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História Nossas Férias, Terceira Temporada: Novidades - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo 7


Brindaram antes de beber todo conteúdo do copo. Daisuke fez uma careta com o gosto, mas Shinki se manteve com a mesma expressão de sempre.

_ Nossa, o que você tem bebido na faculdade? - O amigo perguntou.

_ Você nem imagina. Vou ficar só na água agora, não posso voltar bêbado para casa, sábado é dia de jantar de família.

_ Teve uma DR com o seu namorado, não foi? 

_ Sim, e mal faz um dia que começamos a namorar. Parece que ele sente ciúmes.

_ De nós dois?

_ Araya sabe que foi o primeiro cara por quem eu me interessei e, por isso, agiu de forma infantil com você, sinto muito por isso.

_ Ah, tudo bem. Teremos outras oportunidades para conversar - O Sabaku bebeu alguns goles da água em silêncio. Dava para ver que ele estava chateado com o que tinha acontecido - Você ainda sente?

_ O que? - Perguntou.

_ Algo por mim - Shinki pensou um pouco antes de responder.

O que sentia por Daisuke havia sido escondido em um baú e trancado a várias chaves depois que haviam retomado a amizade na adolescência, desde lá, se esforçava para não pensar nisso, mas agradecia por ele ter perguntado e o forçado a avaliar, precisava disso.

_ Eu ainda o acho atraente, mas com Araya é diferente, acho que com ele é mais que isso.

_ Gosta mais dele que de mim? - Daisuke perguntou agora se sentindo ofendido e o mesmo sorriu balançando a cabeça.

_ Eu amo os dois, mas de formas diferentes.

_ Deveria dizer a ele que o ama, vai deixá-lo mais confiante sobre o que sente.

_ Talvez eu devesse ter lido algum manual sobre namoro antes de começar, acho que sou um desastre.

_ Me conta aquela história do Inojin que disse que iria me contar, vou adorar ter um motivo para zoar o pirralho a próxima vez que a gente se ver - Daisuke pediu arrancando um sorriso do amigo.

Inojin utilizava um avental lilás cheio de flores bordadas e, no peito esquerdo, "Floricultura Yamanaka" em caligrafia delicada. Varria a areia que havia caído no chão durante o dia quando ouviu o sino de um novo cliente. Ao olhar para porta viu Himawari que vestia uma jardineira amarela e tinha um sorriso no rosto.

_ Posso ajudar? - Perguntou deixando a vassoura de lado.

_ Não vim comprar flores.

_ Sério? De qualquer forma, deixaram uma encomenda para você buscar - Ele foi até o balcão e voltou com um bonito girassol - Foi um menino loiro um pouco atrapalhado que comprou, acho que ele acertou, você parece um verdadeiro girassol hoje.

_ Sério? Que pena que ele não está aqui, eu adoraria agradecer e dizer que amei o presente - Falou admirando a flor. Olhou para Inojin - Queria pedir desculpas, Boruto também está envergonhado pelo que aconteceu ontem.

_ Tudo bem, eu só penso nisso na hora de trocar o curativo. Inclusive, ele é realmente tão forte quanto aparenta.

_ Que bom que parece bem. Farei Boruto vir pedir desculpas o mais rápido possível, ele não tinha o direito de se meter na minha vida e te atacar dessa forma.

_ Não precisa, de verdade.

Estava sem graça de perguntar como ela se sentia sobre a noite anterior. Apesar de ter gostado muito, temia que o beijo tivesse sido apenas uma experiência para ela e ele fosse realmente muito emocionado, mas não tinha como não ser, havia tido o primeiro beijo com a menina que gostava, era sortudo.

_ Então eu vou indo - Ela falou e se aproximou dando um braço apertado no loiro - Você está cheirando a flores.

Corou.

_ Hima... Antes que você vá, quero saber se aceita sair comigo? Claro, depois que meu castigo acabar e eu puder sair de casa.

_ Tipo um encontro?

_ Sim, um encontro - Ela sorriu e balançou a cabeça confirmando - Isso é ótimo. Então, quando eu sair do castigo e recuperar meu celular, te mando uma mensagem.

_ Eu vou aguardar ansiosamente.

_ Não mais que eu - Os dois sorriram um pouco corados e ela foi embora.

Ao encontrar a casa silenciosa, Araya sentou em uma das espreguiçadeiras que ficavam na varanda e aproveitou a vista do jardim florido. Ligou para mãe como havia dito que faria e pensou sobre o que havia acontecido mais cedo enquanto esperava Shinki para conversar, se sentiu mal por ter agido de forma tão infantil. Ouviu tanto o nome de Daisuke naquele tempo em que haviam ficado juntos que cultivou uma certa antipatia que só piorou após ouvir sobre o dia que Shinki tentou beijá-lo. 

O Sabaku contava sobre o dia com nostalgia e um sorriso no rosto enquanto Araya se perguntava se ele seria tão cauteloso com o relacionamento se estivesse com Daisuke agora, que era o primeiro amor e a primeira pessoa que o aceitou, o confidente e cúmplice, com quem compartilhava tantas memórias boas. Talvez, se Daisuke sentisse o mesmo, não estariam juntos.

_ O que faz aí? - Inojin perguntou assustando o cunhado que tinha os pensamentos longe.

_ Encontrei ninguém em casa e me sentei um pouco aqui, o jardim de vocês é muito bonito.

_ Na verdade, tem gente em casa sim, o carro do papai está aí na frente, mas ele e a mamãe estão fazendo sabe se lá o que no quarto. De qualquer forma, acho que eles se resolveram, o que é um alívio - Inojin sentou na espreguiçadeira ao lado - Ter um jardim bonito é obrigação para os Yamanakas, é o que diz minha mãe, mas talvez eu seja mais Sabaku do que Yamanaka, aprendi sobre as flores por pura e espontânea pressão.

_ E como está o machucado?

_ Um pouco dolorido, mas estou bem.

Os dois ficaram em silêncio por um instante, mas Inojin não se importou. Estava de castigo sem o celular então sentia que tinha nada mais para fazer.

_ Cadê o Shinki? - Perguntou quebrando o silêncio.

_ Ele e o amigo saíram para conversar.

_ O Daisuke? Devia ter ido, ele é bem legal as vezes - Falou ganhando um sorriso do cunhado com o "as vezes".

_ Estou aguardando o seu irmão para discutirmos um pouco - Inojin o encarou curioso esperando que ele continuasse contando a história - Shinki nos apresentou e eu não fui legal com Daisuke, o seu irmão ficou um pouco chateado e com razão. Fiquei com ciúmes, fui rude e estraguei tudo.

_ O Shinki é realmente sinistro quando acha que tem alguém tentando controlar ele. A mamãe disse que é porque o papai e Shingima o protegeram bastante e, em alguns momentos, de forma controladora - Inojin ficou em silêncio por uns instantes antes de falar o que pensava - As vezes parece que a faculdade longe é para fugir da gente.

Araya lembrou dos planos que Shinki tinha de trabalhar longe após a faculdade e morar sozinho, mas, também, lembrou de como ele ficava alegre e feliz perto da família. Talvez ele não soubesse como conciliar as duas vidas que tinha.

_ Não sei o que Shinki pensa, mas dá para ver o quanto é feliz aqui.

_ Inojin, vaza - O assunto falou surgindo do lado deles. O loiro arqueou as sobrancelhas e o moreno revirou os olhos sabendo que deveria usar as palavrinhas mágicas  - Por favor.

_ Quase pensei que tinha esquecido a educação na rua - Inojin saiu e Shinki fechou a porta de vidro que dava passagem para a cozinha. Preferia que ninguém ouvisse a discussão.

_ Eu sei que errei, peço desculpas.

_ Não é só para mim que precisa pedir desculpas. Imagina só se, toda vez que um homem ou mulher for legal ou, até mesmo, der em cima de você, eu faça o mesmo que fez hoje? Poxa, eu estava feliz por apresentar vocês dois, pensei que seria divertido e não o desastre que foi - Araya levantou da espreguiçadeira ficando de frente para o namorado.

_ Eu não quis te constranger, mas, também, não consigo mascarar o que eu sinto. Me senti inseguro e errei, mas a culpa não é só minha, você fez e faz eu me sentir assim - Falou alto, mas respirou fundo ao final da frase. Não queria protagonizar outro showzinho no mesmo dia, mesmo que a plateia não pudesse ouvi-lo, então baixou o tom de voz - Você acha mesmo que, durante todo esse tempo, era tudo bem para mim ser tratado como um namorado quando estávamos sozinhos e como, no máximo, uma amizade colorida em público? Eu tive paciência, mas, ao mesmo tempo, precisava consolar a mim mesmo, dizendo que não era o que parecia, que eu não era apenas sexo fácil para você.

_ Está aqui agora, como meu namorado e na casa do meu pai - Shinki cruzou os braços se mostrando fechado ao assunto, mas Araya se sentia corajoso para discutir a relação que tinham, era algo que o deixava de voz embargada e estômago embrulhado, precisava colocar para fora.

_ E como posso saber que não estou aqui apenas porque desistiu do Daisuke e quis experimentar namorar com alguém? As vezes eu queria que sentisse ciúmes, mesmo que só por um instante, assim eu saberia se tem algum medo de me perder. Sempre fui tão fácil para você, me tem a hora que quer e me dispensa a hora que não quer - Se incomodou com o silêncio do Sabaku que apenas o ouvia e aumentou o tom de voz novamente segurando nos braços do moreno - Fala alguma coisa! Me diz o que pensa, mas me diz a verdade se tem alguma consideração por mim!

_ Pensei que, nesse fim de semana, as coisas já tivessem ficado claras entre nós. Minha vida amorosa nunca foi como a sua, você foi o meu primeiro, e único, relacionamento que passou de uma noite. Nunca soube organizar o que eu sentia, mas sabia que sentia. Não queria ferir os seus sentimentos, nem ao menos notei que era algo que te incomodava.

_ Claro que não notou, é confortável para você fazer eu me sentir o plano b.

_ Está enganado sobre tudo. Tenho medo de te perder, inclusive, estou com medo agora mesmo, não quero que desista de mim. Eu te amo, Araya, essa é provavelmente a primeira vez que falo em voz alta, mas faz tempo que eu sei. Nunca quis te fazer se sentir menos do que é para mim, não posso pedir que me ensine, inclusive, se quiser terminar agora é mais do que compreensível, com certeza é fácil para você conseguir alguém que te faça se sentir melhor do que eu, mas eu aprendo, talvez mais lento que qualquer um, porém aprendo.

O Shirogane ficou em silêncio por um instante e Shinki não viu mais o brilho de fúria no olhar do namorado.

_ Porque não falou antes?

_ Eu não sei, não sabia que precisava ouvir, pensei até mesmo que fosse óbvio.

_ Não é óbvio, nada do que pensa é óbvio para mim a não ser que fale.

Araya o soltou e o envolveu em um abraço que Shinki aceitou de bom grado. Parece que o namorado realmente precisava apenas das três palavrinhas para se sentir melhor, Daisuke tinha razão.

_ Posso dizer mais vezes se preferir.

_ Sim, eu prefiro que me diga todos os dias, assim eu vou ter certeza.

_ Se quiser, digo até de hora em hora para não passar longos períodos se achando o plano b.

_ Não precisa de tanto, uma vez no dia é o suficiente para mim.

Shinki se aproximou sem saber se eles estavam bem mesmo, mas Araya o puxou pelo pescoço o dando um beijo desejoso.

Ino, que olhava da sacada que dava para o jardim, comemorou o beijo de cinema, aquilo parecia uma novela. Havia acompanhado a partir do momento que os gritos começaram enquanto Gaara a observava de dentro do quarto preferindo se manter alheio aos conflitos do filho com o namorado.

_ Entra aqui, fofoqueira - Chamou e ela acatou ao pedido sorridente.

_ Eles já se acertaram.

Deitou na cama ao lado do marido que a olhava com olhar de julgamento.

_ O que foi?

_ Não tem motivo para se meter, sua área não é terapia de casais.

_ Eu gosto desse casal, se eles não se resolvessem eu iria interferir, você sabe.

_ Depois eu que sou o controlador com o Shinki.

_ Tá bom, Gaara. Vai lá tomar banho, logo seus irmãos estarão aqui - O empurrou para fora da cama.

Shinki e Araya estavam dividindo a espreguiçadeira abraçados em um silêncio cômodo depois de tanta gritaria, até o Shirogane lembrar de um assunto que queria conversar.

_ Ainda pensa em morar longe da sua família?

_ Sim, vou falar com eles hoje a noite. A mamãe vai estar aqui e a comoção vai ser menor se estiverem todos juntos.

_ Eu o apoiava antes porque não tinha te visto perto da sua família ainda, mas, agora que eu vi tenho certeza que é um erro.

_ Quando cheguei ouvi o que Inojin falou sobre achar que fujo deles, não queria que ele pensasse assim. É ótimo visitar e, durante o ano, sinto saudades, mas, também, gosto de tomar minhas próprias decisões e aprender com meus erros, perto dos meus pais é como se eu fosse criança ainda.

_ Pode ter sua independência aqui mesmo, em Konoha. Não precisa morar na casa dos seus pais, claro, mas pode visitá-los e ter seu próprio lugar, a diferença é que, morando mais perto, não vai passar tanto tempo longe. Sua família sente a sua falta e você também sente falta deles.

_ Se eu morasse aqui como ficaria entre a gente?

_ Eu teria que procurar um emprego. Acha que a floricultura Yamanaka me contrataria?

_ Professores de biologia sabem o significado das flores?

_ Não fiz essa cadeira no curso, mas dependendo do salário eu posso aprender.

_ O papai costumava dizer para mim, na época em que eu trabalhava lá junto com a Ino, que o salário era não morrer de fome.

_ Nos tempos atuais não morrer de fome é o suficiente.

Os dois riram.


Notas Finais


Ok, a partir daqui vou atender os pedidos feitos no cap anterior para o encerramento da fic, atendo pedidos desse também!
Me contem o que acharam e o que vcs sugerem 😊😊


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