História Not Today - Capítulo 22


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Palavras 4.346
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Ação, Aventura, Comédia, Crossover, Drama (Tragédia), Fantasia, Ficção, Ficção Adolescente, Hentai, Luta, Mistério, Romance e Novela, Sobrenatural, Universo Alternativo, Violência
Avisos: Álcool, Heterossexualidade, Homossexualidade, Linguagem Imprópria, Sexo, Violência
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


OI OI GALERAAAAAAAAAA

Esse capítulo é super especial pros JungKook + Victoria shippers. Pra quem não gosta de ler esse tipo de coisa, já aviso que tem hentai e só o comecinho que é super importante. É O MEU PRIMEIRO HENTAI AAAAA EU FIQUEI MT NERVOSA E FIZ MUITAS CARETAS, mas acho que consegui bolar alguma coisa decente. Então, espero que gostem!

Tenho um aviso importante nas notas finais, então, não esqueçam de dar uma passadinha lá antes!

Aproveitem o capítulo <3

Capítulo 22 - Wild


No sonho de Victoria – ou seu pesadelo – ela estava em uma estrada vazia.

Era de noite. A estrada, de apenas uma mão, era delimitada por densas florestas, com altas árvores. Não havia uma alma viva senão ela no local. No início, foi como se ela estivesse acordando deitada no meio da estrada. Aos poucos, sentou-se e ergueu o corpo. Tentou se lembrar do que tinha acontecido na noite anterior. Baile de Boas-Vindas. Olhou para baixo. Sim, estava usando a roupa do baile. Será que aquilo era real? Ou uma visão? Não sabia.

Victoria olhou para os dois lados, mas estava tudo vazio. Ela escolheu seguir uma direção, e pareceu andar por milênios até que alguém aparecesse. Cobriu o rosto com o antebraço para se proteger da forte luz do farol. Reconheceu aquele veículo. Era o jipe de Seokjin.

Com um sobressalto, a loira se virou e começou a correr. A chuva já caía. Ela demorou para perceber que, não importava o quanto corria, não parecia se mexer. Não tinha se movido um só centímetro. Também demorou para perceber que, na verdade, os passageiros do jipe não tinham percebido sua presença – tampouco parado o carro por conta dela.

Uma garota saiu do carro. Victoria a reconheceu imediatamente: era Sayuri Ono, a japonesa psicopata que, aparentemente, era uma Kitsune. A kitsune parecia muito mais saudável e viva naquela cena. Não estava tão pálida ou cansada. Mesmo assim, havia algo de errado com ela. Victoria não precisava estar ali de verdade para perceber isso.

Sayuri caiu de joelhos na estrada, tossindo. Ela vomitou e tudo o que saiu da sua boca foi um líquido viscoso e escuro. Veneno. Yoongi deixou o carro logo em seguida, indo ao seu auxílio. Ele se ajoelhou ao lado dela.

- Sayuri – Yoongi a chamou. Ele tocou o líquido viscoso que a garota havia regurgitado e fez cara de nojo, mas não se afastou. Apenas a abraçou ainda mais fortemente. – Sayuri, você está bem? Escute... Aguente mais um pouco, ok? Estamos quase chegando... Estamos quase lá. Você vai ficar bem. Acredite em mim. Eu...

- Yoongi – uma terceira voz o chamou. Era um homem. O homem possuía olhos vermelhos, pele branca e uma semelhança extrema com JungKook. Atrás dele, vinham mais dois homens, sendo um deles Seokjin. Yoongi olhou com raiva para Jin, como se este tivesse cometido alguma espécie de traição. – Está na hora.

- Não! Não, você prometeu... Prometeu que tentaria salvá-la...

- Tentamos – o homem respondeu, simplesmente. Não parecia nem um pouco afetado pela cena. – Tentamos tudo o que podíamos, mas não será o suficiente. Ela precisa ser eliminada.

- Não! – Yoongi berrou em resposta, abraçando-a ainda mais. Sayuri parecia absorta à situação, ainda vomitando o líquido escuro. – Não! Eu não vou deixar! Vocês não podem fazer isso! Tem outro jeito... Tem que ter outro jeito!

- Não tem, Yoongi. Infelizmente. Esperamos o que podíamos.

- Seokjin, seu filho da... – Yoongi resmungou. Ele estava... Chorando?! Yoongi estava chorando. Ainda abraçado ao corpo fraco de Sayuri, que vomitava. Ele parecia completamente desesperado. – Você prometeu...

- Yoongi, me desculpe. Mas ela é perigosa. Mesmo que não seja culpa dela. Ela não consegue se controlar – Seokjin tentou, um pouco temeroso. Não parecia ter certeza sobre o que dizer ou fazer. A cada palavra, Yoongi abraçava Sayuri com mais força. – Ela está sofrendo, Yoongi. Não seja egoísta. Deixe-a ir. É o melhor para ela.

- Yoongi... – Sayuri o chamou, baixinho. Ela estava cada vez mais fraca. Mal tinha forças para se manter de joelhos. Seu corpo tombou para o lado, e ela acabou caindo no colo do mais velho. Seus olhos estavam vidrados e sem vida. Victoria não entendia o que a mantinha viva. Aquela garota já não tinha mais vida. Ela sentia aquilo. Sentia sua morte. Entretanto, ela ainda estava ali. – Ele está certo. Por favor... Faça. Você. Tem que ser você.

- Sayuri...

Sayuri segurou as mãos de Yoongi. Ela as agitou e, como se o conhecesse com a palma da mão, as garras de Yoongi cresceram. Um feixe de sangue escorreu pelos lábios de Sayuri.

- Eu te amo, Yoongi Min.

Yoongi afundou as garras no estômago de Sayuri, parecendo contra a sua vontade, e chorando. Ele observou, com a garota no colo, enquanto sua vida se esvaía por completo. O trio de homens também observou a cena, na chuva, de cabeça baixa.

Victoria também observava a cena, sem saber como reagir. Foi só então, quando observou a aura flutuante ao redor de Sayuri, que entendeu a verdade. Entendeu o que a mantinha viva quando estava no colo de Yoongi. Entendeu porque, assim que a conheceu, levou um choque ao tocá-la. E entendeu porque ela conseguia evaporar feito fumaça.

A loira acordou com um baque. Sentou-se imediatamente e tocou o próprio rosto, como se quisesse ter certeza de que era ela, e de que ela realmente estava ali. Soltou um suspiro, aliviada. Olhou ao seu redor. Estava... No seu quarto?! Mas como? E por quê? Como é que tinha chegado ali?

Victoria olhou para si. Estava usando uma camiseta cinza e um par de shorts de moletom surrados. Seu cabelo estava solto e bagunçado, e seu hálito cheirava a hortelã. Pela janela, pôde ver que ainda estava amanhecendo. A loira se levantou e, assim que pôs os pés no chão, soltou um gemido de dor. Só então olhou para seus joelhos e percebeu que estes estavam enfaixados; além de estar com algo enrolado no tronco, como um emplastro. Sentou-se novamente, sentindo-se derrotada. Lembrava-se de ter sido arremessada contra a parede por Sayuri. Em seguida, dois lobos... E então, apagava por completo.

Ela ouviu um barulho vindo do seu banheiro. Logo em seguida, JungKook saiu de lá.

A reação de Victoria foi instantânea: ela içou a besta que escondia debaixo da cama e não hesitou em atirar no lobisomem. Mas JungKook era tão rápido quanto ela; não só percebeu o que ela faria, como interceptou a flecha no ar pouco antes desta alcançar-lhe o ombro. Ele olhou para a loira, com os olhos arregalados.

- O que...?

- Eu não sou idiota, JungKook – ela disse, já preparando outra flecha na besta. Estava ajoelhada no colchão e parecia mais do que pronta para atirar novamente. – Yoongi é um lobisomem. Seokjin é um lobisomem. Você é um lobisomem. Era você... Um dos lobos ontem, era você. Você mentiu pra mim.

- Não. Nunca menti. Você nunca perguntou.

A loira atirou de novo. Novamente, Kook desviou-se da flecha como se fosse fácil.

- Dá pra parar de atirar em mim e me escutar?

- Não! – Victoria abaixou-se para pegar outra flecha mas, antes que o fizesse, Kook correu na sua direção. Ele a desarmou rapidamente e a prensou, deitada, contra o colchão. Victoria se debateu. – Me solte!

- Só se me escutar antes. Olhe, eu nunca... Nunca fiz nada contra você. Nem contra ninguém aqui em Bayside. Não sei o que pensa de lobisomens, mas o nosso trabalho aqui em Bayside é o mesmo que o seu, Vicky.

- Não me chame assim.

- Só queremos impedir o Ragnarok. Só isso. Não matamos gente inocente e não estamos envolvidos com os assassinatos de caçadores que andam acontecendo. Tudo o que eu fiz até agora foi visando proteger todos vocês. Principalmente você.

- Jimin te contou, não contou?

Kook fez que sim com a cabeça. Victoria bufou.

- Você não deveria se sentir envergonhada.

- Não estou envergonhada. Estou apavorada. Apavorada com a ideia de que, em um mês, talvez eu grite e mate todo mundo que eu conheço.

- Vicky... Isso não vai acontecer. Só confie em mim, ok? Eu prometo que nada de ruim vai acontecer com você.

- Como eu posso confiar em você? Como é que você sequer pode falar de confiança sendo que você esqueceu de me contar que é um lobisomem?

- Eu não sabia como você iria reagir – JungKook admitiu, dando de ombros. – Não queria te afastar.

- Você não deveria ter escondido isso de mim. Especialmente se Jimin já sabia.

- Jimin descobriu. Não contei para ele. E por que isso importa tanto, de qualquer maneira? Muda algo?

- Talvez mude.

JungKook a largou. Os dois ficaram ali, sentados na cama de Vicky, um encarando o outro. Nenhum dos dois sabia o que dizer ou fazer.

- Eu não acho que vá mudar algo – JungKook prosseguiu, olhando para Vicky. A loira desviou o olhar. Ela brincava com os próprios dedos, visivelmente nervosa. Bem... Para Kook, pelo menos. Podia sentir que ela estava nervosa. – Lobisomens e caçadores. Essas alianças já deram certo antes.

- Não sei, Kook. Eu... Honestamente não sei.

- Não estou exigindo uma resposta agora – Kook deu de ombros. – Como estão as suas costas? Gallaham... Quer dizer, Dr. Chermont fez um emplastro antes de te trazermos para cá. Deve melhorar.

- Quem era ela? A japonesa. Ela parecia importante para Yoongi.

- Ela era. Sayuri era uma kistune. Ela e Yoongi namoraram por alguns anos, em Manhattan. Mas Sayuri foi possuída por uma Kyuubi no Kitsune. Ela não conseguia mais se controlar. Meu pai... Tentamos salvá-la, mas não conseguimos. Então...

- Ela teve que morrer. Isso vai acontecer comigo, não vai? Se eu não conseguir controlar meus poderes, vou ter que morrer como Sayuri?

- Bem, não exatamente como ela, mas... Sim.

Victoria deixou o corpo cair na cama, completamente desolada. Que ótimo. Além de descobrir que o cara por quem estava a fim era, convenientemente, um lobisomem filho de um Alpha, ela estaria enfrentando sua morte em um mês caso não aprendesse a controlar seus poderes de Banshee. Tinha menos de um mês para controlar as vozes na sua cabeça e sua vontade incontrolável de gritar quando sentia alguém morrendo.

- Não fique assustada – JungKook prosseguiu, entrelaçando sua mão com a dela. – Vamos te ajudar. Ainda mais agora que você sabe. Os Jeon vêm lidando com Banshees há anos. Meu pai saberá o que fazer.

- Ah, é claro que você é um Jeon.

- Pequeno detalhe – JungKook sorriu. – Não interfere em nada.

- Como seus pais reagiriam se descobrissem que você está saindo com uma Saint-Louis?

Kook riu.

- Estranhamente bem, na verdade. Como os seus pais reagiriam se descobrissem que você está saindo com um Jeon?

- Seus pais são mais legais que os meus.

Victoria esboçou um sorriso. Ainda bem. JungKook apenas sorriu de volta. A loira não parecia mais tentar afastá-lo. Talvez acabasse aceitando e tudo ficaria bem... Talvez os dois até ficassem juntos. Ah, Jeon, o que é que estava pensando? Só estava em uma aposta estúpida com Yoongi para voltar para Manhattan em abril. Mas, com tudo acontecendo... JungKook não queria voltar para Manhattan em abril. Ainda mais se estivesse com Victoria.

- Você ainda deveria ter me contado – Victoria sussurrou, dando de ombros. – Eu não iria surtar.

- Como Allison fez?

- Allison sabia também?!

Kook aquiesceu.

- Ela desconfiou na festa dos Everett. Envenenou Yoongi com acônito e atirou nele três vezes com balas de prata. Atirou em mim uma vez. Então... É por isso que não te contei.

- Bem, eu não faria isso... Espere. Ela atirou...?

- No abdômen. Foi isso que você sentiu quando estávamos nos beijando. Se Yoongi não tivesse uivado e chamado a nossa atenção... Ele provavelmente estaria morto. Você deve ter sentido aquilo.

- Por que eu sou a última a saber desse tipo de coisa?!

- Não sei – JungKook riu. – Porque todo mundo achou que você ia surtar também, eu acho.

Victoria deu um leve tapa no ombro do mais velho, como se estivesse o bronqueando. Mesmo assim, mantinha um sorriso nos lábios. Ainda estava um pouco ressentida por ele não ter lhe contado que era um lobisomem, mas entendia o seu lado. Realmente não deveria ser fácil revelar para a caçadora com quem você está saindo que você é um Jeon.

- Eu não sou uma adolescente surtada!

- Você acabou de atirar duas flechas em mim!

- É diferente – Victoria riu. Ela deixou o corpo cair na cama novamente. Estava tão cansada mas, ao mesmo tempo, queria continuar acordada com Kook. Seu corpo protestava, entretanto. As costas doíam e seus joelhos pareciam estalar mesmo ela estando parada. – O emplastro deveria me incomodar tanto assim?

- Sim, um pouco – JungKook sorriu. Ele deitou-se ao lado de Victoria na cama, mesmo que não tivesse sido convidado. Sabia que a porta estava trancada e, além disso, tinha passado a noite inteira ali com a loira. Nada mais justo do que terminá-la. – Você já passou um bom tempo usando. Poderíamos ir no chuveiro tirar...

Victoria soltou uma risada sarcástica. Realmente? Em meio a tudo que estava acontecendo, JungKook ainda conseguia pensar em coisas pervertidas. Já deveria saber. O menino vinha lhe mandando mensagens sensuais a semana inteira e, mesmo quando não estavam sozinhos, fazia algumas piadinhas indecentes. Sempre mantinha a mão na sua coxa e adorava provocá-la, movimentando a mão em formato de círculo.

Talvez ela só devesse entrar no seu jogo. Ele não era o único que sabia brincar daquele jeito.

- Poderíamos – Victoria deu de ombros. Ela se levantou da cama rapidamente e andou em direção ao banheiro. JungKook, mesmo sendo um licantropo, não foi rápido o suficiente para entender a situação. Encarou-a por um segundo, como se perguntasse se aquilo estava mesmo acontecendo. A loira parou no batente da porta e, sem virar-se para ele, retirou a camiseta e o short de moletom que estava usando, ficando apenas com a calcinha rendada. Olhou para JungKook por cima do ombro, como se o provocasse. – Você não vem?

JungKook mordeu o lábio inferior e seguiu Victoria imediatamente. Ela não precisaria nem pedir duas vezes. Antes mesmo de adentrar o banheiro, JungKook já mantinha seus lábios grudados nos dela, tomando a boca da loira como sua em um ritmo urgente e agradável. Ele a puxou pela cintura e só então, ao que ouviu a garota soltar um gemido de dor desagradável, que se tocou da situação. Ela estava machucada. Idiota, JungKook pensou. 

- Desculpe – JungKook pediu, separando-se dela imediatamente. Victoria apenas o fitou, confusa, como se não entendesse a situação. – Suas costas...

- Ah, por favor – ela riu, abaixando-se para ligar a banheira. Ao que ela retirou a calcinha, a última peça de roupa que ainda possuía em seu corpo, JungKook já sentia como se fosse explodir. Vicky não pestanejou e entrou na banheira. – Eu não vou quebrar.

JungKook fez a mesma coisa. A água estava quente e, de alguma forma, só intensificou todas as mil e uma vontades que o licantropo sentia naquele momento. Ele respirou fundo e tentou se concentrar. 

- Vire-se. Eu tenho que tirar o emplastro das suas costas.

Victoria só revirou os olhos e obedeceu, ficando de costas para ele. Cuidadosamente, o mais velho retirou aquela substância gosmenta e pegajosa das costas de Victoria, com a ajuda do sabonete. Uma vez que ele tinha terminado de lavar as costas de Vicky, JungKook a puxou para mais perto e começou a massagear os seus ombros. Victoria só soltou um sorriso. Realmente, ele a estava provocando...

- Tem algo errado, Kook? – Victoria perguntou, voltando a olhá-lo e interrompendo a massagem, com um sorriso divertido no rosto. – Se você já terminou de tirar o emplastro, podemos partir para o que interessa agora?

Certo, talvez Victoria estivesse levando aquele joguinho de sedução muito a sério, e talvez ela estivesse brincando com fogo. Mas só soube disso após proferir aquela pergunta estranhamente sensual. Soube disso, na verdade, no instante em que sentiu o olhar luxurioso de JungKook sobre si.

Ele a beijou com voracidade e necessidade. Como se ele precisasse daquilo quase tanto quanto precisava de oxigênio para sobreviver. A loira correspondeu imediatamente, é claro, deixando que as carícias pesadas de JungKook a dominassem. Ele passou as mãos por toda a extensão do corpo de Victoria, apertando os seus seios com força e brincando com os mamilos enquanto a beijava e ela gemia contra os seus lábios. Aquele joguinho idiota tinha se virado contra ela, afinal. Pensava que podia se controlar mas a verdade era que, por algum motivo, não tinha percebido o quanto seu corpo urrava por aquele momento. Não tinha percebido como JungKook a deixava excitada, apenas com os seus toques.

As mãos de JungKook foram descendo calmamente até a intimidade de Victoria. Ele começou a passar os dedos levemente pela sua entrada, fazendo Victoria arquear as costas.

JungKook se debruçou e encarou todo o corpo de Victoria com luxúria. Antropofágico. Como se JungKook fosse devorar cada pedacinho do seu corpo. A intensidade era tanta que ela se viu sem reação, sem saber para onde olhar – coisa que já havia acontecido quando se tratava de JungKook. Ele realmente era capaz de fazê-la perder a fala.

Ela era dele. Ela é dele. Ele podia fazer o que bem entendesse com ela, Victoria concordaria sem pestanejar. JungKook a levaria a lugares que ela nunca havia ido antes, a faria sentir coisas que ela nem sabia que existiam. Com um único olhar, ela sentiu as pernas estremecerem.

JungKook apertou os dedos contra o clitóris da garota, pressionando-se contra o seu sexo e arrancando um gemido sôfrego de Victoria. Enquanto girava os dedos levemente naquele local tão sensível, vendo-a se contorcer logo em sua frente e gemer coisas simplesmente tentadoras à ele, JungKook pôde sentir a dependência de Victoria em relação a ele, mesmo que fosse apenas naquele instante. Se ele parasse aquele delicioso trabalho, Victoria também parava. Tudo ali dependia dele. Ela dependia dele.

JungKook puxou o rosto de Victoria de encontro com o dele. Enquanto se beijavam, Victoria entrelaçou os braços ao redor de JungKook. Era incrível o quanto Victoria conseguia se sentir envolvida por ele, mesmo com todos os contras, mesmo com suas descobertas mais recentes. Era como se, de alguma forma, ela já soubesse, bem no fundo. Era como se aquilo estivesse pré-destinado.

JungKook quebrou o beijo e voltou a se concentrar nos dedos. A água estava atrapalhando um pouco, visto que evitava que Victoria ficasse pronta para ele. Mesmo assim, ele não se importou. Poderia pensar nesses detalhes depois.

- JungKook – ela gemeu baixo, como em uma súplica. Ela não queria nenhuma preliminar, ela não queria esperar mais nada. A sensação de ser domada pelos dedos de JungKook já lhe fora suficiente para esquecer todos os acontecimentos daquela noite. A única coisa que ela queria agora era ele. A única coisa em que ela conseguia pensar era em como seria ter JungKook dentro dela.

- Você não parece estar pronta – ele disse, tirando os dedos de dentro dela. JungKook se aproximou ainda mais da loira e a puxou para outro beijo. – Não acho que você esteja... Molhada o suficiente. Excitada o suficiente.

- E nem vou estar, realmente, enquanto estivermos aqui.

- Talvez isso ajude.

O licantropo não a deu muito tempo para pensar. Passou os braços por baixo das coxas da garota e a ergueu, tirando-a da banheira. O corpo de Victoria ficou levemente arrepiado com o choque, visto que ela realmente não esperava aquela reação dele. Entretanto, JungKook apenas sorriu e carregou-a sem muitas dificuldades, até que os dois estivessem de volta no quarto.

JungKook a posicionou na cama e se debruçou contra ela. Nunca tivera uma chance de encarar o corpo de Victoria daquele jeito. É claro que já tinha olhado para ela, e muitas vezes, mas aquela visão privilegiada da loira naquela forma, nua e molhada, deveria ser considerada a Nona Maravilha do Mundo. A Oitava, é claro, era a própria Victoria Saint-Louis.

- Você vai ficar aí me encarando pra sempre? Parece que eu vou ter que terminar sozinha...

- Você não sabe com quem está se metendo, Victoria – JungKook arfou, abaixando-se na direção da loira e distribuindo beijos pelo seu pescoço. Ela se contorceu sob ele, e JungKook sorriu. Voltou a guiar uma das mãos até a intimidade da loira e retomou o delicioso trabalho de masturbá-la, que estava cumprindo com sucesso até tirá-la da banheira. 

- Por que não me mostra?

Ah, ali estava. Aquela era a gota d'água.

JungKook não hesitou. Abaixou o rosto de encontro com o dela para outro beijo bagunçado e muito mais desesperado do que o anterior. O beijo não estava sincronizado, mas isso não importava. Ele estava excitante por ser desencaixado. Era diferente, assim como JungKook e Victoria. Pertenciam a mundos diferentes. Eram completamente opostos.E isso só deixou os dois ainda mais excitados. 

Victoria jogou a cabeça para trás e gemeu conforme JungKook fez uma trilha de beijos até aproximar-se da sua intimidade, beijando-a bem ali. Ele começou a passar a língua pelos lábios menores enquanto penetrava dois dedos dentro de Victoria, que se contorcia e revirava os olhos de tanto prazer acima dele. JungKook mexia os dedos rapidamente dentro dela. 

Aquela sensação era imensamente prazerosa e completamente nova para Victoria. Ela nunca havia sentido nada parecido. Ela se perguntou como ele conseguia fazer aquilo. JungKook parecia saber exatamente onde tocá-la, exatamente onde provocar, exatamente onde beijar ou mordiscar. Ele sabia exatamente onde fazer tudo. Era desagradável, de certo modo, saber que estava tão rendida a ele daquela forma. Era injusto.

Victoria levou as mãos aos fios negros de JungKook, o incentivando a ir ainda mais fundo. Ele pressionou a língua contra o seu clitóris, girando-a no mesmo ritmo de seus dedos. Victoria impulsionava-se contra ele e gemia, sentindo a tensão se acumulando e se alastrando em cada centímetro do seu corpo. 

Quando sentiu a intimidade de Victoria ficando mais apertada, ele pressionou a língua contra o clitóris dela.

Ela estava tão perto... Entretanto, JungKook tirou os dedos de dentro dela e os lambeu. Victoria olhou para ele desapontada, quase chorando de frustração.

- Bem feito – JungKook riu, apoiando-se sobre a garota e grudando seus lábios nos dela de novo. Ele sentia que explodiria a qualquer instante se não terminasse aquilo ali e agora, mas tentou se controlar apenas para torturá-la. – Eu tentei pegar leve com você. Mas você está tão molhada...

- Então, quando é que você vai parar de fingir que consegue se controlar e terminar com isso logo?

- Apressada.

Victoria só riu. Ela rolou até estar na sua mesa de cabeceira, fuçando na gaveta pelos preservativos que deixara ali em caso de emergência. Tinha comprado mais depois que começou a sair com JungKook porque, afinal, prevenir era melhor do que remediar. Ela nunca dispensaria o preservativo e definitivamente seria vergonhoso demais ir até o quarto de Jimin pedir um emprestado.

JungKook roubou outro beijo da loira ao que ela lhe entregou a camisinha, subitamente sem graça. Ele se afastou apenas para desenrolar o preservativo sobre si e, sem esperar Victoria se acalmar, ele a puxou pela cintura e ergueu uma de suas pernas, apoiando-a em seus ombros, quando a penetrou, com força e de uma vez só, sentindo a intimidade da loira apertando-o, visivelmente sensível.

- Seja uma boa garota e diga o meu nome – JungKook ordenou, uma vez que estava dentro dela, sem se mexer. Ele a segurava pela cintura e ainda mantinha uma das pernas de Vicky apoiada em seu ombro. Ela era uma bailarina, afinal, e aquilo nunca havia parecido ser tão conveniente. A flexibilidade dela realmente tinha sido de muita ajuda e céus, como aquilo era bom. Victoria nunca tinha sido preenchida com tanto prazer quanto àquela noite. – Mantenha a sua perna aqui e talvez eu deixe você gozar hoje.

- P-Por favor...

- Por favor, quem?

- Por favor, Kook...

JungKook soltou um sorriso satisfeito.

- Boa garota – ele sussurrou. Ainda mantendo-se imóvel dentro dela, JungKook guiou uma das mãos até a intimidade da loira novamente. O leve toque no seu clitóris foi o suficiente para Victoria gemer, apertando-o ainda mais dentro de si. – Agora, me diga, como é que você me quer?

Victoria não respondeu de imediato. Ela havia o ouvido, sim, mas sua mente estava tão enevoada que ela não conseguia pensar em uma resposta. Portanto, JungKook decidiu demonstrá-la o que ele queria dizer.

- Você quer que eu vá devagar? – ele indagou, sorrindo, e se mexendo calmamente dentro dela. Como uma dança, JungKook ia e voltava, de uma forma sensual e provocativa. Aquilo era extremamente prazeroso, mas não parecia o suficiente. Victoria balançou a cabeça. – Não? Você quer que eu vá mais rápido? – ele voltou a perguntar, e Vicky aquiesceu. Aos poucos, JungKook aumentou a velocidade. Tanto de suas estocadas quando de seus dedos, impulsionando seu quadril contra o dela com força, enquanto a mesma rebolava. Victoria não conseguia mais controlar os seus gemidos. Eles eram como música para JungKook, de verdade. Ela apenas murmurava o seu nome, gemia coisas desconexas e deixava-se levar pelo licantropo. – E agora, baby? Mais rápido?

Victoria assentiu novamente.

- Mais forte – ela pediu, em meio aos gemidos. JungKook sorriu. O moreno voltou a estocar dentro dela, com força, enquanto apertava e girava os dedos sobre o clitóris da mais nova. – Mais forte, Kook.

- Com todo o prazer – JungKook grunhiu. Com o braço livre, apoiou-se na cama e continuou a masturbá-la, com a mesma velocidade e força dos movimentos do seu quadril. JungKook se impulsionava contra ele, agarrando os próprios seios e os lençóis, gemendo descontroladamente. – É assim que você quer?

Ela fez que sim com a cabeça. Suas pernas já tinham voltado a tremer, e seu corpo pouco a pouco voltava a dar os sinais do tão esperado orgasmo. Ela estava toda arrepiada e apertava JungKook cada vez mais dentro de si. A cada vez que ele era comprimido por ela, ele rosnava alguma coisa que ela não conseguia compreender.

- Por favor, não pare...

JungKook sorriu.

- Eu não pararia agora nem se eu quisesse.

Por fim, ele a guiou até o seu tão esperado clímax. Logo depois, JungKook alcançou o próprio ápice, desmanchando-se dentro dela com um gemido rouco e másculo, que só aumentou a excitação de Victoria. Ela estava exausta e satisfeita. Além disso, estava aliviada. Realmente precisava dele.

- Tá na hora de você dormir – JungKook brincou, saindo de dentro dela e sorrindo. – Eu já volto.

Quando ele voltou, porém, Victoria já estava dormindo.

 


Notas Finais


E AIIIII MOZÕES, O QUE ACHARAM???

Eu realmente espero que tenham gostado, passei um tempão tentando escrever isso asdjalsd e me senti bem esquisita, é verdade, não sei o motivo. Esse capítulo passou por um milhão de alterações, eu juro, deu um trabalhão. Primeiro porque não ia ter essa cena toda descritiva, ia ter só uma menção no dia seguinte, mas aí eu fiquei tipo???? E acabei apagando a outra parte que ia ter nesse capítulo e escrevi o hentai aaaaa foi bem confuso. De qualquer forma, como não é uma coisa tão comum essas cenas de sexo aqui na fanfic, eu achei que vocês mereciam uma coisa especial. Espero que eu tenha conseguido agradar. Se não, acontece né hihihi

AVISO: Eu estou pensando em postar outra fanfic aqui, mas ela é em um estilo completamente diferente dessa aqui - até porque ela é bem mais leve, bem romance e comédia, uma coisa fofíssima - e queria saber se vocês estariam interessados. Se sim, eu posso pensar em uma sinopse e mandar no próximo capítulo, pra ver o que vocês acham.

ALGUÉM AÍ PRESTOU ENEM? Saí com dor de cabeça daquela prova, fiz o máximo que pude mas acho que acabei chutando a maior parte da prova, sou bem humanas sim

Um beijão pra todos! Não se esqueçam de favoritar e comentar se tiverem gostado, pois isso ajuda muuuuuuito. Até o próximo capítulo! <3


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