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História Not Dying - Spideypool - Capítulo 14


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Capítulo 14 - 013


Capítulo 13

Apenas um dia havia se passado desde que Peter dera aquele pequeno ataque no bar, após encontrar a amiga de Wade.

O jovem no momento tentava se concentrar nos livros e cadernos abertos sobre a mesa de sua escrivaninha, onde estudava para as provas de final de ano. Peter respirou fundo mais uma vez e segurou a caneta para fazer anotações, largando-a novamente alguns minutos depois, apertando seu rosto em frustração.

Peter não entendia o porquê de aquilo o incomodar em tamanha proporção, já que entendia muito bem que o outro era mais velho que si e tinha mais experiência, então obviamente tiveram muitos outros antes de chegar sua vez. O problema de fato era a ideia que perseguia Parker antes mesmo de conhecer Dominó, a ideia de a mulher ter retornado somente para ter Wade de volta.

Peter, como sempre, passou longos minutos imerso em seus pensamentos, porém isso não o impediu de entrar em alerta ao ouvir a tranca da janela de seu quarto ser forçada. O garoto baixou um pouco a guarda ao ouvir batidas leves na janela, e logo ligou a luz do quarto, conseguindo visualizar a silhueta grande através do vidro. O garoto primeiramente se assustou, quase lançando teias ao lembrar daquela imagem, mas logo focou no rosto grudado no vidro e viu os cabelos claros e os olhos castanhos que o fizeram ficar tranquilo.

-O que você tá fazendo aqui? Tá maluco?- Sussurrou, indo até a janela, abrindo-a somente o bastante para conseguir falar com o maior sem o vidro intervir.— E a gente tá no segundo andar, como veio parar aqui?

O maior apontou algo e Peter colocou a cabeça para fora da janela, vendo uma escada apoiada na pequena sacada.

-Você nã...— O maior tentou se explicar, logo sendo interrompido pelo garoto que colocou o dedo em frente a boca, fazendo "Shhhhh" em sinal de silêncio, apontando em seguida para o corredor que permaneci com a luz acesa.— Você não mandou nenhuma mensagem desde ontem, pensei que estivesse puto comigo. E ainda precisamos conversar, lembra?

-Não estou puto, nem nada, só estou ocupado estudando pras provas finais!— Negou. Bravo com aquilo? Jamais...—E não temos nada pra conversar, melhor você ir embora.

O mais velho colocou a mão sobre o peito e fez uma cara de ofendido, sussurando ainda mais baixo "Eu não acredito que estou sendo rejeitado, E EXPULSO". Peter continuou tentando mandar embora o homem que continuava a fazer gracinhas, fazendo Peter não conseguir conter uma risada que acabou saindo alta demais.

-Peter, está tudo bem?— A voz feminina foi ouvida ainda do carredor, alertando Wade  que quase caiu ao se abaixar rápido demais apenas para não ser visto, e Peter que se virou e abaixou a janela de uma vez, fazendo um estrondo.— Peter? Que barulho foi esse?

-Nada, tia, eu só...estava me espreguiçando e acabei batendo na janela. Não foi nada demais, eu estou bem.— Deu a primeira desculpa que veio em sua mente.

A mulher se aproximou para confirmar se o sobrinho estava realmente bem, logo apertando suas bochechas e dando um beijo em sua testa. Um boa noite foi ouvido da porta, vindo de Ben que também apareceu ao ouvir o barulho, logo May desejou o mesmo ao garoto e ambos seguiram ao quarto para dormirem, apagando todas as luzes da casa.

Peter esperou alguns segundos para confirmar que os dois já haviam ido dormir e fechou a porta de seu quarto devagar, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Logo Wade, que espiava o que acontecia por uma pequena brecha, se levantou e voltou a abrir a janela. Os dois se encararam por um segundo, tentando segurar as risadas que vieram de repente.

-Ai, socorro...— Wade disse, limpando as lágrimas que se acumulavam no canto de seus olhos por causa das risadas . Ainda era inacreditável como se sentia como um adolescente novamente quando estava com Peter.— Mas sério Peter, quero falar com Você —Disse, agora sem precisar sussurrar, fazendo Peter parar de rir aos poucos e resmungar um "estraga prazeres".

Então o homem entrou pela janela, indo para a cama do menor e se sentando na beirada da mesma, ficando o mais próximo possível de Peter que se sentou na mesma cadeira onde estava antes, girando-a para ficar de frente para o maior.

-O que aconteceu ontem?— Wade perguntou, sem rodeios.

Peter encarou o outro e engoliu em seco, não estava preparado para conversar sobre aquilo. Parker ficava estressado apenas em lembrar das palavras e do sorriso convencido da mulher, não queria nem imaginar o que sentiria ao ouvir a confirmação com as palavras de Wade.

-Peter...

-Meu Deus, tá parecendo minha tia.— Disse, em uma tentativa de fugir do assunto, que sabia ser inútil. O outro não disse nada, apenas continuou esperando sua resposta.— Você e a Dominó já tiveram algo antes? Nesse tal passado de vocês?

Peter perguntou, relutante, já não sabendo mais qual resposta esperar, enquanto um ponto de interrogação parecia prestes a aparecer sobre a cabeça de Wade.

-De onde voc...

-Só responde.

-Aquela Maldita...—Wade pensou, não acreditando que Dominó realmente tinha feito isso. Talvez tenha sido um erro apresentá-lo para ela, o mesmo que comenteu antes.— Não, Peter. Seja lá o que aquela mulher te falou, eu e ela não tivemos nada além de... negócios— Disse e na mesma hora Peter o olhou, franzindo a testa, pronto para acertar um soco em Wade— Eih! Eu tô falando de trabalho mesmo, calma!

A única coisa que conseguiu ouvir do menor foi um resmungo que soltou quando cruzou os braços e inflou as bochechas. Chega a ser surpreendente como aquele ser que segundos atrás estava prestes a matar alguém ficou tão fofo de repente.

-Quando você saiu ela ficou me enchendo o saco, dizendo que você não resistia a um corpo feminino, que só teve casos curtos com homens...—O menor falava, olhando para o mais velho, ficando ainda mais irritado ao vê-lo segurar o riso com todas as suas forças— Se você continuar rindo eu juro que te bato, Wade.

-Eih, calma, a culpa não é minha que você fica bonitinho com ciúmes.—Disse e se levantou, indo parar na frente do garoto, rindo levemente e segurando o rosto ainda emburrado com ambas as mãos.— E, mesmo que eu tivesse tido alguma coisa com ela ou com qualquer outra pessoa,...—pausa dramática— não ia mudar o fato de que agora eu tô com você, e eu quero que isso seja muito mais do que apenas um caso.

O maior praticamente sussurrou essas palavras, mesmo que os tios de Peter já estivessem dormindo. Wade sabia que aquelas palavras não interessavam a mais ninguém no mundo além de Peter.

Enquanto Wade continuava a acariciar uma das bochechas de Peter com o polegar, ainda com seu rosto entre as mãos, o mesmo não fazia ideia da cara que fazia. Assim como seu coração, a expressão de Peter estava completamente derretida, os olhos chorosos e brilhantes e um sorriso bobo que tomava conta de todo seu rosto, de canto a canto. Era estranho como aquele homem, que parecia ser tão bruto ao olhar, causava tudo aquilo no rapaz.

Wade sorriu também ao ver a expressão do outro, e olhou diretamente em seus olhos. Não se lembrava de já ter olhado tão profundamente nos olhos de Peter, com tanto sentimento, encarando de verdade pela primeira vez aquelas orbes negras que...

O mais velho se perdeu entre os olhos de Peter e as coisas que vinham em sua cabeça. Foi como se um flash passasse por sua mente, do dia em que lutou pela primeira vez com o "Super-Aranha", onde havia o herói jogado no chão com sua máscara rasgada.

Wilson piscou várias vezes, voltando ao presente. Logo franziu o cenho ao voltar a se concentrar no rosto do jovem, com um pressentimento ruim atingindo seu peito.

-Que porra...— Sussurou, quase inaudível.

-O que foi?— Peter disse, confuso, chamando a atenção de Wade.

-Nada, eu só... Esquece.

O garoto continuou encarando o namorado, estranhando aquela atitude do nada. Wade percebeu a reação do outro, que tentava achar o que havia de errado, então o puxou para um beijo profundo e apaixonado logo de início, já que era isso que pretendia fazer antes...daquilo.

Peter percebeu tarde demais as verdadeiras intenções daquele beijo, só se deu conta quando sentiu sua perna bater contra a madeira da cama, ainda de pé.

-Wade...—Disse, quase em um gemido, para o outro que guiava seus beijos em direção a orelha de Peter— Meus tios...

-É só a gente não fazer barulho— Disse, simples.— Vamos deixar essa briga boba de lado agora.

-Como se fosse fácil com você...— Sua voz já saia entrecortada, sentindo seu corpo esquentar por conta dos beijos molhados que recebia em seu pescoço.

Peter gemeu ao sentir uma mordida em seu ombro, por cima da blusa larga, e logo estava deitado entre os cobertores e travesseiros de sua cama, sentindo um pouco do peso do outro sobre si.

                               {......}

Peter e Wade ainda estavam deitados na cama, se beijando, com os corpos sujos e suados colados um ao outro. Os dois permaneciam com os olhos fechados, aproveitando o momento. Os dois trocavam beijos que davam "estalinhos" e Peter acariciava a braço de Wade, que por sua vez fazia o carinho gostoso de sempre na nunca do menor.

Os dois poderiam ficar ali durante a madrugada inteira se pudessem, mas Peter teve que se afastar a contragosto do maior que resmungou, tentando o puxar de volta para si.

-Amor...— Disse e sorriu com a insistência do outro, encostando seus narizes.— Eu preciso me limpar e descansar para ir pra escola, e o senhor precisa ir embora porquê meus tios infartam se te pegarem pelado na minha cama.

-Olhando assim nem parece que eles também transam. Ou transavam, sei lá.

-Pelo amor de Deus, Wade, cala a boca.— O menor disse, fechando os olhos com força e tapando os ouvidos, tentando não imaginar a cena. Logo o outro riu do desespero do namorado.

-Babyyyyyyyyy.— Chamou, manhoso— Volta pra cá, vai, tava tão bom...— Tentou convencer Peter, que apenas disse "Não" e começou a pegar suas coisas para tomar banho.

Após pegar tudo o que precisava o garoto, ainda nu, se escorou no batente da porta e fez uma pose provocante, deixando em destaque as coxas que Wade tanto amava apertar, deslizando a mão pelo abdômen que Wade tanto adorava acariciar. Wade levantou da cama no mesmo instante, pronto para empurra-lo para dentro do banheiro e ouvir seus gemidos ecoarem, porém assim que chegou perto o garoto bateu a porta em sua cara, rindo enquanto ligava o chuveiro.

-Pirralho safado... Wade sussurrou para a objeto de madeira, logo rindo também.

Wade então se contentou em apenas voltar a se sentar na cama, realmente não querendo ir embora dali. O homem, após longos minutos tentando tomar coragem de sair da cama, fazia o grande esforço de se levantar e ir atrás de suas roupas que se encontravam espalhadas pelo cômodo, pegando sua camisa, sua calça, seu cinto. Queria continuar sentindo Peter....

O homem então saiu de seus pensamentos quando sentiu a falta de uma peça, sua cueca box. Wade explorou o ambiente com o olhar, tentando achar o paradeiro de sua roupa íntima, parando ao ver a peça vermelha perto do guarda-roupas de Peter, ao lado de sua mochila. O maior seguiu direto para pegar a peça, mas algo dentro da mochila acabou o chamando a atenção.

Wade tentou não olhar, não queria se intrometer nas coisas pessoais de Peter, mas não conseguiu ingnorar os frascos largados no bolso da frente junto com papéis amassados e algumas moedas. Um pela metade e dois vazios. Wilson segurou dois deles, lendo atentamente o rótulo, por mais que já soubesse o que era aquilo.

A porta do banheiro rangeu, sendo aberta, mostrando um Peter apenas com a toalha enrolada na cintura sair por ela.

-Eu esqueci de peg...O que você tá fazendo?— o garoto parou a frase ao ver o homem parado em frente ao seu armário.

-Eu falei que ia descobrir, não falei? —Disse e se virou, dando a Peter a visão do que estava em suas mãos.

-Wade, larga isso, são minhas vitaminas...—Tentou mentir, falhando terrivelmente.

-Vitaminas, Parker? Você só pode estar me zoando — Disse, com um tom forte mas calmo ao mesmo tempo. Não iria brigar com Peter, só queria entender as coisas— Você tava tomando muito disso né? E provavelmente não tava se alimentando direito, por isso os desmaios.

-Isso não é da sua conta, Wade.— Disse, sério, tentando tomar os frascos da mão do outro que afastou os objetos para que o garoto não conseguisse alcançar.— Wade, para.

-Vem cá...—O maior puxou Peter para si, apertando-o contra seu peito, fazendo-o ficar ali por um instante, enquanto acariciava seus cabelos.— Tenho certeza que você sabe que não pode exagerar com isso, Peter.

-Eu... eu só tenho andado muito estressado ultimamente, eu...— Peter se perdia nas palavras, sentindo o calor dos braços do namorado.

-Você deveria ter falado comigo, eu funcionaria mil vezes melhor do que essas coisas.

Peter não sabia o que falar, não consiguia ao menos elaborar uma desculpa simples dizendo que estava triste com algum problema de adolescente comum, ou que estava sobrecarregado com o último ano da escola. Peter queria contar para Wade, queria dizer tudo o que o perturbava nas últimas semanas, mas não queria envolver ele nessa sua realidade.

Enquanto Wade, mesmo não entendendo o que estava acontecendo de fato na vida de Peter, tentava o dar o máximo de carinho possível, esperando o momento em que o jovem se sentiria confortável para contar. Queria que ele tivesse alguém que o salvasse, assim como também teve.

-Eu sei que guardar as merdas que acontecem e se encher de remédios pode parecer fácil, mas eu sei que é muito melhor desabafar com alguém.—Deixou um beijo no topo da cabeça de Peter, que agarrou ao seu peito com ainda mais força.

-E alguém já fez isso por você?— Disse, dando um sorriso que logo se desmanchou, voltando a se concentrar no abraço que sem ao menos perceber, já era seu porto seguro.

[Acertou na mosca]

[Alguém sabe fazer pontos aí? Acho que uma ferida acabou de abrir]

Ah, ele não tinha noção do quanto estava certo.

-Só quero te ver bem, tá? —Disse e abraçou o jovem mais forte, quase sufocando-o.—Certo, agora vou me vestir e vou embora, já passou da hora de nenéns como eu dormirem.

Peter se desaprendeu do abraço após o maior afrouxar o aperto, logo olhando pra baixo e percebendo que o homem ainda estava nu. Peter sorriu pequeno e balançou a cabeça negativamente, enquanto Wade se vestia, percebendo que talvez adolescentes normais não recebessem apoio do namorado pelado.

Wade então se despede do garoto com um selinho demorado, enfiando os frascos no bolso da calça e saindo pela janela, deixando um Peter Parker emburrado, porém mais calmo.

-Eu sou um idiota...





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