História Not Perfect To Me - Capítulo 22


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Categorias Jensen Ackles
Personagens Jensen Ackles, Personagens Originais
Visualizações 28
Palavras 2.073
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Fantasia
Avisos: Adultério, Álcool, Drogas, Heterossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Nudez, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Capítulo 22 - V i n t e E Dois


Fanfic / Fanfiction Not Perfect To Me - Capítulo 22 - V i n t e E Dois

Charlotte Narrando:

A verdade é que tudo o que eu queria ter feito quando ouvi "Eu sinto sua falta", era ter agarrado aquele homem e prende-lo em meus braços pra nunca mais deixa-lo sair.

Mas eu tinha prometido a mim mesma que iria dar uma chance para o Matt, afinal, ele merecia. O problema é que eu não o merecia.

Eu tinha dúvidas, mas provavelmente eu já estava apaixonada pelo melhor amigo dele enquanto ele falava o tanto que gostava de mim e eu não podia dizer o mesmo.

Minha cabeça estava fora da terra. Eu estava completamente perdida com relação a o que fazer e como agir, logo eu que sempre tive certeza de tudo o que eu queria na vida.

Mas a vida tem dessas coisas, ela nos prega peças para nos deixar mais espertos.

Sacudi a cabeça em uma tentativa frustrada de esquecer o assunto e continuei meu caminho.

(...)

Quando cheguei em casa meu pai, Katharine e Henry estavam sentados, na mesa da sala de jantar, com alguns papéis encima da mesa como se esperassem por algo e, esse "algo" era eu.

- Reunião de família? -perguntei.

- Reunião de trabalho. Sente-se. -meu pai sugeriu.

- Um... -resmunguei e me sentei. Do que se trata?

- Hoje a tarde eu recebi uma ligação. -deu uma pausa. - Terá uma festa de aniversário para o governador em Hollywood, mas ele não poderá ficar a festa toda. -ele deu um sorriso de canto.

- Pediram a cabeça do cara? Caraca. -falei pasma.

- Sim. E são vocês quem vão fazer o serviço. -apontou para mim e para o meu irmão.

- E qual será o plano? -Henry perguntou.

- Você irá acompanhar a sua irmã. É feio uma moça chegar desacompanhada em um evento desse porte. -meu pai foi interrompido.

- Moça... -Henry disse e riu.

Revirei os olhos.

- Sem brincadeiras, Henry. -meu pai o corrigiu, eu ri e então ele continuou. - O tal governador é um sacana. Tudo o que você precisa fazer é seduzir o cara, leva-lo para um quarto qualquer e fazer o serviço. -direcionou a palavra a mim.

- Parece fácil. -falei.

- Mas não é! O lugar estará repleto de seguranças e câmeras. Você terá que ser muito minuciosa. -Katharine falou pela primeira vez.

- Agora você quer me ensinar a como fazer o meu próprio trabalho? -perguntei com deboche.

- Ela está certa, minha filha. -meu pai me respondeu. - Um detalhe errado e a casa cai para a gente.

Fiquei em silêncio por alguns segundos.

- Mas e o Henry? -perguntei.

- Ah sim... Henry, você irá raquear o sistema de segurança do local. As câmeras precisam estar totalmente sem utilidade enquanto sua irmã estiver ocupada.

- Tudo bem. -Henry concordou.

- Vocês usarão esse dois pontos para se comunicarem. -Katharine nos entregou.

- Pai, que eu saiba o senhor não tem nenhuma intimidade com o governador, então as pessoas estranharão a nossa presença no local. -Henry disse pensativo.

- Elas não reconhecerão vocês, já que é um baile de máscara. -meu pai o respondeu com humor. - Mais alguma pergunta?

- Quem pedir a cabeça do cara? -perguntei.

- Me desculpe, mas isso só eu posso saber. -respondeu sério.

Bufei.

Eu já sabia o que teria que fazer e não vi mais motivos para ficar sentada ali olhando para a cara da Katherine, então me levantei e saí.

Já era bem tarde quando subi e eu estava exausta, mas mesmo assim eu passei o restante da noite totalmente em claro.

A cada relance que a minha mente dava quando eu fechava os olhos, me vinham os lindos olhos de um verde indecifrável que pertenciam a Jensen Ackles.

Tudo o que eu mais desejava era esquece-lo.

A intensidade que eu quis tê-lo um dia, foi a mesma intensidade que surgiu dentro de mim quando eu quis esquece-lo e eu jurava a mim mesma que conseguiria, mas pouco tempo depois o destino me provaria que eu estava errada.

Maldito seja o dia que eu briguei com o meu e fui parar naquele bar. Maldito seja o dia que eu o desejei. Maldito seja o meu coração que batia mais forte só de ouvir o seu nome. Maldita seja a minha mente que insistia em me lembrar de seus lindos olhos verdes e de seu sorriso de tirar o fôlego.

Jensen tinha comprado só uma passagem de ida para o meu coração e eu estava totalmente perdida.

Sem que eu percebesse o Sol já tinha raiado no extenso céu azul.

Eu não quis ficar na cama até tarde, então me levantei, tomei um bom banho e vesti uma roupa confortável.

Não quis admitir pra ninguém, mas eu estava muito nervosa com relação ao trabalho que eu faria naquela noite.

Eu já tinha assassinado homens importantes mas nenhum deles chegava nem perto de ser um governador. Mas o que mais me preocupava era como eu atrairia aquele homem, ainda mais usando uma máscara.

Com toda certeza teriam mulheres muito mais bonitas e elegantes do que eu naquele festa.

Me senti intimidada só de pensar, mas preferi ocupar a minha mente com outras coisas naquele dia.

Como de costume, eu usaria a Bella. Ela era a minha arma favorita e eu não a deixaria fora dessa, já que ela foi responsável pelas mortes de homens muito inferiores aquele cara.

Por um instante, enquanto eu limpava a minha arma, eu consegui não pensar em nada e nem ninguém. Eu estava totalmente focada no que eu teria que fazer e não teria espaço para erros, como aquele minha infeliz idéia de jogar uma flor em uma cena de crime.

(...)

Foi por volta de umas oito da noite que eu e Henry saímos de casa.

Meu pai tinha pensado em tudo. Ele até arrumou um carro sem registros para nos levar, assim a Polícia não saberia que nós, os Stuarts, estivemos na festa.

Minhas mãos estavam suando frio e eu sentia como se borboletas estivessem voando dentro do meu estômago.

- Fica calma. Você já fez isso antes. -Henry disse ao perceber o meu nervosismo.

- Estou tentando.

E logo após eu responde-lo, ele entregou os convites a um dos muitos seguranças que tinham na portaria e entramos.

A festa estava acontecendo em um dos hotéis mais luxuosos de todo o país. Lustres de cristais para todos os lados e champanhes caríssimo.

Devia ter quase umas seiscentas pessoas no hall daquele hotel, não me deixei intimidar.

Levantei a minha cabeça e apenas acompanhei os passos de Henry, que estava de braços dados comigo.

- Aquele é o homem. -Henry apontou com o queixo.

O tal governador era auto, não era velho como eu imaginei e usava uma máscara que tampava somente a região dos olhos.

Ele estava cercado de mulheres, mulheres de vários tipos. Alta, baixa, magra, gorda, loiras morenas e ruivas. Todas com seus vestidos elegantes e com suas joias exageradas, enquanto eu quis usar apenas um vestido vermelho com um decote nas costas e um batom também vermelho.

Seria um milagre se ele conseguisse reparar em mim em meio a tantas mulheres, caso isso não acontecesse, eu já estava criando um plano B em minha mente.

Talvez eu só devesse atirar. A arma estava com o silenciador, então as pessoas só preceberiam no momento que ele estivesse caído. Não era uma má coisa a se fazer se tudo desse errado.

- Eu tenho que ir fazer a minha parte. Qualquer coisa é só falar comigo pelo ponto.

Balancei a cabeça e Henry saiu andando, fazendo com que eu o perdesse em meio a multidão.

Eu não tinha muito o que fazer naquela hora a não ser ficar parada feito uma planta no meio daquelas pessoas, mas eu resolvi tomar uma dose de tequila para me acalmar.

Havia apenas três homens no bar. Os três estavam falando sobre o campeonato de futebol local, não vi necessidade de prestar atenção, então fixei meus olhos somente no homem no qual eu só conhecia como "governador".

Não demorou muito pra que ele percebesse o quanto eu estava o olhando. Ele sorriu e levantou a taça que tinha em sua mão como um sinal de cumprimento.

Fiz o mesmo com a minha terceira dose, virando a mesma logo em seguida. Senti o líquido queimar a minha garganta e fiz um pequena careta.

O homem deu um leve sorriso ao perceber a cara que eu tinha feito e eu retribuí o sorriso quando me lembrei do meu pai dizendo: "Tudo o que você precisa fazer é seduzi-lo."

Li seus lábios quando ele disse as mulheres "me dê licença", mas demorei a assimilar que o homem estava vindo em minha direção.

- Não me lembro de conhecer a senhorita. -disse quando se sentou em minha frente.

- Talvez seja porque nunca tivemos o prazer de nos conhecermos... Até essa noite. -sorri de canto.

- Eu sou o George. -Me estendeu a mão.

-Apertei sua mão. - Louise. -menti.

- Enquanto eu te olhava dali, eu pude reparar que você é a mulher mais bela da festa. -foi direto ao ponto.

A voz de George era grave e seu tom era de um homem muito seguro e experiente no que estava fazendo. Ele sabia o que queria, pude ver determinação em seus olhos, mas nem olhando no fundo de minha alma ele conseguiu descobrir o por quê de eu estar ali.

Me ajeitei na cadeira e olhei em seus olhos.

- Não acho que me destaque dentre todas essas belas mulheres. -respondi calmamente, sorrindo.

- Nenhuma comparada a você. -deu um gole em sua bebida.

- Se você diz. Então eu acredito. -sorri olhando-o fixamente.

- Já está tudo pronto! -ouvi a voz de Henry soar no ponto que eu tinha no ouvido.

Agora eu teria que acelerar. As câmeras ficarim fora do ar apenas por poucos minutos.

- Veio acompanhada? -perguntou como quem não quer nada.

- Não. Mas alguém poderia me acompanhar a partir de agora. -respondi simpesmente.

-Ok... -respirou fundo e deu uma pausa pensando no que falar. - Você ficaria ofendida se eu quisesse te levar para um lugar mais reservado? -estava com um sorriso malicioso no rosto.

- Você ficaria surpreso se eu dissesse que não? - perguntei da mesma maneira.

- Um pouco. Você não me parece ser o tipo de mulher fácil.

- Eu sou recatada com quem eu não tenho interesse. -lhe mandei uma piscadela.

- Já que é assim... vamos sair daqui. -disse puxando levemente o meu braço.

Bingo!

George saiu disfarçadamente enquanto segurava em minhas mãos. Poucos devem ter percebido a ausência do homem mais importante daquela noite.

Eu estava muito tranquila, diferente de alguns minutos atrás.

No caminho eu falei algumas coisas bem picantes em seu ouvido. Eu queria que ele acreditasse realmente que eu iria transar com ele.

Ele me levou até a suíte principal e a mais cara de todo o hotel. Era simplesmente lindo! O quarto era rodeado de espelhos e tinha um grande lustre encima da imensa cama. Quem projetou esse hotel realmente ama um lustre.

O homem vulgo governador foi até um pequeno bar que tinha dentro do quarto e ficou de costas pra mim.

Sem fazer nenhum movimento brusco, eu consegui pegar a minha arma e ficar com a mesma em uma de minhas maos que estava escondida atrás de minhas costas.

- Você não deveria levar desconhecidas para lugares sem nenhuma segurança. -falei calmamente.

- Por que você está dizendo isso? -ele riu desacreditado e se virou.

Quando George se virou, eu estava com a arma apontada para ele, ele riu.

- Você acha mesmo que uma vagabunda como você vai matar um homem como eu? -George falou com humor.

- Acho sim. Não só acho como eu vou! -respondi.

E antes de dar a George um direito de resposta, eu disparei.

Eu já estava sem tempo, me faltava tempo para conversas.

Foi um tiro certeiro bem no meio da testa.

Ouvi quando o corpo de George se chocou contra o chão e vi a poça de sangue formar no mesmo.

- Henry, ta na escuta? -perguntei.

- Estou. Já resolveu o problema? O sistema de segurança volta em cinco minutos.

- Já resolvi. Me pega nos fundos do hotel.

- Ok.

Abri a porta do quarto com o máximo de cautela possível e verifiquei o corredor, que estava vazio.

Tirei os sapatos de salto, apressei os passos e desci pelas escadas. Não quis arriscar ser vista em um dos elevadores.

Quando cheguei no último andar pude ver o carro que tínhamos ido parado na porta, então entrei e só aí consegui respirar novamente.



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