História Nosso Bebê - Larry - Capítulo 7


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Capítulo 7 - Capítulo Sete - Sete Meses


°~Harry~°

 

A madrugada começava a despontar no relógio e ainda estávamos acordados em uma busca que parecia infinda: achar um nome para o bebê. Procuramos e procuramos, livros de nomes, internet e mais livros, nenhum nome parecia digno de acordo com Louis.

Mark, Steve, Robert, Sam e tantos outros nomes bonitos.

— O que você acha de Peter? — Louis perguntou, seu queixo estava apoiado em meu peito, sua cabeça levemente erguida e os olhos agora me encaravam ansiosos.

— Hum... Não, é muito comum — Falei e eu realmente achava Peter um nome muito comum. Lou afundou o rosto de volta no meu peito e suspirou audível. — Vimos tantos nomes bonitos e você propões Peter? Obviamente eu não iria gostar, sem falar que você já teve um ex com esse nome.

— Tá bom — falou, sua voz saindo abafada pela minha roupa — Amanhã vemos isso, estou ficando com sono.

— Vamos dormir.

Trouxe seu corpo para mais perto, pelo menos o tanto que sua barriga deixava, e passei meu braço por suas costas enquanto com o esquerdo acariciava seus cabelos. Dei-lhe um beijo casto na testa e fomos dormir.

 

° XxX°

O homem corria pela floresta, imensa e com quilômetros e mais quilômetros de mata à frente. Seus pés estavam cansados e machucados – galhos e pedras no caminho –, os joelhos trémulos fraquejaram e levaram o corpo ao chão, caiu e rolou pelas folhas e mala. Quando parou, cansado demais para se levantar de imediato, fechou seus olhos.

Levou suas mãos até a barriga, em ansiei de sentir algo ali, mas não sabia, não sentia nada. Angustia apertou seu peito, roubou-lhe o ar com um soco certeiro. As lagrimas que sucederam misturaram-se com os pingos de chuva gelados.

Um galho se quebrou e depois outro, logo silencio. O homem cansado abriu seus olhos, o pescoço virado em direção de onde o som havia soado. Forçou seus olhos quando uma pequena figura pálida surgia de trás de uma frondosa arvore. Era uma criança.  

Com olhos arregalados, ergueu-se, não sabia de onde tal força viera. Era uma criança à sua frente, uma pequena e aparentemente inofensiva criança.  Apoiou seu corpo cansada contra uma das arvores próximas e caminhou, um passo pequeno, dolorido.

Forçou sua mente para que esquecesse, que deixasse de lado sua dor e limpou a garganta. Falou:

— Quem é você? O que está fazendo aqui sozinho?

Olhos nos olhos. Silencio.

— Quem é você? Não escutou o que eu disse?

 — Eu me chamo Joshua. E não precisa se preocupar, ninguém vai te machucar.



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