História Nosso doce caminho - Capítulo 3


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Categorias Neo Culture Technology (NCT), SuperM, WayV
Personagens Jungwoo, Lucas
Tags Austrália, Casamento Arranjado, Fem¡jungwoo, Femalejungwoo, Het, Hetero, Jungwoo!fem¡, Lucas, Luwoo, Nct, Romance, Segurança, Superm, Wayv
Visualizações 3
Palavras 2.357
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Crossover, Drama (Tragédia), Ficção, Ficção Adolescente, Fluffy, Hentai, Literatura Feminina, Romance e Novela, Shoujo (Romântico), Violência
Avisos: Adultério, Álcool, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 3 - Ice cream, wine


Seis dias mais tarde...

 

Jiwoo estava na academia. Queria gastar toda sua energia física para driblar o sentimento de coração partido. Seu segurança estava ali, como sempre. Ele só parava de assistir a Kim quando ela estava dentro de casa. Isso fez com que ela pensasse duas vezes antes de sair para biblioteca ou comer fora, pois apesar dele parecer uma estátua, era na verdade um ser humano que também comia e dormia assim como ela. Ela se importava, afinal.

“Sabe de uma coisa? Eu preciso ser forte e agressiva. É uma luta, não é? Minha mãe quer passar um caminhão por cima de mim e me casar com um velho que provavelmente sustenta algum vício ou sei lá. Se você entendesse o que eu falo, ah… Você com certeza se recusaria a trabalhar pra eles, pura injustiça comigo. Mas eu não te culpo, é até melhor que você não me entenda. Eu posso falar o que eu quiser e pelo menos não vou parecer uma louca falando sozinha… Estou com tanta raiva Lucas... mas 90% desse sentimento podre é contra mim mesma, porque eu fui uma boba. Até você sabe disso, com certeza sente.”

Jiwoo desligou a esteira, tomou água e sentou enxugando o suor. Olhou ao redor da academia, não havia ninguém, e então passou a observar o segurança. Intacto, de pé, invencível. Era assim que parecia. Os olhos inexpressivos porém ao mesmo tempo focados nela. Ainda que não mantivesse contato visual. Estudando as características dele, Jiwoo passou a imaginar a qual etnia ele pertencia. Talvez nasceu na Malásia, ou Tailândia… Quem sabe fosse metade indiano, já que a pele era levemente bronzeada. Bonito, ela pensou.

Não adiantava nada. Ele era pago para impedir que ela morresse, apenas.

Jiwoo reuniu suas coisas, tomou uma ducha antes de sair da academia e seguiu pela rua até a sorveteria enquanto comentava ao ar com o segurança o quanto era contraditório tomar sorvete depois de exercitar o corpo. E que também não era legal pagar pelo espaço se ele não fosse usar os equipamentos do ginásio.

Ela fez o pedido de um sorvete de três sabores com bolas de chocolate, então direcionou-se ao segurança para questionar o que ele queria. Como ele não respondeu, Jiwoo fez o pedido por ele: chocolate e morango, era o que a maioria das pessoas gostavam. Aí ela sentou-se na mesa com os sorvetes, empurrando o de Lucas na direção dele no momento em que ele se sentava no espaço mais adequado da mesma mesa.

“Lucas, seu sorvete, vê? Ice cream, por favor, toma um pouco, hein? Não me sinto bem com você me seguindo o tempo todo, é como se fosse meu escravo. Vê? Não é justo pra nenhum de nós no final.”

Jiwoo olhou para os lados, algumas pessoas observavam ele. Apesar de vestir casualmente, era sério demais para quem queria tomar um sorvete acompanhado de uma garota.

“Lucas, meu pai não vai saber se você tomar um sorvete comigo, é sério. Eu não quero te queimar do trabalho.”

Após segundos de constrangimento e sendo puramente ignorada, Jiwoo fez uma careta irritada, e então começou a tomar seu sorvete mirando o segurança como quem queria jogar sorvete nele. Ele não a entendia, mas dava pra notar que ela oferecia algo. 

“Okay então...” ela bateu as mãos na mesa.

O sorvete dele estava já derretendo, o que ela fez em seguida chamou a atenção dos demais, mas achou preciso. Jiwoo tomou a colher com sorvete e direcionou diante dele, agora iria entender de vez.

Foi assim que ele precisou se mexer. Lucas desviou o rosto levemente e tomou a colher da mão de Jiwoo, porém devolveu ao sorvete derretido.

“Porr… caramba, Lucas! O que vão pensar de você.” quase amaldiçoou o segurança, mas a culpa era dela. Lucas não pediu sorvete, afinal.

Jiwoo então perdeu a postura, sentou de modo que ficasse frente a frente e ofereceu mais uma colherada, mas ele desviou e tomou a colher com maestria. Desta vez ficou com o objeto em mãos.

“Você é alérgico, é isso?” Jiwoo imaginou. O jeito com que ele olhava pra ela a fazia se sentir boba.

Desistindo de tentar comunicar-se com o segurança. Ela apenas continuou a desabafar como sempre fizera desde o primeiro dia. A esse ponto Lucas já sabia de toda a sua vida, mas ela não via problema já que ele apenas ouvia – sequer entendia – e a acompanhava. Era como uma companhia invisível. Jiwoo concluiu que era até legal alguém tão bonito sempre por perto. Sabia que não podia enxergar ele assim, mas tantas vezes que saíam “juntos” foram mais que suficientes pra ela dar uma boa reparada no porte físico dele, nos lábios, mãos e por aí em diante… ela já nem reclamava mais depois de uma semana com o guarda-costas. Ele, ao contrário dela, tinha um trabalho de gente grande a fazer.

 

 

Passado mais uma semana, Kate continuava a encontrar-se com os Howards, a faculdade enlouquecia Jiwoo e ela estava cada vez mais agressiva e de mau humor. O Sr. Kim mal era visto na medida em que os dias se passavam. Harry aparecia com frequência nos pesadelos dela, mas uma coisa a fazia querer levantar da cama com disposição: seu aniversário de dezoito anos que chegava em três dias.

Contudo, no esperado dia, o Sr. Kim não estava presente, mais uma vez. Porém Kate acordara Jiwoo com balões, café da manhã e acompanhada de Anne a cantar Feliz Aniversário. O rosto de sua mãe estava alegre e animado, e apesar de tudo o que acontecera nos últimos dias, Jiwoo ainda a recebia calorosamente. Esquecera de todo sentimento negativo, pois ali estava sua mãe, raramente contente. Era estranho, Kate era vezes terrível, vezes amável, porém sempre será a pessoa que lhe criou, apesar dos altos e baixos. Jiwoo até pensou em discutir o casamento naquele clima, mas achou melhor conferir o que tinha dentro da caixa de laço vermelho.

“Alguma coisa gucci?” Jiwoo brincou, bem humorada. 

Seu queixo caiu ao ver uma chave de carro brilhando na palma de sua mão.

“Amarok, achei que gostaria do modelo.” Kate parecia satisfeita.

Pouco importava como era o carro, Jiwoo correu do quarto até o lado de fora como um raio. Tinha um carro vermelho estacionado ali que lhe pertencia. Segundos após explorar o seu presente, seu segurança estava ali de prontidão.

“Lucas, eu tenho um carro!” ela sorria de orelha a orelha.

Tão animada estava, tomou as mãos do segurança para uma dança desajeitada em que ela pulava de excitação e ele tentava se sair do contato sem ser rude. Ela pediu desculpas e concluiu que deveria tirar sua licença de motorista o mais rápido possível.

 

Correu tudo perfeitamente, até descobrir que o pai marcara um jantar com os Howards para aquela noite. Claro que nada era perfeito, nunca seria.

“Ridículo” Jiwoo sussurrou quando soube da ideia. Tirou o final da tarde para fazer uma caminhada pela praia e pensar no que fazer. Precisava cortar aquele plano maluco e chutar os Howards pra longe. Caminhando lentamente pela calçada e admirando o sol se pôr, comentou com o segurança sobre sua indignação.

“Eu vou definitivamente contrariar minha mãe, ela talvez coloque a casa abaixo, mas não irei me casar, não mesmo. Sabe, eu… eu sou adulta agora. Posso muito bem decidir o que quero. Não é porque eles me criaram que eu devo seguir o desejo deles. Você não acha, Lucas?”

Jiwoo o observou, ele virou o rosto, mas voltou a acompanhá-la como um robô. E então ela tomou uma decisão proveniente do espírito jovem plus adulto que vivia, porque gostaria de culpar e justificar as suas decisões de bravura estúpida em cima do fato de que era apenas uma recém nascida mulher. Agora Kim Jiwoo tinha dezoito anos.

E Lucas tinha um desafio pela frente, já que ela resolveu jogar a identidade sobre o balcão de uma loja qualquer e sair de lá com dois litros de vinho vermelho, afirmando que tinha dezoito, mas sentindo como se devesse ou não beber, ou apenas sentar na areia e ficar depressiva como da última vez.

“Tenho absoluta certeza de que não faz mal beber um pouco.” Jiwoo sorriu para o segurança um pouco incerta, daí tirou os sapatos dos pés e, segurando tudo nos braços, adentrou a areia recomendando a Lucas também remover os sapatos. Claro que ele não tirou. E então lá estava Jiwoo, sem ao menos um copo. Virando primeiro leves goles de vinho na boca pra tomar a bebida como se fosse um suco. Uma das mãos apoiava o seu dorso, a outra segurava a garrafa e as pernas estavam estiradas na areia. Disse que o gosto do vinho era bom e que Lucas deveria provar também. Quando secara metade da garrafa, seus olhos brilhavam e suas bochechas estavam vermelhas como o vinho. Os lábios molhados de rosa na borda e risadas cortando o silêncio. Jiwoo rolou na areia sobre a barriga e olhou para cima: Lucas ainda estava ali, de pé e intacto.

“Lucas! Você é tão feio! Argh! Tão sério e inútil… Aish! Quantas vezes eu precisei de você nesses dias? Nenhum carro me atropelou, eu não fugi nem me machuquei, quem tentaria fazer isso comigo? Hern? Que serviço estúpido.”

Ela ficou de joelhos e começou a rir, finalizando a garrafa de vinho com goles longos e perigosos. Pôs-se de pé com esforço e então começou a dançar e cantar ao redor de Lucas. Enquanto isso  ele a observava. Parece que depois de tudo ela precisaria dele para voltar pra casa porque ela estava bêbada.

As ondas batiam quietamente e o sol já se fora, apenas um céu de noite recém nascido e pouco iluminado cobria o litoral. Ela andou até as ondas baixas e molhou os pés, começou a amaldiçoar Harry e Robert com palavrões sujos e chutar a areia. Lucas concluiu que era hora de interferir quando ela começou a cobrir-se na água até os joelhos, volta e meia caindo e molhando os olhos de alga salgada. Alguém tão doce como Jiwoo, paciente, forte, não deveria se dar tanto por causa dos pais e os sonhos deles.

“Foda-se o Harry, aquele fodido de merda!” gritava. E logo após chorava com as mãos cheias de areia.

O limite fora atingido, e Jiwoo estava prestes a se afogar na beira do mar. Lucas jogou as garrafas para longe e pegou os sapatos da Kim, avisou ao motorista onde estavam, tentou levar Jiwoo pelo braço, mas ela não queria sair dali. Foi obrigado a tomá-la nos braços e caminhar com os sapatos afundando na areia até o chão firme da calçada. A noite começando e ela exausta cedo demais. O jantar começaria dali a uma hora e pouco. Docemente, era como Jiwoo se sentia. O gosto do vinho na boca, a sensação fresca e os braços fortes de Lucas lhe levando como uma princesa. Coisas invadiram sua mente, essas coisas que ela se sentia atrevida por pensar. E como ele era mais atraente de perto…

“Desculpa, mas… você é tão gostoso e bonito, segurança Lucas. Isso não é feio, né? Eu te tocar assim... Você nem me entende… eu deveria aprender japonês? Espera- espanhol? chinês? Ou francês? Você é muito gostoso, com certeza deve falar francês, hein? Bonjour.” Jiwoo tocava o rosto dele com os dedos suavemente enquanto sorria. A que estado levara o vinho, mas Lucas era tão doce aos seus olhos e sob o toque de seus dedos.

“Você me beijaria se eu pedisse? Segurança Lucas, segurança gostoso Lucas...”

O motorista ficou surpreso, foi por isso que acelerou mais um pouco no caminho de volta para a mansão, em que Jiwoo tentava abrir a porta do carro a todo momento e olhava para o segurança como uma boba.

“Eu estou apaixonadaaa, ah…” suspirava.

 

A senhorita Kate literalmente pirou quando viu Jiwoo embriagada e cheia de areia. Ela mesma banhou Jiwoo para o jantar e lhe obrigou a tomar café para manter-se desperta. A todo momento Jiwoo dizia que ela só se importava com os Howard e que ela deveria adotar Robert como animal de estimação. Quando o efeito vibrante passou, Jiwoo se tocou de que estava se comportando inconscientemente e passou a tomar equilíbrio. Uma sensação fisicamente boa lhe tomava, os Howards entravam na casa e ela tinha a sensação do corpo do segurança no dela. Total confusão.

Dessa vez eu mesma enlouqueci…

Uma angústia estranha envolveu seu peito. Ela olhou no espelho e viu que aquele vestido azul era horrível quando usado sem vontade, a vontade de descer e participar do jantar era uma mentira. Jiwoo decidiu encontrar-los chegou ao salão de jantar e pronunciou sem delongas: “Eu não quero me casar. Não vou me casar com Robert Howard.” tomou coragem e olhou para ele quando proferiu a frase.

E um sorriso cobriu seu rosto, apesar da timidez, mas uma boa sensação de liberdade.

Mas um impulso seco no seu rosto lhe fez cambalear para o lado.

Kate lhe feriu com um tapa, tão pesado e tremendo como ver Harry semanas atrás deitado com outra garota. Na frente dos Howards e com o consentimento do pai, Jiwoo foi ferida como algo desvalido.

Ela correu sem perder tempo daquele pesadelo direto ao jardim e então aos fundos, pois se não sairia pela frente, é pelo lado de trás que encontraria o caminho. Ela cruzou o espaço de flores falsamente bonitas e bem cuidadas, se sentindo humilhada como a coisa mais desprezível, disparou até a porta de trás, que usava Anne para ir e vir sempre… Suas pernas estranhas e a respiração descontrolada, o sangue fervendo e um coração duas vezes partido... Ali fora parecia bem melhor.

“...mas é claro que eu sei, Nancy. Como é que eu cheguei até lá? Como você acha?”

O segurança estava do lado de fora, de costas para si. De acordo com o que Jiwoo ouviu, ele pronunciava palavras em inglês perfeitamente, conversando ao celular como qualquer ser humano e de pé como tal.

"Lucas?"

Ele virou ao ouvir Jiwoo, e encerrou a ligação com um "bye".

 

 


Notas Finais


Meu lema agora é só escrever e BUM, adorei. (Eu com certeza vou querer mudar coisas nessa ficção depois de uns vinte capítulos, mas eu posso fazer melhor e diferente nas próximas.)

Frase de efeito/inspiração/status de rede social: deixe fluir sua criatividade, não importa como ela seja.


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