História Nosso Segredo em Oak Mountain - Capítulo 3


Escrita por: e DonaBaleia

Postado
Categorias Histórias Originais
Personagens Personagens Originais
Tags Escolar, Original, Yaoi
Visualizações 18
Palavras 1.700
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Comédia, Lemon, Romance e Novela, Shonen-Ai, Slash, Violência, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Drogas, Estupro, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Nudez, Sadomasoquismo, Sexo
Aviso legal
Todos os personagens desta história são de minha propriedade intelectual.

Notas do Autor


OLAAAAÁ!

Peço desculpas pela demora, mas não me arrependo 'u'

Nota: o Coral e o Anthony têm mais ou menos a mesma altura u.u


Boa leitura~

Capítulo 3 - Eu não sou seu amigo.


Coral's POV.

Fico brincando com a chave de Hen... digo, de Myers me perguntando o que ele vai dizer quando eu aparecer lá "Heeeyy! Esqueceu sua chave, Tony <3", já percebi que ele não foi muito com a minha cara.

Suspiro. Ele parece tão legal. Mas vamos lá, talvez seja divertido.

Dou uma última arrumada nos meus cabelos azuis esverdeados, coloco as pulseiras, pego uma maçã e saio. Pedalando livremente pela calçada, aprecio o céu azulzinho — mais um dia bonito.

Depois que guardo a bicicleta, pego os materiais da cestinha junto de umas sacolas com tintas e corro para a minha sala com a chave no bolso.

— Oi, Professor Atwood! — uma aluna exclama assim que abro a porta. — Estava indo procurar o senhor agora mesmo para saber se iria faltar.

— Oi! Eu geralmente não falto, quanto atrasei?

— 10 minutos, haha... Quer ajuda?

— Só isso?? Quero sim, obrigado. Eu estou melhorando a pontualidade — digo rindo comigo mesmo.

Ela me ajuda a levar os materiais para minha mesa e atraio olhares curiosos dos outros alunos por causa das sacolas.

— Obrigado, viu?

— Denada! — ela responde alegre.

Limpo a garganta.

— Bom dia! — começo animado. — Hoje vamos fazer a parte prática da aula passada. Vocês pintarão temas sobre pensamentos renascentistas que eu colocar na lousa, escolham um e tentem reproduzir.

Ando até a lousa colando um papel impresso escrito:

Temas (pensamentos) renascentistas:
• O direito de pensar e a racionalidade do ser humano;
• O ser humano é um ser crítico e responsável por suas ações no mundo;
• A valorização e a natureza humana.

— Ninguém aqui sabe pintar, professor, quem dirá como os caras daquela época.

— E nem precisa! O que eu quero é que vocês pintem como hoje com o pensamento do passado. Pensem sobre os temas e produzam o que estiver na mente de vocês.

— Então... pode pintar ou desenhar um meme? — outro aluno pergunta.

— Se tiver a ver com um dos temas, sim.

Os alunos começam a ficar animados enquanto eu explicava que estava planejando um festival para mostrar todos os trabalhos do decorrer do ano. Nunca estive trabalhando tão duro num projeto, nem parece eu!

Fico uns minutos conversando com um grupinho de alunos enquanto o resto trabalhava duro na tarefa.

— E daí o Soninho apareceu com cara de quem ia nos matar, saímos vazado de lá antes que ele nos pegasse — o garoto me contava enquanto o resto que ouvia ria.

— Meu deus, haha. Quem é Soninho? — pergunto curioso. 

— É o Professor Myers.

— O chamamos assim — outra aluna completava — porque uma vez veio para a escola com olheiras e falava quase caindo no sono, parece que não tinha dormido, foi hilário.

— Caraca! Aliás, esse professor parece ser bem top, mas ainda não consegui ter afinidade com ele.

— Nem queira — a mesma falava. — Ele é o professor mais chato que temos.

— Sério?

— Sim, precisaria de mais de um livro para citar tudo do porquê não gostamos dele. 

O resto ri. 

Isso é interessante. Como aquele professor poderia ser um pessoa rui...

— ATWOOD FILHO DA PUTA! — antes mesmo de eu completar o pensamento, o tal cara de repente abre a porta da minha sala com força gritando. 

— Vish... — alguns alunos lamentam.


Anthony's POV.

Chego na escola já puto o suficiente - uns caras tentaram arranjar encrenca comigo, me levando para um beco e fazendo várias ameaças, enquanto eu esperava o ônibus apenas porque eles achavam que eu estava pegando a "garota deles". Mano, EU.NÃO.PEGO.NINGUÉM! E o pior é que, por causa disso, eu perdi o ônibus e o outro só passava 45 minutos depois. Ou seja, 15 minutos atrasado se juntar com o trânsito. 

AAAAAAHHHHHHHHH!

Apesar do atraso, eu já estava destinado a descontar tudo no bosta do professor novo, que ficou com a porra da minha chave. Foda-se se eu demorar, já estou atrasado mesmo.

Passo reto pela minha sala ouvindo uns burburinhos confusos e me direciono à sala de Atwood. Abro-a com tudo com um chute desnecessariamente forte. Esse merda vai me ouvir berrar agora, ah se vai.

— Senhor Myler! — ele diz amigavelmente se levantando e andando até mim. — Você esq-

— É MYERS! — grito de raiva puxando-o pela jaqueta brega e empurrando-o com força contra a lousa. — DEGRAÇADO! Você roubou minha chave achando que se safaria fácil assim?! 

— E-eu não fiz isso, eu juro.

— Claro que não! Haha, já chegou no colégio se achando o espertão. Você vai pagar, filho da puta! — levanto o punho prestes a socá-lo.

— E-eu não fiz isso!! Tentei te alcançar para devolver ontem, mas você parece não ter ouvido. F-foi sem querer, eu juro. Ela está aqui — tira a chave do bolso me entregando. 

Olho para trás me perguntando porquê do silêncio. A sala toda está quieta, alguns tensos, com raiva e outros animados pela treta. Volto meu olhar para Atwood, que estava assustado. Como eu queria arrebentar esses óculos rosados ridículos nesse seu rostinho bonito.

O solto pegando a chave, mas não sem antes lançar o maior olhar de desprezo que consegui fazer. Caminho calmamente até a porta sem mudar de expressão.

— Não vai se desculpar? — um nerd próximo pergunta.

O encaro. Mostro o dedo do meio. Saio.

Fecho a porta, mas ainda consigo escutar alguém comentar "Agora você entende por que ninguém gosta dele?".

— Merdinhas filhos da puta — murmuro.

Entro na minha sala ouvindo comentários como "Poxa, queria que ele tivesse faltado", "Se até o Soninho atrasou, por que nós não podemos?", "Ele parece meio abalado", "Abalado ou puto?", "Com certeza brigou com a namorada", "Pera, ele tem namorada??", "Claro que não", "É, mas acho que já teve porque-"

— Silêncio! — grito terminando de arrumar as coisas na mesa e começar a passar o conteúdo na lousa.

Eu odeio essas porras de giz, por que as escolas particulares têm lousas digitais enquanto nós usamos essa merda? Amaldiçoado seja todo giz da face da Terra.

Raspo o giz na lousa, fazendo um barulho insuportável, assim que escuto "Eu não entendo como ainda não foi demitido".

— Silêncio.

— Temos direito à liberdade de exp-

— Na minha sala, você só tem direito de calar a boca.

— Até quando vamos ter que aguentar isso? — a mesma garota murmura.

Continuo como se não tivesse ouvido. Explico brevemente o que deve ser feito e me sento para corrigir as provas mensais — as que deveria ter terminado naqueles 40 minutos adiantados.

— Professor Myers — um aluno se aproxima com o caderno nas mãos.

— O quê? — retruco sem levantar os olhos para a menino.

— Eu terminei.

— Que bom. O que você quer? Um prêmio?

— Eu só quero visto - diz suspirando.

— Considere-se vistado.

— Não leva dois segundos, é só assinar ou carimbar, senhor.

— Porra! Que diferença faz?? Você vai botar no currículo que tem o caderno todo com vistos? 

— Mas todos os professores vistam os cadernos.

— Eu lamento não ser que nem eles. Agora não enche meu saco.

Passa uns segundos e ele continua parado em frente à minha mesa.

— O que você quer?!

— Professor Myers, o que o senhor tem contra o professor de artes?

— Quem?

— Coral Atwood, o carinha do cabelo colorido.

— Eu não gosto dele e daí?

— Mas por quê?

— Porque não.

— Mas por quê?? O que ele fez? 

Decido finalmente ignorar o moleque até que o sinal para o intervalo toca.

— Poxa, que pena, você vai ter que ir. 

— Você sente alguma coisa por ele? — pergunta com a testa franzida.

— Sim, vontade de matá-lo. Agora me deixe em paz!

Ele finalmente deixa a sala irritado.

Chega o horário do almoço, mas estou cansado demais para ir até o refeitório, então decido comer na minha sala mesmo. Me sento de perna de índio sobre a cadeira apreciando meu café junto das batatinhas. 

— Queria que essa merda de dia terminasse logo.

Não demorou muito para o almoço acabar e os alunos voltarem para a sala. Guardo as coisas e começo a apagar a lousa para escrever a matéria dos alunos do 1° ano, de novo sem dizer muita coisa.

Está tudo muito calmo, até que um infeliz colorido decide quebrar o silêncio e acabo erradando a palavra que estava escrevendo. 

— Hey, senhor Myrick!

Olho para a porta com uma expressão mortal.

— O que você está fazendo aqui? — digo seco vendo-o hesitar em se aproximar.

— E-eu só queria me desculpar... Não tive a intenção de ficar com sua chave, cara, foi mal — deu um sorrisinho sem graça. — Tudo ok?

— Tudo ok minha rola, filho da puta — digo voltando a olhar para a lousa. — Some daqui.

— Oh... - murmura num tom triste. — Então... eu vou embora... já que você insiste. Mas eu poderia ser seu amigo de qualquer jeito, se você quiser...

Largo o giz e o apagador me aproximando dele.

— Escuta aqui, projétil de merda — falo puxando a gola de sua camisa puto o bastante. — Tá me achando com cara de Dollynho? Vou ser bem claro: eu NÃO quero. ser. seu. amiguinho, porra! Nós NÃO somos amigos. Na verdade, te odiei desde primeira vez que vi.

De repente sinto alguém empurrar minha costas na direção de Atwood, fazendo com que eu me choque contra o professor e ele se desequilibre.

— Parem de frangar! — o garoto que nos empurrou exclama enquanto caio sobre Coral no chão.

Por pouco nossos rostos não se encostaram, mas consigo sentir a intimidade dele roçando na minha. Meu rosto todo começa a arder e a sala racha o bico de rir. 

Simplesmente não tenho reação, não sei o que fazer. Atwood me olha confuso como se não entendesse a gravidade da situação que estamos agora.

O sinal para a troca de aula toca no mesmo intante em que percebo um flash na nossa direção.

Me fodi.








Continua~


Notas Finais


YAOI! YAOI! YAOI!


Obrigada por leeer~~


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