História Not today - Capítulo 6


Escrita por:

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Categorias One Direction
Personagens Harry Styles, Louis Tomlinson
Tags Larry, Larry Stylinson
Visualizações 19
Palavras 1.119
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Ficção Adolescente, Lemon, Romance e Novela, Yaoi (Gay)
Avisos: Álcool, Bissexualidade, Homossexualidade, Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Mutilação, Pansexualidade, Sexo, Suicídio, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


haaaaaalo

Capítulo 6 - Hey angel


Fanfic / Fanfiction Not today - Capítulo 6 - Hey angel

Harry POV

Talvez toda a sua vida passe diante dos seus olhos e você nem perceba. Então tudo o que você planejou, todas as viagens que disse que iria fazer, todas as mensagens que planejou mandar, todos os restaurantes e lanchonetes que prometeu visitar acabam se tornando pó. Você descobre que passou toda a sua vida idealizando coisas ao invés de fazê-las, então você apenas senta em um lugar qualquer e chora.

Chora porque o peito dói, chora porque existe um nó na sua garganta te impossibilitando de respirar direito ou pronunciar alguma palavra.

As pessoas dizem que não devemos deixar nossas vidas de lado para responder às perspectivas das pessoas sobre nós, mas nem sempre conseguimos fazer isso.

Ás vezes é difícil conciliar o que você quer, com o que você tem que fazer. Fomos criados para viver com roupas formais, comprar comidas já prontas, andar depressa pelas ruas e gritar ao celular enquanto puxamos nossas crianças.

E ás vezes até paramos para olhar para elas e pensamos que não queremos essa merda para elas também, juramos que vamos aceitar caso elas queiram ser pintores, modelos, músicos. Mas as crianças também vão passar pelo período de pressão, as pessoas vão começar a dizer que ser pintor não dá tanto dinheiro ou que você vai viver do “se”, então mesmo que dinheiro não seja a coisa que elas mais querem no mundo, elas acabam cedendo e indo trabalhar em algum escritório e pintam pela noite, escondidas, como se fosse um crime fazer o que gosta.

Cada dia que se passava, eu ficava mais próximo de ter que escolher alguma profissão. Mas eu não conseguia, não conseguia porque eu precisava trabalhar com algo que fizesse meus olhos brilharem, com algo que fizesse meu coração bater mais rápido. Nada do que eles me ofereciam como opção fazia isso.

Ou talvez eu só tivesse perdido as esperanças, pois não havia certezas na minha vida.

Eu podia pensar em alguma profissão, mas talvez eu nem chegasse a entrar em uma faculdade. Depois de tantas tentativas de suicídio, as pessoas começam a se perguntar se deveriam pensar em um futuro, já que o mesmo é incerto.

O Ciclo da vida diz que o ser humano está fadado a uma ordem natural: Ele vai nascer, crescer, se reproduzir, envelhecer e morrer. O Ciclo não é tão especifico e não adiciona que ele pode crescer e ser um cantor de rock, ou envelhecer criando algo incrível, ou morrer sendo eternamente lembrado. O Ciclo não diz que ele pode nascer sem uma família estruturada, que pode crescer nas ruas, que pode nunca reproduzir, pois tem medo de estar com qualquer pessoa, que pode envelhecer miseravelmente e que quando ele morrer, ninguém irá se lembrar dele.

A ciência nos da a ideia incrível do que faremos durante nossas vidas, mas ela não entra em detalhes pois sabe que detalhes são cruéis. Assim como morrer e ninguém se lembrar de você, assim como tentar tirar sua vida e ver os olhares de pena depois.

Todos dizem que você deve agradecer aos céus por não ter morrido, mas você sabe que não deveria agradecer a ninguém, porque por mais que eles estivessem apenas tentando te ajudar, eles não te fizeram nenhum favor. Os únicos aliviados são eles, você não pode soltar um suspiro de alivio. Você não pode relaxar os músculos e sorrir fraco, você apenas pensa que não vai conseguir mais olhar no rosto deles, porque você os ama muito, mas não entende o motivo deles não te deixarem ir.

— Oi, Harold! — Escutei e olhei para trás, vendo Louis.

— Desde quando você dá apelidos para estranhos?

— Eu nunca faço isso, mas você nunca fala comigo direito. Então tomei a liberdade de imaginar coisas sobre você, então na minha mente seu apelido é Harold, você veio do Vietnã, gosta de plantas e tem um hamster de estimação. — Ele contou nos dedos.

— Não vi do Vietnã, detesto plantas, tenho uma gata e odiei o apelido. — Fechei a porta do armário e comecei a andar como sempre faço, normalmente ele não me seguia, mas dessa vez ele fez isso. — Por que está me seguindo?

— Porque quero ser seu amigo e eu nunca quero ser amigo de ninguém. — Ele respondeu.

— Eu deveria me sentir importante?

— Harry, eu acredito que toda vida é importante. E que cada pessoa é particularmente importante para alguém no mundo, então você deveria se sentir importante sempre. — Ele explicou.

— Você está bem? Parece diferente. Normalmente você é menos comunicativo, não fala tão alto. — Saí da escola.

— Só não acordei me sentindo mal hoje, não pode? — Ele ajeitou a mochila nas costas.

— Pode, eu só...

— Esquece, a crise existencial já voltou! — Ele sorriu fraco e seguiu um caminho diferente do meu, nas suas costas eu pude ver um papel escrito: Perdedor.

— Você não odeia as pessoas dessa escola? São babacas. — Escutei uma voz mais baixa e... Misteriosa? Olhei pro lado e vi um cara, se eu não me engano, ele se chamava Zayn.

— O que ele fez para eles o tratarem assim? — Questionei.

— Para esses valentões você não precisa ter feito nada, apenas exista e tenha o azar de ser visto por eles. — Ele me entregou um papel. — Aparece lá.

Então ele saiu. Olhei o papel e vi que era um convite para uma festa de Halloween na casa de Horan, eu não gostava de festas, mas podia ser algo diferente para fazer.

                                                      ********

Entrei na cozinha da casa do Horan meio tonto, fui até a geladeira e peguei uma água, bebi alguns goles sem pausa. Sentia meu corpo esquentar e o álcool levemente bagunçar meus pensamentos, parei de beber a água e olhei para debaixo da mesa, vendo Louis encolhido.

— Louis? — Deixei a garrafa em cima da mesa e me ajoelhei ao seu lado. — O que você tá fazendo aí?

— Eu me cortei. — Ele estendeu a mão, mostrando um corte na mão. — Não sabia onde ficavam os curativos. Eu não achei o Niall.

Tem alguns momentos em sua vida que algo acontece com você, mas você se sente tão perdido que demora a perceber que aquilo aconteceu. Louis estava meio inerte, sua voz estava baixa e ele não conseguia olhar para mim, então eu não conseguia imaginar se aquele corte tinha sido proposital ou apenas um acidente.

— Vem cá, eu vou te ajudar a cuidar disso. — O peguei no colo e o levei para cima, indo atrás de alguma mala de primeiros socorros.

Eu não conhecia o Louis direito, eu não tinha dado oportunidades para que ele me conhecesse. Mas eu sabia que aquele garoto não era um perdedor, não importa quantas falhas ele tivesse. E eu decidi que queria ser amigo dele, ou apenas um colega mais próximo. 


Notas Finais


bye bye


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