lugar é uma que eu facilmente poderia morar para sempre.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

continua...


Notas Finais


nesse capítulo eu me dediquei a contar sobre o passado das meninas, assim explicando o jeito doido da Gelda e o jeito introvertido da Elaine.


a casa por fora: https://br.pinterest.com/pin/75083518773054055/

a casa por dentro: https://br.pinterest.com/pin/39406565478837422/

o quarto da Elizabeth: https://br.pinterest.com/pin/2392606041985010/


Gostou da Fanfic? Compartilhe!

Gostou? Deixe seu Comentário!

Muitos usuários deixam de postar por falta de comentários, estimule o trabalho deles, deixando um comentário.

Para comentar e incentivar o autor, Cadastre-se ou Acesse sua Conta.


Carregando...