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História Nosso Recomeço - Capítulo 9


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Notas do Autor


HeyHey! Atrasada duas semanas, não?
Deixando isso de lado, vou recompensar eu prometo!
Tenham uma boa leitura e espero que gostem, até lá embaixo...

Capítulo 9 - Dia Corrido


Fanfic / Fanfiction Nosso Recomeço - Capítulo 9 - Dia Corrido

 

 

Annie acordou cedo naquela segunda-feira, por mais que já o fizesse, deveria ir se acostumando, queria poder fazer o café da manhã para Art quando ele começasse a estudar, já que não conseguiria chegar há tempo para o jantar.

Levantou e foi tomar banho, ao terminar voltou ao quarto vestida apenas com o roupão branco, e pôs-se a separar a roupa que usaria naquele dia. A loira odiava roupas apertadas ou que julgasse desconfortáveis, porém tinha a necessidade de estar apresentável em seu emprego. Separou um vestido simples com flores discretas e um blazer escuro, saiu do cômodo para ir preparar o café de roupão mesmo, não queria ficar com cheiro de comida na roupa. No corredor, esbarrou com um Armin sonolento arrastando os pés, mas o homem entrou no banheiro sem nem perceber a menor, sem mais distrações, desceu as escadas e entrou na cozinha.

 

...

 

Quando Armin finalmente desceu, Annie já havia terminado de preparar o café e estava servindo-se. O loiro a olhou de cima a baixo antes de lhe dar bom dia, recebendo um leve aceno por parte da moça, que acabara de pôr um pedaço de omelete na boca.

Ambos sentaram juntos à mesa, de frente um para o outro. O silencio pairou no local por alguns minutos e Annie sentiu-se desconfortável, quando percebeu que, o homem a sua frente lhe encarava sem nenhum pingo de pudor. Corou de leve e resolveu quebrar o clima, para ela, constrangedor.

 

- Dormiu bem? – Perguntou antes tomar um gole de suco de uva. Armin a fitou enquanto bebia café, Annie não soube ler seu olhar, mas podia ver certa surpresa nele.

- Ah eu dormi muito bem, e a senhora, senhorita? – O loiro respondeu mudando drasticamente sua face neutra para uma expressão animada. Annie ia responder, mas foi surpreendida por um abraço apertado por parte de Art, que entrou as pressas na cozinha. A loira correspondeu o abraço um pouco desconfiada, olhando perplexa para Armin, que riu dando de ombros.

- Bom dia mamãe! – O moreno cumprimentou, se afastando da mulher e pondo as mãos nos ombros da mesma. – Espero que seu dia seja maravilhoso e que seu trabalho te faça feliz! – Concluiu a frase sorrindo lindamente, ato que fez Annie abrir um sorriso enorme. Ao ver a cena, Armin puxou de mansinho a câmera de sua bolsa e apontou para os dois distraídos, com o flash desligado, os fotografou e baixou o objeto antes que a loira percebesse.

- Obrigada meu amor! Senta e toma seu café, daqui a pouco a mamãe vai ter que ir, você vai ficar bem aqui sozinho?

- Vou sim. – Art respondeu sentando e puxando o prato com omelete para si.

- Tem certeza?

- Ah, se você quiser, eu posso ligar pro estúdio e dizer que não vou, fico aqui cuidando dele. – Armin se pronunciou, Art o encarou e viu que ele estava com a câmera em seu colo, arqueou uma sobrancelha para o loiro, que logo o percebeu e ficou sem jeito coçando a nuca.

 

Annie observou os dois sem entender nada, terminou o suco que havia em seu copo e pigarreou um pouco, levantando com a louça que havia usado.

 

- Não precisa, aliás, não faz uma semana que você começou a trabalhar, acho que não seria muito coerente pedir que faça algo do tipo.

- Não se preocupe com isso, meu chefe me deve por ter me feito ficar até tarde semana passada, fora que seria um pequeno agradecimento por me deixar ficar aqui, Annie.

 

A mulher desviou o olhar do loiro para o chão, pensativa, foi até a pia e começou a lavar os objetos de porcelana que segurava. Enquanto esperava uma resposta, Armin desligou a câmera em suas mãos e a guardou de volta na bolsa, sentindo que Art o observava curioso, encarou o garoto e sorriu piscando o olho.

Ao terminar de secar as mãos, Annie voltou-se para os rapazes e se escorou na pia.

 

- Tudo bem.

 

Respondeu e saiu do cômodo, deixando que os dois a mesa, terminassem a refeição.

Foi até seu quarto e começou a vestir-se, pondo uma meia calça bege por baixo do vestido e um par de saltos pretos em seus pés. Terminou de secar o cabelo com um secador e logo o prendeu num coque solto e prático, depois passou um pouco de maquiagem e acabou de se arrumar ao colocar um conjunto de brincos e colar, que o filho havia dado a ela no último natal.

Pegou sua bolsa, se certificando de que não havia esquecido nada do qual tinha planejado levar, e desceu as escadas procurando por Art e Armin. Os encontrou na sala, o loiro arrumava um jogo de xadrez na mesa de centro, enquanto o pequeno lia algo parecido a um manual de instruções.

 

- Já vou indo. – Annie avisou e automaticamente seu filho levantou, e foi até ela para lhe dar um abraço. – Mamãe te ama, tá? – Falou recebendo um “também te amo” baixo de Art.

- Eren me mandou uma mensagem, parece que já estão voltando, vão chegar no fim da tarde. – Armin comentou, ainda concentrado em arrumar as peças do tabuleiro. – Já terminei aqui Art. – Avisou levantando o olhar, e corou levemente ao ver Annie. Aos olhos de mãe e filho a loira estava normal, apenas um pouco maquiada e com uma roupa um pouco mais formal do que as que estava acostumada a usar, mas para Armin, ela estava ainda mais linda do que o habitual. Saiu do seu curto transe para evitar constrangimento, antes que a mulher percebesse seu rubor. – Vou ensinar ele a jogar xadrez.

- Ah que bom, já estava sentindo falta daqueles dois... – Annie falou estranhada, pois sim havia percebido que o loiro tinha ficado meio sem jeito ao vê-la, e se sentiu esquisita. – E-eu já vou, até mais tarde, e divirtam-se com o jogo.

 

Assim, a mulher se despediu e saiu pela porta da frente, indo apressada para o carro.

Do lado de dentro da casa, Armin e Art apenas ouviram quando Annie acelerou o carro saindo do quintal, e o som foi se afastando até sumir completamente.

 

...

 

Depois de dez minutos, Annie chegou à galeria. Era a segunda vez que entrava no prédio, e ainda estava encantada com a estrutura e decoração do lugar. Sem tempo para admirar o espaço ao redor, foi logo á recepção e se apresentou a recepcionista.

 

- Olá, eu sou a nova assistente da-

- Senhora Reiss? – A mulher de cabelos claros e ondulados a cortou sem desviar os olhos do notebook em sua frente.

- Isso...

- Annie Leonhardt? – Perguntou, finalmente olhando para Annie, a qual acenou positivamente e esperou um pouco apreensiva quando a mulher começou a procurar algo em uma gaveta, tirando dali um saco plástico transparente, o abriu e retirou dali um pequeno crachá com o segundo nome de Annie. – Aqui. – Estendeu o objeto na direção da loira, que estranhou a postura despreocupada da moça a frente.

- É isso? Não vai pedir nenhum documento pra confirmar quem sou?

- Ah darling, não dificulta as coisas e pega isso logo, tenho plena confiança de que você é quem diz ser. – Falou pegando o braço de Annie e colocando o objeto em sua mão. – Agora vai lá, vai. Segunda sala à direita no terceiro andar.

 

A moça terminou voltando sua atenção a tela do computador. Annie ficou ali por 3 segundos até perceber que era melhor deixar o desleixo da recepcionista de lado e seguir ao seu destino. Subiu as escadas e foi até a sala indicada, batendo na porta antes de entrar.

O lugar era bem espaçoso e continha os mais variados tipos de materiais, de telas e pincéis a argilas e espátulas. As paredes tinham cada uma um tipo diferente de cor, e as janelas perto do local com os cavaletes eram enormes, com vista para a praça atrás da galeria.

Annie havia entrado cinco minutos antes do horário marcado, sem nada ordenado para fazer, resolveu organizar os materiais de pintura, os deixando prontos para uso. Quando estava para terminar, ouviu a porta de vidro da sala se abrir, e uma mulher de meia idade com longos cabelos negros e olhos azuis, entrou, vestida com roupas leves e elegantes. A loira parou o que fazia por respeito e virou-se, para se apresentar educadamente a morena.

 

- Senhora Reiss? Sou Annie Leonhardt, sua nova assistente. – Annie levou sua mão para a cumprimentar, gesto que a mulher retribuiu sorrindo.

- Frieda Reiss, pode me chamar apenas de Frieda querida. – Falou tirando o chapéu cloche bege e o colocando em um cabide, juntamente com sua jaqueta. – Vejo que já deixou minhas coisas organizadas, muito obrigada.

- Meu trabalho é lhe dar assistência. – Annie respondeu mantendo a face serena como sempre, sim estava nervosa, já havia trabalhado como assistente antes a anos atrás, porém sempre dava medo de acabar errando ao trabalhar com outros pintores, ainda mais com uma escultora, esse assunto era novo para ela que sempre se dedicou apenas as telas e desenhos em papel.

- Eu li seu currículo, você é bacharelada em artes visuais, certo? – Annie acenou positivamente para a pergunta. Vendo Frieda pôr um avental e amarrar os cabelos. – Têm muita experiência nas áreas de desenho, pintura e gravura, também já faz várias exposições bem sucedidas... – A loira se surpreendeu, Frieda realmente havia lido com muita atenção seu currículo. – Me diz Annie... – A morena virou-se e fez sinal para Annie a ajudar a levar alguns baldes de argila para o outro lado da sala. - ... por que aceitou um emprego como assistente?

 

Annie deixou dois baldes de argila ao lado de uma mesa redonda, onde Frieda puxou uma cadeira para se sentar. A loira parou para refletir sua situação. Nunca havia pensado que teria de voltar à estaca zero um dia, mas não tinha mais a mesma vontade de trabalhar como pintora, por motivos próprios, em um lugar como aquele, como tinha quando era mais nova. Só de estar ali, já valia a pena para ela.

Buscou uma forma de responder com sinceridade, sem revelar algo pessoal para a mulher mais velha.

- Acho que sempre é bom aprender com pessoas mais experientes e adquirir mais conhecimento. Enquanto auxilio no seu serviço, posso obter mais experiencia.

 

Frieda sorriu, parecia estar contentada com a resposta que a loira lhe dera.

Depois de vinte minutos auxiliando a Reiss, Annie recebeu uma lista de tarefas que deveria executar até o fim de seu expediente, e mesmo sendo uma pessoa muito simpática e amigável, Frieda também era muito detalhista e exigiu que Annie cumprisse suas ordens com um mínimo perfeição e agilidade.

Com quinze minutos já faltando para o horário de trabalho da loira encerrar, Annie teve de correr para conseguir concluir a última ordem da senhora Reiss. Que era de organizar a sala após o uso dela por parte da morena.

A loira esperou Frieda sair do local e começou a arrumar todos os matérias rapidamente antes que a mesma voltasse e passados dez minutos finalizou a última tarefa, deixando tudo em seu devido lugar, como estava antes de entrar na sala essa manhã.

Quando a mulher voltou para o cômodo, pegou suas coisas e despediu-se de Annie, saindo sem falar mais nada. A moça ficou um tempinho ali parada olhando para porta. Suspirou e andou ao redor da sala verificando as janelas estavam bem fechadas. Saiu da sala e a trancou, certificando-se ao fim que estava realmente trancada, guardou o molho de chaves que Frieda a havia dado e desceu as escadas passando pela recepção.

Antes que pudesse chegar à entrada ouviu um assovio direcionado a ela, e deu meia volta para ver quem era o descarado, pronta para o xingar, mas só avistou a moça de cabelos castanhos claros da recepção a encarando.

 

- Como foi seu primeiro dia darling? – Perguntou escorada no balcão vendo Annie ir até ela.

- Cansativo.

- Imagino, a dona Frieda é gentil, mas se irrita bem fácil com certas coisas. – Annie a encarou por uns segundos, até que a moça soltou uma risada sem jeito e endireitou-se do outro lado estendendo a mão para a loira por cima de sua mesa. – Hitch Dreyse, desculpe por mais cedo, geralmente fico ignorante às segundas pela manhã.

- Tudo bem. – A loira apertou a mão de Hitch, resolveu ser simpática, afinal ela havia se desculpado pelo desleixo de mais cedo.

- Vou te acompanhar até lá fora, também já estou de saída. – A mulher pegou uma bolsa de baixo da mesa e deu a volta no balcão parando ao lado da mais baixa. – Posso?

- Sim, é claro.

 

...

 

Annie chegou em casa por volta das 19:35 da noite, estacionou o carro com calma no quintal ao lado da casa, e ao sair notou as luzes da residência vizinha acessas, antes que ela pudesse chegar na sua varanda, ouviu um grito estridente vindo da casa cinza esverdeado. Apenas revirou os olhos e seguiu até a porta.

“Eren...”

Entrou em sua casa e foi diretamente para a sala, sem achar ninguém ali, foi para a cozinha e novamente, nenhum dos dois seres residentes estavam ali. Estranhou e foi ao andar de cima ver se encontrava Art ou Armin.

Porém mais uma vez não os encontrou. Pensou que poderiam terem ido para casa de Mikasa e Eren, então simplesmente dispôs-se a tomar um banho e relaxar.

 

 

Continua...


Notas Finais


Ainda estou tentando entender qual é a do Armin com essa tiração de fotos ksksks.

Amores, peço apenas um pequeno favor a vocês:
Lavam bem as mãos, mantenham distancia de outras pessoas e acima de tudo, evitem sair de casa, fiquem aqui com a gente, o pessoal do Spirit. Façam uma pipoquinha, um cafézinho e leiam o máximo que puderem, apenas não saiam de casa e se saírem, seja para ir ao mercado ou algo do tipo, usem álcool gel e evitem pôr as mãos no rosto.

Por favor, façam isso para que, logo logo tudo volte a normalizar e possamos estar de novo ao lado de nossos queridos parentes e amigos.

É isso, um beijão à distancia e até o próximo capítulo!


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