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História Not By The Moon - Capítulo 22


Escrita por: Kim_Ani

Notas do Autor


Olá bolinhos, como estão? Bom, desculpem qualquer erro e aproveitem a história.

Capítulo 22 - Chapter Twenty-One


Jackson Wang P.O.V

          - Ele vai ficar bem, não vai? – Pergunto, após a saída afobada de Mark, encarando minha parceira.

          Me reconciliar com Tuan foi uma das melhores coisas que fiz e não estava nos meus planos vê-lo triste depois de toda a sua luta.

          - Espero que sim. – Minha parceira responde e fecha os olhos com o intuito de descansar.

          - Nós já estamos de saída, mas em breve voltaremos. – Jungkook diz, chamando nossa atenção, levantando-se.

          - Descanse, Cris. – Raven fala, após se despedir dos médicos, e deixa um selar na testa da minha parceira. – Cuide dela, Jackson. – A professora volta a dizer, desta vez, me analisando.

Atrás dela, com um olhar divertido e intimidante, o professor Jeon me encarava e sinalizava ameaças caso eu não fizesse o que sua noiva me pedira.

          - Não se preocupem. – Digo e pego a mão da minha parceira deixando um singelo carinho na palma.

          - Obrigada por terem vindo. Foi reconfortante falar com vocês. – Minha parceira diz, em uma voz calma, sorrindo na direção do casal.

Os professores sorriram na direção de Cristina e, em uma sincronia impecável, deixaram a sala.

          - Porque quis falar com eles ao acordar? – Pergunto, após a saída do casal, encarando o rosto sereno da minha companheira.

          - Eu queria rever velhos amigos. Precisava conversar com eles e tinha saudades. – Ela responde, ainda de olhos fechados, suspirando ao fim.

          - O que gerou muita emoção para uma pessoa que acabou de acordar de um coma. – Luhan solta, como quem não quer nada, e chama nossa atenção.

          - Desculpe. – Minha parceira diz e os dois médicos sorriem.

          - Tudo bem, mas não poderá mais ter visitas hoje. – Sehun pontua e vejo uma triste feição nascer no rosto da minha colega de trabalho.

          - Deixe apenas Mark e Bambam, por favor. Preciso saber o que aconteceu. – Cristina pede, abrindo os olhos, encarando a dupla de médicos.

          - O que você não pede com esses olhinhos de cachorro sem dono que eu não faço chorando. – Sehun responde, evitando olhar para a expressão fofinha de minha amiga, enquanto Luhan revirava os olhos.

          - Serão apenas os dois e, apenas, 10 minutos. Depois, a senhorita, vai descansar! – Luhan impõe e eu me responsabilizo por tudo.

          Com a saída dos médicos, para cuidarem de outros pacientes, eu e Cristina fomos deixados sozinhos. Eu, em um desejo profundo, queria esclarecer logo as coisas com ela e perguntar se o que ela havia falado, antes do acidente, havia sido real. Queria saber se construiríamos uma relação mais profunda do que a que já temos, mas ainda não era hora. Ela ainda estava se recuperando, estava mais frágil do que eu jamais vira, e eu tinha medo de piorar a situação.

          - No que tanto pensa, Jackie? – Ela pergunta, rompendo o silêncio, retirando-me dos meus pensamentos.

          - Em nós. – As palavras verdadeiras escapam de meus lábios e eu nada fiz para impedi-las.

          - Você me esperaria mais um pouco, se eu pedisse? – Ela questiona e eu encaro seus orbes verdes; tão misteriosos.

          - Sempre vou esperar você, loirinha. – Respondo, de modo sincero, e dou um selar em sua testa.

          Não havia porque mentir. Esperaria por ela quantos anos, séculos ou vidas fossem necessárias, pois só com ela eu encontraria a completude. Essa pequena troca de palavras, mesmo que de forma subtendida, provava que meu sentimento era recíproco e isso, por hora, bastava.

          - Você é um anjo, Jackson Wang. – Ela sussurra e entrelaça nossas mãos.

          - Apenas para você. Você foi o milagre em minha vida, Cristina Albuquerque. – Digo e aperto nossas mãos entrelaçadas.

          Inserido nessa bolha de sentimentos, em que apenas nossos olhos transmitiam todas as emoções não ditas, não percebemos o andar do tempo. Estávamos tão envolvidos, de uma forma tão profunda, que por muito pouco eu não transformei a áurea profunda que nos envolvia em algo de demonstração carnal.

          - Noonaaaaaaa, misericórdia! – Bambam, barulhento como sempre, diz rompendo a bolha que nos envolvia. – Acho que chegamos em uma péssima hora, Markie. – O tailandês completa e olha o americano.

          - Se você tivesse batido na porta e não gritado, em um hospital, não teríamos interrompido nada. – Mark diz e o tailandês revira os olhos. – Desculpe por isso. – O americano volta a falar sorrindo em nossa direção.

          - Vocês não atrapalharam. – Cris diz e eu sorrio; mesmo que quisesse esganar os visitantes pela interrupção.

          - Pelo olhar que o Jackson Hyung tá me dando, noona, vou ter que discordar. – Bambam pontua e eu fico envergonhado. – Mas como vocês estão? – O tailandês volta a falar aproximando-se de nós.

          - Estou me recuperando, mas fico feliz em ver vocês juntos. – Cris responde e nós três – Mark, Bambam e eu – nos encaramos.

          - Sobre isso, bom, Jackson Hyung – Bambam começa fazendo-me encara-lo, um tanto inseguro. - Quero pedir desculpas por fugir de você, hoje mais cedo. E quero, se você também estiver disposto, construir uma aliança, uma amizade. – Ele completa e estende sua destra em minha direção.

          - Eu lhe entendo perfeitamente, Bambam. – Falo relembrando das minhas próprias dificuldades. – Seria uma honra ter uma amizade com você. – Completo e aperto a mão do mais jovem.

          - Eu pensei que você fosse recusar. – Bambam sussurra, aliviado, antes de abraçar Mark contente.

          - Mas, Bambam, se machucar o Mark eu acabo com você. – Digo, fazendo o americano corar, e vejo um sorriso nascer nos lábios do tailandês.

          - Não se preocupe, Wang, eu não cometo os mesmos erros duas vezes. – Bambam diz e deixa um selar nos lábios de Mark; piscando para mim em seguida.

           O Americano virou um pimentão, com toda a situação, minha parceira estava surtando por presenciar interações entre eles e eu estava feliz com a dinâmica do local. Com a áurea de serenidade nos envolvendo, engatamos algumas conversas nos minutos seguintes, o que nos rendeu muitas risadas, pois Bambam é um garoto muito alto astral; até o momento em que os mais jovens foram embora – Lê-se Luhan os expulsou quase a ponta pés- e Cris, minutos depois, dormiu. Sozinho naquele ambiente branco, eu me perdi em pensamentos, sobre como estariam os outros quatro, até o momento em que também fui embalado por Orfeu.

          Bambam P.O.V

          Após sairmos do hospital, no caso sermos expulsos, eu e Mark nos divertimos juntos e nos permitimos várias coisas. Com o passar dos dias, nos aproximávamos cada vez mais e, no colégio, éramos grudados. Entretanto, por mais feliz que eu possa estar, faltava algo e Mark sentia o mesmo. Era comum, nos corredores da escola e refeitório, os olhares, cheios de súplica e medo, dos garotos em nossa direção; e eles começavam a me perturbar.

          - Mark, eu não aguento mais! – Exclamo para o americano enquanto voltávamos do colégio.

Já havia se passado duas semanas desde  que eu e o americano resolvemos nossas pendências , já tô quase para pedi-lo em namoro, e duas semanas que recebíamos os olhares dos garotos em nossa direção. Nesse meio tempo visitávamos Cris Noona, saímos com Jackson Hyung – momentos em os garotos pareciam nos fuzilar com os olhos- e nos divertíamos juntos, mas, como já mencionei, faltava alguma coisa.

          - E o que deseja fazer, Mookie? – Mark pergunta, usando um apelido que só Deus sabe de onde ele tirou, entrelaçando nossos mindinhos.

          - Vamos falar com eles. – Digo como se fosse óbvio e vejo o americano suspirar.

          - Sabe que vai ser difícil, não é? – Ele pergunta, parando de caminhar, encarando-me.

          - Sei, mas prefiro enfrenta-los de cara do que continuar recebendo esses olhares cheios de coisas não ditas. Conheço meus amigos; eles já estão sufocando. – Responde olhando bem fundo nos olhos do americano.

          - Certo, te ajudarei. – Mark responde, eu sabia que lá no fundo ele estava tão inquieto quanto eu, sorrindo em minha direção. – Com quem deseja começar? – Ele pergunta, voltando a me puxar pelas ruas, fazendo-me divagar.

          Jinyoung e Jaebeom estava fora de cogitação, eles ficariam a cargo de Mark. Yugyeom, por mais dócil que seja, aparenta está assustado; o que é um problema. Então, por eliminação, será Youngjae.

          - Youngjae. Choi Youngjae vai me ouvir. – Digo e vejo um sorri nascer nos lábios de Mark.

          - Falarei com Jaebeom, mas, com relação a eles dois, terá que ser por conta própria de ambos. – Tuan pontua e aceito a sua condição; já que era o certo a se fazer. – Como vai se aproximar do Youngjae? – Meu amigo, quase futuro namorado, pergunta e um sorriso lascivo nasce em meus lábios.

          - Eu tenho meus contatos. Apenas se certifique de estar em frente a biblioteca hoje de 19 horas, de preferência com o Jabeom, e avise ao Jackson Hyung.- Responde e vejo o americano me encarar curioso.

          - Espero que saiba o que está fazendo, Bambam. – Mark diz antes de deixar um selinho em meus lábios e sair correndo na direção oposta à rua em que morávamos.

          - Para onde vai, Markie? – Indago, após me recuperar da surpresa.

          - Resolver pendências com um velho amigo. – O Ruivo grita e volta a correr; sumindo da minha vista.

 – Ok, ele é rápido, mas eu sou esperto e Choi Youngjae não me escapa. – Digo a mim mesmo, sorrindo ladino, antes de correr para arquitetar meu plano; Youngjae não teria como escapar.

         

                    Youngjae P.O.V

          Mais um dia em que eu via Mark e Bambam tão felizes, como se nada tivesse acontecido. Em meu íntimo, eu gostaria de ser como eles. Gostaria de ter forças para aceitar o que aconteceu e ir atrás deles, mas não podia. Aceitar aquilo que vi, e senti, era desacreditar de muitas coisas das quais fui ensinado e eu tinha medo de destruir essa realidade; mesmo que ela fosse falsa. Esse medo, me fez fugir das investidas de Mark e, agora, dos olhares de Bambam. Toda essa situação, que já estava próxima de entrar em seu terceiro mês, me consumia pouco a pouco e, em loops infinitos, se repercutiam os sonhos, principalmente, os que envolviam Jaebeom. Evitando encontra-lo, mesmo que achasse que ele não viria me encontrar, troquei de turno no trabalho da biblioteca, local para onde estou indo agora, e o deixei no período após as aulas até as 19:00. Tão retraído estava em meus pensamentos, que só me dei conta que já havia chego ao meu destino quando os braços de Taeyong me rodearam.

          - Boa tarde, Jae. Você chegou cedo hoje. – O Lee diz, após me soltar, levando-me para uma área restrita a funcionários.

          - Boa tarde, Tae Hyung. Pensei que não viria hoje. – Respondo seu cumprimento, sorrindo de modo gentil, e coloco minha mochila no meu armário.

          - Eu precisava espairecer um pouco e o estúdio não estava sendo um bom lugar. – Taeyong responde e eu fico impressionado com a dedicação do meu hyung em suportar dois empregos; mesmo que ele fosse seu próprio chefe em ambos. – Mas e você? Parece abatido. – Ele pergunta e eu estanco no lugar, sem conseguir pronunciar nada.

          - O mesmo de sempre. – Respondo de modo sincero, já que Taeyong havia sido um grande apoio em relação a tudo que estava acontecendo. – Os dias sem poder falar com a Noona são agonizantes e não consigo suprir a vontade de ser como Mark e Bambam. Eles parecem bem. – Confesso.

          - Porque não diz tudo que diria a Cristina a um deles e busca ser feliz, Jae? – Taeyong pergunta e eu suspiro.

          - Você sabe o porquê, Hyung. – Respondo e abaixo o olhar envergonhado.

          - Prefere deixar o medo se sobressair e perder, talvez, os melhores amigos que já teve e o seu grande amor, então? – Taeyong volta a falar e eu fico envergonhado sobre sou olhar analisador.

          - Sabe que não é fácil, Hyung. – Digo.

          - Nunca disse que era. Assim como também não sei o que você está passando. – Taeyong fala e leva uma de suas mãos aos meus cabelos; deixando um carinho no local. – Mas peço que ponha na balança o que é mais importante. – O Lee volta a dizer e suas palavras ficam ecoando em minha mente. – Mas, por hora, organizar a parte de cima da biblioteca, por favor. Lá é tranquilo, vai lhe ajudar a pensar. – Ele completa e pisca na minha direção antes de sair do local.

          Gargalho, do meu jeito adorável de sempre, com o sutil modo do meu Hyung de pedir algo e vou fazer o que me foi solicitado. Enquanto subia as escadas para o segundo andar, minha mete vagava nas palavras do Lee e eu me questionava o que pesaria mais, ou melhor, se eu teria forças para ir atrás do que pesava mais.

          - O Youngjae que conheci no ensino fundamental sempre dizia que era capaz de tudo. Você ainda é assim, Jae? – Ao chegar no topo escuto a voz, rouca e grave, de Bambam; o que me deixou surpreso.

O tailandês estava encostado em uma estante e me olhava de uma forma penetrante. Inicialmente, meu cérebro demorou para assimilar o que estava acontecendo, mas, depois, minha maior vontade era de sair correndo. Entretanto, algo em meu interior me firmava ali; como uma árvore com as mais profundas raízes.

          - O que quer, Bambam? – Perguntei de modo ríspido, algo muito atípico a mim, mesmo que por dentro quisesse abraçar meu amigo; se é que ainda podia o chamar assim.

          - Você sabe o que eu quero, Jae. – Bambam responde seriamente. – A pergunta correta é saber se você está disposto a isso. – O tailandês completa e eu fico estático; perdido.

          - Não sei do que está falando. – Minto, mais para mim do que para ele, sentindo um bolo se formar em minha garganta.

          - Sabe sim, Youngjae. Você sempre soube! – Bambam exclama e começa a se aproximar de mim.

À medida que o tailandês se aproximava o bolo em minha garganta aumentava. Quando Bambam estava próximo o suficiente, permitindo-me um olhar perspicaz ao seu ser, eu jurei que fosse sufocar. É como quando se está em um tanque com água fechado; chega um momento que você não tem mais como respirar. No meu caso, as crenças a qual fui doutrinado eram as paredes do tanque e os meus sentimentos, inquietações e dúvidas eram a água. Eu não tinha mais por onde respirar, não via mais uma luz para tudo aquilo. Entretanto, ao sentir os braços de Bambam me envolverem, eu pude liberar o que me sufocava. Foi como se alguém rompesse as paredes do meu tanque, permitindo, que a água aos poucos deixasse o recipiente. Naquele ambiente repleto de livros, e poeira, eu me permitir soluçar alto; liberando todas as emoções que estavam retidas. De modo subtendido, através de seu abraço, Bambam me consolava mostrando que sempre esteve lá por mim, que ainda éramos amigos.

          - Eu nunca fui muito bom com palavras, esse era o trabalho do Yug, mas eu sempre vou tá aqui, Jae. Eu estou disposto, junto com Mark e Jackson, a ensinar a você uma nova maneira de enxergar tudo isso; uma nova maneira de aproveitar a chance que nos foi dada. – Bambam diz, suavemente, apertando-me mais em seu abraço.

          - Não está dizendo isso só por causa do passado, não é? – Pergunto, entre soluções, referindo-me a promessa que nos foi mostrada.

          - Obvio que não, Choi. – Bambam responde, direto como sempre, afagando meus cabelos. – Não foi uma promessa, ou lembrança, que fizeram você sentar com o garotinho estrangeiro que comia massinha. Não foi uma promessa que nos uniu a um pirralho choroso após uma queda de balanço, não foi uma promessa que nos levou a construir a amizade que temos. Foram nossas escolhas. Kunpimook e Young-Jae eram próximos, mesmo com o pouco convívio que tiveram, mas não eram como nós. Nós somos próximos agora por escolha. Já enfrentamos muitas coisas juntos, até mudados os pensamentos de seus pais quanto a mim, e eu não estou disposto a perder isso, Jae. – O tailandês completa e separa o nosso contato para olhar meu rosto inchado.

          - Está falando sério? – Pergunto. Aquelas foram as palavras mais bonitas que alguém já me dissera.

          - Claro, se você estiver disposto. – Bambam diz e pisca em minha direção. – Agora vou deixar o você terminar seu trabalho, mas se quiser dá uma chance e aceitar tudo é só dizer que te ajudo. – Ele completa e começa a descer as escadas como se estivesse em um desfile de moda.

Olhei atentamente o corpo do tailandês descer as escadas e me pus a pensar se estava disposto a isso. As coisas ditas pelo tailandês, e Taeyong, martelavam em minha mente.  “Até mudamos os pensamentos de seus pais” meu cérebro travou nessa parte e, institivamente, me lembrei das discussões com meus progenitores sobre minha sexualidade, e a de meus amigos, e como Bambam lutou, junto com o seu irmão Ten, ferrenhamente para fazê-los entender e aceitar. Lembrando disso eu sorri e me pus a correr escada abaixo, pois se eles aceitaram aquilo entenderiam sobre as lembranças e as reencarnações; nem que Bambam tivesse que brigar com eles de novo. Meu amigo tailandês estava certo e eu estava disposto a seguir, não apenas em busca dos meus amigos, como também do meu primeiro amor.

          - Kunpimook! – Grito, pulando os dois últimos degraus que faltavam, chamando a atenção de alguns visitantes do estabelecimento. – Eu estou disposto. – Digo, um pouco mais baixo, e recebo um sorriso do tailandês em minha direção.

          - Eu gritaria de felicidade, mas estamos em uma biblioteca. – Bambam diz eufórico correndo para me abraçar.

          - É lindo ver vocês juntos, mas façam silêncio ou comemorem lá em cima. – Taeyong pede, sério, chamando nossa atenção.

          - Desculpa, hyung. – Peço, fazendo uma reverencia, mas depois percebo que tinha dedo dele naquela situação. – Você o ajudou! – Exclamo, chamando novamente a atenção das pessoas, deixando meu hyung envergonhado.

          - Claro que ajudei, agora vão limpar lá em cima antes que vocês afugentem os estudantes. – Taeyong diz, confirmando minha suspeita, antes de nos despachar escada acima.

          - Obrigado. – Digo, recebendo um sorriso seu em resposta, antes de subir de vez. – Obrigado você também e desculpe. Amanhã vou falar com o Mark. Em falar nisso, estão juntos? – Falo, começando a tirar alguns livros das estantes, chamando a atenção de Bambam.

          - Eu vou te atualizar de tudo, Jae. – Bambam começa como se estivesse contando fofoca a alguém. – Eu e Markie não estamos juntos, ainda. – Ele responde minha indagação e eu fico surpreso, mas não chocado. – Você não vai precisar esperar até amanhã para falar com ele. De 19 horas nos encontraremos. Eu, você, Jackson, Ele e, se tudo der certo, Jaebeom. -   O tailandês fala e eu sinto um arrepio com o último nome.

          - Tô animado para falar com o Mark e Jackson Hyung, devo desculpas a eles. Mas, Bambam, não sei se estou pronto para falar com o Jaebeom. Não sei se teria coragem. – Sou sincero e vejo meu amigo suspirar.

          - Não se sinta obrigado a isso, vocês se resolvem no tempo de vocês. Por agora, só queremos um tempo entre futuros amigos; mesmo que ainda estejam faltando dois. – Bambam responde e eu assinto.

          - Conte comigo. Vou lhe ajudar. – Digo e o tailandês sorri em minha direção.

          - A Cris Noona tá acordada também. – Bambam diz e minha boca de abre em um perfeito “o”. – Ela queria continuar vendo vocês, após as consultas, mas os médicos acharam melhor não. Ela se forçou demais no primeiro dia e situações mal resolvidas não seriam uma boa pedida. Jackson Hyung tá doido que ela receba logo alta. – Ele completa e eu assinto em confirmação.

          Desse modo, com uma tarde regrada de novidades e nostalgias, eu e Bambam limpamos o ambiente e as 19:00 horas saímos do local; dando de cara com Jackson Hyung a nossa espera. Entretanto, antes que pudéssemos no cumprimentar, eu senti meu coração acelerar ao ver Mark e Jaebeom vindo em nossa direção. O Im estava lindo e, mesmo de longe, seus olhos se encontraram aos meus. As borboletas faziam festa em meu estômago e eu estava decidido a correr a atrás; mesmo que fosse um processo lento. Bom era assim que eu achava......

          Jaebeom P.O.V

 Deitado em minha cama, encarando o teto branco, permiti que meus pensamentos viajassem para onde quisessem; a fim de fugir da realidade em que estava. Muita coisa havia mudado nesses dois, quase três, meses desde o acidente. Nesse período, além de fugir das investidas de Mark e agora do Bambam, eu descobri a verdade sobre meus pais. Ao ter a lembrança de que Jae-Beom era filho de Kim Seok-Jin, pensei que que o professor Seokjin, que afirmara ser a reencarnação do rei coreano, fosse parente meu ou algo do tipo. Como uma forma de sanar dúvidas, e não focar nos meus amigos e na culpa que sentia, fui atrás das respostas e me deparei com uma sepultura. Descobri, através do professor e outros membros da Order of the Moon, que Seokjin possuía um filho, Kim Taehyung, e que esse não era eu. Entretanto, ele conhecia meus pais biológicos, ou melhor, minha mãe. O professor Kim era amigo de minha mãe, Im Nayeon, e me disse que ela morreu no parto e que nunca soube quem era o meu pai. Perdido, sem saber o que fazer com uma criança recém nascida e sofrendo ameaças do pai de Jinyoung, ele me pôs em um orfanato e cuidou de todas as coisas que eu precisasse a distância. Com essa revelação, que me custou muitas noites em claro, minha mente voltou a se focar nos meus amigos e nos meus sentimentos.

Com esse novo foco, o medo e a culpa tomaram conta do meu ser e começavam a me sufocar pouco a pouco. Minha vida, que sempre fora solitária, ficou pior sem a presença de Jinyoung, Mark e os outros, que mesmo de longe, traziam luz a mim. Todavia, eu não tinha forças para seguir e acreditava, me forçava a isso, que desse modo as coisas não se repetiriam. Vê Mark investindo em mim, com toda a sua determinação, me quebrava sempre e em meus olhos eu tentava expor um pedido de ajuda. Ao vê-lo com Bambam, feliz, foi inevitável não sentir a pontinha de inveja se alastrando por meu ser, porque eu gostaria se ser como eles. Gostaria de ser forte como eles para enfrentar a culpa que sentia e, principalmente, para ir atrás de Youngjae. Eu sentia saudade dele, de observa-lo as escondidas, e me doía sempre o ver nos corredores tão devastado quanto eu. Entretanto, o medo sempre falava mais alto e eu me negava a acreditar que o sentimento que nutria por Choi era real e não uma “obrigação” a ser realizada do jeito certo.

- Jaebeom, me ajuda! – Sou tirado dos meus pensamentos com o grito alto e agudo de Mark.

Atordoado, com o grito repentino, me levanto em um pulo e começo a procurar o americano em meu quarto. Meus olhos felinos, naturalmente pequenos, se arregalam ao notar o Tuan pendurado em minha janela; batendo feito um louco na mesma.

          - Você enlouqueceu? – Pergunto, preocupado, após abrir a janela e começar a puxar o meu amigo para dentro.

          - Era única forma de você não fugir e nem me expulsar, já que não é do seu feitio negar ajuda. – Mark responde, ofegante pela escalada.

          - Você não desiste mesmo, não é? – Pergunto sorrindo na direção do mais velho. Meu pedido de súplica fora ouvido e, dessa vez, eu me sentia pronto para encara-lo.

          - Não tenho esse termo no meu dicionário, Beom. – Mark responde e sorri mostrando suas adoráveis presas. – Agora me dá água que subir tua janela foi demais até para mim. – Americano volta a falar e eu gargalho com o seu dito, fazendo-o o que me foi pedido.

 

          - Sente-se melhor, Mark? – Pergunto, após entregar o copo de água ao americano, assistindo o líquido ser devorado pelo Tuan.

          - Sem dúvida, mas e você? Está pronto para conversarmos? – Mark pergunta e eu suspiro sentando-me ao seu lado na cama.

Como eu pensei, o motivo de sua visita, mesmo após várias tentativas falhas, era de conversarmos sobre o que aconteceu.

          - Você não desiste mesmo, não é? – Questiono e vejo um sorriso adornar a face do americano.

          - Não, não desisto. Mas, devo reconhecer, que levei um empurrão do Bambam. – Mark responde e um sorriso triste surge em meus lábios.

          - Como vocês estão? – Pergunto evitando o assunto principal.

          - Estamos bem, mas não venha mudar de assunto. Me fale o que tem feito nesses dois meses e depois vamos ao ponto principal. – Perspicaz como sempre, Mark, responde e eu suspiro antes de começar a narrar a minha desventura em busca das minhas origens.

          - Nossa! – Mark exclama após eu finalizar minha narrativa. – Você passou por muita coisa, sinto muito. – Ele completa e me abraça de um modo desengonçado fazendo-me rir.

          - Tá tudo bem. – Eu respondo e ele me olha de maneira inquisitiva. – Não tão bem assim. Descobrir tudo isso fez meu sentimento de culpa aumentar. – Digo sincero, não chegaria a lugar nenhum mentindo para o virginiano a minha frente, assumindo pela primeira vez em voz alta o que me assolava.

          - Sente culpa por ser a reencarnação de Jae-Beom? Acha que foi isso que levou sua mãe a falecer? Ou sente culpa pelo que aconteceu com nossas reencarnações no passado? – Mark indaga e eu sinto as lágrimas quentes começarem a escorrer por meu rosto.

          - Ambos. – Respondo e encaro o piso do quarto buscando as palavras certas para falar com o Tuan. – Se eu não fosse a reencarnação de Jae-Beom, talvez, Seokjin pudesse ter me criado e não teria sido ameaçado pelo pai de Jinyoung. Se no passado, eu (Jae-Beom), tivesse sido sincero sobre a mente doentia do rei nortenho desde o início, nós poderíamos ter sobrevivido. – Completo e permito que as lágrimas caiam em um fluxo incontrolável.

          - Não poderíamos não. Seríamos mortos de todo jeito. A culpa não foi sua ou de Jin-Young, foi da mente diabólica de um rei invejoso e seus seguidores. Vocês, digo porque eu estava lá, foram sinceros e desistiram de tudo por aqueles que amavam, mas mesmo assim não foi o suficiente. Nós tentamos, todos nós, mas não aconteceu como esperávamos e isso não é sua culpa. Não é culpa de ninguém! Vocês precisam parar de pensar assim e precisam aproveitar a nova chance que nos foi dada para vivermos aquilo que nos foi usurpado. – Mark diz, deixando um carinho singelo em meus cabelos escuros, seriamente. – Sobre Seokjin e sua mãe, bom, não posso dizer nada sobre como eles pensam, mas posso afirmar que a culpa de qualquer decisão deles não é sua. São escolhas e nós temos que arcar com as consequências. – Ele completa e eu levanto, um pouco transtornado da cama, ao ouvir seu último dizer.

          - Eu era um bebê, não escolhi nada! – Digo um pouco alterado.

          - Eu sei, mas todos nós somos ligados, Beom. As nossas escolhas, por mais íntimas que pareçam, afetam as pessoas ao nosso redor e nós temos que arcar com isso. Sei que não é fácil, até penso que foi uma decisão egoísta por parte dele, mas se não fosse por ela você não teria a família que tem hoje. – Mark fala, pondo-se de pé, encarando-me. – Era isso que erámos, não era? Eu, você e Jinyoung? Era isso que poderíamos ser, nós sete, se não tivéssemos fugido. – Ele completa e eu encaro o chão sem saber o que responder.

Tuan estava certo! Ele e Jinyoung sempre foram minha família e se não fosse por essa decisão de Seokjin isso não teria acontecido. Nós três – junto com Bambam, Yugyeom e Youngjae – poderíamos ter construído uma também, mas fugimos. Essas conclusões, que ficaram claras com as observações de Markie, levaram minha mente para outra coisa, além da culpa, que me atordoava: o medo de que todo esse sentimento não fosse sincero.

          - Tudo isso foi sincero, Markie? – Pergunto e vejo os olhos do americano se arregalarem antes de uma faísca de raiva pairar sobre eles.

          - Para mim sempre foi! – Ele exclama, após suspirar algumas vezes, encarando-me de modo dócil e doloroso. Acho que meu questionamento o feriu. – Como eu disse, Jaebeom, é tudo questão de escolha. Eu escolhi andar com vocês dois no fundamental, assim como vocês escolheram falar com o estrangeiro de coreano enrolado. Eu escolhi levar esse sentimento para frente e permanecer aqui, mesmo quando toda minha família voltou as Estados Unidos, e escolheria de novo se necessário, pois vocês são minha família! – Mark completa, com os olhos marejados, dando-me um sorriso triste ao fim.

Ouvir tais coisas vindas de Mark fez com que meu coração se apertar e a enxurrada de lágrimas, que eu inutilmente prendia, descesse. Sem nada a dizer, sentindo-me culpado por magoar a pessoa a minha frente, puxei o corpo menor que o meu para um abraço; em um pedido mudo de desculpas. Naquele contato íntimo, que a tempos não trocávamos, várias coisas foram sentidas e transmitidas. Eu fui um tolo por me afastar dele e por ter deixado Jinyoung na mão daquele crápula que ele chama de pai. Fui um tolo por fugir de Bambam e Jackson. Um tolo por ignorar Yugyeom, mesmo com a tristeza escancarada em sua face, e um tolo por deixar escapar entre meus dedos, Youngjae, meu primeiro amor.

          - Deveria ter me permitido mais cedo. – Digo após separarmos o abraço.

          - Deveria. – Mark diz e nós rimos.

          - Acha que eles seriam capazes de me perdoar? – Pergunto referindo-me aos outros.

          - Sim, acho. – Responde rápido. - Mas e você? É capaz de se perdoar? – Ele indaga.

          - Aprenderei a ser. – Respondo de modo sincero. – Você acha que ele me ouviria? Que o que eu sinto por ele é sincero? – Pergunto referindo-me a Youngjae.

          - Acho que sim. Se ele ouviu o Bambam. – Mark responde. – E sobre ser sincero, bom, cabe a vocês dois saberem. Mas, do meu ponto de vista, acho que as lembranças foram uma explicação a sua queda por Choi Youngjae. – O americano completa e eu sinto minhas bochechas arderem.

          - Talvez. – Respondo envergonhado.

          - Vai ter a chance de saber daqui a pouco. Eu e Bambam marcamos de nos encontrar, junto com o Jackson, em frente a biblioteca. Se tudo der certo, Youngjae estará com eles. – Mark diz e eu sinto um arrepio passar pelo meu corpo.

          - Não sei se estou pronto. – Digo de forma sincera.

          - Você e Youngjae se resolvem sozinhos. Só quero ter nosso heptágono junto novamente. – Mark diz e eu concordo.

Ele estava certo. Me resolveria com Youngjae quando fosse a hora, por agora, bastava estarmos juntos. Mesmo que ainda faltassem partes. Enquanto esperávamos o horário marcado pelo tailandês, Mark me deixou por dentro por todas as novidades – incluindo o despertar da Noona e sua condição- e nós conversamos como a tempos não fazíamos. Quando deu o nosso horário - fomos em direção a biblioteca, local que a algum tempo eu evitava, e lá eu vi Jackson, Bambam e Youngjae. Quando meus olhos e o do último citado se encontram meu coração acelerou e, as famosas borboletas, fizeram festa em meu estômago.

          - Você conseguiu! – Mark exclama, após nos aproximarmos dos outros três, sorrindo para Bambam.

          - Tinha dúvida disso, Tuan? – Bambam fala, em um tom provocativo, piscando para meu amigo.

          - Depois dizem que não estão juntos. – Youngjae responde, rompendo a bolha do casal não assumindo, chamando a atenção para si.

          - É bom ver você, Jae. – Mark diz, sorrindo para o coreano, antes de abraça-lo.

          - É bom ver você, Mark. Desculpe por tudo! – Choi diz, de forma sincera, após separarem o abraço. – Mas se machucar meu amigo tailandês aqui, teremos uma séria conversa. – Ele completa, buscando soar ameaçador, fazendo meu amigo sorrir.

          - Digo o mesmo a você, Jae. – Mark diz, piscando para o Choi, chamando a atenção para mim.

          - Você também conseguiu. – Jackson fala, pela primeira vez, olhando para mim.

          - Ele é persistente. – Eu respondo e dou meu melhor sorriso. – Peço desculpas também. – Completo sinceramente.

          - Isso não importa agora. Não mais. – Bambam diz e nós concordamos.

          - Ele está certo. - Jackson diz e abre a porta do carro. – Entrem! Vamos comer antes que eu volte ao hospital. – O chinês completa e nós quatro nos encaramos sorrindo antes de saltar dentro do automóvel.

O caminho, e a refeição, foram recheadas de conversas e sorrisos. Mesmo que faltassem partes e uma pequena tenção pairasse, entre mim e Choi, os meninos logo a contornavam e nossas gargalhadas eram de longe ouvidas. Com o fim da noite, já que Jackson precisava voltar ao hospital, o pesquisador deixou os garotos em casa e depois partiu para seu destino comigo em seu encalço. Eu havia pedido, lê-se implorado, para falar com Noona e ele acabou permitindo, se os médicos deixassem. Ao chegarmos no hospital - Jackson pediu que eu fosse na frente, pois tinha que resolver algo no telefone, e que aproveitasse bem o tempo que me fora dado. Após as instruções dos dois médicos, que foram muitas, entrei no quarto em que a pesquisadora estava e fui recebido por um caloroso sorriso.

          - É bom ver você, Jaebeom. – Ela diz com um tom baixo e eu sorrio. – Eu sinto muito não ter dito nada antes, mas eu precisava descansar. – A pesquisadora completa enquanto eu me aproximava de sua cama.

          - Tudo bem, noona. Nós entendemos. – Eu respondo e dou o meu melhor eyesmille em sua direção. – Mas agora, bom, será que poderia me ajudar? – Indago, envergonhado, voltando meu foco ao meu objetivo principal.

          - O que deseja? Tem relação com o Youngjae? – Ela pergunta e eu ficou surpreso. Sou tão óbvio assim?! – Eu ouvi vocês, enquanto estava em coma. – Ela explicou e eu assenti envergonhado.

          - Você acha que ainda há chances para nós? – Pergunto. – Acha que nosso sentimento é verdadeiro? – Continuo a indagar.

          - Bom, quem só pode responder isso são vocês. – Ela diz o que eu já suspeitava e eu suspiro. – Mas, bom, eu nunca acreditei muito em amor à primeira vista, sabe?!Sempre achei que havia um motivo por trás e, no nosso caso, há. Você, e ele, pelo que guarda minha memória, se encantaram um pelo outro “magicamente” e o sentimento ou atração durou até hoje. Atualmente, apesar do tumulto, vocês sabem o porquê. Todavia, cabe a vocês decidir se vale ou não há pena. – Ela continua e eu fico impressionado com suas palavras. – Mas, se deseja um conselho, vá atrás e não desperdice a chance por medo de uma rejeição ou de interferir na vida do outro. Não cometa o mesmo erro que eu. – Ela, finalmente, completa e eu fico pensativo sobre a sua última fala.

          - Refere-se ao Jackson? – Pergunto, curioso, mudando o foco da conversa para ela.

          - Não, refiro-me a quem julguei ser o meu primeiro amor. – Ela responde e sorri nostálgica, como se estivesse recordando de uma época bonita em sua vida. – Jackson foi o milagre na minha vida e eu não sei mais viver sem aquele chinês, mas não diga a ele. É o nosso segredinho! – Cristina explicou e eu sorri. Independente da época, como Green ou Cristina, ela sempre tinha as coisas que precisávamos ouvir.

          - Obrigado. Eu acho que sei o que fazer. – Digo, sincero, e deixo um selar na testa da cientista para sair do quarto.

          - JB. – Ela me chama, usando um apelido novo, quando minha mão encostou na maçaneta. – O presente é, muitas vezes, similar ao passado. – Ela diz e um sorriso adorna minha face.

Em passos apressados, após me despedir de Jackson, fui em direção a casa de Youngjae; esperando que fosse forte o suficiente para usar a chance que me foi concedida.

          Youngjae P.O.V

Após ser deixado em casa por Jackson Hyung, me sentindo mais leve emocionalmente, me joguei no sofá e fiquei me entretendo nas minhas redes socias. Inesperadamente, recebo uma mensagem de Jackson hyung pedindo para eu não ir atrás de Jaebeom, pois ele tinha que ganhar uma aposta contra a Noona. Mas, de acordo com ele também, eu não devia me preocupar, pois Jaebeom viria até mim. Perdido, pior que cego em tiroteio, fiquei um tempo encarando o aparelho telefónico; buscando um significado para o pedido do cientista. Eu gostava de Jaebeom, arriscava a dizer que poderia ama-lo, mas não tinha coragem para ir até ele e mesmo que tivesse; o que eu faria? Como me declarar? Ele, sem dúvida, me rejeitaria e, provavelmente, diria que o sentimento é só por causa do passado. Ahhhhh, que complicação! Me sinto frustrado e essa mensagem não ajudou em nada. Cabisbaixo, com a mente cheia de imagens de um certo moreno, me levantei do sofá ao ouvir a companhia tocar de forma incessante.

- Já vai! – Exclamo, agoniado com tamanho barulho, abrindo a porta com tudo. – O faz aq...

As palavras morrem em minha boca ao sentir os lábios de Jaebeom- o indivíduo que tocava a companhia como se sua vida dependesse disso, sobre os meus em um simples selinho. O contato simples foi rompido, tão rapidamente quanto foi dado, e me permitiu a visão de um Jaebeom com as bochechas vermelhas e os olhos felinos envergonhados.

- Youngjae, você me deixa louco! – Ele diz, com uma voz baixa, fazendo um sorriso adornar meus lábios. – Desculpe se lhe assustei, mas eu precisava resolver logo isso. Eu gosto de você, tem um tempo já, e eu não quero mais te deixar escapar. Esse sentimento que habita o fundo do meu coração, bom, não gostaria que ele sumisse. Então, por favor, fique ao meu lado. – Completa olhando, pela primeira vez, diretamente para meus olhos.

Surpreso e sem palavras, foi assim que fiquei. Eu não sabia o que dizer! As borboletas faziam festa em meu estômago e meu coração parecia pular dentro da minha caixa torácica.

          - Eu entendo se você não sentir o mesmo.... desculpe pelo beijo. – Jaebeom volta a dizer, tendo o olhar no chão, despertando-me de minhas divagações.

          - Beomie, espera! – Grito, segurando o pulso do mesmo, impedindo a sua saída.

Jaebeom me encarou curioso e, no fundo de seus olhos, eu pude ver o medo da rejeição. Inicialmente, por ter muitos sentimentos em mim e não possuir palavras para descreve-los, fixei meu olhar nos orbes felinos do Im. Ainda segurando seu pulso, segurei aquele olhar e o puxei para mais perto de mim. Nossos corpos estavam juntos e só uma coisa se passava por minha cabeça; e foi ela que realizei. Surpreendendo a pessoa a minha frente, juntei nossos lábios em um beijo de verdade. Timidamente, as mãos de Jaebeom foram para minha nuca, enquanto as minhas se posicionavam em sua cintura. Nosso osculo se encaixava perfeitamente e as sensações que passavam por meu corpo, por causa do contato, me conduziam as nuvens. O contato tão esperado foi rompido quando o oxigênio se fez necessário e nós nos separamos envergonhados.

          - Eu sou louco por você, Jaebeom! – Exclamo abraçando o corpo do mais velho. – Gosto de você há tanto tempo, Beomie. Você foi minha luz, meu melhor amigo no passado e no presente. – Sussurro em seu ouvido e sinto ele retribuir meu abraço.

          - Desculpa por ter fugido e obrigado por ter visto o homem por trás da sombra. Obrigado por me aceitar! – Jaebeom sussurra e sinto suas lágrimas molharem minha blusa.

          - Sempre, Beomie. Porque se eu vivesse mil vezes, te amaria a cada reencarnação. – Digo, segurando o rosto do mais velho, juntando nossos lábios em seguida.

          “Ainda que eu vivesse mil vezes, te amaria a cada reencarnação.”

 

          Hospital – Jackson Wang

- Sabe que ganhei a aposta, não é? – Jackson pergunta sua parceira.

- Eu vou cumprir, Jack! – Exclama com uma falsa tristeza. - Já pode marcar o nosso encontro, Wang. Estou ansiosa para ele! – Continua ela, revelando sua felicidade, piscando na direção do chinês.



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