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História Not so kind - Capítulo 8


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Capítulo 8 - Capitulo 6


Andou para a sala calmamente ainda passando a toalha nos cabelos. Viu o meio cobra ainda deitado no sofá assistindo Tv, deu uma boa olhada no maior, ele estava sem blusa novamente. Mas não estava surpreso, afinal, nunca vira uma pessoa tão quente, sempre que estavam sozinhos ele estava sem blusa, mas nunca em sua vida reclamaria disso, afinal, era vantajoso para si também- vem cá- estendeu o braço lhe chamando. Logo estava deitado no peito do maior tendo as pernas enroladas pela calda e o tronco envolvido pelos braços alheios. Esses abraços se tornaram um abito entre os dois, abito esse muito apreciado, já que se sentiam amados e mais seguros de tal modo.

-Kacchan- chamou em um sussurro recebendo como resposta apenas um murmúrio- você acha que pode dar ruim se nos verem próximos assim?- sua preocupação possuía dois motivos, primeiro, acharem que era um queridinho do professor por “pagar” para isso, e segundo, não queria ter que parar de ver seu loiro, trocar de escola ou ainda pior, fazer o sensei ficar com a ficha marcada por culpa sua.

-nem, talvez alguns alunos desocupados tornem fofoca, mas o Aizawa tem uma politica sobre isso- meio sem jeito virou o esverdeado de frente para si- “ peque quem você quiser, mas mantenha seus rolos fora desses portões” – disse imitando o jeito e olhar do diretor, enquanto afagava os cachos fazendo uma pequena risada deixar os lábios do sardento.

-então se eu vier para cá com você, não tem problema certo?- sorriu ao ver o loiro assentir, diminuiu levemente o sorriso ao pensar que isso talvez pudesse se tornar algo ruim- e você pode pegar qualquer aluno ou professor que tem lá?- o sorriso deu lugar a um bico quando o outro assentiu mais uma vez.

-mas não é como se quisesse alguma coisa com qualquer um deles- falou ao perceber o descontentamento estampado no rosto alheio, segurou-o com um pouco mais de força fazendo ficar a poucos centímetros de seu rosto. Passava as mãos pelo corpo do menor focando na cintura que ao contrario do que aparentava não era tão fina, conforme passeava as mãos por onde bem entendia, percebeu que Izuku possuía um corpo másculo, não havia nada feminino naquele ser, porque apesar de ser menor que a media era saudável, os músculos não eram rígidos, assim se tornava macio e gostoso de apertar- mas posso rever esse pensamento- passeou as mãos pelas coxas roliças e macias do garoto.

-hm- impressão sua ou o pequeno bastardo fora seco consigo? Já iria tirar satisfação quando a campainha tocou, praguejou baixo quando o corpo quentinho lhe deixou sem demonstrar hesitação ou remorso algum. Midoriya pegou e pagou a comida buscando dois copos e voltando ao sofá, mas ao contrario de normalmente, sentou-se no braço do sofá mais afastado do outro. O sensei sentou-se bufando alto, porque diabos seu Deku mudara tão repentinamente? Suspirou alto deixando bem clara sua frustação pela distancia entre ambos, sim, meio metro era muito longe quando se tratava daquele bastardo de bosta.

-Oe- chamou com o cenho franzido- o que você tem? – Izuku simplesmente parou o que fazia por alguns segundos extremamente silenciosos encarando incrédulo o loiro tapado, suspirou voltando a desembrulhar a refeição- OE me responde!- tocou o ombro do menor.

-AA, que se foda Bakugou!- virou de costas inflando as bochechas em raiva fazendo Katsuki piscar algumas vezes sem entender porra nenhuma – tire satisfação com suas vadias- não, não, não, isso era ciúmes? Não podia acreditar que aquele projeto de brócolis humano podia ser tão imbecil assim.

-mas é um Deku mesmo- agarrou a blusa que o menor vestia tentando o puxar para si, falhando já que o bastardo presumiu que era melhor tirar a blusa que olhar para sua cara. Rodeou a cintura alheia lhe puxando e consequentemente fazendo ficar de ponta cabeça em frente ao seu rosto. A face sardenta consistia em bochechas infladas coradas, um bico infantil adorável , olhos fechados e sobrancelhas indicando raiva-  você seria a droga da exceção- revirou os olhos ao ver o bico tornar-se um ‘o’ perfeito seguido de um sorriso envergonhado. Sentou-o em seu colo de frente para si, usando a calda para trazer a refeição para ambos.

-ah, por favor, neh!? Da próxima vez explica- abraçou o mais velho com força, ele era quente, tão quente que sentia o corpo relaxar e os olhos pesarem.

-eu tava TE apalpando, falando com VOCE, VOCE ta na porra da minha casa, VOCE ta sentado no meu colo- a cada ‘você’ dito uma mordida era desferida em seus ombros, arfou aproveitando o contato.

-e sou EU quem vai dormir na cama!- abocanhou o x-tudo tomando um gole da coca em seguida.

-só se for comigo!- abriu o próprio lanche se servindo.

-só se me abraçar com força!- beijou o pescoço do loiro fazendo arrepiar, se aproveitando da distração do outro para roubar uma mordida de seu lanche sorrindo vitorioso.

-EI- segurou a nuca de Midoriya aproximando os rostos rapidamente, enquanto o menor criava um novo tom  de vermelho, Bakugou roubou uma mordida da comida alheia.

-é justo- deu de ombros terminando de comer, bebeu mais um pouco logo reenchendo o copo. Conversaram sobre assuntos aleatórios sem realmente prestar atenção no filme ou se o mundo acabava a sua volta. A companhia um do outro era suficiente para fazê-los sorrir a noite toda, sem contar algumas mãos bobas e brincadeiras mais quentes sempre com a intenção de conseguirem alguma coisa. E em meio à caricias nunca negariam que adoravam esses momentos.

Quando os olhos pesaram sabiam se hora de dormir, ainda teriam aula no dia seguinte e não podia chegar atrasado antes do primeiro mês de aula, depois era tranquilo. Katsuki desligou a Tv e colocou as embalagens no lixo reciclável, os restos da bebida foram guardados na geladeira e os copos lavados por Izuku. Foram para o quarto único que avia no apartamento, afinal, antes de conhecer aquela moita humana morava sozinho, não era necessário mais que isso. Mas ambos agradeciam aquele fator, acabou sendo usado como desculpa para dormirem juntos. Sendo um pouco mais especifica, dormirem abraçados, a calda servindo para envolver as pernas de Midoriya e os braços fortes do loiro envolvendo sua cintura, naquela noite, dormiram sorrindo.

As semanas se passavam tranquilamente, e com o tempo a amizade de Izuku com Dabi Kaido e Araumi Haru se tornara mais forte, também descobriu que o moreno menor era insistente ao extremo. Sempre andavam juntos nos intervalos e mesmo que Araumi tivesse que passar por cima das pessoas com um trator para fazer trio consigo e o namorado (nos grupos de trabalho pelo amor de kami) ele passava sem pensar duas vezes. Também descobriu que Katsuki-sensei odiava Todoroki com todas as forças do ódio em cada célula do seu corpo, passou a odiar uma de suas colegas de sala, Yu Takeyama, que sempre se jogava no SEU loiro explosivo.  Inclusive nesse momento a maldita esta apenas de saia, e sabe por quê? Porque hoje a terceira aula é de matemática e com toda certeza ela ira fazer alguma merda para lhe tirar do serio como sempre.

O sinal tocou dando inicio a aula, pelo canto do olho observava a loira sorrindo maligna enquanto se ajeitava na cadeira, algo estava muito errado ali e sabia disso. Olhou para o lado tendo uma ideia no mínimo interessante, aproveitou o atraso do professor para ir até a mesa de Shouto e lhe pedir uma pequena ajuda. O bicolor apenas assentiu sorrindo pequeno, se estava sendo levemente mau? Seria um completo capetinha nesse momento. Araumi observou a cena, não sabia se fica com orgulho de seu bb ou se dava uma surra nele, aquela ideia era boa e ruim ao mesmo tempo. Sabia que faria a mesma coisa se qualquer vadia desse em cima de seu namorado, mas faria porque sabia muito bem que Dabi consertaria as coisas de um modo mais interessante. Já não sabia se Katsuki apenas ficaria irritado e acabaria com a raça de algum dos alunos ou ignoraria a cena completamente e quem sabe até mesmo magoar sua pequena moitinha.

-também acha que isso vai dar errado?- Dabi perguntou puxando o menor para sentar-se em seu colo

-só espero que ele saiba o que esta fazendo- disse temeroso abraçando o pescoço do maior

-ele não se preocupa porque tem certeza que você mata qualquer um que encostar nele – Beijou o pescoço alheio

-e você não mataria? Ele é um bebezinho- fez cara de cachorrinho pidão- não tem como não querer cuidar dele- voltou a face seria vendo Dabi concordar com a cabeça e lhe dar um selinho.

                                                                                      ^wO

Já estavam na terceira aula e Izuku estava fervendo de raiva, a loira chifruda cruzava e descruza as pernas deixando-se bem exposta para qualquer um que quisesse ver aquela perereca de pântano. Revirava os olhos frustrado, e agradecido, pois Katsuki sensei nem mesmo a olhou desde que entrou na sala, nesse momento ela havia desistido de fingir que se mostrava por acidente deixando as pernas abertas sem pudor algum e puta que pariu, lucífer devia estar com vergonha por ela. Já o sensei não tirava os olhos do quadro enquanto passava algumas questões e explicações, nem mesmo a breve olhadinha que dava para si em todas as aulas. Isso estava lhe irritando, não por não estar recebendo atenção, pois sabia dos problemas que ambos, principalmente o loiro, teriam. Mas sim a droga da chifruda bastarda que não fechava as pernas.

-sensei- Araumi chamou recebendo alguns olhares curiosos, inclusive do esverdeado que sabia que algo muito bom estava para acontecer quando viu Dabi de cabeça baixa se segurando para não rir. Arqueou uma sobrancelha sorrindo pequeno e curioso, O professor resmungou para que continuasse- a sala esta com um cheiro forte, podemos abrir a janela ou quem sabe fechar as pernas?- olhou sugestivo para Takeyama. A classe parecia entrar em uma crise de risadas, até mesmo o loiro teve que se controlar para não acabar rindo da aluna. Midoriya olhava para Dabi incrédulo, quando os olhares se encontraram começaram a gargalhar sem se conter.

-podemos sim- respondeu sugestivo voltando a virar-se para o quadro dando uma leve tremida pela vontade de gargalhar fazendo os alunos rirem ainda mais. Araumi se levantou abrindo duas janelas e colocando o rosto para fora.

-ah como ar puro é bom- comentou depois voltando a se sentar dando um hi five com o namorado e em seguida com seu bb. Sorriu largo ao ver que o esverdeado sorria descontraído, odiara o ver carrancudo. E agradecia a todas as divindades que a loira fechara as pernas emburrada. Quando o loiro colocou o giz na caixa que estava na mesa do professor, o sinal tocou iniciando o recreio.

Assim como o planejado Shouto foi até a mesa do esverdeado pegando em sua mão indo para a cafeteria. Araumi e Dabi não achando que aquilo fosse dar certo, seguiram os dois, e de acordo com Araumi, Dabi devia o levar nas costas, motivo? Nenhum era apenas carente de droga chamada cheirinho do moreno. Foram caminhando devagar para o andar inferior sendo seguidos pelos olhos atentos e “levemente” raivosos de Katsuki. Pegaram o lanche indo para o pátio, Midoriya sorria feliz com a cabeça deitada no colo de Todoroki, esse que acariciava seus cachos sorrindo pequeno. O moreno menor com a cabeça deitada no ombro de Kaido e o loiro observando a cena se corroendo de puro ódio.

-adianta alguma coisa te avisar?- murmurou irritado, não perderia sua postura na escola, mas puta que pariu, isso já se tornava outro nível, suspirou pesadamente indo na direção do esverdeado que se sentava ao lado de Todoroki-senhor Midoriya, poderia me acompanhar?

-já estou indo sensei- acenou com a cabeça para o napolitano logo se afastando. Nervoso, com ódio, se corroendo de raiva, essa era a situação atual do loiro, queria explodir aquela maldita pokebola de bosta. Já mais afastado do grupo de mongoloides respirou fundo vendo a moita estremecer, ESSE BASTARDO SABE QUE FEZ MERDA.

-senhor Midoriya- começou calmamente- você fode minha paciência de um jeito diferente- estava de costas para o de sardas, esse que podia sentir a aura negra se apossar do professor- o que eu falei sobre aquela merda tingida de bosta?

-ficar longe..- inflou as bochechas fazendo bico- mas eu não falo nada quando aquela chifruda de farmácia fica se encostando em você- virou-se ficando de frente para a moita que se achava gente.

-ta falando da Yu?- viu o menor ficar de costas para si emburrado, não podia acreditar naquela maldita ‘observação ’-kami te acuda Deku, não sei se percebeu com nossos meses de namoro, mas eu sou gay!

- (.-.) – se virou ficando frente a frente com o maior novamente- então, todas as investidas dela são em vão?- sorriu ao ver o outro assentir, em um pulo arqueou as costas ficando de costas para o loiro e gritando em seguida- CHUPA VADIA MEU PAU VENCE SEUS PEITOS HAHAHAHAHAH- dançava como se tivesse conquistado uma enorme vitória, sem ser=m pudor algum enquanto Katsuki pensava em algo muito interessante aos seus olhos. Aproximou-se de Midoriya lentamente beijando seu pescoço, estavam em um tipo de beco entre dois prédios da u.a, então não seriam vistos.

-seu pau vence os peitos dela é?- sussurrou na orelha alheia o vendo estremecer. Cuidadosamente virou o menor de volta para si tomando seus lábios com desejo e amor. O pegou no colo lhe prensando na parede olhando em seus olhos em seguida.

- fala pra mim Kacchan, grita bem alto para o mundo inteiro ouvir- pediu manhoso, se tinha uma coisa que adorava, era ouvir as palavras tão doces vindas da boca do homem que tanto amava.

-eu te amo mais que tudo Izuku Midoriya- juntaram os lábios mais uma vez- e te quero bem longe daquele napolitano bastardo do caralho, entendido?

-sabe que eu faço tudo que você manda- selou o lábio rapidamente voltando ao chão arrumando o uniforme- nos vemos mais tarde Bakugou-sensei- selou os lábios mais uma vez voltando a sala quando ouviu o sinal.

-esse garoto ainda me enlouquece- lambeu os lábios observando a cena, se recompôs e saiu dali como se nada tivesse acontecido, mas sorrindo de orelha a orelha, assim como certo brócolis.



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