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História Nosso Naufrágio - Capítulo 19


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Notas do Autor


Espero que gostem!

Capítulo 19 - Penúltimo capitulo


 Bem que se quis

Depois de tudo

Ainda ser feliz

Mas já não há

Caminhos pra voltar

E o que que a vida fez

Da nossa vida?

O que é que a gente

Não faz por amor?

- Isso tudo vai passar né? – Nana perguntou sentindo os braços do poeta laçar sua cintura enquanto a mesma olhava o jardim pela janela de sua suíte. – Nada vai ser como antes né? Porque não me lembro do que fomos... Mas sei que não posso mais seguir sem você!

Ela se virou de frente para ele subindo suas mãos até o peito do amado, podia sentir o bater do coração dele que acelerava com sua caricia.

- Eu te amo Mariana Mole, com você eu recomeçaria um milhão de vezes nessa e em todas as próximas encarnações. – Ele falou com uma entonação serena na voz dando um selinho nos lábios da morena.

- Você é o meu poeta maluco... – Ela sorriu antes de beija-lo.

Uma tarde quente de janeiro, as roupas já era um incomodo que seria facilmente resolvido, Mário segurou na cintura dela a suspendendo, que passou as pernas pelo quadril dele, enquanto beijava sua face. Bochechas, olhos, queixo, ela passou a língua devagar lóbulo da orelha dele dando uma leve mordida no local. Ele já estava tão entregue quanto ela, enquanto caminhava devagar até a cama sentindo cada caricia suas respirações já ofegava, como se toda a vez que fizessem amor fosse a primeira, a inquietude, a paixão nos beijos quentes que eram deixados no caminho, àquela saudade do ritmo um do outro.

Poeta pensava em dizer algo, mas não era necessário o que eles não diziam, seus corpos falava a cada movimento, cada olhar, cada caricia como se fosse uma telepatia única. Ele a deitou sobre a cama beijando seu pescoço, ela se arrepiava enquanto o sentia descendo os beijos por seu colo.

Mas tanto faz

Já me esqueci

De te esquecer porque

O teu desejo

É meu melhor prazer

E o meu destino

É querer sempre mais

A minha estrada corre

Pro seu mar

Ele aproveitou para descer também as alças do vestido que ela usava, já podia ouvir gemidos arrastados e baixos deixarem a boca dela, isso o deixava louco num nível incomum. Se livrando do vestido leve, era para ele a visão mais linda que existia, ela somente com uma calcinha pequena da cor branca, ansiosa pelo toque dele, olhos fechados enquanto mordia o lábio inferior.

Logo o tecido pequeno se juntou ao vestido no chão, ele distribuía beijos, mordidas, lambidas pelo corpo dela e se deliciava ao vê-la se contorcer de prazer. Quando sua língua contornou o bico de um dos seios da amada a ouviu deixar escapar um gemido mais alto, de imediato ele tapou sua boca com uma das mãos enquanto a outra brincava com o outro seio, a sentiu morder a palma de sua mão. Ele podia sentir a ereção doer contra a calça que usava. Desceu a mão que estava no seio dela até sua intimidade, estava úmida e ansiosa, massageou seu clitóris com o dedão, a coluna dela arqueou ficando colada em seu corpo uma das pernas da amada laçou a sua implorando por mais contato.

Agora vem pra perto, vem

Vem depressa, vem sem fim

Dentro de mim

Que eu quero sentir

O teu corpo pesando

Sobre o meu

Vem, meu amor, vem pra mim

Me abraça devagar

Me beija e me faz esquecer

Adentraram nela dois dedos, a ouviu arfar e uma de suas mãos puxou os cabelos do poeta que mordiscou o bico de seio dela, ela começou a acompanhar os dedos dele com o quadril enquanto jogava a cabeça para trás. Ele desceu seus lábios pelo corpo bronzeado, retirou a mão que estava sobre a boca dela.

- Shiu, não grita viu! – Ele falou com um sorriso malicioso, ela olhou para ele sorrindo de volta mordendo o lábio interior.

Ele amava o sabor que ela tinha, sugava, beijava e lambia o clitóris dela, que tentava gemer baixo por conta o horário e por todos estarem em casa. Ela apertava a cabeça dele contra sua intimidade com uma das mãos, com a outra encrava as unhas no lençol da cama. Não demorou muito para ela mesma tapa a boca, chegando ao clímax sentindo que sua alma deixava o corpo. Ele se deliciou com a lubrificação dela, lambendo como se não pudesse deixar uma só gota, ela sentia os espasmos a cada toque.

Ele subiu de volta beijando sua boca, ela gostava do sabor que tinha ali. Abrindo os botões da camisa dele, necessitava faze-lo sentir a delicia de um orgasmo como ela sentiu.

Bem que se quis

Depois de tudo

Ainda ser feliz

Mas já não há

Caminhos pra voltar

O que é que a vida fez

Da nossa vida?

O que que a gente

Não faz por amor?

Mas tanto faz

Já me esqueci

De te esquecer porque

O teu desejo

É meu melhor prazer

E o meu destino

É querer sempre mais

A minha estrada corre

Pro seu mar

Puxou a fivela do cinto dele, já observando com um sorriso malicioso o tamanho de tudo que ela o fazia sentir, ele se levantou se livrando da calça junto á cueca. Agora seus corpos se encontravam num abraço, nesse momento já nus de corpo e alma. Beijavam-se com paixão com fome um do outro, estavam sentados de frente na cama, ele apertava a cintura dela descendo as mãos para as nádegas apertando e a puxando para perto fazendo a entrada dela ter contato com seu pênis. Ele gemeu entre os beijos com o toque. Nana laços as pernas em volta da cintura do poeta, fazendo-os ter o encaixe tão esperado, eles gemeram juntos com a boca colada uma á outra, tentando não fazer um alto barulho. Ela começou as cavalgadas junto ao movimento que ele fazia, num ritmo sincronizado, mal conseguiam se beijar, ele mordia o lábio inferior dela puxando com uma certa força, ela crava as unhas nos ombros dele sem parar de cavalgar nem por um segundo, jogando a cabeça para trás, ela sentia ele a puxando com força para ajuda-la. Gemiam baixo, e nesse ritmo ficaram. Mário sentia algo começar a formigar em sua virilha. A jogou deitada na cama inserindo fortes investidas nela, ela o apertou contra seu corpo com um laçar das coxas.

- Ahhhh. Eu vou... Hummm, Mário... – Ela gemia o mais baixo que conseguia, acompanhando ele com o quadril.  Abriu os olhos visualizando o rosto suado dele, estava com os olhos fechados gemendo baixo ofegante, tão próximo quanto ela.

- Isso Mário, mais forte... – Ela sussurrava rouco no ouvido dele, sabendo que o levaria a loucura. Ele amava a ouvir gemer seu nome.

- Nana...

Não demorou muito para chegarem ao orgasmo, ela primeiro e com a contração da vagina envolta do pênis ele derramou o liquido quente dentro dela.

Agora vem pra perto, vem

Vem depressa, vem sem fim

Dentro de mim

Que eu quero sentir

O teu corpo pesando

Sobre o meu

Vem, meu amor, vem pra mim

Me abraça devagar

Me beija e me faz esquecer

Bem que se quis...

Ele se deitou ao lado dela, abrindo os olhos e sorrindo. Ela estava suada igualmente a ele, com o sorriso que ele gostava de admirar.

- Acho que precisamos de um banho... – Sussurrou contra a boca dela roubando um beijo. Ela abriu os olhos concordando com um sorriso dando mais um selinho nele.

 

20 de Janeiro de 2020

 

- Eu estou me corroendo de ansiedade! – Marcos fala passando a mão pelos cabelos.

- Você está pior que eu hein... – Mário diz acariciando a barriga de Nana que está ao seu lado dividindo o mesmo sofá da sala de espera do hospital.

- Papai falou que assim que sabermos do resultado ligar pra ele, falou que hoje a noite vai reunir a família e amigos... – Marcos comenta se sentando em uma poltrona ao lado do casal.

- Jantar de comemoração das boas novas... Só não sabemos ainda como contar a Ana... – O poeta comentou.

- É... Nem me lembra, vai ser estranho para ela saber que o Diogo não é seu pai... Mas ela já ama muito você! – Nana olha-o com ternura.

- Falando nele... Ela não para de perguntar né? Sabe noticias Mario? – Marcos pergunta se levantando outra vez.

- Não, depois que a policia foi investigar acharam algumas armas na ilha, e graças a Deus conseguiram salvar aquela pobre senhora...

- Eu nem te perguntei, que loucura ele ia se livrar dela?

- Sim, se Meri não tivesse cedido na presença dos policiais e contado que Mercedes estava presa na mata, nem sei o que seria dela agora...

- Ele ainda está foragido?

- Sim, um perigo esse homem solto por ai, mas já está em todos os jornais!

- O médico está demorando não? – Nana comenta interrompendo a conversa dos dois. – Esse assunto me deixou enjoada, vou ao banheiro! – Ela diz se levando.

- Quer ajuda meu amor? – Mário diz se levantando junta á amada.

- Não, fique com Marcos, mas não abram o resultando antes que eu volte hein! – Ela sorriu dando um selinho no poeta indo em direção ao banheiro.

Nana sempre ficava muito abalada quando o assunto era Diogo e suas maldades, ela se sentia muito culpada por todos os anos ao lado dele acomodada sem questionar ou se importar com o seu passado ou até mesmo com o que acontecia a sua volta. Ela sabia que tinha fechado os olhos para muitas coisas, se sentia fraca, covarde, egoísta...

Ela não pode conter a lagrima que insistia em cair assim que entro no toalete e se olhou no espelho. Quando ouviu seu celular tocar dentro da bolsa, ela olhou para a tela, era um numero privado, recusou, mas o numero insistia.

- Alô?

- Luiza? Meu amor...

- Diogo? Di... Diogo onde você está? – Ela disse olhando para os lados falando numa voz sussurrada.

- Eu sei onde você está agora...

- Pra que está me ligando? Já não bastam todos os anos de manipulação?

- Você era feliz ao meu lado... Sabia que era minha luz, e agora está ai vivendo uma vida que nem é mais sua!

- Essa é a minha vida de verdade, minha família!

- Você sempre se enganando né... Já pegou o resultado do exame?

- Ainda não, mas você sabe que a Ana não é sua, sempre soube, assim como os gêmeos que eu carrego!

- Gêmeos? – Ele ri sarcástico, ela sentiu um frio correr por seu corpo. – Eu só fiz te amar todos esses anos e o que você fez para me agradecer? Me traiu!

Nana queria responder, mas não achou necessário dizer o que ele já sabia, por mais que ele tivesse roubado quase cinco anos de sua vida, e o acidente roubado tudo que ela já tinha sido, o amor que ela sentia por Mário era maior que qualquer passado. Quando ela se lembrou do poeta dizendo que o amor deles transcendia o tempo, sorriu.

- O que você quer? Por que está me ligando? Você devia está preso pelos crimes que cometeu!

- Por mais que você tenha me traído, e esteja sendo tão malcriada agora eu ainda te amo Luiza, com todo o meu coração... Eu vou me entregar! Mas antes eu preciso te ver só mais uma vez...

- Não Diogo, eu não vou me encontrar com você...

- Por favor... Em nome de todos os anos que estivemos juntos, pelos momentos felizes, você continua sendo minha luz, minha sanidade mental, minha saúde... Por favor, me deixa te olhar somente mais uma vez!

Ela sabia que iria tomar uma decisão estupida naquele momento, mas também precisava olha-lo uma ultima vez, sentia raiva, queria poder dizer o quanto o odiava nesse momento por tudo que lhe havia roubado, por todos os momentos ao lado de sua verdadeira família que foram perdidos, por toda dor que causou ao seus. Queria cuspir nele, dizer o nojo que sentia dela mesma por ter se permitido a viver uma mentira durante anos.

- Onde você está?

- Estou do lado de fora do hospital, na saída dos fundos num carro preto. Não fale para ninguém Nana...

- Como?

- Se você disser para o Mário ele vai chamar a policia... Não quero um estardalhaço, vou me entregar sozinho... – Ela desligou a chamada.

Nana se olhou outra vez no espelho, pegou seu celular e abriu na conversa com Mário no whatsapp. Digitou umas breves palavras, mas não as enviou. Colocou o celular de volta na bolsa saindo do banheiro.

...

- Marcos, a Nana está demorando demais, já estou ficando agoniado...

- Melhor a gente ir ver se ela está bem...

...

Nana respirou fundo duas vezes encarando o carro do outro lado da calçada, viu ele abrindo o vidro fazendo um sinal com a mão para ela. Pegou seu celular na bolsa outra vez, o guardou rápido na bolsa atravessando a rua.

Mário, se eu não entrar em contato daqui a 10 minutos vou está em perigo... Chame a policia... Eu amo muito você!”

Ela entrou no carro, se sentou no banco do passageiro, olhou para ele de cima á baixo, seu estado era deplorável estava com o cabelo por cortar, barba um tanto crescida, roupas sujas e pelo cheiro que vinha dele já não tomava banho á dias.

- Luiza meu amor... – Ele tentou toca-lhe o rosto com uma das mãos, mas Nana se afastou, o viu engolir seco. – Sei que não estou nos melhores dias...

Ele sorriu para ela, a olhando de um jeito que dava medo, do mesmo jeito da ultima vez que se viram na mansão, com olhos irados como se estivesse sob algum efeito de drogas.

- Feche a porta... Eu não vou fazer nada com você!

- Diogo... – Ela ia dizer algo até sentir alguma coisa lhe encostar a barriga, ela abaixou os olhos devagar vendo a arma, automaticamente abriu a boca para gritar, mas ele tapou com uma mão a puxando para perto. Encostou seu rosto ao dela, sussurrou em seu ouvido.

- Vamos dar uma voltinha... Se você ficar boazinha não vai acontecer nada amor, vai ser como da ultima vez lembra? – Ele fechou a porta puxou o cinto colando em volta dela, dando partida no carro em seguida.

Ela sentia as lagrimas escorrendo, sua cabeça doía ainda mais com ele pressionando a arma em sua barriga.

- A onde estamos indo seu maluco? – Ela tentava puxar o ar em meio a soluços.

- Tudo não passou de um acidente Luiza... Você estava malcriada igual agora me chamando de maluco... – Ele soltou uma gargalhada, ela se arrepiou de medo. – Ai eu tive que punir você, mas dessa vez vai ser diferente não vai?

- Diogo pelo amor de Deus, onde você está me levando? – Ela respirou fundo com a visão embaçada por conta das lagrimas.

- Você vai descobrir já, já...

...

- Marcos, onde ela foi? Que mensagem foi aquela pelo amor de Deus? – Mário disse quando Marcos entrou no carro.

- Uma enfermeira disse que a viu entrar num carro preto...

- Diogo? Marcos...

- Calma, vamos rastrear o telefone dela, liga o carro!

- Ligue para o delegado informe o numero do celular dela! – Mário disse enquanto rastreava o iphone da esposa.

...

- Que lugar é esse Diogo? – Nana perguntou o sentindo apertar seu braço com força entrando em um galpão abandonado.

- Fique quieta, você pergunta coisas demais, entre e sem gracinha porque eu já vi a mensagem que enviou era aquele idiota! – Ele falou a empurrando contra o chão enquanto mexia no celular dela.

Ela se arrastou devagar para perto de uma coluna, o chão estava muito sujo. O observava mexer no aparelho, com olhos psicóticos, ela não se lembrava de ter sentindo tanto medo antes na vida. Diogo estava com uma arma trinta e oito, ele olhava para o celular e brincava com a arma ao mesmo tempo.

- Nós dois podíamos brincar de roleta russa o que acha?

- Você é um louco... – Ela dizia com fúria nos olhos.

- Não, imagina... Seria um alivio para todos, eu não iria ser preso ocupando mais uma vaga na prisão, e você não precisaria se preocupar com um passado do qual não se lembra... – Ele disse rindo em seguida. – Vamos vai...Nossa... Que família linda Luiza! – ele disse num tom quase gritando, virando o celular mostrando para ela uma foto, na fotografia estava ela, Mário e as crianças. – Pena que tudo vai acabar!

- Já não basta tudo o que me fez?

- E o que eu fiz? Não estou lembrado... – Ele coçou a cabeça com a arma fingindo tentar se lembrar. – Ah te proporcionei os melhores anos da sua vida! – Gritou indo em direção á ela apontando a arma para sua cabeça, pressionando com força o cano da arma na testa dela.

- Diogo...

- “Diogo, por favor, não faça isso!” Ah cale a boca, quando as pessoas estão prestes a morrer sempre dizem a mesma coisa! Sua ingrata! Eu te dei tudo do melhor e é assim que você me agradece com insultos? Sempre Luiza! – Ele se afastava novamente.

...

- Eu vou entrar! – Mário disse descendo do carro.

- Calma Mário... Não é melhor esperar a policia chegar? Eles já estão a caminho...

- Marcos eu não posso ficar aqui parado! Ele pode está fazendo mal á ela!

- Eu vou com você!

- Não, fique aqui e espere a policia chegar, eu vou entrar, estou com o celular! – Marcos passou a mão pelos cabelos olhando para o galpão.

- Tome cuidado, ele deve estar armado! – Mário assentiu e seguiu para dentro do galpão.

...

- Ouviu isso? Temos companhia! – Diogo se escondeu atrás de uma coluna.

- Você é um louco, eu não sei como não tinha percebido isso todos esses anos... Como eu fui burra...

- Cala a boca se não eu nem espero o palhaço do Mário entrar para te matar na frente dele!

Nana engoliu a raiva com medo que estava preso em sua garganta, se apoiando na coluna ficando de pé, olhando atentamente para os olhos de Diogo que não estava muitos metros longe dela.

- Você é depressível, você é o que há de mais nojento na face da terra... – Ela respirou fundo quando ele apontou a arma para ela outra vez.

- Pena que você descobriu tarde... Né? – Ele suspirou. – Agora vocês vão pagar caro por cada humilhação que eu passei...

- O que você quer mais? – Ela sentiu uma lagrima quente escapar de seus olhos. – Você me manipulou Diogo... Roubou minha vida... Devastou vidas, matou gente muita gente... O que você quer mais? – Ele olhava como se mirasse.

- Eu só quero que essa raiva passe, mas parece que ela só aumenta... Cada vez que eu causo dor, cada vez que eu mato alguém... – Ele engoliu seco. – Ela aumenta... – Disse sussurrando para ela. – Aumenta e me consome! Cada vez mais!

Nana estava de pé, e se atreveu a dar um passo para trás colando seu corpo na coluna, segurando devagar o pé da barriga.

- Eu preciso de mais, e mais e mais!

- Porque você é um psicopata, você é psicopata! Você é doente! Isso nunca vai passar você entendi? E Você vai pagar por tudo que você fez!

Diogo gargalhava mais uma vez.

- Eu não tenho mais nada a perder... Eu posso até cair, mas eu levo você junto comigo Luiza...

- Diogo abaixe a arma! – Mário gritou da entrada do local onde os dois estavam Nana olhou para o poeta chorando mais.

- Ah chegou quem eu estava esperando... – Eles ouviram o som da sirene das viaturas secarem o local.

- Abaixe a arma Diogo, acabou... Não tem para onde você correr, acabou!

- Para todos nós Mário... – Diogo olhava para o poeta com um sorriso sinistro no rosto. – Isso tudo é culpa sua...

- Do que você está falando? – O poeta dizia tentando caminhar para perto de Nana.

- Mais um passo e eu atiro! – Diogo gritou, Mário ficou imóvel. – Tudo culpa sua, você não podia simplesmente desistir dela né... Tinha que ficar rodando com suas bobagens encantando ela... Roubando ela de mim... Mas agora tudo vai acabar!

- Diogo, abaixe a arma! Vamos conversar... – Diogo gargalhou com as palavras da ex-mulher.

- Vamos conversar? Você é tão engraçada Luiza... Sempre me fazendo ciúmes né sua maldita, agora está gravida de outro homem... – As lagrimas escorriam dos olhos dele. – Eu te ofereci o mundo e você não quis, eu podia te dar tudo! – Ele berrou.

Caminhou uns passou para longe dos dois.

- Tudo! Tudo! Tudo! Mas você queria a única coisa que eu não podia... Você sempre foi uma vadia aproveitadora... Meu pai dizia para não confiar em vadias, e eu não o ouvi...

Ele coçava a cabeça com desespero.

- Matei ele por falar muito na minha cabeça depois que eu matei você pela primeira vez...

Mário tentava se aproximar de Nana a cada desvio de olhar de Diogo.

- Aí eu estava escondido na praia quando te vi com outro lá, e por obra divina você foi para nossa ilha de novo, sem que eu me esforçasse para isso... Por que você tinha que ser tão malcriada hein? – As lagrimas desciam sem parar dos olhos dele. – Estávamos felizes há quatro anos, sem sair da ilha... Mas você não estava satisfeita né? Maldita!  

- Diogo a policia vai invadir a qualquer momento, abaixe a arma, não faça nenhuma besteira!

- Antes eu mato ela! Acabo com tudo! – Ele disse apontando a arma para Mário e para Nana em seguida.

- Não! Pelo amor de Deus! Não atire nela... – Mário sentia seus olhos arderem. – Atire em mim! Não faça isso com ela, com a nossa família outra vez...

- Atirar em você Mário Vianna? O poeta romântico... Que dedicou um livro para sua amada desaparecida... – Diogo gargalhou outra vez. – Será que ela vai escrever um livro para você? Mas a Luiza não te ama tanto assim...

- Diogo, por favor, abaixe a arma! – Nana suplicou em meio a soluços.

- Eu podia te matar Mário... Mas a culpa disso tudo é sua... – Diogo apontou a arma para Nana outra vez.

- Diogo Cabral, abaixe a arma ou atiro em você! – O delegado disse acompanhado de outros três policiais.

- Opa, mais gente para o nosso espetáculo, podem ficar a vontade! – Ele disse com um sorriso no rosto. – Onde eu parei? Ah! Claro, eu não vou te matar Mário, por que assim você não iria sofrer... Mas matando ela...

Nesse momento Diogo apertou o gatilho da arma, disparando em direção de Nana que fechou os olhos esperando o impacto da bala acerta-la, mas não sentiu. Com os olhos fechados ela ouviu um gemido de dor e um bagulho alto de queda, e mais um disparo.

...

Nana sentiu medo de abrir os olhos um arrepio atingiu todo o seu corpo, o medo tomou conta de seus pensamentos.

- Mário? Mário? Por favor, fala comigo... – Ela se abaixou vendo o amado no chão com sangue tomando conta de toda sua camisa colorida que ela tanto gostava. – Mário... – Ela gritava seu nome desesperada, retirando o cardigã que usava pressionando em cima do local atingido.

- Nana...Nana, olhe para mim! – Ele a olhava com ternura e serenidade, puxando o ar como se todas suas forças tivessem deixando seu corpo e bagunçando seus sentidos.

- Mário por que você fez isso? – Ela mal conseguia ver seu rosto por conta das lagrimas.

- Eu não aguentaria... – Ele puxou o ar com força. -  Te perder outra vez...

- Não, não! Eu que não posso perder você... – Ela respirava fundo tentando deita-lo em seu colo passando uma de suas mãos pelo seu rosto. – Fica comigo, não feche os olhos...

As lagrimas escorriam o rosto de poeta que se esforçava para tentar tocar a face dela com a mão tremula, ela soltou o cardigã que pressionava contra o ferimento dele, peando a mão dele a colocando em seu rosto.

- Mariana... – Ele tentava falar com o ar lhe faltando. – Eu te amo... Cuide dos pequenos... – Ele sussurrou as ultimas palavras.

- Eu também te amo tanto... – Ela chorava desesperada, queria olhar em volta e entender o que acontecia, mas não conseguia tirar sua atenção dele, a bolha que se formou era mais resistente que qualquer outra coisa. – Não fale assim... Por favor, não feche os olhos...

Mário parecia está sendo vencido, os olhos não conseguiam se manter abertos, a imagem dela estava sendo a poesia mais linda que ficava cada vez mais longe, ele desejou a ver mais que tudo por mais tempo...

...

This is how to disappear

This is how to disappear

 

Now it's been years since I left New York

I've got a kid and two cats in the yard

The California sun and the movie stars

I watch the skies getting light as I write

As I think about those years

As I whisper in your ear

 

I'm always going to be right here

No one's going anywhere


Notas Finais


Continua...
Estamos chegando ao fim meninas! Quero feedback do capitulo hein!
Qual é as expectativas para o último capítulo?


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