História Nosso amor - Capítulo 26


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Notas do Autor


Eai, gente lindaaaaa
Acharam que eu não ia aparecer hj né????

Capítulo 26 - Vinte e seis


Alice Mendes
 

O dia estava lindo no Rio, pena que eu, por enquanto, somente podia vê-lo da janela do hospital.
 

Tinha feito minha rotina diaria acompanhada de Gabriel, meu acompanhante hospitalar oficial. Agora ele escovava os dentes enquanto esperávamos Marília e Bruna chegarem. Elas quem seriam minhas acompanhantes, no tempo em que ele estivesse com o time do Flamengo.
 

Eu mantinha os olhos fechados, mas fui despertada por duas batidas na porta, que revelou quem eu aguardava e, surpreendentemente, Diego e Everton.
Sorri para eles, que vieram até mim, me beijando, com todo cuidado.
 

— Ei, prin, como você está? — Diego falou, se sentando na beirada da cama.
 

— Estou bem, ainda com dor, principalmente na costela. — Falei e sorri para todos.
 

— Você me deu o maior susto da vida, amiga. Rezei muito! — Bruna disse, passando a mão por meus cabelos.
 

— Teve gente que só de pensar em te perder surtou. — Diego brincou, indicando Gabriel com a cabeça, que riu.
 

— O Gabigol está cuidado bem de você, né? — Marília falou risonha.
 

— Muito bem, parece que estou em um hotel no Caribe. — Entrei na brincadeira, arrancando a risada de todos.
 

— Ih, já está boazinha. — Gabriel falou rindo enquanto arrumava algo em sua mochila.
 

Everton começou a contar sobre as reações que Gabriel teve no Ninho do Urubu e o quanto a galera deu apoio para ele.
 

— Fiquei sabendo que teve gente que se auto apresentou para os sogros. — Everton iniciou o assunto, me fazendo concordar.
 

— Fiquei sem entender nada, acordei e minha mãe tava chamando o Gabriel de genro. — Falei sorrindo e eles comemoraram.
 

— O casal que eu sempre sonhei, aí sim! — Marília sorria para a gente.
 

— Eu sempre disse que éramos um casalzao. — Gabriel brincou, nos fazendo rir.
 

Everton contou como foi fácil descobrir, no início, que Gabriel estava perdidamente apaixonado, segundo ele, por mim.
 

— O papo está bom, mas acho que temos que ir. — Diego disse, checando o relógio de pulso.
 

Conferi que estávamos ali cerca de uma hora quase, o que provavelmente atrasaria os mesmos para a apresentação no CT, se não saíssem imediatamente.
 

— Fica bem, Alice, logo você está em casa. — Everton veio até mim primeiro, se despedindo.
 

— Pode deixar, Miteiro. Já quero um churrasco com pagode de recepção. — Brinquei, fazendo ele rir.
 

— Não tenha dúvidas de que isso acontecerá! — Afirmou.
 

— Se cuida, prin. Não reclama, nem faz birra para tomar os remédios e não abusa. Os meninos estão morrendo de saudades, então, fica boa logo. — Diego disse, e beijou minha testa.
 

— Ok, pai, ficarei comportada. Logo logo estarei brincando com eles e quase derrubando sua casa para você reclamar bastante — Falei sorrindo — Ah, boa sorte no jogo para vocês.
 

— Logo estou de volta, meu amor. Fica bem. — Gabriel selou meus lábios.
 

— Boa sorte no jogo, Gabi. Até mais. — Falei sorrindo e ganhei um lindo sorriso de volta, no melhor estilo Gabigol.
 

— Ih, não vai chorar porque o Gabriel tá indo ficar longe de você não, hein. — Everton debochou, já na porta.
 

— Me deixa, Everton. Mas, é por um bom motivo, afinal, hoje tem gol do Gabigol. — Brinquei, fazendo referência as plaquinhas da torcida do Flamengo e imitei, com o braço bom, a comemoração que ele fazia.
 

Todo mundo riu e ele me jogou um beijo, me fazendo sorrir. Os meninos deixaram o quarto, depois de se despedirem das meninas também.
 

— Diz para a gente, amiga. Como ficaram as coisas? — Bruna disse.
 

E não demorei para entender o que ela queria dizer.
 

— Ah, não foi fácil. Mas, Gabriel não quis muito prolongar o assunto, disse que tínhamos que pensar que poderia ter acontecido algo pior. — Desabafei.
 

— Os médicos disseram isso para ele e, de certa forma, é um consolo. — Marília disse, e eu anui.
 

— Acho que não é o momento para vocês conversarem sobre, amiga. Vocês falaram e ok, ótimo. Depois, mais para frente, conversam — Bruna quem disse — Você não teve culpa de nada, não tem que se preocupar!
 

Marília concordou.
 

— E precisa focar na sua recuperação, amore. — Completou o que Bruna disse.
 

— Eu sei, mas, ainda sim, me sinto um pouco culpada. — Dei de ombros e elas deram um meio sorriso.
 

Eu sabia que não tinha o que as pessoas nos dizerem nesse momento, foi tudo tão rápido que mal tivemos tempo de conversar sobre. Talvez, tenha sido melhor assim.
 

— Eu não queria que ele tivesse passado por isso, não depois da conversa que tivemos. Mas aconteceu. E ele está aqui, todos os dias, em todos os momentos, comigo. Abdicando de dormir na cama dele para ficar aqui e mal dormir, toda hora se preocupando se estou bem, se estou com muita dor. — Falei, pensando nele.
 

— Ele está sendo um anjo, uh? — Bruna comentou. — Ele ama você, amiga. E é isso que as pessoas que amam fazem. Cuidam, protegem e mimam umas as outras. — Completou.
 

— Concordo, sem tirar uma vírgula! — Mari sorriu e eu também.
 

— Ele me pediu em namoro ontem. — Disse, depois de algum tempo, fazendo elas me encararem eufóricas.
 

— E aí? — Mari riu, animada.
 

— Foi um sonho, ele é um sonho. Nem nos meus mais lindos pensamentos imaginei viver isso, ainda mais com ele. — Nós rimos.
 

— Eu não sei dizer o quanto é lindo ver você assim. — Bruna falou, vindo até mim.
 

— Obrigada por estarem aqui. — Sorri para ambas.
 

— Sempre estaremos. — Mari disse, e me abraçaram juntas.
 

(...)
 

A noite no hospital era um pouco deprimente, mas a companhia das meninas parecia me fazer esquecer disso.
 

As duas ficaram praticamente o dia inteiro comigo, Marília saiu, apenas, no final de tarde para resolver umas coisas com Guto, mas afirmou que voltaria para assistir o jogo com a gente.
 

A regra do hospital era clara, apenas um acompanhante. Mas nenhum deles parecia entender isso, o que era engraçado, porque venciam os médicos na insistência para ficar aqui.
 

Bruna comentava o quanto estava ansiosa para o jogo de hoje, era uma partida pela libertadores. O time do Rio enfrentaria o Emelec, pelas oitavas, precisando ganhar para se classificar.
Por isso que Gabriel precisou ir, era uma partida muito importante para o time.
 

— Voltei — Marília entrou no quarto, com sua camisa do Flamengo no corpo — Que trânsito! Achei que não chegaria a tempo.
 

— Ainda estão aquecendo. — Falei indicando a televisão.
 

Elas eram do tipo que assistiam não somente o jogo, como o pré jogo também.
 

— Talvez fosse eu lá hoje. — Falei, depois que o repórter de campo da emissora, havia falado sobre o meu acidente e me desejado melhoras.
 

— Você vai para final da libertadores com a gente, amiga, fica tranquila — Marília falou, arrancando risadas da gente — Ih, que flores são essas? — Apontou os girassóis na mesa ao lado da minha cama.
 

— São lindos, não? — Bruna elogiou — Pergunta quem deu. — Incentivou, risonha.
 

Marília me olhou com as sobrancelhas arqueadas.
 

— Achei que fossem do Gabriel. — Disse, um tanto desapontada, me fazendo rir.
 

— São do cantor que ela conheceu no Tardezinha, aquele dia. — Bruna contou, como se eu não estivesse ali.
 

— MENTIRA! — Mari disse com as mãos na boca.
 

— Eu ainda estou aqui — Revirei os olhos. — São flores de amizade, me desejando uma boa recuperação — Expliquei, calmamente.
 

— Amizade, aham, sei. Gabriel vai adorar essas flores de amizade — Marília disse rindo.
 

— Não quero nem ver, mas eu vou deixá-la aqui. Amo girassóis e não tem nada a ver — Disse firme, fazendo elas me olharem, rindo.
 

O time do Flamengo entrou em campo, não dando oportunidade para que o assunto fosse prolongado, o que me fez agradecer. Mas, confesso que também fiquei surpresa, afinal, não tínhamos contato desde o acidente, mas Bruna disse que a mídia vinculou uma notícia que eu tinha sofrido o acidente e, possivelmente, Dilsinho tenha visto.
 

Apreciei cada momento do Gabriel em campo e comemorei, na medida do possível, os dois gols que ele fez, colocando o Flamengo na disputa da competição novamente.
Era incrível o quanto ele era lindo pela televisão o tanto que é pessoalmente também.
 

Marília e Bruna comentavam a partida nervosamente, ainda mais quando a mesma foi para os pênaltis, enquanto eu, apenas evitava abusar para não prejudicar minha recuperação.
 

O time do Rio levou a classificação para os pênaltis e, com uma excelente participação do goleiro rubro-negro, eles se classificaram para as quartas da libertadores.
 

— Atenção, senhores, que Gabriel Barbosa, irá falar. — Marília disse, de forma descontraída, após o repórter anunciar que estava com ele.
 

— Gabriel, você é um jogador recém chegado no clube e já é muito querido pela torcida. Qual é o tamanho, no jogo de hoje, do seu feito? — O repórter perguntou.
 

— É algo que eu não sei dimensionar, sinceramente. Foi uma identificação muito grande que tive com o clube e é gratificante poder fazer parte de momentos importantes, seja marcando, seja dando passe para gol, eu quero é ajudar — Ele disse passando a mão pela barba. Uma graça. — Eu queria aproveitar esse momento e dedicar para uma pessoa muito importante para mim, que está sempre me apoiando, principalmente nos momentos mais difíceis, como a eliminação na Copa do Brasil, o jogo de hoje. Alice, esses gols foram para você, amor. Fica bem logo, eu te amo. — Gabriel finalizou, me deixando em choque.
 

Era a primeira vez que Gabriel dizia que me amava e tinha sido em rede nacional, para todos do país e para a emissora que eu trabalho.
 

Amar. Eu não fazia ideia do que esse tanto representaria daqui para frente, mas era isso, amor verdadeiro. Eu o amava também, e não tinha dúvidas disso.
 

— Uau. — Bruna disse, enquanto ela e Marília pareciam estar em choque.
 

— É, também não sei o que dizer. — Disse, por fim.
 

— Se tinham dúvidas de que estavam juntos, agora tem certeza. — Marília falou rindo.

Algum tempo depois, recuperadas pós escândalo do jogo e duas chamadas de atenção das enfermeiras, elas começaram a se arrumar para irem embora, porque Gabriel viria dormir comigo, novamente.

Em questão de quarenta minutos depois, duas batidas na porta revelaram Gabriel.
O atacante vestia uma camisa verde fluorescente do Flamengo e uma calça preta, também do time; o uniforme de viagem deles.

— E aí, meninas. — Falou sorrindo, deixando sua mochila na poltrona que tinha ali.
 

— E aí, Gabigol, hoje tiveram dois gols, hein — Bruna falou divertida e ele riu.
 

Elas parebenizaram ele pela partida, mas não se alongaram, dizendo que estava na hora de irem.
 

— Fica bem, amiga. Amanhã você terá alta e a nossa visita será na sua casa! — Marília falou, me abraçando.
 

— Até amanhã, Alice. Amo você. — Bruna se despediu.
 

Elas deixaram o quarto, depois de se despedirem do Gabriel.
 

— Você quer me matar do coração, né? — Falei sorrindo, enquanto Gabriel estava apoiado, nós pés da cama, na grade plástica de proteção da mesma.
 

— Gostou? — Veio até mim
 

— Eu amei, príncipe. Amei tanto que pensei numa placa, hoje ganhei os dois gols do Gabigol — Falei rindo, acompanhada dele. — Sério, obrigada — Ele abanou com a cabeça e colou nossos lábios, mas logo separou, desviando a atenção para outra coisa no quarto.
 

— Flores? — Indicou com a cabeça e eu assenti, dando de ombros.
 

— Aham, a enfemeira entregou no final da tarde — Falei simples, olhando para meus pés.
 

Gabriel arqueou as sobrancelhas, com toda sua curiosidade.
 

— E de quem são? — Perguntou, depois de um tempo.
 

— Promete que não vai ficar bravo? — Falei e ele negou, me fazendo fazer um biquinho.
 

— Não tem como eu prometer isso, Alice — Disse, revirando os olhos, mas eu fiz minha melhor cara de cachorro sem dono — Tá, beleza, eu prometo não ficar bravo. De quem são? — Insistiu.
 

Respirei fundo, mas não tanto, porque minha costela doía.
 

— Do Dilsinho — Falei simples, mas vi Gabriel bufar — Você prometeu, príncipe. — Falei manhosa.
 

O atacante bufou, novamente.
 

— É, eu prometi. Mas eu não gostei pô, que cara folgado. — Falou irritado.
 

No seu melhor estilo Gabigol mimado e puto, aquela gracinha que era.
 

— Fica uma graça bravinho e com ciúmes assim — Beijei a bochecha dele, que riu — Eu não tive culpa, amor — Falei.
 

— Oi? Não ouvi direito. — Falou dando um meio sorriso, me deixando confusa.
 

— Eu não tive culpa, eu nem sabia que ele sabia que eu tinha... — Tentei dizer, mas ele me interrompeu.
 

— Isso eu entendi, não ouvi do que você me chamou, acho que estou surdo. — Falou rindo, me fazendo entender o que queria.
 

— Eu falei que não tive culpa, a m o r . — Falei devagarzinho, fazendo ele alargar o sorriso.
 

— Se você me chamar assim de novo, eu vou te sequestrar desse hospital e te levar para o paraíso, também conhecido como meu quarto. — Brincou, beijando meus lábios.
 

— Eu amo você, meu amor. — Falei, quando nos separamos.
 

— Ai, papai, que isso não seja um sonho. — Disse, dramaticamente, olhando para o céu.
 

Eu ri.
 

— Deita aqui comigo. — Falei baixinho.
 

— Tem certeza? — Perguntou, receoso.
 

Apenas assenti e então ele deitou com todo cuidado do mundo. Gabriel se ajeitou e deixou seu braço por cima do meu tronco, beijando minha bochecha.
 

Dormir no hospital era, de longe, uma das piores coisas do mundo, mas, sinceramente, não tinha outro lugar que eu queria estar nesse momentos, melhor que nos braços do Gabriel. 


Notas Finais


Dilsinho dando as caras rs


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