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História Nosso Doce Amor (G!p) - Capítulo 1


Escrita por: khristtynna

Notas do Autor


*Espero que gostem...😍🌹🤗

*Boa Leitura!📒📖📔📝📑📙📚📱

*Nesta fanfic será abordado tema: violência contra a mulher, terá bastantes dramas.

Capítulo 1 - Dia, Lugar e Hora


 

*Point Of View Camila

 

Meu nome é Karla Camila Cabello Estrabao, tenho 25 anos e uma vida monótona. Sou empresária de sucesso, apesar de ainda ser muito jovem, me formei em tecnologia da informação e em administração. Secretamente sou hacker da cia, invado sistemas quando sou solicitada, tenho muito dinheiro, mas não sou feliz.

Minha família possui empresas no ramo da construção, a Cabellos construções. Meu pai Alejandro e tio Esteban são empenhados, sou o braço direito deles.

Em relacionamentos amorosos, fiquei com algumas pessoas, namorei a modelo filha do sócio de meu pai, não deu certo, ela era possessiva. Parece até que sou uma grande namoradeira, mas até eu ter meu primeiro relacionamento foi difícil, devido à condição genética que possuo. Sou intersexual com pênis, meus cromossomos são XX, sou totalmente emocional e fisicamente mulher, exceto por esse detalhe, não se engane pensando que intersex de pênis é musculoso e semelhante aos homens, nada a ver.

No meu caso algo aconteceu na gestação de minha mãe, sobrecarga de hormônios, fez com que ao invés de eu desenvolver vagina, desenvolvi pênis, bem raro eu não ter vindo com os dois órgãos, sendo um deformado, felizmente só veio um bem formado, me sinto grata.

Já me sugeriram cirurgia quando completei 12 anos, optei por ficar do jeito que nasci. Afinal acho mais prático na hora de urinar, ruim é esconder nas roupas mais justas, não que eu me importe, apenas gosto de evitar comentários maldosos, pois acabam sendo desgastantes ter de ficar explicando para quem nunca entende nada.

Descobri-me bissexual aos 15 anos, antes eu havia beijado dois garotos, depois fiquei com a primeira menina, descobri serem elas minha fraqueza, mas já namorei Zayn, atualmente é um dos meus melhores amigos.

Namoro atualmente Keana Issartel, é a advogada da empresa do meu pai, linda francesa, nos damos bem, talvez eu me case com ela. Meus três amigos: Harry Styles, Zayn e Taylor, são as poucas coisas boas da minha vida.

Sou louca para ter um filho, mas não posso engravidar, pois sou estéril, pelo menos foi o que deu nos exames que fiz na adolescência. Então, às vezes trabalho tanto para nada, alguém herdará minha fortuna e gastará por aí, tão triste quando penso nisso.

Não adianta ter tanto dinheiro se não sou feliz. Adotar uma criança seria legal, mas é tanta burocracia, me faz perder a paciência. Estou seguindo minha vida sem grandes emoções — às vezes assisto filmes e séries, vejo os casais apaixonados, tão melancólicos e enjoativos.

Não sei se acredito no amor, talvez no amor dos meus pais, eles são tão apaixonados, me dá náuseas às vezes. Queria um amor assim, mas não sei se terei algum dia, possa ser que conforme o tempo eu possa amar Keana ou simplesmente o amor não é para mim.

Levantei-me cedo hoje, me arrumei colocando um terninho cinza, composto de saia, blazer e blusa branca por baixo, nos pés salto alto, cabelos presos com algumas mexas caindo sobre meu rosto, maquiagem leve, bem-executiva.

Moro sozinha num luxuoso apartamento em Manhattan. Entrei no carro e segui para a cafeteria que costumo frequentar, cheguei no lugar, estacionei o veículo, sai com minha bolsa de grife no ombro, adentrei o recinto.

Escolhi uma cadeira no canto, sentei-me olhando pela janela de vidro, a garçonete se aproximou, realizei meus pedidos, ela se retirou para levar ao preparo, não demorou meus pedidos chegaram, comecei a comer lendo notícias no meu iPad.

 Agora ainda estou no local, já são quase oito da manhã, mas este lugar me faz pensar na vida, gosto de ver as pessoas caminhar apressadas, levando seus filhos para escola, outros indo para seus empregos. Tudo parece uma correria sem fim, mas isso me faz ter a certeza que sou mais umas dessas pessoas, melhor eu ir para a empresa.

Guardo o iPad na bolsa, levanto-me indo até o balcão, pego 100 dólares na minha carteira e entrego para moça prestativa.

— Fique com o troco. — Dou uma piscadinha para ela.

— Me desculpe Srta. Cabello, não quero abusar da sua gentileza, é nossa freguesa há muito tempo, não posso aceitar.

— Relaxa Ally, não estar abusando, isto é apenas um agrado pelo seu bom atendimento. — Sorrio, ela agradece.

Sigo para fora da cafeteria, caminho na direção do meu carro, entro colocando o cinto e o ligando, manobro para saída do estacionamento, um veículo me fecha impedindo a passagem, freio bruscamente. Tiro o cinto rápido, saio do veículo furiosa, querendo briga com o indivíduo.

— Qual é o seu problema? Esse é meu carro, quero que tire o seu, estava saindo, será ser cego? — Ríspida, encaro o homem, notando que está segurando na mão de um garotinho.

— Moça se acalme, eu tenho uma criança aqui. — Proferiu o homem loiro, porte atleta.

— E daí, apenas volte para seu carro, tire de trás do meu, deixe-me sair, estou atrasada!

— Olha moça, meu filho está com dor na barriga, precisa ir ao banheiro dessa lanchonete agora. — O homem me ignorou, em passos rápidos seguiu para lanchonete com o garoto. Fecho os olhos buscando força mental, estou atrasada para a reunião, terei de pegar um táxi, pois meu carro não é como aqueles de GTA, cujo dar para passar por cima de outros. Frustrada volto para meu veículo, alcanço a chave e meus pertences, travo a porta seguindo para a calçada. 

O celular começa tocar na bolsa, me estressando mais, abro-a procurando, consigo encontrar. De repente meu corpo se choca com outro, meu celular voa caindo no chão, no meio da rua, nem tenho tempo de reagir, pois um carro passa esmagando. Fecho os olhos respirando fundo, abro-os bem devagar, pedindo controle ao céu para não brigar com seja lá quem for o desastrado. Ao abrir bem os olhos me deparo com uma mulher, bem branca, um pouco mais alta que eu, sua barriga grande, ela me olha assustada, seus olhos verdes parecem em pânico.

 

*Point Of View Lauren

 

Meu nome é Lauren Michelle Jauregui, tenho 25 anos e nada de sorte na vida. Quando tinha 18, engravidei de Zayn Malik, mas ele me abandonou quando soube. Minha família é de origem humilde, estava me preparando para universidade, tive de abandonar esse sonho devido ao meu filho.

Tyrone Griffin, conhecido como Ty Dolla era meu amigo e apaixonado por mim na época, me pediu em casamento e se prontificou assumir o bebê. Ele parecia ser boa pessoa. Enfim, na primavera nos casamos, alguns meses depois, nasceu meu menino.

Cinco anos depois descobri que Ty Dolla é mafioso perigoso, todo o conforto que me proporcionava vinha de dinheiro sujo, em cima da desgraça dos outros.

Quis me separar, mas ele não permitiu, disse que mataria meu filho e meus pais. Então me trouxe para morar em New York, passei viver um verdadeiro inferno, ele me bate e abusa do meu corpo. Num desses abusos engravidei, pensei em abortar, mas não posso matar meu filho, não conseguirei viver com isso. Dia após dia vivo nesse sofrimento, agora ainda mais, devido à criança que carrego.

Mais uma vez ele me machucou, sai de casa correndo sem direção. Penso no Lorenzo, este é o nome do meu filho, vai completar 6 anos, está morando com meus pais no interior do Texas, numa pequena fazenda. Não quero meu filho perto do Dolla, meus pais já pediram que eu o largue e vá morar com eles na fazenda, mas se eu fizer, Ty Dolla os matará.

Desesperada caminhei pelo longo quarteirão, atravessei a rua, corri em direção a uma cafeteria, acabei esbarrando numa mulher, bem elegante, traços latinos, muito linda. O celular dela caiu e para meu desafortuno um carro esmagou. Agora estou encarando-a, esperando que ela me xingue pelas próximas gerações.

— Moça, você não olha por onde anda?! — Proferiu em tom grosseiro, seu inglês com sotaque demonstra ser latina.

— Desculpe? — Abaixo a cabeça envergonhada, noto ela respirar fundo.

— Me desculpa, não quis ser grossa, estou atrasada para uma reunião, um cara estacionou o carro na passagem, não consegui sair, vim para calçada pegar um táxi.

— Está tudo bem, não foi grossa. — Ergo o olhar ainda envergonhada, ela é imponente. Percebo ela olhar para meu braço, sem jeito tento esconder a mancha roxa nele feito por mais uma surra que Ty me deu.

— Moça, está machucada, o que aconteceu? — Perguntou desconfiada.

— É, me bati, caí da cama. — Respondo o que vem à cabeça. Ela ficou inexpressiva.

 

*Point Of View Camila

 

Queria ignorá-la, pegar um táxi, mas algo me faz querer ficar, a vontade aumentou ao ver uma mancha roxa em seu braço. A barriga penso que de quatro a cinco meses de gestação, de alguma forma me encantou. Opto em me apresentar.

— Meu nome é Karla Camila Cabello, mas pode me chamar de Camila Cabello.

— Prazer Camila Cabello! — Estendeu a mão. — Me chamo Lauren Jauregui. — Aperto sua mão, o silêncio reina entre nós, não consigo soltar a mão dela. Quero puxar assunto, mas ela me parece assustada e sofrida, pela primeira vez não quis fugir, sim, ficar na calçada com a mulher desconhecida.

— Srta. um táxi, quer que eu faça parada para você? — Falou, me despertando dos devaneios, solto a mão dela.

— Não, não! — Respondo apressada. — Quer tomar café comigo? — Suponho que acabei de ficar maluca, já tomei café.

— Você não está atrasada para uma reunião? — Perguntou curiosa. Realmente eu estou.

Sabe quando você sente a oportunidade de algo bom acontecer na sua vida e que não pode deixar passar? Estou me sentindo assim agora. Melhor esquecer a reunião, meu tio que se vire com Keana, eles darão conta sem mim.

— Sim, estou atrasada, hora a mais ou a menos não fará diferença. — Ela sorrir, mas seu sorriso não chega aos olhos, pois neles há tristezas.

 


Notas Finais


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