História Nosso Amor Proibido - Juliantina - Capítulo 23


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Categorias Histórias Originais
Tags Amar A Muerte, Juliana Valdés, Juliantina, Valentina Carvajal
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Palavras 3.585
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Aventura, Comédia, Drama (Tragédia), Famí­lia, Fantasia, Festa, Ficção, Ficção Científica, LGBT, Luta, Magia, Mistério, Misticismo, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Suspense, Terror e Horror, Yaoi (Gay), Yuri (Lésbica)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Drogas, Estupro, Heterossexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Capítulo 23 - Não foda a vida dela, senão vou foder a sua


Macarena Achaga

Quando meu voo pousou no aeroporto de São Paulo no Brasil, eu não sabia como me comunicar com as pessoas para pedir ajuda, a única coisa que eu sabia era onde eu poderia comprar a bendita arma. Eu darei o meu máximo para encontrar a minha namorada, nem que eu tenha que revirar esse país.

- Está perdida? - Uma moça me pergunta em espanhol.

- Graças alguém que fala meu idioma, eu queria saber como posso pedir um taxí, mas eu não falo português. - A moça sorri gentilmente e pede para eu a acompanhar até fora do aeroporto, o ar daqui é leve e quando eu pegar a Bárbara com certeza irei pedir para voltarmos aqui.

- Pode me falar onde quer ir ? - Ela pergunta.

- Essa coordenada. - Mostro o papel em que anotei os números que um dos meus amigos brasileiros me deu, era onde eu iria comprar a arma. Ela assente e abre a porta do táxi para mim. 

- Pode levar essa moça até essa coordenada? - Ela fala em português para o taxista. Ele sorri para ela e pega o papel de suas mãos para colocar em seu GPS no painel de controle do carro. - Ele irá te levar até esse endereço, foi um prazer ajudá-la. - Ela diz gentil e saí caminhando para dentro do aeroporto novamente sem esperar eu dizer obrigada. 

O rapaz começo a dirigir e por um momento eu esqueci que estava aqui atrás da minha namorada sequestrada, as ruas são lindas e as pessoas emanavam amor e carisma, as crianças brincando nas ruas e as mães observando, era lindo de se ver. Os prédios são tão bonitos quanto os do México, definitivamente eu voltarei aqui. Eu olhava para o meu celular de cinco em cinco minutos vendo os segundos passarem, assim que o carro estacionou eu dei 30 reais que eu converti no aeroporto e pedi para ele ficar com o troco. Desci do carro e bati três vezes assim como o meu amigo me disse, a porta era de metal e o som das minhas batidas ecoaram por toda a rua.

- Você é a Macarena Achaga, não? - Era um homem com a barba feita e um pouco mais velho que eu. Seus olhos eram azuis e a expressão calma. - Meu primo me disse que você viria, entre. Eu já separei o que veio procurar. - Ele abre espaço na porta e eu entro observando tudo em volta, tinha uma mesa no meio da sala e lá havia três pistolas. - Eu tenho essas três belezas, essa aqui é uma Tanfoglio Force. - Ele pega uma das três que estavam em cima da mesa, era preta com o gatilho branco, uma bela pistola eu diria se eu gostasse de pistolas. - Também tenho essa que é uma Walther Colt 1911. - Outra bela pistola eu diria. - E por fim, a minha favorita e possivelmente a mais clichê de todas. Colt Python, essa faz um estrago danado. - Eu peguei uma a uma e analisei em minhas mãos todas as três. A que mais se encaixou em minhas mãos foi a sua segunda opção.

- Será essa. - Disse olhando para a pistola em minhas mãos.

- Boa escolha. Pra você eu não vou cobrar, descobri que fez vários favores e já ajudou muito o cabeça oca do meu primo, fico feliz em te ajudar em encontrar sua namorada. - Suas palavras me tocaram e me fez querer abraçá-lo. - Tome cuidado, e por favor não seja aquelas pessoas que olham o buraquinho na frente da arma e atiram para ver se está funcionando. - Sorrio e guardo a arma em minha bolsa. 

- Obrigada. - Ele abre a porta e sorri acenando com a mão.Agora eu só tenho que achar a Bárbara. Tomara que seja tão fácil assim como foi para pegar a arma.

 

Bárbara López ( Paralelo com o ponto de vista da Macarena )

O Henrique acabou de convocar uma reunião na sua sala, eu estava com medo pois o jeito que ele me olhou quando disse era de mágoa e dor. Eu e Fernanda fomos andando lado a lado para a sua sala, minhas pernas tremiam e minhas mãos suavam, será que ele vai tirar o celular que me deu ou será que vai me machucar? Eram tantas perguntas borbulhando na minha mente.

- Bom, eu pedi para que viessem aqui, porque tenho uma péssima notícia para dar a Bárbara e todos tem que escutar. - Engulo seco. - O Gonzalo está chegando daqui poucas horas, ele quer ver o que estamos fazendo com a Bárbara e como ela está reagindo a tudo. - Suas palavras vinha carregadas de remorso. - Bárbara, preciso que devolva o aparelho até o Gonzalo ir embora novamente, e também preciso que use suas habilidades como atriz e atue como a maior vilã que tem em você. - Fernanda afagava o meu ombro e os olhos de Henrique me analisavam.

- Eu jurava que seria algo pior, não se preocupem. Eu aturei o Gonzalo por muito tempo atuando como a mulher feliz, não me importo de me fazer de vilã. - Pego o celular do bolso de trás da minha calça e entrego nas mãos do senhor que estava sentando em sua cadeira. - Será um prazer falar coisas horríveis para ele. - Ele sorri e pega o aparelho de minhas mãos, de fato eu não queria ter que devolver o celular, mas não seria para sempre. Passou-se um pouco de tempo para o Gonzalo chegar na casa onde eu estava, eu estava socando o saco de pancadas com uma regata simples branca, um shorts de malha e um rabo de cavalo. No meu rosto as gotas de suor caíam e nas minhas mãos se formavam machucados por estar só com faixas e sem luvas. 

- Pensei que te veria chorando quando entrasse aqui. - Gonzalo diz na porta do quarto onde eu estou dormindo.

- Pensou errado. - Dei um soco forte no saco que vai para frente e volta. - Pensou que eu estaria destroçada por ter mandado me sequestrarem e me deixar meses sem ver minha namorada? Sem notícias dela ou a dúvida de não saber se ela está viva ou não? Pelo o que eu soube queria que eu matasse animais e estou fazendo isso. - Paro de socar o saco e me aproximo dele com a cara mais fria que eu conseguia fazer. - Feliz em descobrir que ao puxar o gatilho não sinto nada em matar qualquer animal? Em que não sinto remorso de tirar a vida deles? Satisfeito? - Pergunto cerrando os dentes e apertando meu punhos.

- Não precisar colocar assim, eu só queria que você soubesse que está melhor sem ela. - Dou uma risada sínica e volto para o canto do quarto socar o saco.

- Volte para o buraco que saiu e me deixe em paz. - Chuto o saco e sinto uma dor na minha canela, mas não ia mostrar fraqueza perto dele. - Não quero perder a cabeça e fazer da sua vida igual a do animal que comi mais cedo. - Escuto ele engolir seco e retomar sua postura de macho alfa, que patético. 

- Não me ameace Bárbara, não se esqueça que você está aqui, presa e não pode ajudar Macarena lá no México. Eu estou no comando. - Ele fala com a voz grossa e se vira para sair do quarto. Vou caminhando até ele e lhe acerto um chute nas pernas e puxo seu pescoço para dentro do quarto, jogo ele no chão ficando por cima de seu corpo e dando uma sequência de três socos na sua cara.

- Não ouse foder a vida da Macarena, ou eu fodo com a sua assim que sair dessa merda de casa. - Seu nariz sangrava e seus olhos estavam arregalados. - Faça qualquer coisa pra ela e eu juro por Deus que vou bater tanto em você não vai nem se lembrar do próprio nome. 

- Não seria louca. - Ele diz com a voz falha.

- Paga pra ver. - Me levanto e me sento na cama tirando as faixas dos meus punhos. - Vá embora, não quero ver a sua cara nunca mais. - Falo com a minha concentração nos machucados abertos nos ossos de minhas mãos, se Macarena estivesse aqui a primeira coisa que faria seria cuidar de meus ferimentos e depois brigaria comigo por estar me machucando dessa maneira. Sorrio em pensar na minha namorada, será que eu posso ainda chamar ela assim? Quando ergo a minha cabeça o Gonzalo já não estava no quarto. Suspiro deixando a minha Bárbara malvada ir embora e me dando conta da dor imensa na minhas mãos. Merda. 

Espero alguns longos minutos se passarem e saio do meu quarto procurando por Fernanda, vou olhando em quarto em quarto mas não a encontro, meu medo começa a se fazer existênte dentro da minha cabeça, Gonzalo está aqui e vamos e venhamos que ele não é a melhor pessoa a se respeitar uma mulher, preciso a encontrar. Quando vou entrar na sala do Henrique para avisar que não a encontro ela aparece atrás de mim e me abraça. Me assusto e me limito a colocar as mãos na sua cintura.

- Sinto muito... - Ergo uma sobrancelha e desfazo o abraço que ela começou. 

- Pelo o que ? - Ela tinha lágrimas nos olhos e as mãos trêmulas. Fernanda havia se tornado uma amiga aqui, ela me contava como era a sua relação com seu pai e a sua triste história de amor. Perdeu um filho fazia quatro anos e depois disso concordou em ajudar o pai no que ele fazia.

- A Maca... - Meu coração tropeça suas batidas.

- O que tem a Macarena? - Pergunto com medo da resposta que posso levar.

- Eu estava lá fora treinando meus tiros e... O Gonzalo saiu furioso pela porta da frente, assim que ele saiu da casa a Macarena desceu de um táxi, ele nem esperou ela fechar a porta... Ele acertou um soco nela e a empurrou para dentro do carro de novo... - Sua voz falhava em alguns pontos da confissão, se eu tivesse morrido, culparia o meu coração que parou de bater assim que essas dolorosas palavras saíram de sua boca. 

- Macarena estava aqui...? - Pergunto sentindo as lágrimas baterem na porta de meus olhos pedindo permissão para sair. - O Gonzalo a sequestrou ?

- Sinto muito... - Eu achei que tristeza passaria por minhas veias, mas não foi o que aconteceu, a raiva que eu sentia dele e de toda a merda que ele me colocou gritava em minhas mãos. Pela primeira vez de todo o tempo que estive aqui, eu realmente queria sangue nas minhas mãos, e esse sangue era o dele. Girei meus calcanhares e bati uma vez antes de abrir a porta da sala do Henrique. 

- Preciso que me diga todos os galpões ou qualquer estrutura que pode se manter uma pessoa como refém. - Falei me apoiando com as mãos espalmadas na sua mesa.

- O que aconteceu? 

- Macarena estava ali na frente, ali na frente! - Grito apontando o dedo para a parede simbolizando a rua que estava atrás das estruturas da casa. - E o Gonzalo levou ela, não vou deixar que ele a machuque mais do que já a machucou. - Os olhos de Henrique emanavam raiva, quando vi que ele era de confiança, todo café ou vez que íamos para fora da casa atirar, eu contava algo sobre Macarena e ele me contava da sua falecida esposa. Ele se conectou com minha história e a cada dia que se passava ele se sentia mais culpado em me manter aqui.

- Fernanda! - Ele grita e gira a cadeira para a estante que ficava atrás dele. Abre uma das gavetas e tira um enorme mapa. Fernanda chega na porta de sua sala e me ajuda a tirar as coisas de cima de sua mesa para estender o mapa ali. - Quero que contorne todos os lugares onde já encontramos por aqui agora. Bárbara, chame o Francisco e peça para ele vir aqui com seu laptop. - Corri para o quarto do primo da Fernanda e fiz o que o Henrique pediu, em poucos segundos o rapaz estava ali presente. - Quero que rastreie o celular do Gonzalo e se não conseguir com o dele rastreie o da namorada da Bárbara. - O Francisco se senta da poltrona de frente para a mesa e começa a digitar em seu computador, Fernanda estava riscando em círculos todas as estruturas que se tinham naquele mapa, Henrique ajudava os dois à fazerem suas tarefas. 

- Achei! - Francisco fala eufórico. - Estão na terceira casa da rua dos Ramirez. - Ele falava apontando para o mapa em cima da mesa sem tirar os olhos de sua tela. Fernanda pega uma caneta de outra cor e risca a propriedade.

- Chamem todos da família, nós vamos buscar a Macarena. - Henrique diz para os dois que saem mais rápidos que um raio de sua sala, o senhor pega a Desert Eagle que eu estava treinando os tiros e me dá em mãos a arma. - Use-a para matar aquele desgraçado. - Peguei a arma e coloquei na minha lombar, parti para o meu quarto e comecei a trocar a minha roupa, coloquei uma calça jeans, uma outra regata e fiquei com os tênis que já estava. Fernanda apareceu na porta e fez com a cabeça para eu segui-lá. 

- Vocês não sabem o que significa para mim fazerem isso. - Falo chegando na roda que tinha toda a família do Henrique.

- Nesses meses que ficou aqui Bárbara, se tornou a nossa família. E ninguém mexe com a minha família. - Fernanda me abraçou e me puxou para fora da casa, tinham duas caminhonetes chegando, e eu achando que a família do Henrique era só a que morava naquela casa. Tinham no mínimo mais que vinte pessoas ali. O Henrique colocou o mapa em cima do capô de uma das caminhonetes e colocou o dedo ao lado do círculo que indica onde estava Macarena. - Uma de nós está nesse galpão, nós vamos lá e vamos buscar ela. Gonzalo levou ela até lá, vamos trazer ela para casa por bem ou por mal. Nós todos subimos nos carros e saímos para onde estava Macarena e Gonzalo, Fernanda analisava sua arma e eu fazia o mesmo. Henrique repassava o plano para todos. Quando chegamos perto do local descemos todos dos carros e fomos nos esgueirando pela mata. 

- Você fica aqui. - Henrique diz para mim.

- Não! É a minha namorada lá Henrique. - Falo batendo o pé. 

-Eu sei, eu sei. Mas preciso que fique aqui, caso algo aconteça pegue o carro e vá embora. - Ele dizia calmo.

- Nem pensar! Estão aqui por minha causa e não vou deixar vocês sozinhos! - Henrique faz um gesto com a mão para eu me acalmar. 

- Você vai ficar aqui. - Quando fui contestar escuto tiros vindos do celeiro onde todos estavam indo. Começo a me desesperar.

Macarena Achaga ( Paralelo com a visão da Bárbara )

Quando eu cheguei na casa onde estavam mantendo a Bárbara, tinha uma menina atirando no tronco de uma árvore, fiquei tão atenta no barulho dos tiros vindos de sua pistola que eu não vi a aproximação de um homem, ele me deu um soco e me empurrou para dentro do táxi que até poucos segundos atrás eu estava. Tudo estava girando e eu sentia gosto de sangue na minha boca, quando consegui enxergar um pouco vi que o homem que estava ao meu lado no carro era o Gonzalo. Puta madre.

Chegamos à um celeiro, ele me empurrava com força para dentro do mesmo e gritava palavras irreconhecíveis, me sentou em uma cadeira e amarrou minhas mãos e pernas. Seu nariz tinha uma pequena marca de sangue e eu ficaria muito feliz em saber que tinha sido a Bárbara a fazer tal coisa. Ele ficava resmungando coisas e andava para lá e para cá. 

- Como descobriu onde ela estava? - Ele perguntou assim que parou de andar. Sua voz era firme e assustada ao mesmo tempo.

- Copiei todos os arquivos do seu celular no dia do interrogatório, recortei a paisagem onde mostrava a Bárbara atirando e vualá. - Ele bufa e chega perto de mim. 

- Ela não virá te buscar. - Gonzalo aperta minhas bochechas com uma das mãos e eu cuspo na sua cara.

- Pouco me importa, eu vou acabar com você antes dela saber que você me pegou. - Macarena sua retardada, ele que está com a arma e você é quem ameaça? Ele limpa o cuspe e me acerta um tapa no rosto, o gosto metálico volta a aparecer. Quando ele pega o seu celular do bolso e aponta a câmera para mim eu ergo minhas sobrancelhas.

- Quando eu te matar, vou chantagear Bárbara com os seus pais e com os pais dela para ela voltar comigo. Vou arruinar a vida que um dia vocês pensaram em ter. Já pensaram em ter filhos? - Ergo meu olhar para ele. - Já né? Eu vou engravidar a Bárbara e todo dia lembrar à ela que quem irá criar o nosso filho, será quem matou a pessoa que ela mais ama na vida dela. - Escorre uma lágrima do meu olho e eu o amaldiçoo ele por não poder enxugar. - Todos os planos que fizeram, eu vou fazer questão de lembrá-la que não realizará com você. - Minha garganta trava e eu mal consigo respirar. - Agora eu vou gravar você se despedindo dela, e depois que eu encerrar o vídeo. Vou matar você. Agora fale Macarena, diga para todos o quanto você ama a Bárbara. - Ele aponta a câmera do seu celular para mim, eu não quero falar, não quero dar o gosto que me rendi à ele. - Fale! - Ele acerta outro tapa no meu rosto.

- Mi amor... - Gonzalo sorri ao ver que eu comecei a falar. - Quero que realize meu último pedido à você meu bem, quero que você siga a sua vida sem mim, erga a sua cabeça e viva a vida por nós duas. - Duas lágrimas correm pelo meu rosto. - Enquanto houver ar em meus pulmões, e o sangue correr por minhas veias, eu vou amar você. Eu te amo tão intensamente e ter que abrir mão disso é a pior coisa que eu posso fazer, Gonzalo me fez ter a pior escolha, que é ter que abrir mão de você e te deixar voar. Mi amor alcance o horizonte que você tanto deseja. Há coisas que nunca irão mudar em minha vida, que é o meu amor por você, eu te amo e vou amar até o último instante de vida que me restar. O que vivemos foi único e mágico, quero que saiba que em outras vidas eu estarei esperando para ter você novamente. O tempo que ficaremos separadas não pode ser comparado o que vivemos, cuide-se meu amor. Eu te amo. - Gonzalo abaixa o celular gargalhando, eu me deixo chorar, afinal, era o que me restava. 

- Que meloso, agora conte até três. - Escuto tiros e abaixo minha cabeça no susto, Gonzalo cerra os dentes e vejo a arma em suas mãos tremer. - Conte!

- Um... - Ele sorri. - Dois... - Engatilha a arma. - Trê... - Sou interrompida com a porta do celeiro sendo derrubada por uma caminhote branca e vermelha, Bárbara estava com todo o seu tronco para fora do banco do motorista, uma mão segurava o volante e a outra tinha uma arma apontada para o Gonzalo, ela atira e freia abruptamente o carro, escuto o impacto do corpo sem vida do Gonzalo cair no chão ao meu lado. Ela vem correndo até mim e atira sua arma para longe, ela vai atrás de mim e desamarra minhas mãos, faz o mesmo com minhas pernas. Ela se agacha e fica na mesma altura que eu. Levo minhas mãos até o seu rosto e vejo os olhinhos que tanto amo marejados. - Eu pensei que nunca mais ia te ver... - Bárbara envolve minha cintura com os braços e enfia o rosto no meu pescoço. 

- Me perdoe... Me perdoe... - Ela dizia baixinho entre fungadas. - Você não merece passar por isso... - Pego o seu rosto com as minhas mãos e selo nossos lábios em um selinho demorado que se evolui para um beijo totalmente de saudade, suas mãos acariciavam a minha cintura e as minhas acariciavam o seu rosto, estava com tanta saudade dela.

- Eu te amo, eu te amo, eu te amo. - Eu disse no meio do beijo, ela sorri e enche minha face de beijinhos.

- Eu também te amo, meu Deus como eu amo você. - Os meus olhos deixavam as lágrimas caírem sem pudor algum, os olhos de Bárbara não estavam diferentes. Uma menina chega na porta e sorri.

- Temos que ir. - Bárbara assente e me pega no colo. 

- Nunca mais deixarei você se machucar, nunca mais. - Abraço o seu pescoço e me deixo respirar o seu aroma natural. 

 



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