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História Nosso futuro (Karl Heisenberg Fanfic) - Capítulo 4


Escrita por: _LarryFace_

Capítulo 4 - Livre


Fanfic / Fanfiction Nosso futuro (Karl Heisenberg Fanfic) - Capítulo 4 - Livre

𓂅

Aurora estava com a ansiedade a mil, e piorou ainda mais quando ouviu o soar irritante do telefone de seu carcereiro.


– AHÁ! – disse a jovem vitoriosa e convencida.

Heisenberg então grunhiu e desligou o som de sua sala. A jovem se encolheu em sua cama com um sorriso esboçado no rosto, mas ainda havia uma mínima chance de que não fosse Dimetrescu. E essa chance mínima fazia seu estômago embrulhar de medo, o que viria agora? Ela poderia ser livre? Não, com certeza não, Heisenberg iria usá-la até ela se desgastar e depois ele a descartaria. Por que não descartaria? Ela não tinha nada de especial além de saber algumas coisinhas sobre medicina – Duque tinha a venda um livro sobre medicina, e então ela comprou. – e não era nada habilidosa para cuidar de uma casa, imagina limpar uma fábrica imunda? Ela estremeceu ao lembrar que talvez ela tivesse que limpar essas celas... Realmente arrepiante.
O silêncio pela primeira vez era um incômodo para a moça, ela era acostumada com o silêncio, mas ali, naquela situação era terrivelmente horrível. Sua ansiedade estava começando a afetar a garota de verdade, ela estava começando a arfar pela incerteza do que estava acontecendo. O que ela tinha feito com as mãos? Ela se lembraria de como fazer novamente? Ela conseguiria ajudar? Dúvidas giravam e giravam em sua mente. Ela estava tonta e enjoada pelo cheiro de ferro e rato molhado. Seu vestido – o que não era surpresa – estava podre de sujo, e sua capa também, na verdade, ela estava podre de suja, havia sido arrastada por uma cela imunda afinal. Ela realmente precisa de uma boa e demorada ducha.

– E agora o que eu vou fazer? – Heisenberg pensou em sua cadeira.

Eram dois lados de uma moeda, um lado ele poderia solta-lá e deixar que ela morasse na fábrica, mas havia uma chance dela ser uma espiã. Ou ele deixava ela trancada, e só a obrigava a fazer o que ele queria. Mas a segunda opção era desumana demais e Heisenberg reconhecia isso, e ele estava decidido, pelos minutos que ele a conheceu; ele concluiu que ela tinha um temperamento forte e era determinada, ela não iria aceitar ser obrigada a nada. Bufou mais uma vez e levantou de sua cadeira, ele iria solta-lá e talvez ele se amaldiçoaria por isso depois.

– E a Senhorita Milgreen? – perguntou duque.

– Irei buscar ela agora, finalmente ela será útil. – disse entrando no elevador.

– Cuide bem dela, Heisenberg –

Essa foi a primeira vez que Duque pareceu por um momento estar o ameaçando, mas não fazia mal, o velho Duque nunca o venceria em uma briga. E sinceramente estava com dor de cabeça demais para responder a provocação. Por um mínimo instante sorriu de lado quando o elevador apitou que seu andar havia chegado.
A jovem estava ali, na sua frente em sua cela, arfando alto. Ela parecia estar passando mal, chegou perto da cela da mesma.

– Você está bem? – perguntou o mais alto, realmente preocupado, ele não queria mais um corpo apodrecendo ali.

– S-só vou estar q-quando eu sair... – disse ela entre suspiros, provavelmente ela estava tendo uma crise.

– Hm. – respondeu o mais velho pegando sua chave e abrindo a cela.

Quando abriu, um corpinho caiu em cima dele o assustando. Ela havia desmaiado, Heisenberg a segurou e a pegou no colo, ela estava gelada. Ela estava passando frio e fome provavelmente desmaiou por isso, pensou culpando a si mesmo pelo infortúnio. Ele a fitou em seu colo, ela estava suja e suas roupas estavam marrom por conta da sujeira e ferrugem, mas por alguma razão, Heisenberg chegou perto do rosto dela. Talvez para sentir sua respiração? Seu cheiro era de amoras com um toque de groselha, seu rosto enrubesceu ao perceber que estava cheirando o cabelo dela, o que era totalmente errado; ela estava desacordada obviamente isso é totalmente antiético, mas ele não ligou, o cheiro da menor era extremamente doce, mas foi algo que ele gostou. Depois ele trataria de levar roupas novas para ela, mas Duque pelo o que ele sabia não vendia roupas. Ele tinha que pensar em algo. Entrou espremido no elevador e apertou o botão.

– O que aconteceu com ela desta vez? – disse Duque com raiva.

– Calma Madre Teresa, ela apenas desmaiou. –

– Apenas desmaiou? Como se isso fosse uma coisa normal. –

– Olha escuta aqui, não fode, merda! – falou com seus olhos ficando levemente amarelos brilhantes.

Voltou atrás com raiva e foi para o andar de cima, realmente não queria encarar o Duque agora, não com esse temperamento novo que ele adquiriu. O andar de cima era onde ele ficava, e onde ficava os outros quartos e seu cômodo de planos que o deixaria trancado. Ele não queria ela bisbilhotando, ele contaria o seu plano, mas não os detalhes.
Abriu a porta do quarto menos sujo, e a deixou na cama, não era muito luxuoso tinha um banheiro – uma suíte, então. – um guarda roupa, uma cama de casal, um criado mudo e um espelho. Bem simples, mas era o que ele podia oferecer no momento. Checou uma última vez a respiração da menina, estava viva, e ele odiava realmente estar preocupado e cuidado dela.
Voltou novamente a questão, o que ela usaria depois de se banhar? Ela que se vire, ele pensou tirando umas calças e umas blusas que estavam pequenas nele. As pegou e checou o seu cheiro, estavam limpas. Deixou as roupas na cama dela, e saiu para ir resolver o caso do Moreau. Ele não podia esquecer.


𓂅


Aurora acordou com um pulo, assustada por não estar mais na cela, mas aliviada por realmente não estar. Se alto beliscou para conferir que aquilo não era um sonho, e obviamente não era. Pela sorte ou má sorte dela. Ela havia conseguido, deitou novamente na cama respirando fundo totalmente aliviada. Ela se parabenizou por ter saído daquele pesadelo, mas ela poderia estar mais e mais entrando em um poço sem fundo onde ela sempre irá cair. Mas e daí né? Ela estava bem e livre, por partes, mas livre.
Descansou mais um pouco em sua nova cama grande, observando o teto branco pensando em seu próximo passo, que não restava dúvidas. O próximo passo seria tomar um banho, levantou com a maior alegria estampada em seu pequeno rosto, percebeu então que lá no canto de sua cama tinham algumas mudas de roupa, pegou e então foi ao banheiro.
O banheiro era bem grande, ela se lembra que em sua casa o banheiro era minúsculo, mal cabia ela, e agora ela tinha todo o espaço para até dançar se ela quisesse. Tudo era de mármore, um mármore bem bonito branco com alguns detalhes marrons, assim como o quarto também. Mas estava cheio de poeira, mas nada que um pano molhado não resolva né. Tirou suas vestes – ela iria lavar depois – e colocou em uma cesta de roupas que lá tinha, tudo era meio moderno lá. O Duque sempre burlava as regras da Mãe Miranda que proibiam livros ou seja lá o que for do exterior, mas ele sempre tinha um livro ou dois sobre medicina moderna, sobre religião, entre outros. E como ela é uma amante voraz de livros, ela comprava todos, e ela tinha bastante conhecimento de como era o mundo lá fora. Por isso o seu sonho era ir para fora, para o exterior, ela também lia muito sobre mitologias e sua favorita era a nórdica sem dúvidas, e o primeiro lugar que ela iria era para a Noruega, começar uma vida lá, por mais que ela não conhecesse nada além do que estava escrito nos livros sobre o exterior. Ela pensou e repensou enquanto se banhava na sua banheira de mármore. Ela deu gritinhos internos, ela realmente estava em uma banheira de mármore de rico. Passou um tempo de molho na banheira, e então declarou que estava limpa de novo, finalmente ela podia descansar agora que estava limpa – Era uma pesadelo para ela estar suja. –, pegou as roupas encima da pia de mármore e finalmente olhou para elas. E realmente elas eram enormes, a calça cobria uma parte de seus pés e ficava extremamente solta em sua cintura, e a blusa parecia um vestido nela. O que ela iria fazer? Ela parecia um saco de batata.


– Essas roupas com certeza são dele. – pensou alto.

Ela tinha que fazer algo, vasculhou o armário em baixo da pia e encontrou uma tesoura, era hora de costurar. Cortou uma parte da camisa imensa, deixando ela na altura de sua barriga a parte que restou ela cortou e colocou nos espaços – que serve para por um cinto. – e o amarrou ali, realmente ela havia feito um cinto de pano improvisado. E por fim cortou um pouco a calça para ficar no tamanho ideal.
Ela estava apresentável agora, a blusa era verde escuro e a calça um marrom claro tipo caramelo. Ela iria usar suas botas mesmo, já que não tinha outro calçado ali. Olhou a si mesma no espelho, seus cabelos soltos imensos que batiam em sua bunda a deixava com uma aparência de 5 anos mais jovem, o que ela detestava. Já que ela tinha uma tesoura ali, resolveu mudar o visual, cortou apreensiva uma parte do cabelo, agora definitivamente era tarde demais para voltar atrás. Cortou deixando o cabelo por igual, agora os cabelos batiam em seu cotovelo, bem melhor. Fez um coque grosso e um pouco desajeitado, e soltou uns fiozinhos na frente. Agora sim ela estava pronta, e realmente agora não estava mais apresentável, ela estava deslumbrante. Saiu então do banheiro e olhou a cama preguiçosamente, ela queria dormir, mas a curiosidade falava mais alto. Quase ela ia esquecendo, a chave que Duque a deu, aliás ela havia feito dele um pingente. Então ela estava usando esse tempo todo mas tirou quando foi se banhar, colocou o cordão debaixo da camisa e saiu pela porta.
E sério, aonde ela estava? Não era nada parecido com os lugares que ela já havia ido na fábrica, o que se limitava a dois locais, onde Duque estava e os calabouços. Agora ela estava em um local amplo e menos sujo e menos enferrujado. Com alguns móveis luxuosos e alguns quadros de família talvez? Ela reparou em um quadro imenso, lá tinha uma mulher gigante extremamente pálida, ela reconhecia ela pela sua visão anterior. Dimetrescu. Ao lado direito da gigante estavam três mulheres igualmente assustadoras com roupas pretas e capuz, no meio estava uma mulher que obviamente era a mais conhecida da vila, Mãe Miranda com todo o seu esplendor de merda, e ao lado esquerdo estava Heisenberg com um terno, interessante, ele não parece do tipo que usa terno. Mas ficou extremamente elegante e bonito, seu cabelo estava amarrado em um rabo de cavalo frouxo, ele usava seu típico óculos escuro e o terno azul escuro. Realmente bonito. Balançou a cabeça tentando se livrar de seus pensamentos, olhou para as outras pessoas da foto, elas estavam mais embaixo e sentadas. Como se fosse uma pirâmide de hierarquia. Lá estava uma mulher de preto com uma boneca em seu colo, Dona Beneviento, e ao seu lado uma criatura. Quem seria aquele? Só faltava um lorde, Salvatore Moreau. Agora fazia sentido do por que ele nunca sair de seus domínios. Voltou a explorar o local, entrou em um corredor específico e ela logo concluiu que ali eram os aposentos de Heisenberg. Não havia dúvidas, tinha um cheiro enorme de ferro vindo dali. No corredor tinha algumas esculturas de metal e duas portas uma na frente da outra. Ambas estavam trancadas. Ótimo. Seu instinto de fofoqueira não seria alimentado naquele momento, ou será que iria? Lembrou da chave que estava em seu pescoço, ela iria testar em todas as portas trancadas do mundo se fosse necessário para descobrir onde aquela chave abria.
A pegou na mão e tentou primeiro no provável quarto dele, trancada. Droga. Então tentou no outro quarto, e surpreendentemente ouviu um click vitorioso. Havia aberto, ela não entendeu por que Duque deu aquela chave para ela, se ele a deu, sabia que em algum momento ela estaria ali. O que o Duque estava tramando? Abriu a porta e então descobriu um cômodo estranho.

– O que você está fazendo aí? – a voz de Heisenberg veio como um trovão.

Ela estava – com todo o respeito – fudida.

𓂅







Notas: oi er KKKKK, então. Eu fiquei sem celular por um tempo pois ele estava no concerto :(
Mas agora está tudo bem com ele, eu espero – "my preciousssss" –
Esse cap foi meio pequeno, mas tudo bem. Espero que gostem, não se esqueçam de curtir, comentar e compartilhar :)
Love a.



Notas Finais


Eai gente, sentiram minha falta? KXKKKKK


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