História Not a lie. - Capítulo 1


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Categorias Haikyuu!!
Personagens Kenma Kozume, Tetsurou Kuroo
Tags Angst, Drama, Elfos, Haikyuu, Kuroken, Morte, Oneshot, Shounen Ai, Universo Alternativo, Yaoi
Visualizações 32
Palavras 897
Terminada Sim
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 16 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Fantasia, Magia, Shonen-Ai, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Homossexualidade, Mutilação, Violência
Aviso legal
Alguns dos personagens encontrados nesta história e/ou universo não me pertencem, mas são de propriedade intelectual de seus respectivos autores. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos criada de fã e para fã sem comprometer a obra original.

Notas do Autor


oirrr

então eu sonhei com essa situação e precisei escrever kskdkd depois de MUITA interrupção consegui, espero que gostem <3

Capítulo 1 - Capítulo Único


Dava passos firmes sobre a fina camada de neve que se estendia sobre o gramado de um verde opaco. Dirigia-se ao local onde daria um fim àquela guerra, fosse por vencer ou não. Haveria um fim, independente dos resultados da batalha.

Kenma sabia que era a última esperança de seu povo, e por isso andava de cabeça erguida. Carregava a espada, passada de geração em geração, com evidente orgulho, ainda que soubesse que não era a pessoa certa para carregar tamanha responsabilidade.

Conforme andava, sentia os flocos de neve ganhando mais força. Não se importava com o frio a tornar em vermelho seu nariz e a ponta das longas orelhas, assim como não se importava em usar os poucos tecidos em seu corpo, o maior sendo a capa vermelha que arrastava pelo chão. Ela não servia para esquentar a pele pálida, mas era suficiente.

Andou por um tempo consideravelmente longo, enfim chegando campo circular no centro da floresta. A neve cobria as flores avermelhadas que se espalhavam pelo chão, isso até a metade, onde a beleza invernal acabava. 

Os grandes olhos dourados seguiram daquela metade do campo em diante, não surpreso ao encontrar o solo podre, mergulhado em um marrom escuro que recebia a neve pura em um contraste melancólico. 

Ao fim do terreno circular, avistou o causador da destruição daquele lado, parado ali com um sorriso cruel a estampar a bela face. 

Vê-lo trazia a questão de sempre: Aquele sorriso sempre havia carregado maldade, docemente mascarada pelos sentimentos que possuía pelo elfo de olhos negros, ou ele simplesmente havia mudado? Sinceramente, não queria descobrir a resposta. 

Trajado inteiramente de preto, com a exceção do peito nu, o dono do sorriso inabalável tinha em mãos a espada que representava o oposto da sua. 

A dele, de lâmina escura e que nada refletia senão sua própria escuridão; e a sua, de lâmina cristalina que puxava e refletia todas as cores dos arredores em um brilho único.  

Encarou aquele homem com frieza, decidido a vencer independente de suas dúvidas e fraquezas. Não era hora de se prender aos sentimentos de um passado agora distante. 

Compreendia que Kuroo, aquele um dia disse lhe amar, era agora seu inimigo. E, pelo bem de seu povo e de todos os seres de luz que depositaram confiança em sua pessoa, o derrotaria. 

— Hah... Você veio. — Desfazendo a postura casual, o moreno caminhou em sua direção com passos calmos, arrastando a espada pelo solo apodrecido.

— É o que parece. — Respondeu com a mesma frieza que carregava no olhar, firmando a espada em frente ao corpo.

Ouviu um riso fraco, defendendo-se da investida repentina da melhor forma que pôde. Foi empurrado para trás, desnorteado pelas faíscas que saltavam das lâminas se chocando. 

Ainda assim, não se mostrou vulnerável, atacando de volta no segundo seguinte. Arrancou sangue do peito nu com um corte superficial, sentindo como se cada ferida que abrisse nele resultasse em uma dor apenas sua.

Cada movimento parecia se arrastar em sua visão, quando na realidade a velocidade de cada golpe era alta. Tudo ocorria em uma questão de segundos, onde era difícil pensar e agir ao mesmo tempo. 

Todas as vezes em que seus olhos encontravam aos dele, negros de um modo que mal conseguia reconhecer, acabava por travar. Descobriu em pouco tempo de batalha que era impossível esquecer do passado. Saber que um dia se entregou, de corpo e alma, àquele homem era simplesmente doloroso. Jamais pensou que um dia acabariam em lados opostos, precisando lutar de uma maneira tão cruel.

Seu peito doía diante de tudo aquilo. A respiração acelerada parecia lhe cortar de dentro para fora por conta do frio, tornando-se pior ainda graças aos cortes de diferentes tamanhos e profundidades que se espalhavam por sua pele. Mesmo assim, nada se comparava a dor de ter de matar seus sentimentos junto daquele que os causava.

— Acreditaria se eu dissesse que ainda o amo? — A questão lhe pegou de surpresa, assim como o golpe que fez com que batesse as costas contra uma árvore. 

Grunhiu dolorido, odiando-se por ter fraquejado diante de uma óbvia mentira. Sua espada foi jogada para longe antes que pudesse revidar e, como o esperado, teve o abdômen atravessado pela lâmina escura que parecia queimar sua pele, estando então preso à árvore. 

O sangue quente escorreu pelo ferimento, jorrando por sua boca no mesmo momento em que se viu atravessado. Lágrimas que não pôde conter deixaram os olhos arregalados, carregadas pela dor de mais uma traição. 

— Morto... Por uma mentira... — Murmurou, usando das poucas forças que tinha para conseguir formar uma frase. 

Pela primeira vez desde que chegou ali, viu o sorriso de Tetsurou desaparecer, dando espaço a uma expressão abatida. Em silêncio ele se abaixou, juntando uma das flores que antes enfeitavam aos cabelos metade loiros. A colocou atrás da orelha do menor, descendo a mão pela face delicada em uma carícia leve.

— Não menti. — Sinceridade banhava as palavras do moreno, um sorriso triste surgindo no canto de sua boca.

Retribuiu ao sorriso fracamente, recebendo um beijo delicado em seus lábios ensanguentados. A última coisa que viu antes de se entregar aos braços frios da morte foi uma lágrima silenciosa a descer pela face do homem.  

Pôde ir acreditando naquelas palavras, sabendo enfim que o passado que viveu ao lado dele havia sido real. Suas dúvidas foram respondidas, permitindo que sua alma partisse em paz.


Notas Finais


revisei mas provável que tenha erros, escrever pelo celular é zzz

obrigado a quem leu e até qualquer hora <3


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