História Nosso pequeno Lord - Capítulo 3


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Categorias Harry Potter
Personagens Gina Weasley, Harry Potter, Tom Riddle Jr.
Tags Adoção, Hinny, Tom Peverell, Tom Riddle, Vira-tempo
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Palavras 6.945
Terminada Não
LIVRE PARA TODOS OS PÚBLICOS
Gêneros: Ação, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Romance e Novela, Saga

Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


Bonjour...
Olha eu aqui, então, o capítulo foi escrito em partes, talvez esteja meio repetitivo, enfim, leiam e conversamos mais nas notas finais

Capítulo 3 - Comemorações


 

Era noite de quinta-feira, Tom, Harry e Ginny estavam sentados nos sofás da sala de estar conversando sobre coisas do mundo mágico que Tom ainda não sabia, fazia menos de uma semana que os três tinham ido ao beco diagonal, e desde então o casal dava aulas á Tom sobre os mais diversos assuntos, na maioria das vezes eram os dois juntos, mas também tinham tido aulas em que só um ensinava, a maioria delas era na biblioteca, mas também tinha as aulas na mesa de jantar e até na sala, e apesar de usar livros, pergaminhos e penas, tudo sempre acabava em aula oral, explicar, conversar e tirar dúvidas parecia muito mais interessante para o jovem casal, no dia anterior eles tinham tido uma aula 'explicada' e 'anotada', digamos assim, bem na mesa de jantar, á qual o garoto tinha ganho sua primeira lição de casa, produzir um texto explicando o básico sobre teoria da transfiguração, ele teria 3 dias, mas foi entregue ainda na aula de hoje á tarde na biblioteca, que tinha sido de história, agora, mesmo em um momento de relaxamento era impossível para o garoto não conversar sobre tudo que estava aprendendo, e agora falavam sobre o que mais ele queria saber, apesar de ainda não terem falado quase nada sobre o assunto, Hogwarts. 

- Como é lá? 

- É lindo, você vai amar - respondeu Ginny - Um castelo enorme, tem várias aulas, algumas são ótimas, outras um tédio

- É o melhor lugar do mundo - Disse Harry em um tom levemente sonhador - Hogwarts é o lar de todos que vão pra lá, você vai acabar aprendendo a amar aquela escola com a sua vida 

Tom achou meio estranho o modo como o mais velho falou isso, e Ginny olhou meio intrigada e compreensiva para o marido, depois do que parecia estar despertando de um transe, o outro voltou a focar em Tom e falar com um ar de quem ensina

- Hogwarts fica em um lugar invisível aos trouxas, e sua localização não é exata para ninguém, apesar de termos uma ideia mais ou menos dela - Foi falando

- E como se chega lá então? - Perguntou Tom que ficava fascinado sempre que ouvia falar da escola 

- De trem, é claro - Disse Ginny - Todo ano, no dia 1º de setembro, parte o expresso de Hogwarts da plataforma 9 3/4

- 9 3/4? - E isso existe?

- Sim, fica na estação Kings Cross, á uma passagem entre as plataformas 9 e 10, que só bruxos podem passar, o expresso parte 11h. em ponto, ele vai até a estação de Hogsmead - A ruiva tinha voltado a falar

- Hogsmead é um vilarejo inteiramente bruxo que tem bem próximo á escola, ele é fantástico - Explicou Harry 

- O único inteiramente bruxo da Grã-Bretanha - Ressaltou Ginny

- E como se vai de Hogsmead á Hogwarts? - O garoto estava ansioso e nem esperou que um dos adultos continuasse antes de perguntar 

- Há dois modos - Começou novamente a ruiva - No 1º ano, os alunos vão de barquinhos pelo lago negro, acompanhados do Guarda-Caças da escola - Logo depois de falar isso, Ginny ficou com medo de nesse tempo ainda não ser assim, porém, resolveu prosseguir - A partir do 2º ano, os alunos vão de carruagens puxadas por testrálios 

- Testrálios, - Antes do menino perguntar, Harry começou a falar - são criaturas mágicas, muito parecidas com cavalos esqueléticos, negros e com asas, eles são invisíveis, por isso, muitos alunos acham que as carruagens andam sozinhas 

- Se são invisiveis, como sabe a aparência deles? - O garoto perguntou, e os outros dois se entreolharam, antes que a mulher respondesse 

- Só quem consegue ver um testrálio é quem já viu alguém morrer e tem consciência disso, se você viu quando era bebê por exemplo, não conta

- E vocês podem ver? - Não pode conter a pergunta, por mais que tivesse apreensivo que talvez os outros dois não quisessem responder 

- Sim - Disse simplesmente Harry, e sem mais explicações, voltou ao que falavam - Depois dos alunos do primeiro ano chegarem á Hogwarts nos bracos, á a seleção das casas 

- Os alunos de Hogwarts são divididos em 4 casas, Gryffindor, Slytherin, Ravenclaw e Hufflepuff - Disse Ginny

- E qual a melhor? - Perguntou Tom, obviamente queria ser da melhor casa, para ser o melhor bruxo 

- Gryffindor - Respondeu Ginny sem pestanejar, recebendo um olhar duro do marido, revirou os olhos e cedeu - Nenhuma, todas são boas - Disse de forma monótona 

- As casas de Hogwarts, são herança dos quatro fundadores da escola, depois falaremos deles em alguma aula de história, a questão é, cada casa acolhe á quem seus respectivos fundadores desejava ensinar, então não há casa melhor, elas só, valorizam qualidades diferentes

- Disse Harry - Gryffindor é conhecida como a casa dos corajosos, a cor é vermelha e o animal que representa ela é o Leão, a Hufflepuff, o animal é o texugo, tem a cor amarela e valoriza a lealdade, a Slytherin, tem a cor verde, valoriza a astúcia e o animal, é a serpente, a Ravenclaw da mais valor á inteligência, a cor é azul e o animal, uma águia - Harry continuou de forma quase decorada, antes de relaxar mais e parecer falar mais displicentemente - É claro que essas não são as únicas qualidades que destacam as casas, elas tem umas personalidades bem distintas, e é claro que você não é necessariamente de um jeito só porque é de uma determinada casa, afinal ninguém é igual

- E como se decide para que casa vai? - Ele teve uma leve simpatia pela casa Slytherin, mas era cedo de mais pra dizer, afinal, ainda não conhecia quase nada e como o Harry disse, essas não eram as únicas coisas sobre as casas 

- Não é você que decide - Disse Ginny - O Chapéu Seletor, que vai dizer.

- Mas sua opinião também pode ser levada em conta - Lembrou Harry 

- Qual casa vocês foram? 

- Gryffindor - Disse Ginny com orgulho

- Eramos da Gryffindor, eu quase fui mandado para outra casa, mas o chapéu levou em conta minha opinião. Tem alguns bruxos que só tem afinidade para uma casa, outros o chapéu demora para decidir entre uma e outra, temos uma amiga que o chapéu ficou muito inclinado em mandar ela para Ravenclaw e no fim ela foi para a Gryff, muita gente não entendeu, já que ela tinha tudo para ser da Raven, mas depois, conhecendo ela melhor, percebemos que era uma bruxa muito corajosa - Harry falava com admiração e saudade, Tom nunca ouvia eles falando de amigos, família ou qualquer pessoa que os dois conheciam, isso era meio estranho 

- Em compensação, temos como exemplo contrário, a minha família que foi todinha para a mesma casa, e o chapéu nem se quer pensa antes de nos mandar com passagem só de ida para a Gryff

- Então, conta 'pontos' a família de alguém ser de uma casa ou outra? Será que meus parentes de sangue eram de que casa? Eles eram bruxos né, já que eu sou um bruxo? - Ele não conseguiu se impedir de falar aquilo

- Não nescessariamente - Ginny escolheu responder a pergunta como se não fosse nada de mais, Harry viu aí uma ótima oportunidade para começar a introduzir um assunto essencial ao garoto

- Existem bruxos filhos de bruxos e filhos de trouxas, isso depende - Iniciou o mais velho, tentando incitar a curiosidade do outro displicentemente, e conseguiu na hora 

- Como assim? Se não é filho de bruxos como conseguiu ter magia? - Tom ficou momentaneamente confuso

- Não 'conseguiu' a magia, nasceu com ela - Falou Ginny - Os bruxos nascem mágicos, não há nenhum modo de um trouxa 'aprender' a ser bruxo, acontece que existem bruxos que nascem de casais completamente trouxas, assim como também tem casais bruxos que podem ter um filho sem magia, apesar, dessa última ser mais rara 

- Os bruxos costumam classificar a si mesmos, para entender suas linhagens, por 'nascido-trouxa' que mesmo tendo esse nome, já nasceu bruxo, só que de pais trouxas, geralmente essas pessoas só descobrem o que são na hora de ir para a escola, tem também os 'sangue-puros' que são bruxos que vem de uma linhagem inteira de bruxos, sem nenhum trouxa na família, o que está cada vez mais difícil, e o mais comum, o 'sangue mestiço', bruxos que descendem de bruxos e de trouxas, é muito mais comum, já que á essa altura do campeonato já está tudo misturado 

- Hum... E o que vocês são? - Teve de repente curiosidade, porque até então achava que estava com bruxos poderosos, mas ele poderia estar enganado

- Ginny é sangue puro e eu sou mestiço - Disse Harry, e tinha certo orgulho ao dizer, como se tivesse honra de ser mestiço ou algo assim - Meu pai era sangue puro e minha mãe era nascida trouxa, os dois foram bruxos maravilhosos, e ela em especial era muito inteligente, o sangue de um bruxo não muda em nada o seu poder

- Não? - Agora ele estava surpreso - Era de se esperar que o bruxo com mais sangue bruxo fosse mais poderoso

- O bruxo tem sangue bruxo só dele ser bruxo, o poder já está nele, não importa se os pais dele tinham esse sangue ou não, ele tem, é magia, não DNA 

Depois daquela conversa, Tom teve muito em que pensar, de noite ele conversou um pouco com Nagine, que disse que não entendia nada do assunto, já que tinha poucos meses de vida e nunca tinha conhecido um bruxo que pudesse falar com cobras, para que ela soubesse de questões humanas assim, isso era algo que ele queria falar com Harry, o porque deles dois falarem com Nagine e de acordo com a cobra nenhum outro bruxo com quem conviveu ter falado.
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Na manhã seguinte, Tom pela primeira vez acordou ás 9:20, foi o mais tarde até o momento, e o mais engraçado é que na noite anterior tinha ido dormir cedo, o garoto, tomou um banho, escovou os dentes, se vestiu, e desceu com um livro em mãos, foi tomar café da manhã, e quando passava pela sala em direção á biblioteca, os seus 'pais' dessem a escada felizes da vida.

- Vamos sair Tom? - Pergunta Ginny 

- Para onde?

- Sei lá, passear pelo vilarejo, ir ao parque, conhecer as pessoas - Disse Harry dando de ombros 

- Hum, por que não? - Concordou, pensando que já não tinha muito o que fazer mesmo 

Os três saíram de casa e logo encontraram os Potter's, vizinhos que os Peverell's tinham conhecido assim que chegaram 

- Esses são o Charlus e Doa Potter, moram nesta casa ao lado á alguns anos - Disse Harry, Tom reparou que os Potter's eram mais velhos que o casal de adultos de sua casa, tendo entre 30 e 40 anos, mas tinham uma aparência bonita e forte, uma certa presença demarcada pelos cabelos escuros de ambos, principalmente a Sra. Potter, com cabelos extremamente pretos e olhos azuis 

- Olá querido - Sorriu a Sra. Potter para ele - ouvi falar que você estava chegando, é muito bonito 

- Obrigado, a Sra. também - Tom respondeu com educação, apesar de não ser mentira 

- Ora, um galanteador - Riu a mulher, achando ele adorável

- Oh! Oi Harry - Se aproximou o Sr. Potter que estava levemente afastado antes, regando umas flores - Faz tempo que não vejo vocês, como estão? E esse rapazinho é quem eu penso que é?

- Estamos ótimos - O rapaz abriu um sorriso cheio de dentes antes de prosseguir - É sim, esse é o Tom, nosso filho - Tom arregalou os olhos ao ouvir aquela palavra, era a primeira vez que um dos dois se referia á ele como filho, ele imaginou no começo que isso iria acontecer, mas á essa altura do campeonato achou que seria de 'Harry' e 'Ginny' que chamaria os dois para sempre, e que eles não queriam ser tratados como pais. Tom se obrigou a deixar isso para lá, provavelmente Harry só quis dizer isso porque era na frente de um estranho ou algo assim.

O passeio continuou, Tom viu muitas pessoas e no meio do caminho foi apresentado á Sra. Mckinnon e á seu filho Leon, de 7 anos, achou o garoto meio tapado, mas foi educado com os novos conhecidos mesmo assim. Os 5 decidiram ir juntos ao parque onde Tom e Leon brincavam enquanto os adultos conversavam sentados em um banco de praça, aquilo estava chato, até que o balanço que estava sentado do nada foi super alto, e depois uma segunda vez, ele teve que se segurar forte já que foi muito alto e rápido, quando olhou para os adultos viu que a única que olhava para si era Ginny, que apontava a varinha discretamente e tinha uma cara de quem estava aprontando, quando seu balanço deu uma volta completa lhe tirando risadas, o garoto ao seu lado estava de olhos arregalados. Alguns minutos mais tarde Ginny tinha parado de te ajudar a se divertir e tudo voltou a ser chato, estava em uma gangorra com o garoto de camiseta vermelha, enquanto o mesmo tentava puxar assunto vez ou outra 

- Minha festa de aniversário é amanhã, a minha mãe já deve ter chamado vocês, enquanto conversa com seus pais, você quer ir? - Disse o garoto meio cheinho, não chegava a ser gordo, mas também não era magro, e era mais alto que a maioria dos garotos da idade dele 

- Pode ser, se meus pais forem, acho que não tenho muita opção - Respondeu fazendo uso das mesmas palavras do garoto, e achando estranhas e ao mesmo tempo convidativas

- Eu queria que você fosse, seria muito legal - O garoto não parecia perceber em momento nenhum o tédio e falta de interesse de Tom em suas conversas
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Era segunda, e Tom estava ansioso para voltar as aulas, tinham passado só o fim de semana de folga, mas ele queria muito aprender,  e o fim de semana tinha sido chato, se for ver que Sábado de manhã saiu com Ginny para comprar presentes, para que á noite cada um dos três Peverell's aparecessem com um presente na festa do tal garoto do parque, a casa dele tinha muitas crianças, apesar de que a maioria parecia não ser dali, já que o vilarejo não tinha tantas crianças assim, lá também tinha alguns adultos, mas eram só uns 10, e isso incluindo os pais do menino, o casal Potter e o casal Peverell, foi barulhento, e cheio de crianças, correndo, brincando e querendo fazer amizade, coisa que ele não estava muito disposto.

Enfim, hoje Tom desceu para a cozinha, ás 9:15 e surpreendentemente encontrou o casal maravilha - como as vezes os chamava irônicamente em pensamento - acordado tomando café 

- Bom dia Tom! - Exclamou Ginny parecendo feliz

- Bom dia. Acordada essa hora? - Questionou já se sentando, e Harry tomou sua frente e lhe serviu uma xícara de chá, colocando pães, torradas e geleias mais perto dele, para ele decidir o que pegar 

- Sim, vamos sair agora de manhã - Respondeu Ginny - Quero te levar na Londres Trouxa para comprar roupas, Harry vai fazer algumas coisas enquanto isso no beco diagonal

- Hum, tudo bem - Ele ainda não tinha notado como costumava simplesmente concordar com tudo, talvez fosse bom ter alguém tomando decisões por si

- Sabe Tom, depois de comprarem o que precisam, vamos nos encontrar no caldeirão furado - Disse Harry - E você pode ver se quer alguma coisa por lá, aliás já está na hora de você começar a ganhar galeões, algo como uma mesada ou sei lá, afinal não da para adivinhar tudo que você quiser sempre 

Tom não sabia o que achar disso, ele amava o fato dos outros dois estarem sempre se preocupando com as coisas para ele, sempre o levando para compras e coisas assim, mas se quisesse algo também não teria cara para pedir, e sempre gostou da sensação de independência, seria muito bom ganhar dinheiro e ele mesmo poder andar sozinho e escolher o que fazer ou comprar

- Hã, obrigado 

- Não tem que agradecer por isso - Disse Ginny - Você agora é um Peverell, o que é nosso também é seu, e queremos que você tenha a liberdade de saber que pode nos pedir tudo que quiser - Aquilo causou algo nele, como se tivesse algo á mais nessas palavras, como se ele pudesse interpretar esse 'Você agora é um Peverell' com um 'Você agora é nosso filho', era como se ele pudesse ligar isso aquela palavrinha que tinha escutado na sexta e que tentava fingir ignorar 

- O natal é daqui a 15 dias, os Potter's nos chamaram para passar na casa deles, o que acham? - Perguntou Harry, mudando o rumo da conversa, ao que Tom agradeceu mentalmente 

- Eu acho ótimo - Falou Ginny como resolvendo tudo - Eles são maravilhosos, e ouvi dizer que tem familiares fora de Godric's Hollow que talvez venham, é ótimo para conhecer novos bruxos, sem falar que seria entediante passar o natal só nós três aqui, o que acha Tom?

- É, acho legal, gosto da Sra. Potter 

- Que bom - Sorriu Harry, que parecia gostar muito dos Potter's pelo que Tom pode perceber 

- Vamos continuar com suas aulas a partir de hoje, todos os dias á tarde, na biblioteca, por mais tempo, Tom - Disse Ginny, ao que o garoto ficou animado - apenas por duas semanas é claro, e deixar os feriados parassem - Só para deixá-lo desanimado de novo, para que tantas pausas

- Mas - Começou Harry com um tom de quem prometia uma surpresa - Assim que voltarmos em janeiro começaremos com aulas praticas - Cantarolou a última palavra 

- Práticas - Ele não poderia estar mais animado - Achei que eu ainda não podia usar magia 

- Isso é só um detalhe - Desdenhou Harry de um jeito travesso 
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O garoto que olhava pela janela do quarto tinha tido as últimas duas semanas atarefadas, com aulas todos os dias sobre diversos assuntos, tarefas e trabalhos sobre eles, olhando agora para o relógio na cômoda, viu que eram 19:56, e resolveu ir tomar seu banho, 1 hora era mais que suficiente para ficar pronto. 

As 21h. os três Peverell's se encontravam na sala, arrumados e com sacolas nos braços, saíram juntos e foram para a casa grande ao lado da deles, onde o jardim já estava todo iluminado, e na porta foram recebidos pelos donos da casa 

- Há, olá, entrem, sejam muito bem vindos, feliz natal! - Exclamou o Sr. Potter feliz 

- Feliz natal - Disseram os três quase juntos 

- Obrigado pelo convite, Sr. Potter, estamos muito felizes em passar o natal com vocês - Disse Harry, que não poderia estar dizendo nada além da verdade, já que ele parecia mesmo muito feliz, o porquê, Tom não sabia 

- Imagina, nós que estamos muito felizes de vocês virem, e eu já disse que pode me chamar de Charlus sim? 

- Claro, Charlus - Concordou o outro 

- Está muito linda a decoração - Elogiou Ginny 

- Obra de Dora, ela é ótima com decorações de festa, além de um pouco perfeccionista demais, devo dizer, deve ser de família

Aos poucos os convidados foram chegando, eram poucos, mas agradáveis, a casa estava impecável, uma decoração bonita e sofisticada e os aperitivos que Tom havia provado até agora eram excelentes, os elfos passavam com bandejas servindo as pessoas, que conversavam sentadas ou em pé, algumas se balançando ou dançando levemente ao som da música de fundo, todos pareciam muito bem vestidos, inclusive eles próprios. Tom já tinha se espalhado, assim como Harry e Ginny que tinham conversado com algumas pessoas, e agora estavam juntos novamente, em pé há um canto olhando o movimento, os dois adultos conversavam e se balançavam ao rítmo tímido da música, Dora se aproximou dele, afim de lhe apresentar algumas crianças aparentemente, já que vinha acompanhada de duas, ela parecia amar crianças, o garoto se perguntou por um momento se ela não queria ter filhos 

- Olá Tom - Disse ela com um sorriso de ponta á ponta - Querido, esse é meu sobrinho Cygnus e minha sobrinha Acrux, eles são primos, vieram com meu irmão a li - Apontou ela, para um homem velho e carrancudo de preto acompanhado por uma mulher de mesma forma - Os Black

- São lindos, não sabia que tinha parentesco Black - Comentou Ginny 

- Há, sou uma Black de nascença, meu sobrenome de solteira 

- Olá - Cumprimentou Tom, aos dois á sua frente, mais por educação, já que tinha sido apresentado á eles 

- Oi, Tom não é? - Disse a garota que era mais velha que o outro, e tinha cabelos negros e olhos azuis levemente acinzentados, que aparentemente era característica dos Black, Tom confirmou com a cabeça - Quantos anos Tom? O pequenininho aqui só tem três, não ligue se as vezes ele parecer uma ameba 

- Hey! - Exclamou o outro meio irritado 

- Tenho 6, pelo menos até o fim desse mês - Respondeu Tom - E você?

- 7, isso significa que não ficaremos no mesmo ano em Hogwarts já que eu fiz em agosto - Refletiu - E então Tom, qual é a sua, do que gosta? - A forma precisa e ao mesmo tempo descontraída dela era no mínimo diferente para o garoto

- Com licença, acho que chegou mais convidados, já volto - Disse Dora, até aquele momento estava alheio á conversa dos adultos, mas ela voltou pouco tempo depois acompanhada de um casal com uma garotinha no colo da mulher 

- Esses são os Rosier - Apresentou - Os Peverell se mudaram para cá á pouco tempo - Explicou para os que tinham acabado de chegar - Eles tem um filho muito inteligente, o Tom - Apontou para o menino que não demonstrou constrangimento e sorriu 

- Olá, Sr. e Sra. Rosier - Respondeu polidamente 

- Olá Tom - Disse a mulher que parecia encantada com ele - E olá Senhores Peverell's, ele é muito educado - Se dirigiu agora, á Ginny e Harry 

- Sim, é maravilhoso - Se orgulhou Ginny - E quem é essa gracinha?

- Nossa filha Druella, vai fazer 2 aninhos ainda - A conversa dos adultos se desenrolava e Tom prestava atenção á tudo, assim como Acrux, mas ela, ao contrário dele parecia entediada, o primo dela á essa altura já não estava a li, agora devia estar correndo e brincando pela casa 

- Como assim? - Tom se interessou de repente 

- Bem, todos fingem não saber, mas todos querem que seus filhos conheçam as outras crianças de famílias bruxas desde pequenas, porque são elas que formarão a alta sociedade bruxa daqui á uns anos 

- Hum, todos são assim? Querem que seus filhos se casem com sangue-puros e façam parte da alta sociedade? - Tom estava realmente curioso sobre essas pessoas, principalmente tendo em vista que todas pareciam, ricas, sofisticadas, e muito diferentes dos bruxos que conheceu na festa de Leon, por exemplo

- A maioria sim, as famílias puristas e sonserinas principalmente, mas também tem os que não ligam muito, Dora por exemplo, se dá bem com todo tipo de gente, ela quer muito um filho, apesar de nunca conseguir, e acho que se conseguisse não se importaria nenhum pouco com quem ele casa ou deixa de casar 

- Hum...Entendi, e quem mais? Olhando assim, consegue dizer como eles são? - Perguntou o garoto olhando ao redor e imaginando que Acrux era provavelmente a primeira criança de sua idade que conhecia que parecia ser inteligente

- Claro, eu conheço as pessoas aqui, e mesmo que não conhece, quase sempre sou boa em ler as pessoas - Disse convicta e também olhando displicentemente ao redor - Seus pais por exemplo, parecem ser alegres e divertidos, destoam um pouco dessas pessoas, acredito que são do tipo que não ligam para sangue ou status sociais, os pais de Cygnus são o oposto disso, extremamente puristas, os Rosier são puristas, mas não muito radicais, tem uma imagem mais amigável, se me entende, há olha quem chegou - Chamou a atenção de Tom para a porta, onde havia um casal loiro e um garotinho também loiro, todos de queixo erguido e nariz empinado, o casal dono da casa logo foi cumprimentar eles - Aqueles são os Malfoy's, puristas, ricos e ligam muito para status sociais, adoram estar na mídia, mas pelo que sei, se mantem sempre limpos com a justiça, e não cometem crimes que não sejam os habituais, como sonegação de impostos e tal's, não se aliaram a Greenwald, os pais de Cygnus apoiam ele fortemente apesar de não serem seguidores. 

Tom demorava para assimilar as coisas que ela dizia, tinha algumas coisas que ele nem se quer sabia o que era, mas preferiu não perguntar nada, agora os Malfoy's já tinham cumprimentado quase todos a li, e o garoto loiro vinha na direção deles 

- Olá Acrux - Disse de modo polido, mesmo as palavras sendo simples, depois apontou com o queixo para Tom - Quem é?

- Ele é o Tom, filhos dos Peverell - Ao dizer isso indicou o casal com a cabeça, agora eles conversavam com um homem que Tom não conhecia - Se mudaram á pouco para a casa ao lado, esse é Abraxas Malfoy - Finalmente se dirigiu á Tom 

- Prazer Malfoy - Cumprimentou polidamente 

- Hum... Prazer - O garoto olhou desconfiado

A noite transcorreu bem, Tom gostou de conhecer todos a li, conversou bastante com Acrux e com Abraxas que descobriu ter 6 anos e portanto faria o mesmo ano que ele em Hogwarts, aliás, os três falaram muito sobre a escola e as duas crianças á sua frente pareciam ter certeza de que iriam para a Slytherin, logo percebeu que Abraxas era mimado e frio, falava sempre com pompa e tinha uns ideais bem definidos, e logo  a desconfiança do loiro parecia ter ido embora e gostara muito de falar com Tom, já Acrux era visivelmente mais esperta, tinha um ar de quem sabia de tudo, como uma mine adulta, e ao mesmo tempo era super relaxada como se nada tivesse realmente muita importância, e ao contrário de Abraxas, ela não ficou pagando pal para Tom quando ele deu amostras de sua inteligência e liderança, na verdade ela parecia não estar nem aí, e em alguns momentos dava uma sumida, circulava por aí, conversava, mas depois voltava. O relógio bateu meia noite, todos se alegraram e parabenizaram uns aos outros, foram levados para uma sala de jantar com uma mesa enorme, onde jantaram e conversaram por muito tempo, houve a distribuição dos presentes, Tom ganhou de Harry, de Ginny e dos Potter's já que os outros nem o conhecia antes daquela noite, Tom tinha usado sua primeira 'mesada' com presentes de natal, então também deu presentes para os 'pais adotivos' por mais estranho que fosse pensar assim. Os três voltaram para casa por volta das duas horas, depois de música, dança e bebidas, onde os adultos ficaram levemente animadinhos, mas não o suficiente para a noite durar tanto tempo depois da ceia. 
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Na manhã seguinte, Tom acordou meio cansado, olhou o relógio se deparando com 11:07 e se assustou com isso, nunca acordou essa hora antes, lembrou então de ter ido dormir 3h. da manhã pela primeira vez. O garoto se levantou e foi ao banheiro escovar os dentes, resolveu que não era necessário tomar banho agora, já que tinha tomado de madrugada assim q chegou em casa, ele poderia deixar para tomar seu banho á tarde sem problemas

- Bom dia dorminhoco - Ginny disse assim q ele entrou na sala, percebeu que ela estava igual á sempre e que talvez dormir tarde fosse algo comum em sua rotina 

- Bom dia - Falou indo se sentar no sofá ao lado dela

- Boom dia, floor do diia - Cantarolou Harry entrando na sala

- O que há com vocês hoje? Dando bom dia's felizes como se tivessem visto um passarinho verde 

- Rosa - Corrigiu Ginny, ao que Harry arregalou os olhos, os dois caíram na gargalhada e Tom não entendeu nada

- Tom, já tem planos para domingo? - Perguntou Ginny desviando do assunto

- Planos? - Ele estava confuso

- Sim, sobre sua festa de aniversário, domingo já é dia 31, é óbvio que faremos uma festa, ainda mais que é passagem de ano, então resulta em um ano novo do Tom, ou com tema Tom, sei lá, algo assim - Tom não tinha esquecido que seu aniversário estava próximo, mas não pensara que os Peverell's saberiam ou se lembrariam 

- Hum, não sei, o que tem em mente? - Ele ia amar ter uma festa de aniversário 

- Vamos ter que sair e comprar decorações, e fazer listas com comidas e bebidas servidas, sair para comprar os ingredientes e passar tudo para Benry, vai ser trabalhoso, mas divertido - Disse a ruiva

- E você fará a lista de convidados, é claro - Falou Harry - Sei que ainda não conhece muita gente, mas entre as que conheceu até agora você pode decidir quem quer chamar 
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Tom desceu as escadas aquela noite sabendo e sem saber o que esperar, era óbvio que tinha participado de tudo, desde decoração, á comidas, á convidados, mas estava ansioso, nunca tinha tido uma festa de aniversário, se quer tivera uma festa, nunca foi o anfitrião ou teve a atenção de todos assim, e ele gostava dessa ideia, da ideia de ter toda essa atenção. Ele estava o mais bem vestido possível, e andava elegantemente, com o queixo erguido e a coluna ereta, os primeiros a chegar tinham sido os McKinnon - que por mais que ele não fizesse muita questão da presença, convidou por educação, já que foi convidado para o aniversário do filho deles - Neste momento chegavam os primeiros convidados relevantes, os Potter's junto aos Rosier, acompanhados dos sobrinhos Acrux e Cygnus e do 'amigo' de Acrux, Abraxas, e de uma garota morena, um garoto moreno, um garoto loiro e uma outra garota loira que tom nunca tinha visto - Tom havia mandado cartas para os novos colegas junto aos convites dizendo que poderiam trazer quem quisesse, a intenção era claramente fazer mais contatos com crianças de sua idade que fossem deste 'nível' na comunidade bruxa, é claro. Assim que chegaram foram cumprimentados pelo casal dono da casa, deixaram presentes em cima da mesa de presentes, que já estava até um pouco cheia e Tom se encaminhou até eles.

- Boa noite Senhores Potter - Disse aos primeiros que chegaram á ele - Sejam muito bem vindos 

- Obrigada querido - Sorriu Dora - Parabéns Tom! Não é todo dia que um rapazinho tão charmoso fica mais velho 

- Feliz aniversário Tom! - Disse o Sr. Potter de forma mais simples 

- Obrigado - Disse aos dois, mas logo os Rosier's se aproximaram se pronunciando 

- Obrigado pelo convite Tom, Feliz aniversário - Disse o homem 

- Parabéns querido - Complementou a mulher, com uma criança no colo 

- Muito obrigado, sejam bem vindos e sintam-se á vontade 

- Claro querido, você é muito educado - Assim que os adultos se retiraram, vieram as crianças 

- Feliz aniversário Tom, meus parabéns e obrigado por nos convidar á sua casa - Disse Abraxas muito polidamente 

- Parabéns - Disse Cygnus simplesmente, antes de correr para brincar, fazendo a garota morena que Tom não conhecia revirar os olhos e falar

- Me desculpe pela falta de educação do meu irmão, acho que é pela pouca idade - Ela era séria e parecia não ser do tipo que sorria muito - Eu sou Walburga, aliás, Acrux comentou que você era novo no país e queria conhecer alguns rostos novos, faz muito bem, aqui está conhecendo as melhores famílias para o futuro, com certeza, Parabéns pelo aniversário.

- Muito obrigado, Srta Black - Inclinou a cabeça levemente - Sejam bem vindos, todos vocês aliás 

- Valew - O jeito descontraído de Acrux em meio á pessoas tão politícamente sociáveis, sempre surpreendia - Parabéns Tonzito, quero manter contato só pra vir no seu aniversário de 60 e falar 'parabéns vovô'

- Você é mais velha que eu - Relembrou 

- Não espalha - Murmurou olhando para os lados preocupada, fingindo realmente se importar 

- Mas então, não vai me apresentar seus amigos? - Disse Tom

- Claro, Walburga, minha prima que você já conheceu - Ela mudou de brincalhona para entediada em uma fração de segundo, Tom reparou - Esse é meu amigo Luí Greengrass - Apontou para o garoto loiro, que se pronunciou á todo sorrisos 
 

- Obrigado Greengrass, e obrigado por vir também 

- Que isso, chamado da Acrux a gente sabe que é bom - Deu uma risada - Essa garota tem uns contatos maravilhosos, não é?

- Claro - Sorriu sem saber o que mais responder, será que todos que estavam em volta de Acrux eram assim tão 'despojados' como ela? 

- Essa é a Melissa, convidada do Abraxas, ela tem um irmão mais velho que não veio 

- Ou melhor, que não foi chamado - Corrigiu Abraxas - Moleque chato, sem ofensas - Disse rapidamente, olhando para Melissa 

- Sem problemas, as vezes ele irrita mesmo - Disse a menina loira - Olá Tom, feliz aniversário, eu sou Melissa Avery 

- Prazer Melissa, obrigado - Ele já não aguentava tantos obrigados 

- Esse é o Yaxley, Petter Yaxley, meu amigo - Disse Abraxas - A família dele é muito amiga da minha 

- Seja bem vindo Yaxley - Disse Tom

- Obrigado, meus parabéns Peverell - Inclinou a cabeça levemente, tinha sido o único até agora á chama-lo pelo sobrenome, ele achou meio estranho, ainda mais que não estava muito acostumado com ele 

Aos poucos os convidados foram se soltando mais, Tom descobriu mais tarde que os pais de Abraxas foram passar o ano novo em Paris, em uma viagem romântica de casal, enquanto os pais dos Black estavam dando um jantar em sua casa para as famílias nobres, apensas para adultos, o que explicava Melissa e Petter estar a li, já que os Avery e os Yaxley compareceriam, os Rosier's recusaram o convite, aparentemente não estiveram no clima para essas reuniões sombrias e sérias, e os Greengrass não foram chamados, apesar de serem ricos, puros e nobres, se excluíam um pouco deste lado da sociedade bruxa, era uma família mais livre, com ideais mais abertos, o que explicava o filho deles ser assim. A noite correu muito bem, houve música e em dado momento Harry e Ginny estavam dançando animadamente bem no meio do salão, Dora puxou o marido para dançarem também, as crianças pareciam estar achando tudo muito engraçado, até que começou uma musica ainda mais animada, que Tom nunca ouviu antes - provavelmente seleção de Ginny - e Acrux com seu jeito doido saiu sozinha mesmo dando um show de dança, sendo seguida por Luí, os dois estavam arrasando, principalmente nas caras e bocas. 

- Vem Tom - Gritou a morena e Tom balançou a cabeça, descordando na hora, ela não ligou, fechou os olhos e voltou a se balançar ao rítmo da música

- Ela é louca - Comentou Abraxas 

- Estranha - Concordou Yaxley 

- Só é diferente - Disse Melissa 

- Ela é livre - Concluiu Tom 

A música logo voltou as normais românticas e Acrux pareceu se irritar e voltar para o canto junto a Luí 

- Me concederia a honra? - Se inclinou Abraxas, estendendo a mão para Melissa 

- Claro - Ela corou levemente, antes de o acompanhar e dançar a música lenta

- Com essa idade se paquerando, e eu que tenho problemas - Disse Acrux, o que fez Luí rir 

- Pois é, depois a influência negativa são os pais divertidos e aventureiros, e não os que criam seus filhos como mine adultos de negócios - Resmungou Luí 

- Vocês são estranhos - Comentou Yaxley - Quer dançar, Walburga? - Chamou se virando para a menina que até o momento parecia nem estar a li

- Tá né, não tem nada melhor pra fazer - Disse de cara fechada, puxando o menino para o salão de dança 

- Ela é sempre assim? - Perguntou Tom

- Assim, grossa, fria e insensível? - Disse Luí - Não, as vezes ela também é explosiva, brava, louca, sádica e etc 

- Descreveu muito bem - Concordou Acrux 

A festa por se tratar de um aniversário infantil, tinha começado cedo da noite, por volta das 19h., agora já passava das 23h. eles já tinham cantado parabéns e partido o bolo, os convidados estavam naquela de ficar só esperando a virada do ano, Acrux puxou Tom e Luí para a parte de fora da casa, se encontravam no jardim da frente, sentados na grama próxima aos balanços 

- Olha o que peguei da mesa dos adultos - Disse a menina mostrando uma garrafa de vinho 

- Para que isso? - Disse Tom

- Para derramar no chão e ver se os insetos bebem ou se afogam - Falou com ironia revirando os olhos 

- Eu sei que sou de mais, não me agradeçam - Disse antes de virar um pouco do líquido na boca, e passar para Luí que também tomou e passou pra Tom, que ficou levemente exitante antes de fazer o mesmo, tomando um grande gole , o que fez ele engasgar um pouco fazendo os outros dois rirem, não era muito forte, mas ele nunca tinha provado álcool na vida 

- Mas e aí, o que está achando do seu aniversário? - Perguntou a garota, tomando mais um gole direto do gargalo 

- Está legal 

- Ah, sem essa, quero sinceridade, o que está achando desse bando de riquinho metido? 

- Nos incluímos nisso é claro - Acrescentou Luí rindo 

- Eu, hum, é interessante conhecer gente tão diferente, e influente é claro, parece outro mundo - Refletiu, realmente, nem se comparava com as pessoas do orfanato, todas pobres, sem classe ou educação, aquelas crianças que estava conhecendo pareciam ser educadas para serem princípes e princesas

- E é - Concordou o loiro - Um mundo sombrio 

- De gente hipócrita, de gente política, de gente que nem é gente, que parece mais máquinas programadas - Falou Acrux de um jeito que surpreendeu e muito Tom 

- Já ta dando pra sacar mais ou menos o jeito de cada um? - Perguntou o garoto loiro - Todos criados por famílias extremamente sonserinas 

- É, deu pra 'sacar' - Disse o outro achando o uso da palavra estranho e bebendo o vinho que já tinha dado mais uma volta

- Muito influenciáveis - Falou Acrux - Abraxas já sabe que vai cuidar dos negócios dos Malfoy, já se preocupa com dinheiro, status e imagem assim como a família, Walburga já é extremamente purista e preconceituosa com qualquer um com o sangue não tão puro ou qualquer criatura mágica, Yaxley já aprendeu a lei do mais forte, vai seguir cegamente o primeiro que se mostrar líder, Melissa já é encantadoramente frágil, educada para crescer e ter um bom casamento - Disse revirando os olhos para a ultima parte

- E você, onde se encaixa - De repente Tom estava cada vez mais curioso sobre a visão de mundo daquela garota 

- Hora, achei que tinha dado na cara - Deu um sorrisinho de lado - Nessa história toda, eu provavelmente vou ser aquela que se rebela contra o sistema, que não deixa passar batido. 

- E eu vou ser o melhor amigo, sempre junto - Disse o loiro - Queria ter um papel mais importante no livro, mas acho que agora não tem mais jeito - Disse sorrindo 

-  Ain, que fofo ele - Sorriu a garota 

- Até sua cara meiga é falsa, Black - Respondeu o garoto

- Mais provavel - Disse Luí - Já que você não se importa com as pessoas

 Mas então, Tom - A garota ignorou a acusação do amigo e se virou para Tom fazendo um tom sério - Você é desses poucos que tem um olhar de quem já sofreu muito mesmo tão jovem, desses meio desacreditados, um jeito avaliativo, e só tem dois tipos de gente nos livros, com esse olhar - Fez um leve mistério - Os heróis, e os vilãos, só nos basta esperar para ver quem você será 

Tom estava muito surpreso com isso, e percebeu que o 4° gole de vinho tinha um gosto muito melhor que o primeiro, nesse momento todos dentro da casa saíram para fora, para esperar a meia-noite, os três se levantaram e se juntaram aos outros, Tom viu Ginny e Harry o procurando com o olhar e se juntou á eles


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Houveram estouros, vivas, luzes no céu provocadas pelas várias varinhas alí, e houve um abraço, um abraço triplo
 

- O primeiro de muitos - Tom não soube se Harry falava do ano novo juntos, ou de tantas outras coisas e emoções que se passavam diante de seus olhos naquele momento 


Notas Finais


Quis que o Tom conhecesse muitas pessoas, e se socializasse e tal's, estou achando estranhas as conversas para vista que são crianças, mas não sei escrever de um jeito que reflita a personalidade de cada um se não for assim.
Eu coloquei sim os avós do Harry na estória, fazer o que né? Imagino a cara dele ao conhecê-los, as idades não são compatíveis com a realidade, já que não sei a idade real deles, mas quis faze-los mais velhos já que na estória real diz que tiveram o James quando já eram bem velhos e tal...
Coloquei muitos personagens reais, graças a Deusa J.K. Rowling nós temos muitas informações sobre os Black
Para quem não lembra dos nomes, aí vai:
*Walburga - Mãe do Sírius
* Cygnus e Druella - Pais de Bellatrix, Andrômeda e Narcisa
*Abraxas - Obviamente, pai do Lúcius e avô do Draco
* O pai do Sírius ainda não apareceu, mas ele vai chegar, vai ter muito Black sim Sra. amo Black's
Também coloquei personagens criados por mim, como a Acrux, o Luí, a Melissa e o Petter
Eu sou apaixonada pela Acrux, ela vai ser importante, e talvez mais pra frente eu fale sobre a família dela e essas coisas, talvez eu só deixe rolar.
Espero que tenham gostado, quero saber seus personagens favoritos dos novos, e o que acham a respeito deles
E essa indagação que a Acrux jogou no ar, hã? Herói ou Vilão?


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