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História Nosso primeiro verão - Imagine Jungkook - Capítulo 4


Escrita por:


Notas do Autor


Oi Nenis! Tudo bom com vcs? :3
Voltei bem rápido de novo hahaha! Eu estou bem empolgada e cheia de criatividade com a história, então aproveitem enquanto eu estou cheia de ideias KKKKKK
E o capítulo de hoje será um pouquinho diferente! Nesse capítulo teremos o ponto de vista do Jungkook, então espero não estranharem ;3
Uma boa leitura <3

Capítulo 4 - Como as luzes da cidade


Fanfic / Fanfiction Nosso primeiro verão - Imagine Jungkook - Capítulo 4 - Como as luzes da cidade

Acordei com o maldito despertador tocando. Eu tinha esquecido de desativá-lo quando as aulas acabaram, então acabei acordando às 6h30. Passei a mão pelo meu rosto, bocejei e fiquei de bobeira olhando para o teto esperando o sono passar. Tentativa falha. 

Me levantei da cama com um pouco de custo e fui direto para o banheiro do meu quarto, optei por tomar um banho e lavar bem o cabelo, porque ele estava fedendo à cigarro por conta da festinha que rolou ontem na casa do Jorge. Tirei minha bermuda e minha cueca, entrando no chuveiro o ligando em seguida. Enquanto a água caía, eu deixava a canseira ir junto à água, mas não os pensamentos sobre ontem à noite. 

Eu nunca fui muito bom em ajudar as pessoas, principalmente em reconfortá-las ou algo do tipo. A última vez que tentei dar um conselho para um amigo, eu fiz ele chorar porque eu disse que ele sempre ia ser corno. Tá, eu sei, foi um comentário desnecessário mas o cara precisava cair na real. 

Mas quando eu vi a S/n às 3 horas da manhã andando de bike no meio da rua com uma cara nada boa, eu sabia que tinha que ajudá-la. Eu nunca a tinha visto naquela situação antes. Em todo o meu ano letivo, sempre a vi passando pelo corredor da escola sorridente ou rindo de alguma piada de sua melhor amiga. Então me assustei ao ver a sua cara de choro e um leve desgaste emocional estava aparente ali. Eu não sei o por quê, mas em pouco tempo em que a gente se conheceu, eu acabei criando um carinho a mais por ela. Eu não tinha só vontade de transar com ela como eu tenho com outras garotas. Eu tenho vontade de protegê-la, cuidar dela, a abraçar e dizer que as coisas vão melhorar.

Desliguei o chuveiro e enrolei a minha cintura com a toalha, saindo do banheiro enquanto seco o meu cabelo com uma outra toalha. Vesti uma roupa leve, hoje estava quente para um cacete, me sentia um frango assado. Saí do meu quarto e fui direto para a cozinha. Geralmente eu acordo com o cheiro de panquecas que a minha mãe faz mas ela estava viajando com meu pai para a lua de mel. Não vou ficar bravo porque ela está longe e deixou de fazer as panquecas, aliás, ela sempre foi uma boa mãe e nunca teve um momento para ela. Fico até feliz em ver meus pais apaixonados com a mesma intensidade depois de anos.

Peguei o cereal de chocolate na bancada e o leite na geladeira. Enquanto comia meu café da manhã "saudável e nutritivo", chequei meu celular para ver se tinha alguma notificação. Tinha só algumas mensagens do Jorge me xingando por eu ter ganhado dele no vídeo game. Abri o Instagram e vi alguns stories, até que apareceu os stories da Sarah. Nos stories tinha uma foto dela com a S/n, com a seguinte legenda: "Saudades de vagabundear com você, mas você me trocou pelo seus livros". Dei uma risada nasal e pensei que a Sarah poderia me dizer qual era o problema da S/n, então mando à ela uma mensagem pelo direct do Instagram.

Mensagens 

Oi Sarah, podemos conversar sobre a S/n? É urgente ;-; 

7h45

Caralho, são 7:45 da manhã. Se não for importante eu juro que te bloqueio. 

7h46

É importante, à ponto de não podermos falar sobre por mensagem. Podemos nos encontrar?

7h46

Me encontra na pracinha perto da escola.

7h47

Mean_Sarah está offline

Desliguei meu celular e fui direto para a porta de casa, calçando meu tênis e saindo. Caminhei apressadamente até o parque e cheguei lá em mais ou menos 15 minutos. Tive que esperar a Sarah por um tempo, eu sabia que ela morava longe da escola. Provavelmente deve estar pensando em uma estratégia de me dar um soco no saco agorinha mesmo.

Após alguns minutos avistei a Sarah e fui até ela, a cumprimentando.

- Espero que seja importante mesmo. - A Sarah estava com a cara inchada e com o cabelo bagunçado. Ela realmente tinha acabado de acordar.

- É sobre a S/n, e o que está acontecendo com ela exatamente. - Chego logo no assunto e vejo a Sarah mudar de feição. Ela olha para o chão, suspira e olha para mim novamente.

- Você deve saber que bem ela não está. - Sarah me responde enquanto cruza os braços.

- É sobre o pai dela, não é? - Sarah olha para o lado.

- Sim, mas não cabe a mim dizer o que acontece entre os dois. A S/n dirá quando ela estiver preparada. Eu levei anos para descobrir sobre o problema dela com o pai. Então tenha paciência, e esteja ao lado dela quando ela estiver mal. - Sarah suspira mais uma vez e se vira para ir embora. - Só não vou te bater porque a sua preocupação foi relevante. Até mais coreano gatinho. - Sarah pisca para mim e depois sai do parque andando em direção da sua casa. 

Eu estava curioso e preocupado com a S/n, ela estava mal e queria ao menos animá-la, nem que seja um pouco. Então foi aí que eu tive uma ideia.

(...)

Lá estava eu, em frente à porta da casa da S/n, tomando coragem para apertar a campainha. Respirei fundo e apertei, como se aquilo fosse a coisa mais importante da minha vida. Esperei alguns segundos e uma mulher de cabelos ondulados, de 40 anos e bem parecida com uma certa garota atendeu. 

- Pois não? - A senhora pergunta com um sorriso gentil no rosto.

- Eeerr... Oi, eu sou Jungkook. Um amigo da S/n. - Sorri nervoso mas educadamente esticando minha mão para cumprimentar a suposta mãe da S/n. Ela retribuiu o cumprimento com um sorriso no rosto.

- Prazer Jungkook, eu sou a mãe da S/n, Samantha. - Sorri e ajeitei o cabelo como forma de nervosismo.

- Eu.. poderia falar com a S/n? - A mãe de S/n muda o seu sorriso gentil para uma expressão de... preocupação?

- O problema... é que a S/n não está muito disposta a falar com alguém... nem sei se ela vai querer te ver. - Suspirei, mas a minha intenção não era desistir, não hoje.

- Por favor, eu preciso falar com ela. É só por alguns minutos. - Insisti e vi a mãe de S/n hesitar por alguns segundos.

- Tudo bem, mas espero que ela não me mate e nem mate você. - Dei uma pequena risada com o seu senso de humor e comemorei mentalmente por ter conseguido convencê-la. A mãe de S/n abriu espaço para eu poder entrar em sua casa e a segui até ela parar de frente de uma porta na parte de cima da casa. Ela bateu na porta e escutei uma voz familiar permitindo a entrada. A Samantha abriu a porta apenas para enfiar sua cabeça. - Espero que você não me mate, mas você tem visita. - A Samantha abriu a porta toda, revelando a S/n em cima da cama com um shorts e uma camiseta da banda Queens. Ela me olhou surpresa, e eu apenas sorri murmurando um "oi", enquanto entrava no quarto. - Bem, eu vou deixá-los à sós. - Samantha saiu do quarto fechando a porta nos deixando sozinhos.

- O que faz aqui? - S/n pergunta com um ar de surpresa e senti uma pequena... empolgação em sua voz?

- Eu vim te ver oras. - Respondi à sua pergunta me sentando na beirada da cama. - Como você está? 

- Não estou no meu melhor momento mas vou ficar bem. - Sarah responde olhando para as suas mãos. Dava para ver que ela estava nervosa, só não sabia se era por causa da minha presença ou por outra coisa.

- Eu não gosto de te ver assim... - Falei, a fazendo olhar para mim. - Então eu pensei, que poderia te animar, nem que seja um pouco. E vim te trazer uma proposta. - S/n me olhou confusa.

- Qual seria essa proposta? - Ela pergunta e sorrio.

- Quero te levar para um encontro hoje. - S/n me olhou surpresa, hesitando em seguida.

- Eu não sei... Eu não tô muito bem para sair... - Ela faz uma cara de desânimo. E como eu sou um bom insistente, resolvi fazer o que eu sou melhor em fazer. Peguei um ursinho de pelúcia em cima de sua cama.

- Qual o nome dele? - Perguntei.

- Ele é o senhor Bob. - S/n respondeu meio entusiasmada. Então sorri, coloquei o senhor Bob em frente ao meu rosto e resolvi fazer uma coisa na qual me arrependeria depois.

- Eu queria muito que a S/n saísse com o Jungkook. - Fiz uma voz engraçada me passando pelo bichinho de pelúcia e escutei uma risada gostosa vindo de S/n. - Por favor senhorita S/n, saia com o Jungkook. Ele disse que vai te pagar um sorvete e ele vai te divertir hoje. - Continuei com a encenação, fazendo a S/n rir mais ainda. Tirei o ursinho da frente do meu rosto e olhei para S/n. - E aí, topa? - Dessa vez perguntei com a minha voz, fazendo a S/n sorrir serenamente.

- Tudo bem então. - Sorri, sentindo que consegui vencer mais uma etapa do meu plano de hoje. - Me dê só 30 minutos, tenho certeza que você não vai querer sair com uma garota fedorenta. - S/n levanta da cama, mas a puxo de volta a fazendo sentar no meu colo.

- Eu gosto de todas as suas versões. - Disse rodeando sua cintura com meus braços e pude ver que a S/n estava levemente corada. Então lhe dei um selinho.

- Eu preciso tomar banho. - S/n fala manhosa e a liberto. Ela vai correndo até o banheiro e rio de sua atitude fofa e inocente.

Enquanto S/n estava tomando banho, aproveitei para ver o seu quarto detalhadamente. O seu quarto era bem organizado, tinha fotos penduradas na parede e tinha pôsteres de bandas e séries na parede bem em cima de sua cama. Fui até a sua gaveta, onde em cima dela havia algumas fotos. Todas as fotos eram da S/n quando era pequena até a sua adolescência. Eu ficava admirado de como sua beleza era enorme. Ela tinha uma beleza única.

Logo após alguns minutos, a S/n sai do banheiro já vestida e com o cabelo molhado. Ela usava uma blusa preta de manga comprida e uma calça jeans preta.

- Você não está com calor nessa roupa? - Pergunto brincando enquanto me aproximo dela. 

- Eu não sinto muito calor. - S/n cruza os braços e me olha. - Bem, vamos? - Ela pergunta e sorrio. Pego na sua mão e saímos de seu quarto descendo as escadas encontrando a mãe de S/n na cozinha.

- Vocês vão sair? - A mãe da S/n parecia estar um pouco surpresa. 

- Sim, vamos para um encontro. Se a senhora permitir. - Digo sorridente enquanto sinto um olhar de surpresa e indignação da S/n em mim. A Samantha parecia hesitar um pouco, mas logo ela sorri.

- Tudo bem. Mas eu quero a minha filha de volta em casa às 23h. - Samantha diz com um tom autoritário.

- Tudo bem, sua filha estará de volta em casa às 23h sã e salva. - Sorrio, me despedindo da Mulher com alguns fios de cabelos brancos. Já fora da casa de S/n, sinto a mesma ainda me olhar com uma cara de indignação. - O que foi princesa? 

- Eu ainda não acredito que minha mãe deixou eu ir à um encontro com um garoto e que você teve coragem de dizer que íamos para um encontro. - S/n fala tudo isso rapidamente, respirando fundo depois da longa e rápida frase.

- Eu apenas disse a verdade. Vamos para um encontro. - Abro a porta do carro para S/n entrar e quando ela entra eu entro no carro também, dando a partida logo em seguida. 

Dirigi o carro por mais ou menos meia hora, até chegarmos no estacionamento de um parque de diversões. Estacionei o carro e olhei para s/n, que parecia surpresa.

- Você é um fodido clichê sabia? - A S/n pergunta com um tom de ironia, rindo minimamente depois.

- Ah vai, parque de diversões é sempre uma boa ideia. - Digo saindo do carro e S/n faz o mesmo. - Tenho certeza que vamos nos divertir. - Sorrio para S/n e pego em sua mão, a levando até a entrada do parque. Lá comprei os ingressos e entramos no parque, que estava bem lotado por conta das férias. - Bem, o que você quer fazer? Pode escolher qualquer brinquedo. - S/n parecia hesitar.

- Escolhe você primeiro. Eu ainda preciso pensar qual brinquedo é legal. - Ela sorri gentilmente.

- Tem certeza? Vou escolher os piores e mais radicais do parque. - Digo em um tom ameaçador. 

- Vai em frente senhor assustador. - S/n me responde em ironia. Sorrio e a puxo para o primeiro brinquedo que vi na frente. A montanha russa.

Esperamos quase meia hora na fila quando finalmente conseguimos entrar no brinquedo. O monitor colocou suporte de segurança em nós e o brinquedo começou a andar lentamente. Olhei para S/n que estava alegre e seguro em sua mão.

- Só não vai chorar de medo hein? - Brinco e S/n me mostra a língua.

- É mais fácil você chorar que nem uma menininha. - Debochei de sua cara quando de repente o brinquedo começou a andar rapidamente em uma queda, fazendo todos do brinquedo gritar, inclusive eu e a S/n, que ria o tempo todo. 

Após a montanha russa fomos em todos os brinquedos radicais do parque, sem perder nenhum. A S/n não parecia desgostar, inclusive ela queria repetir os brinquedos de tão divertido que ela achava. Ela era um barato.

Depois de irmos em todos os brinquedos mais radicais, estávamos andando pelo parque dando gargalhadas de pessoas que gritavam no brinquedo e rezavam orações que nem existiam.

- Meu Deus, você viu aquela mulher que começou a falar em italiano? - S/n não parava de rir.

- É, acho que ela estava xingando o marido e o antepassado do marido naquela hora. Ela estava furiosa com ele quando viu que o marido dela estava zuando ela. - Digo aos risos. - Aí aí... E aí? Agora é sua vez de escolher os brinquedos.

- Sim, mas antes vamos comer, porque eu estou faminta. - S/n diz colocando a mão em sua barriga e fazendo uma careta estranha. Rio de sua atitude e a puxo para as barracas de comida. Optamos por pegar um hot dog e um refrigerante. Sentamos e comemos calmamente observando o por do sol. - Hoje está sendo muito divertido. Obrigada por me trazer aqui. - S/n diz olhando para mim e sorrindo.

- Que bom. Então quer dizer que o seu primeiro encontro foi bom? - Vejo a S/n sorrir meio sem jeito.

- Como você sabe que foi meu primeiro encontro? Eu posso ter tido outros encontros. - Ela me contraria, e eu sorrio.

- Bem, e você teve um outro encontro antes? - Ela ri baixinho e nega com a cabeça, murmurando um "esse é o meu primeiro".

Depois de comermos hot dog, peguei um sorvete para cada e fomos caminhar pelo parque, que ainda estava cheio. Olhei para uma barraca específica e tive uma ideia. 

- Me espera aqui. - A S/n me olhou confusa mas ela assentiu. Fui correndo até a barraca e fiquei lá por alguns minutos tentando pegar um prêmio. Quando consegui, escondi o prêmio atrás de mim e fui até a S/n, que me olhou desconfiada. - Quero te apresentar uma pessoa. - Digo e S/n franze o cenho. Mostro o bichinho de pelúcia murmurando um "tadãm" e vejo S/n sorrir.

- Que gracinha. - S/n pega o bichinho e o observa. - Está dando ele para mim? - Ela pergunta empolgada e assinto, fazendo a S/n dar pulinhos de alegria parecendo uma criança. - Obrigada. - Ela me olha diretamente nos olhos e sorri. Nessa hora pude ver uma alegria em seu rosto e me animei com isso.

- Agora ele será o nosso filho. Você tem que cuidar bem dele mamãe. - S/n solta uma risada.

- Pode deixar papai. - Sorrio e pego em sua mão. 

- Qual o primeiro brinquedo que você quer ir? - Pergunto e S/n pensa por uns segundos.

- Na verdade, eu só quero ir em um brinquedo. - A olho confuso e pergunto qual, quando ela aponta para a roda gigante. 

Esperamos na fila do brinquedo por pequenos minutos, quando chega a nossa vez.

- Vocês querem ir na cabine de casal? - A moça pergunta e S/n cora, a deixando fofa e me fazendo ter vontade de rir com a cena.

- Quero sim por favor. - Afirmo e S/n apenas olha para mim murmurando um "Jungkook !". - Relaxa, só vem. - A moça abre a porta da cabine da roda gigante e entramos, nos sentando um do lado do outro. S/n estava ainda envergonhada e eu apenas sorrio e beijo a sua bochecha. - Está brava?

- Não... só envergonhada... - S/n responde olhando para a vista. Me aproximo um pouco mais e coloco meu braço em seu ombro, a abraçando de lado.

- Você gosta de roda gigante? - Pergunto tentando puxar assunto.

- Sim, é o meu brinquedo favorito. - Vejo a S/n sorrir. - A vista da cidade é linda daqui. - Ela olha para mim enquanto dá um sorriso fofo.

- Bem... se sente melhor? - Pergunto preocupado sobre a sua crise. O meu principal objetivo de hoje era fazer a S/n esquecer dos problemas. Ela olha para mim e sorri serenamente.

- Estou bem melhor, graças à você. - Sorrio aliviado ao escutar sua resposta. - Obrigada por hoje, de verdade. - Beijo a sua testa e respondo apenas um "não há de quê", deixando o silêncio tomar conta do lugar.

Depois de alguns minutos, vejo a S/n se empolgar ao olhar para o lado de fora da cabine. Estávamos no topo e as luzes da cidade pareciam pinturas. Eram extremamente lindas. Mas o que era bonito mesmo era o sorriso sincero que S/n mostrava. Seus olhos brilhavam e sua beleza brilhava também, ela brilhava como as luzes da cidade. Fiquei observando-a por um tempo, até que ela olha para mim e desvio o olhar meio sem graça.

- As luzes são tão lindas. - S/n comenta ainda admirada com a paisagem que vira. 

- Sim, são realmente lindas. - Procuro admirar a paisagem também, enquanto admirava a beleza da garota à minha frente, é claro.

- Sabe, a última vez que vim aqui eu não estava muito feliz... Eu tinha acabado de me mudar para os Estados Unidos e queria ir embora por não me adaptar. Minha mãe me trouxe aqui para me animar mas eu acabei lembrando do meu pai... - S/n comenta cabisbaixa. - Ah... desculpa. Eu acabei pensando alto... não quero te encher de problemas logo em um dia feliz.

- Imagina... eu tô aqui para te ajudar. - Acaricio o seu cabelo. - Quero te fazer feliz hoje. E te fazer pensar em momentos felizes. Então vamos fazer uma brincadeira. - Sorrio.

- Qual seria essa brincadeira? - S/n me olha confusa.

- Você vai listar agorinha para mim, os dez momentos mais felizes da sua vida. - S/n pareceu gostar da ideia e sorriu.

- Tudo bem. Só me deixe pensar... - S/n pensa por alguns segundos e depois sorri eufórica. - Bem, o primeiro momento feliz da minha vida foi quando eu conheci a Sarah. - Ela sorri parecendo voltar no dia em que ela conheceu sua atual melhor amiga. - Eu não sabia falar uma palavra em inglês na escola mas a Sarah me ajudou, mesmo ela não entendendo nada da minha língua. Fazíamos mímica toda hora. - Ela sorriu, e automaticamente sorri junto à ela. - O segundo momento mais feliz foi quando... - S/n pensa por um tempo e depois retoma. - A minha mãe conseguiu o tão sonhado cargo de diretora geral do hospital de onde ela trabalha. Apesar de ela trabalhar  muito, eu nunca vou me esquecer do sorriso dela ao atender cada paciente daquele hospital. - Sorrio. Vê-la feliz me contagiava muito. - O terceiro momento mais feliz foi todas as vezes em que tirei nora alta em matemática, porque eu sou péssima nisso. - S/n começou a rir. - O quarto momento mais feliz foi quando eu ganhei uma primeira cartinha de amor. Na época eu só tinha dez anos mas eu me senti muito especial. O quinto momento mais feliz foi quando eu ganhei em uma competição de soletração no sexto ano. Não foi nem pela Vitória que eu fiquei feliz, mas foi pelo sorriso que a minha mãe deu quando eu ganhei. - Nessa hora percebi que a S/n tinha um afeto enorme pela sua mãe. Era como se a mãe da S/n fosse um talismã para ela. Peguei em sua mão e a acariciei. - O sexto momento mais feliz foi quando eu ganhei uma festa surpresa no meu aniversário de 14 anos. Eu lembro que estava de TPM e estava puta com o mundo. Eu até joguei bolo na cara da Sarah. - S/n começou a dar risada, lembrando do trágico dia feliz. - O sétimo momento mais feliz foi quando eu fui no show do Artic Monkeys. O oitavo momento mais feliz foi quando eu tomei banho com você no vestiário feminino. - S/n sorri tímida ao confessar e sorrio. - Aquele dia foi muito louco e engraçado. 

- Aposto que sim. - Digo em um tom de ironia, levando um tapa da s/n.

- O nono momento mais feliz foi quando eu dormi na sua casa. - S/n olha para mim logo desviando seu olhar para a minha boca. - Aquele dia também foi estranhamente legal. 

- Foi é? - Me aproximo mais de S/n, a deixando mais tímida ainda.

- Uhum... - Ela afirma olhando para baixo. - E o último momento mais feliz... - S/n olha para mim. - Está sendo agora. - Ela dá um pequeno sorriso, sem perder o contato visual comigo. A cabine fica em silêncio por alguns segundos, só a nossa respiração tensa estava presente ali. Desviei meu olhar para sua boca, que estava minimamente aberta, deixando a S/n mais sensual. Lambi os meus lábios e vi S/n morder seu lábio inferior, me deixando com mais vontade de beijá-la.

- Você não faz ideia... de como estou com vontade de te beijar agora. - Suspiro, sentindo a S/n se arrepiar em seus braços. Pego em sua cintura e a aperto de leve. - Você deixa? - S/n fecha os olhos e apenas afirma com a cabeça. Ela abre os olhos um pouco nervosa e cautelosamente me aproximo de seus lábios, encostando ele nos meus. Peço passagem com a língua e S/n cede abrindo mais a sua boca. Coloco os seus braços em cima do meu ombro e aperto mais a sua cintura, a fazendo dar um pequeno espasmo. Nossas línguas se encaixam em um ritmo perfeito e algumas vezes dei mordidinhas em seu lábio inferior, fazendo a S/n arfar de uma forma gostosa. Nem parecia que era seu primeiro beijo, a garota era boa no que fazia. A puxei mais para mim, dessa vez a colocando no meu colo. O beijo se intensificou e S/n algumas vezes passava a sua unha comprida na minha nuca me deixando excitado, querendo mais contato físico com a garota ingênua. Mas logo fomos interrompidos quando a roda gigante começou a se mover, dando indício de que iria acabar. Nos olhamos ofegantes e vi sua bochecha levemente rosada, a deixando fofa mas extremamente sexy. 

(...)

No caminho de volta para casa foi tranquilo. Trocávamos olhares algumas vezes e S/n estava claramente envergonhada. Ela tinha tido seu primeiro encontro e seu primeiro beijo de verdade em um só dia. Depois de alguns minutos chegamos na casa de S/n, onde eu e ela descemos do carro e paramos em frente à sua porta.

- Obrigada de novo por hoje, eu me diverti muito. - S/n agradeceu enquanto não tirava os olhos do bichinho de pelúcia que estava em sua mão. Sorri e ergui o seu queixo para cima, a fazendo olhar para mim.

- Está com vergonha? - Pergunto a provocando.

- É claro que sim! - S/n responde fazendo um biquinho. - Não é todo dia em que fico de amassos com alguém. - Rio com a sua resposta. - Aliás... não foi muito ruim o meu primeiro beijo, foi? - Ri mais ainda com sua pergunta, fazendo a S/n ficar mais confusa.

- Você beijou muito bem. - Lhe dei um selinho. S/n Sorri tímida.

- Fico aliviada... Bem, agora eu preciso ir. - Quando S/n se virou para entrar em sua casa, a puxei de volta.

- Ainda são 22h59. Temos um minuto. - S/n me olha e sorri.

- E o que podemos fazer nesse um minuto? 

- Isso. - Pego em seu rosto e o guio para o meu, selando nossos lábios. - Boa noite princesa. - Olho para S/n coradinha e sorrio.

- Boa noite Jeon Jungkook. 


Notas Finais


Eu e minha bela mania de postar de madrugada KKKKKK aproveitar a quarentena e dormir tarde e colocar as fanfics em dia não é mesmo? haushaushahs ^ ^
Espero que vocês tenham gostado e desde já já peço desculpas se houver algum erro, eu estou com sono KKKKKK
Um beijo de luz <3


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