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História Nosso Último Pôr do Sol - Capítulo 1


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Notas do Autor


boa leitura 🍀❤

Capítulo 1 - A tempestade que nos cerca


 

Eu não aguentava mais ouvir minha mãe gritando com meu pai, eram quase todas as noites a mesma coisa. Era como se o meu porto seguro, a minha casa, a minha família... Era como se tudo estivesse desabando. Meu pai era um homem bom, era atencioso com a gente, nunca nos deixou nada faltar, sempre conversava comigo quando eu mais precisava. Já minha mãe era o oposto. Ela era louca. Saía de casa todas as noites com umas "amigas" que conheceu na reabilitação anos atrás. Era como uma mulher em chamas, o oposto de mim. Ela tinha passado dos limites já tinham três semanas, quando ameaçou meu pai com uma faca sob efeito de drogas. A sorte foi nenhuma faca o ter atingido, exceto o tapa bem dado da minha mãe em seu rosto. Minha família já não era uma família,  minha casa já tinha se transformado num campo de guerra e eu era a quem mais estava machucada. 

Tinha feito 18 anos há um mês e meio. Não queria usar isso como desculpa para desistir de tudo que me afligia, mas também,  cada segundo a mais naquela casa, mais eu me auto sabotava. Era como se eu estivesse me camuflado ali, era como se eu já tivesse deixado de existir.

Arrumei três bolsas de roupa e minhas telas favoritas. Algumas tintas fora de validade, alguns pincéis duros, meu estojo de canetas e alguns papéis. Iria para casa de Megan, minha melhor amiga. Já que dizia que se tudo demoronasse, eu teria uma segunda casa.

Vaca. Mentirosa e egocêntrica.

Quando peguei o carro, a primeira casa que fui, foi até a dela. Chegando lá com um sorriso no rosto, fui recebida pela mesma. Eu estava quase implorando por um abrigo. Ela ainda teve coragem de dizer que palavras são bonitas até precisarem ser entradas em ação. Não. Ela não tinha porra nenhuma para me ajudar. Ela simplesmente cagou para minhas necessidades. Fechou a porta e ainda soltou um "se cuida.".

Começou a chover em seu jardim de tulipas, entrei no carro novamente com as malas e gritei todos os palavrões possíveis. É aí que os questionamentos começam. "Não tem família ou parentes próximos para se hospedar?" Não! Não tem! Simplesmente ninguém suportava minha mãe a ponto de morar a menos de 100km dela. Era deprimente. Mas ainda tinha a praia. Lugar que me consertava, eu odiava aquele lugar, mas era o melhor a se fazer numa noite de chuva. Ainda tinha uma gruta para fazer de caverna por uma noite.

Na estrada, aumentei o som do carro, abri 2 dedos de janela para entrar ar no carro sem fazer com que o mesmo ficasse alagado por dentro. Foi quando o farol do carro simplesmente me deu a visão de um homem correndo. Falando assim, dá ideia de que era um homem de 47 anos, mas era só mais um idiota  de 19 anos da cidade. Quase o atropelei, foi quando o susto foi maior que qualquer árvore daquele imensa rodovia.

- Pelo amor de Deus! Deixa eu entrar! - Suplicou o garoto com desespero nos olhos. 

Ele me olhando daquele jeito era como se estivesse em perigo, foragido de algum animal ou algo pior. Mas apenas consegui soltar uma risada desesperadora, abrir a janela e falar:

- Você tá ficando louco que vou abrir o meu carro e deixar um desconhecido entr...? - Reconheci aquele rosto vermelho de sangue - Pitt?? Tá fazendo o que aí??

- Deixa eu entrar logo, caralho!!!!! - Sussurrou gritando, olhando ao seu redor, como se estivesse se sentindo vigiado.

- Entra pela porta de trás.

Eu não tinha entendido merda nenhuma, nem o porquê de seu rosto estar sangrando, com aquela expressão aterrorizante. Não nos falamos até encostarmos em um lugar seguro. 

*Pitt ON*

Antes daquela chuva, tinha planejado um ataque contra o Padre Emannuel. Foram coletadas provas de que o mesmo abusava de crianças do convento em dias de missa. Como um bom justiceiro, resolvi cortar o mal pela raíz, assim como já foram resolvidos casos como esse por mim. 

Estava tudo muito organizado, a adrenalina no corpo do padre era tão contagiante e suculenta, que o torturei por mais algumas horas. O Vaticano me agradeceria pelo ato de boa fé. Pedófilos e estupradores mereciam o pior julgamento. Foi assim com mais cinco homens que aprendi que o bom serviço é para ensinar os sujos a se sentirem perdoados.

O sangue do padre tinha jorrado no meu rosto, fazendo com que eu perdesse toda a concentração do que acontecia ao meu redor. Veio a primeira trovoada, uma imensa tempestade se aproximaria. Não me importei com mais nenhum barulho a não ser os gemidos do padre. Podiam ser confundidos com os de um animal em agonia. A luz se acendeu e meu rosto ensangüentado se tornava cada vez mais visível. 

Alguém tinha me pego ali no galpão central. Corri o mais rápido possível até sair em uma estrada. Estava chovendo muito e não tinha visão de quase nada a não ser dois luminosos  faróis gigantes de uma Tucson preta.

- Pelo amor de Deus! Deixa eu entrar! - Supliquei em tom alto. A pessoa abriu o vidro.

Seu rosto me parecia familiar, pensei em mostrar a arma para que o processo fosse acelerado, mas a garota não tinha nada a ver com meu plano de vingança. Agora ela fazia parte do meu plano de fuga.









Notas Finais


🍀 espero do fundin do coração que todos tenham gostado.


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