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História Not Your Property - Capítulo 16


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Notas do Autor


Foi tarde, mas chegou! Boa leitura <3

Capítulo 16 - Eu não posso!


Fanfic / Fanfiction Not Your Property - Capítulo 16 - Eu não posso!

    Quando liguei pra Cosima ela ficou calada por um tempo, e eu quebrei o silêncio dizendo que iria pra delegacia encontrá-la, mas ela me disse que já estava terminando lá e que me encontraria em casa, a polícia estava investigando todos os suspeitos e a Rachel já estava sendo procurada. Em breve, nós seríamos chamadas pra depor também, mas no momento não precisaria de nenhuma das duas lá.

    Ela ainda não estava em casa quando cheguei, fui até a cozinha beber um copo d’água e sentei no sofá. Meus pensamentos estavam todos bagunçados. E se a Rachel sumisse de novo? E se nunca mais eu visse a Charlotte? 

    Me sentei no sofá com a cabeça no encosto e fiquei olhando pra o teto, eu estava exausta disso tudo, mas se eu soubesse onde a Rachel morava, eu já estaria lá, ela não deve ter conseguido ir tão longe em pouco tempo. E como a polícia já estava atrás dela, só me restava esperar.

    -Del? -escutei a Cosima me chamar entrando em casa.

    Dei um sorriso fraco e ela sentou do meu lado pra me abraçar. Foi abraço demorado, uma consolava a outra, e deixei o beijo no rosto dela.

    -A polícia tá atrás dela, meu amor, eles vão me ligar quando encontrá-las. -Cosima dizia com a mão nos meus cabelos.

    -Então a gente fica aqui só esperando? -perguntei já sabendo da resposta.

    -Já fizemos nosso dever de casa, Del, também tá doendo em mim, mas agora é com a polícia! -ela disse me apertando nos seus braços.

    -Mas se tiver qualquer coisa que a gente possa fazer, nós iremos, só precisamos pensar! -ela continuou falando.

    Deitei nos seus ombros e ficamos ali em silêncio até que o celular dela tocou.

    -Merda! -ela disse ao levar um susto com o toque do celular.

    -É um número desconhecido, espero que não seja mais notícia ruim porque eu não aguento mais isso! -ela disse antes de atender.

    **ligação

-Alô? Sim! Professor Duncan? -ela respondeu e colocou no viva-voz.

Professor Duncan: -Cosima, eu tô ligando porque finalmente consegui terminar a cura da Charlotte, eu tava pensando se não podemos aplicá-la hoje mesmo. Assim ela ficaria em observação esse fim de semana, e segunda eu posso ir embora.

Cosima: -Professor, seria perfeito, mas… hoje nós entregamos todas as provas que tínhamos contra o Dyad a polícia, e a Rachel sumiu e levou a Charlotte com ela. A polícia já tá procurando mas ainda não tivemos nenhuma resposta.

Professor Duncan: Você pode me passar seu endereço? Eu já chego aí… talvez eu possa ajudar.

**

A Cosima passou nosso endereço e em pouco tempo ele estava chegando na nossa casa.

Ele nem entrou, quando abrimos a porta foi logo falando…

-Não temos muito tempo, vocês tem carro, não tem? Vamos atrás da Rachel! -ele falou.

-O Sr. sabe onde ela tá? Temos que avisar a polícia! -falei um pouco alterada.

-Eu acho que ela pode tá na nossa antiga casa, que tá no nome de um irmão meu. Mas temos que ir agora. A Topside já deve ter mandado ela ir pra algum lugar bem longe. Mas, sem polícia, nós vamos lá, mas só nós três! -ele respondeu e sua voz era mais séria agora.

-Nós não podemos fazer isso, Professor! Ela tá sendo procurada. -a Cosima falou.

-Vocês querem ter a Charlotte de volta ou não? Porque se sim, a condição é essa, se não, eu vou embora agora mesmo!

-Não, não, tudo bem! Vamos! -respondemos praticamente juntas.

Ele foi o percurso inteiro nos indicando o caminho, não era muito perto, mas conseguimos chegar em meia hora. Quando paramos, o professor foi logo batendo na porta, mas ninguém atendeu, nós nos juntamos a ele, tentamos olhar umas janelas, mas parecia estar vazia.

-Rachel, abre a porta, sou eu, Ethan! -ele agora dizia ao bater na porta.

Momentos depois escutamos um barulho da chave, era ela, ela ainda tava lá.

-Ethan! O que vocês fazem juntos aqui? Como que você… -a Rachel tinha começado a falar mas eu a interrompi.

-Cadê a Charlotte? -fui logo perguntando.

Ela ia fechar a porta mas o Professor Duncan segurou. Eu aproveitei que ele segurou a porta e entrei.

-Charlotte? -chamei seu nome tentando achá-la.

-Delphine! -eu escutei a voz dela vindo de um quarto, eu corri mas o quarto estava trancado.

-Você não vai levar ela, Delphine! -a Rachel falou atrás de mim.

-Na verdade, você não vai vê-la nunca mais! 

Eu vinha me controlando a muito tempo, desde o dia que ela se passou pela Cosima naquele evento que eu a odeio, e eu já estava cheia dela, mas ela era minha chefe. Agora ela era só uma procurada da polícia! Então não me controlei mais, eu dei um tapa no rosto dela com toda a força que eu tinha. E acho que foi forte mesmo, porque ela praticamente girou antes de se segurar na parede atrás dela.

-Ei ei ei… -o professor falou e ficou na frente da Rachel.

Eu senti a Cosima segurar minha mão e minha cintura. 

-Eu sei que ela merece, Del, mas bater nela não vai resolver as coisas, precisamos tirar a Charlotte daqui.

-Rachel, você não pode continuar nessa vida. Você tem que parar com isso! A polícia já sabe de tudo, é só uma questão de tempo até te que te achem. -o Ethan falou se virando pra olhá-la.

-Eu não posso Ethan! Eu cumpro ordens, e eu vou sair daqui com essa menina.

-Você gostou de ser testada, e estudada o tempo inteiro quando tava naquele laboratório depois do acidente? Por que você faria o mesmo com essa menina também? Você sabe que não tem nada de bom pra ela lá! -o Professor parecia calmo ao falar com ela, e segurava seus braços.

-Eu não me lembro de nada lá! -ela respondeu.

-Olha o que eles fazem com você, Rachel! Eles tão mexendo com a sua cabeça pra você continuar sendo o ratinho deles! Já deu! Você precisa parar com isso! -sua voz agora estava mais alterada.

-Eu não posso! -ela repetia.

-Eu sei que você não pode, porque você se vendeu, vendeu a sua irmã, e agora tá vendendo essa menina também. Mas você precisa parar de se ver como um objeto deles e ter suas próprias vontades! Você já perdeu pra eles, e eles acabaram de perder pra essas duas! Eu perdi quando o projeto deu errado, e eu aceitei que perdi! Mas você não, e é por isso que você não consegue seguir em frente, e se você não parar com isso agora, você vai perder muito mais, Rachel.

-Eu não posso! -ela voltava a repetir.

-Puta merda! Abre logo essa porta. -eu disse gritando.

-Ela não vai sair daqui! -a Rachel respondeu também gritando.

-Cosima, Delphine! Me esperem lá fora, por favor!

-A gente não sai daqui sem ela. -a Cosima respondeu antes que eu dissesse alguma coisa.

-Eu tô tentando ajudar aqui, okay? Eu vim de outro continente pra ajudar vocês, então só confiem em mim, pode ser? -ele olhava pra gente mas não soltava os braços da Rachel.

-Vamos, Del! -Cosima falou enquanto me puxava pelo braço.

-Mas se você demorar muito vamos entrar de novo! -ela disse e nós saímos.

Ficamos cerca de 15 minutos sentadas nos degraus em frente da casa até que falei…

-Vamos entrar, Cos, tá demorando muito! -ela não disse nada mas me acompanhou.

Antes de abrir a porta o Professor Duncan saiu segurando a Charlotte pela mão. 

Eu a peguei no colo na mesma hora, e a prendemos num abraço forte. Cosima segurava sua mão e dava vários beijos, e no seu rosto também.

-Você tá bem? Ela fez alguma coisa com você? -ouvi a Cosima perguntar.

-Não, eu tô bem! -Charlotte respondeu ainda segurando meu pescoço, mas olhava pra Cosima.

-Cadê a Rachel? -Cosima perguntou olhando pra o Professor.

-Ela foi embora faz 10 minutos! -ele respondeu.

-O QUÊ? Então foi por isso que você não quis chamar a polícia. Desde o início sua ideia era deixar ela fugir! -eu estava furiosa, mas no fundo é claro que eu já imaginava isso.

-Olha, eu sei que ela errou, e… todo mundo erra. Ela fez escolhas erradas e isso acabou com ela, ela tá fugindo deles agora, não só da polícia, então pra mim isso já diz muita coisa. Eu acredito que ela ainda pode reconhecer que fez escolhas erradas. -ele respondeu e parecia realmente acreditar em alguma mudança dela.

-Se você tiver errado ela pode fazer mal a muita gente ainda. -respondi.

-Então eu realmente espero não estar errado! -ele disse, e continuou falando...

-Agora eu tenho que ir, já está um pouco tarde e hoje foi cansativo pra todo mundo, amanhã eu entro em contato com vocês pra aplicar a vacina nela, ok?

-Se a polícia perguntar digam que vocês receberam uma ligação anônima com esse endereço, e que ela tava aqui sozinha. Vocês tem minha ligação como prova.

-

Voltamos pra casa tão aliviadas naquele dia, foi por muito pouco que não perdemos nossa filha, a Rachel havia fugido, mas o importante mesmo era que a Charlotte tivesse com a gente. No caminho a Cosima ligou logo pra polícia pra contar que estávamos com ela, e não tivemos problemas, eles pediram o endereço da casa que a encontramos e nós voltamos para a nossa.

No outro dia a primeira coisa que teríamos que fazer era compras pra Charlotte, ela só tava com uma bolsa pequena que tinha algumas peças de roupas, documentos, e o avião de pelúcia que ela não soltava por nada. Mas isso não seria problema, teríamos tempo de sobra agora.

Quando chegamos começamos a conversar com ela sobre o que tinha acontecido, e que agora ela ficaria com a gente.

Cosima tinha acabado de sentar ao meu lado com a Charlotte em seu colo, quando ela perguntou:

-Vocês agora vão ser minhas mamães de verdade? 

-Já somos, mon petit chou! Nós já somos suas mães! - respondi apertando a pontinha do nariz dela.

-Eu não vou mais precisar ser testada o tempo todo? -ela perguntou novamente.

-Bom, amanhã você vai receber sua cura, então vamos precisar te acompanhar ainda. Mas ser testada pra experimentos, nunca mais. -Cosima respondeu.

Ela deu um sorriso enorme ao ouvir.

-Agora, o mais importante é que vamos nos divertir muito juntas. -eu disse dando um enorme sorriso pra ela.

Eu a peguei no colo e a balançava de um lado pra o outro até que ouvi suas gargalhadas. Era muito bom vê-la feliz, eu não conseguia nem imaginar o que ela passava naquela casa antes.

Cosima dizia que eu iria derrubá-la quando ouvimos a campainha tocar, imaginamos que poderia ser a polícia. A história da ligação talvez não tivesse colado muito bem, ou talvez eles quisessem ver a Charlotte pessoalmente. Ainda com ela gargalhando nos meus braços fui atender a porta.

-Quem é, Del? -Cosima perguntou chegando atrás de mim quando abri a porta.

-Mãe! Oi pai! -eu disse e engoli seco depois.


Notas Finais


Até amanhã com a família Cormier <3


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