História Nosso Passado - Capítulo 27


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Palavras 2.470
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Romance e Novela
Avisos: Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Boa tarde!
Dessa vez não consegui postar no fim de semana, mas cá estou eu em uma quarta-feira.
Espero que apreciem a leitura!

Capítulo 27 - Acontecimentos importantes no quarto e no sexto dia


POV Emma

Nos três dias anteriores eu cumpri minha rotina, dividi meu tempo entre meu irmão, meus amigos e meu namorado. Erroneamente pensei que ficaria mais fácil aceitar a decisão deles com o tempo, quando o que aconteceu foi que meu coração parecia diminuir a cada dia.

Mamãe e Elsa também se sentiam assim e eu notava que até mesmo papai estava tenso, apesar dele tentar esconder. Ainda assim, algumas vezes, eu conseguia esquecer, principalmente quando tinha que enfrentar outra situação complicada como aquela: jantar com a família de meu namorado pela primeira vez.

- Sua mão está suando, Emma. - Killian esfregou com o polegar a palma da minha mão que segurava. - Já comeu diversas vezes com meus pais, só meu irmão que não conhece direito.

Engoli em seco e arregalei os olhos.

- Lian está aqui também? - Impedi-o de abrir a porta de entrada de sua casa.

- Sim! Seu navio já está na ilha, conseguiu vir mais cedo para nos visitar. - Meu namorado explicou.

- Ah Meu Deus! - Exclamei ainda mais tensa.

Killian me abraçou se divertindo com meu nervosismo.

- Calma, Magrela. Não há com que se preocupar.

Confiei nele e entrei. Os Jones vieram me receber, carinhosamente como sempre. Respirei mais aliviada, senti que me aprovavam como namorada do filho deles.

“Era notável a ligação de vocês dois”. - A Senhora Jones comentou em algum momento. - “Sempre torci para que ficassem juntos!”

“Esse namoro era inevitável” - Completou o doutor Jones. - “Seja bem vinda a família, menina”.

Depois de breve conversa, fomos para a sala de jantar.

- Lian ainda não chegou? - Killian quis saber.

- Ele está no banho. Vamos esperá-lo para o jantar. - A senhora Jones informou.

Nada muito importante aconteceu até que o irmão de meu namorado aparecesse.

- Meu Deus!- O homem alto, forte, de cabelos castanhos encaracolados e olhos azuis exclamou. - Da última vez que te vi você era só um moleque, Killian!  Está barbado agora.

Meu Poeta não conseguiria esconder a admiração que brilhava em seus olhos, levantou-se e foi abraçar o irmão.

- O tempo passa para todo mundo! - Exclamou. - Senti sua falta, irmão.

Após breve conversa, Killian trouxe o irmão a mim.

- Lembra-se de Emma? - Perguntou.

O irmão de meu namorado olhou despreocupadamente para mim.

- A órfã que os Nollan adotaram, não é?

- Lian?! - A senhora Jones o censurou. - Seja mais delicado! Desculpe, Emma.

- Não se preocupe, senhora, Lian falou apenas a verdade. - Dirigi-me ao capitão da marinha. - Eu mesma, a filha adotiva dos Nollan.

- E minha namorada! - Killian contou.

Recebi um olhar mais cuidadoso de Lian.

- Namorada?! Você é ligeiro, irmão! Da última vez que vim estava namorando aquela garota morena.

- Milah! Ela faleceu, Lian. Te contei por carta, lembra? - Kill não se sentiu incomodado com o comentário do irmão, mas eu fiquei.

- Sim, sim, daí então você resolveu namorar sua amiga, Emma… - Olhou para mim querendo que eu completasse meu nome.

- Swan - Completei para ele. - Emma Swan. Prazer em revê-lo, Lian.

Estendi a mão para ele e nos cumprimentamos.

Lian balançou a cabeça algumas vezes, estava considerando alguma coisa.

- Os Nollan não lhe deram o sobrenome deles? - Quis saber.

- Não me adotaram de verdade, apenas tiveram a minha guarda por um tempo… - Expliquei.

- Isso é novidade até para mim. - Comentou o senhor Jones.

- Eu mesma só fui entender isso quando fui morar com minha avó em Londres.

- Que curioso. - O olhar de Lian me intimidou. - Por que será que não quiseram te adotar? - Questionou.

Ergui os ombros indicando que eu não tinha essa resposta.

Estava muito desconfortável com Lian, o capitão parecia estar me analisando, notei até um certo desprezo dele por mim. Considerei que provavelmente era só uma daquelas pessoas que tem preconceitos com órfãos, já tinha encontrado algumas durante a vida, nunca me importei muito.

- Acho que podemos comer, não é? -Killian mudou o assunto ao notar meu desconforto. Enquanto íamos para a mesa pediu: - Perdoe a indelicadeza de meu irmão, seu tempo gasto na Guerra o deixou com pouco tato.

Levantei o canto dos lábios para cima em uma tentativa de dizer que estava tudo bem.

Durante o jantar, meu namorado ficou dividido entre dar atenção a mim e ao irmão. Era evidente que ele o estimava muito e como tinham tido um tempo longo separados, tinham muito o que conversar. Não me importei, pelo contrário, os pais de Killian me acolheram amorosamente e eu preferia conversar com eles ao invés daquele oficial da marinha que parecia me julgar e condenar o tempo todo.

***

Eu não pretendia dizer nada, entretanto Kill me perguntou quando estava me levando para casa:

- O que achou do Lian?

- É um homem bastante sério e responsável.  

Tentei ser o mais sincera possível sem magoar meu namorado, entretanto vi que se decepcionou com minha resposta.

- Parece que não gostou muito dele. - Comentou.

- Longe disso, Kill. É que ele pareceu não gostar de mim. - Expliquei.

- Lian tem esse jeito mesmo. A vida militar o moldou com muita praticidade e pouca sensibilidade. - Sorriu-me ternamente. - É impossível ele não ter gostado de você.

Ergui os ombros e concordei com essa explicação para não decepcionar Killian ainda mais. Quem sabe eu não tinha mesmo interpretado errado?

Kill soltou minha mão e me puxou para mais perto, recostando toda a lateral de nosso corpo e colocando protetoramente o braço em torno de mim.

- Os dias estão passando rápido demais - comentou - quando estou com você tenho vontade de que o tempo pare.

Parei de andar e virei meu corpo de frente com o dele, de modo que ficamos nos segurando em volta um do outro, enquanto nossas barrigas se encostavam, curvei um pouco minhas costas para trás e olhei em seus olhos.

- A gente pode fingir que parou agora, mesmo que seja só por cinco minutos.

Nos beijamos ternamente e trocamos um abraço forte como se quiséssemos fundir nossos corpos em apenas um. Controlei minhas emoções de transbordarem usando todas as técnicas que me ensinaram na corte, tinha prometido a mim mesma que aproveitaria esses dias com alegria e não tristeza... Ao menos quando estivesse junto de meus meninos.

Killian continuou me protegendo entre seus braços sem nada dizer, acho que sabia que o que eu estava sentindo - talvez fosse um sentimento mútuo - esperou que eu me acalmasse e então pediu:

- Você vai se casar comigo, não é?

Minha tristeza se dissipou em segundos.

Sorri.

- É o pedido oficial dessa vez?

- Não! - Bufou. - Você tá passando sua impulsividade para mim. Claro que quero fazer um pedido oficial, mas não assim ao acaso, sem planejamento algum. Nem anel eu tenho.

- Ok... Então eu não preci... - Comecei.

- Responda sim, Em. - Suas sobrancelhas caíram em súplica.

Fiz-me de difícil.

- Só quando for oficial! Para você saber: gosto da impulsividade e espontaneidade, mas do que de um anel. - Dei uma indireta, bastante direta. Queria muito responder.

- Sério?! Que mulher quer ser noiva sem uma aliança brilhante para exibir?

- Não sou a melhor representante do meu gênero. - Respondi.

Killian se soltou de mim e imediatamente senti falta do nosso corpo se tocando. Mas então ele pegou minhas mãos, levou a direita até a boca e depositou um beijo em meu dedo anelar, depois fixou seus olhos profundos nos meus.

- Esse vai ser meu anel provisório então. - Explicou e em seguida ajoelhou-se em minha frente. Meu coração acelerou com o gesto.

- Emma Swan Windsor, você aceita dividir comigo suas tristezas e compartilhar as alegrias comigo, dormir e acordar do meu lado e me permitir chamá-la de minha esposa?

De nada adiantou ele ter segurado meu choro antes, pois não fui capaz de contê-lo dessa vez, ainda bem que eram lágrimas bem mais felizes.

Ajoelhei-me também para ficar mais próxima da altura dos olhos de meu namorado.

- Não há nada que eu queira mais do que tê-lo sempre a meu lado. - Respondi com a voz chorosa. Ele sorriu com o rosto todo antes de beijar novamente meu anelar direito, dessa vez demoradamente.

- Minha noiva! - Exclamou.

Uma alegria intensa cresceu tão fortemente em mim que  achei que fosse transbordar, entretanto a realidade de que em três dias estaríamos separados pela guerra, impediu que esse momento fosse puramente feliz.

Pov Graham

Terminamos nosso sexto almoço juntos naquela semana. Aquele tinha se tornado meu momento mais esperado do dia. Eu costumava ficar ansioso pela chegada dela duas a três horas antes do horário marcado.

- O que quer fazer hoje? - Quis saber.

- Você sempre foi o líder de nossas atividades. Pode escolher.

- Hoje faremos o que que mais te agradar. - Respondi.

- Quer mesmo que eu escolha, né? - Pisquei para ela. - Vamos só passear pelos campos então... e conversar... A gente acabou fazendo um monte de coisas que não nos permitiram conversar direito.

- Totalmente de acordo, senhorita Swan.

Nos embrenhamos pela floresta e subimos os campos, só paramos quando percebemos que se fossemos adiante ela não estaria com Killian às 15h. Ficamos alguns minutos ali - em meio aquele bosque de árvores amareladas pelo início do outono. Nos sentamos na grama para descansar um pouco.

Emma, que vinha conversando animadamente todo o caminho, ficou reflexiva de repente.

- Promete que teremos muito outros almoços juntos além do de amanhã? - Pediu.

- Não posso prometer uma coisa que está  além de meu controle. - Expliquei com a verdade. - Alguns conhecidos que foram para os campos de batalha não conseguiram estar de volta para almoçar com suas pessoas queridas novamente.

Minha resposta a deixou abatida.

- Quais são seus motivos para voltar? - Quis saber. - Dizem que pessoas com bons motivos para voltar, se esforçam mais para se manterem vivos na guerra.

Pensei um pouco.

- Minha família, a fazenda... você.

- Eu sou um motivo? - Questionou surpresa.

- Claro que sim! Ainda me deve uma dança, vou cobrar com juros.

- Vou dançar quantas danças quiser quando voltar... - Ficou pensativa. - Promete cuidar do Bae? Preocupo-me ainda mais com ele, vocês três sempre foram mais habilidosos nessa área.

- É principalmente para cuidar dele que estou  indo. - Confessei. - Claro que sou contra os horrores da guerra, entretanto não pretendia me envolver nisso, só me alistei depois que ele se alistou.

- Não posso perder nenhum de vocês... - Minha amiga se mantinha com o rosto seco, mas estava emotiva. - Eu os amo tanto!

- Também te amo, Emma!

Ela se animou. Sua expressão era como a de quem se encanta com um bebê.

- Ownnn! Graham você evoluiu mesmo. Antes só me criticava e agora é capaz de assumir que ama os amigos.

Eu já tinha decidido que não partiria sem deixar ela saber, por mais que aquilo fosse contra os meus mais profundos princípios,precisava dizer a ela.

- Você  não entendeu. - Fiquei bastante sério e encarei o verde de seus olhos. - Te amo de uma maneira que não deveria amar.

E ela compreendeu! Deixou o queixo cair de tão surpresa que estava, seus olhos ficaram vagando de um lado para o outro, sem nada focar.

- Não sei o que dizer... - Murmurou.

- Nem espero que diga alguma coisa, estou me sentindo o pior amigo do mundo por estar dizendo isso para a namorada de Killian, mas... Eu queria que você soubesse que cada crítica e cada desprezo que recebeu... Fez parte das minhas tentativas de tentar arrancar esse sentimento de dentro de mim... De nada adiantou... É impossível não me apaixonar por você.

Emma parecia desconfortável.

- Graham eu...

- Não precisa comentar nada, não estou tentando te colocar em uma situação difícil e nem exigindo alguma postura sua. Só… - Respirei pesadamente. - Queria esclarecer meu antigo mal comportamento com você e... Eu precisava que você soubesse.

- Fico lisonjeada! - Ela exclamou com tanta verdade que eu acreditei. - Você é o Graham, o rapaz mais cobiçado que já conheci... - Mostrou-me um sorriso reconfortante. - Houve um tempo em que eu mesma o cobicei... - Confessou com o rosto corado.

- Houve?! - Perguntei surpreso.

- Sim! E eu o queria por um motivo diferente da maioria das meninas. Você é justo, é um amigo leal, protetor... Admiro suas habilidades e beleza, é claro, mas suas qualidades internas são ainda mais atraentes para mim.

Seria mentira negar que as palavras dela se tranformavam em uma  festa animada dentro de mim.

- Se eu soubesse... - Comentei.

- Você sempre conseguiu todas as meninas que quis, por que nem tentou comigo?

- Você tinha 13 anos e eu 17 me achava velho demais para você.

- Talvez naquela época, mas namorei Walsh quando eu tinha 16 e ele 21. Nossa diferença era maior.

- Imagine o ódio que senti quando te vi com ele? - Falei relembrando o sentimento.

Seu semblante ficou tristonho.

- Deve ser difícil para você me ver com Killian…

Sorri para tranquilizá-la.

- Killian te merece muito mais do que eu. São perfeitos juntos!

- Eu amo Killian com toda a minha alma e não o trocaria por ninguém...

- Eu sei... - Tentei interrompê-la.

Emma falou mais alto para continuar o próprio discurso:

- Mas, não sei se isso serve de consolo, você seria minha segunda escolha. Eu sei que me faria muito feliz.

Meu coração, já agitado, parecia agora grande demais para caber dentro de meu peito. Sorri largamente!

- É... É um grande consolo! - Animei-me mas já era hora de mudar o rumo da conversa, estava bem satisfeito com o que já tinha ganhado. Precisava retornar a lealdade para com meu amigo.  - Ao menos em alguma disputa eu tinha que ficar com o segundo lugar. - Brinquei.

- Metido! - Ganhei um tapinha no ombro. - Vou deixar isso em segredo, ok? Kill já morre de ciúmes de você.

Dei de ombros.

- Não se preocupe, ele já sabe! Mas não precisa dizer a ele que estou em segundo lugar. - Pisquei para ela.

- Acho que ele também sabe disso. - Falou devagar, pareceu ter acabado de chegar a essa conclusão.

- Ótimo! - Exclamei. - Assim me sinto menos desleal.

- Mas melhor não lhe contar que tivemos essa conversa... - Concluiu preocupada. - Ao menos não hoje...

- Com certeza! - Concordei e a consciência me pesou com meu ato egoísta. Kill não merecia o que eu tinha feito com ele.

 


Notas Finais


E aí, gente?
Killian e Emma noivos...
Graham se declarando...
E a ida deles a guerra muito próxima mesmo...


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