História Nosso lugar - Capítulo 1


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Categorias Bangtan Boys (BTS)
Personagens Jeon Jungkook (Jungkook), Jung Hoseok (J-Hope)
Tags Hopekook, Kookseok, Projeca, Projeca 11
Visualizações 20
Palavras 1.775
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Fluffy, LGBT
Avisos: Homossexualidade
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Boa noite anjinhos, hoje eu vim um pouco mais tarde que o costume, me desculpem por isso.
é só que não tava muito bem mais cedo e acabei saindo de casa.
bom, não tenho muito o que falar.
Até lá embaixo e perdão pelos erros.

Capítulo 1 - Foi aqui onde tudo aconteceu


Hoje eu passei em frente ao nosso lugar, e por um instante eu parei e me permiti pensar em você, Hobi.

Eu andava pela rua tranquilamente, e ao olhar pro lado me deparei com aquele lugar. Não sei a clara definição dele. Não é um restaurante, porque não vende comida. Não é um bar porque não vende bebidas, não é uma pastelaria porque vende tapioca. Eu nunca soube definir o que aquele lugar era. Mas depois que nós começamos a ser nós, eu tinha a definição perfeita pra ele. Era o nosso lugar.

Eu te conheci dia 19 de abril nesse mesmo local. Era aniversário de um amigo em comum nosso. Você tava sentado quietinho no seu canto, e eu fazia o mesmo no lado oposto da mesa. Mesmo não tendo muita gente lá, era o suficiente para nós não falarmos com ninguém, afinal, além do aniversariante, todos os outros eram completos estranhos. Eu estava odiando estar ali naquele momento, e eu só queria desaparecer. Até que eu senti você vindo em minha direção, e você se sentou ao meu lado. A primeira coisa que você me disse foi: “também tá se sentindo desconfortável?” e naquele momento eu só conseguia pensar em como eu sou óbvio. E ai engatamos em um assunto qualquer. Primeiro nós falamos sobre as pessoas que não gostavam que estavam presentes ali. Depois começamos pelas séries, filmes favoritos e até mesmo sonhos.

E chegou a hora em que tínhamos que nos dizer tchau. Você pediu o meu número, e foi embora. Logo que você foi, eu fui também. Não fazia sentido eu continuar ali sem alguém para conversar comigo. E então, assim que eu cheguei em casa, eu podia jurar que o meu coração iria explodir a qualquer hora. E eu estava esperando a sua mensagem. Eu estava esperando você me dar alguma noticia. E quando eu estava quase dormindo, o meu telefone vibrou. E eu afirmo com certeza, o meu coração vibrou junto com ele. Era uma mensagem sua, e todo o sono que eu sentia, logo fora retirado do meu corpo por uma força maior, que era conversar com você. E então nós engatamos em um assunto muito melhor do que estávamos no lugar em que nos conhecemos.

E exatos 22 dias depois, eu te chamei para sair. E eu pensei tanto no lugar em que eu iria te levar, sem me tocar que, não importava o lugar. A nossa sintonia era visível e nós daríamos bem em qualquer cantinho da terra. Então eu deixei que você desse a sugestão de para onde você queria ir. E para minha surpresa, você disse que queria ir ao local onde nós nos conhecemos. Disse que o suco de lá era o melhor da cidade e que você estava com vontade. Desconfio se era isso mesmo.

O local é lindo. A decoração toda em madeiras, as mesinhas e os banquinhos também. A parede tem um tom de roxo e os talheres e pratos sempre vinham combinando. Atrás da mesa onde nós estávamos, na parede, havia vários quadrinhos coloridos pendurados. Havia uma madeirinha pendendo no canto, onde era depositado comida para pássaros, para todos se alimentarem ali quando sentissem fome. O lugar tinha uma trilha sonora ótima, todas as músicas nos deixavam bem. Tocava algo tranquilo, algo como legião urbana.

No nosso primeiro encontro, a hora passou tão rápido que eu cheguei a imaginar que tinha alguém ali que não queria que a gente ficasse junto por tanto tempo. Tudo bem que, a gente chegou no lugar às 18h e saímos às 23h. Ok, na verdade fomos nós que não vimos o tempo passar.

38 dias se passaram e nós continuávamos conversando. Tentávamos marcar para sair e várias vezes não deu certo. Foi então que, naquele dia, nós conseguimos sair. Nós nos encontramos de novo no nosso lugar. Eu me perguntava se você não estava cansado de tanto que ia lá comigo, e cheguei a te questionar quanto a isso. Você disse que não. Que mesmo se fosse lá sem mim, lembraria dos nossos momentos juntos ali. E foi assim que nós apelidamos aquele lugar de nosso lugar.

Nesse dia, 38 dias depois do nosso primeiro encontro oficial, nós demos o nosso primeiro beijo. Estávamos dessa vez, sentados em uma mesa mais distante das demais, porque a nossa mesa já estava ocupada. Nos sentamos lá após fazermos nosso pedido. Dessa vez o clima estava diferente. Mas não o clima do local ou o clima do ambiente. O clima entre nós dois. Eu percebi as fitadas que você direcionava aos meus lábios, e você percebia que eu retribuía. E então, do jeito mais clichê do universo, o nosso beijo aconteceu. Você me disse um “deixa eu te contar um segredo.”, e eu, inocente, respondi que podia contar, não faria mal falar alto já que estávamos sozinhos no canto. E você então colocou a sua mão no meu pescoço. Você puxou o meu pescoço com tanta delicadeza, que eu até me sentia como uma pluma que podia a qualquer momento desmanchar em seus braços. Você primeiro me deu um rápido selinho, e você estava tão envergonhado que as suas bochechas estavam vermelhas. Eu segurei em teu corpo e te aproximei mais de mim, mas não o suficiente para ficar colado a ti, já que estávamos sentados. E nós aprofundamos o beijo. O nosso beijo foi tão bom, Hobi. Eu sentia que aquela não era a primeira vez, de tanto que foi bom e com tanta sintonia. Nós nos afastamos de nosso momento dentro de uma bolha quando ouvimos um rapaz nos avisando que os nossos pedidos já estavam prontos. Ok, se a vergonha antes já existia, agora era mil vezes maior.

Exatos 67 dias depois do nosso primeiro beijo, continuamos saindo e nos encontrando, até que você me chamou e disse que precisava falar comigo, mas que tinha que ser no nosso lugar. E então eu fui. Confesso que eu estava um tanto quanto preocupado. Achei que você iria dizer que não queria mais me ver e coisas do tipo. Mas a minha preocupação foi embora quando eu te vi, sentado na nossa mesa, me esperando com a sua blusa listrada de preto com branco e o seu cabelinho perfeitamente alinhado. Eu percebi que você não iria me dar um “pé na bunda” quando você me dera aquele sorriso caloroso seguido de um rápido beijinho ao me encontrar. Então, o que poderia ser de tão serio pra você querer conversar pessoalmente? E então foi ai que eu me toquei, você queria me pedir em namoro e oficializar tudo. Eu lembro exatamente como foi, apesar de todas as minhas lagrimas. Não foi nada exagerado, porque eu não gostaria que fosse. Você me disse o quanto gostava de mim e o quanto se sentia bem comigo. Você disse que aquele era o nosso lugar e que não iria levar outro cara além de mim. E eu, obviamente aceitei. Nós começamos a namorar. E com o nosso namoro, as idas ali ficavam cada vez maiores. As vezes a gente só queria se ver, e ia pra lá. Quando fomos contar aos nossos pais sobre o relacionamento, fora ali também. Aquele era o nosso cantinho, e nada iria mudar isso.

Exatamente três anos, cinco meses e dezessete dias em que estávamos namorando, você me chamou para ir lá novamente. E eu fui. Porque já estava tão acostumado a ir lá com você que fui sem preocupação alguma. E eu me senti o cara mais incrível do mundo quando te vi chegar, com uma bermudinha branca e uma blusa também branca e de manga comprida.

Você se sentou ao meu lado e quando eu fui começar a contar sobre o meu dia, tive um dos diálogos mais difíceis para mim.

- Calma, Jeon, a gente precisa conversar sobre algo antes.

E então eu me preocupei, você nunca foi tão serio assim. Eu só queria que você parasse de brincadeiras comigo. Mas eu assenti e esperei que você terminasse de falar.

- Eu vivi momentos tão incríveis ao seu lado, JK, e eu sou completamente grato a isso,

Ok, você ia me pedir em casamento, era isso.

- Mas ultimamente parece que o nosso relacionamento não é mais o mesmo do começo. Não parece que eu namoro o mesmo menino que eu conheci aqui, sentado encolhidinho nessa mesa.

É obvio que não sou o mesmo, tem três anos que a gente namora. Como eu poderia ser a mesma pessoa?

- Eu pensei muito sobre isso e, eu acho que seria melhor pra nós dois se a gente terminasse.

Não, não, não. Você não pode estar falando sério.

- Eu te amo demais, mas precisa ser assim, eu preciso partir.

E eu não tive tempo de dizer algo além de que eu também te amava, e você logo se levantou para sair.

Eu sempre amei aquele lugar, ele me trazia uma paz enorme. Todas as vezes que eu entrava ali era para te encontrar. E só o fato de te encontrar me deixava bem. Aquele lugar sempre foi o meu refúgio. E naquele momento, aquele lugar parecia um ótimo lugar para chorar. O clima estava como sempre, não tão frio, não tão quente. A comida dos pássaros havia sido trocada há pouco tempo. As musicas como sempre boas. Os mesmos funcionários que costumávamos ver todas as semanas. Só tinha uma coisa diferente ali.

Você não estava comigo. Era apenas eu, um pássaro se alimentando, funcionários trabalhando, legião urbana tocando no fundo. E o meu coração partido. Eu me sentei numa mesa junto do meu coração partido.

Hoje faz exatamente seis meses e duas semanas que tudo o que nós tínhamos acabou. Mas como você pode perceber, nada saiu da minha cabeça ou do meu coração. Tudo ainda vive dentro de mim.

E quando eu passava aqui em frente, para tomar qualquer lugar que, precisava necessariamente ser por esse caminho, eu te vi. E você tava ali, lindo como sempre. Uma blusa azul clarinho, uma calça jeans também clarinha e o seu cabelo um pouco mais enroladinho que o de costume. E então eu olho pro seu lado. E você não está sozinho, Seok. Você levou alguém. Você está com alguém no nosso lugar. Você me prometeu que nunca levaria alguém que não fosse eu ai. E então eu comecei a me perguntar. Será que você tem com essa pessoa o mesmo que teve comigo? As mesmas promessas e os mesmos desejos?

Será que você também faria a pessoa que sentia uma paz enorme quando entrava ali perder o chão com um dialogo, quase monologo como foi comigo? Será que vocês têm tanta sintonia como nós tínhamos?

Bom, isso não importa mais. O que importa é que agora você compartilha o nosso lugar com uma outra pessoa.


Notas Finais


obrigada por terem lido, amo vocês.

provavelmente não vou postar amanhã e talvez sábado, mas juro que vou recompensar vocês depois.
meu twitter se alguém quiser: www.twitter.com/wrldjhope


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