História Note to Self - Capítulo 3


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Categorias Jake Bugg
Personagens Jake Bugg, Personagens Originais
Tags Drama, Jake Bugg, Suspense
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Palavras 2.311
Terminada Não
NÃO RECOMENDADO PARA MENORES DE 18 ANOS
Gêneros: Drama (Tragédia), Hentai, Romance e Novela, Suspense
Avisos: Insinuação de sexo, Linguagem Imprópria, Sexo
Aviso legal
Os personagens encontrados nesta história são apenas alusões a pessoas reais e nenhuma das situações e personalidades aqui encontradas refletem a realidade, tratando-se esta obra, de uma ficção. Os eventuais personagens originais desta história são de minha propriedade intelectual. História sem fins lucrativos, feita apenas de fã para fã sem o objetivo de denegrir ou violar as imagens dos artistas.

Notas do Autor


Eai tudo bem? Boa leitura.

Capítulo 3 - Capítulo três


Acordei com uma forte dor de cabeça, apesar de não sair cambaleando por aí de tanto beber, a ressaca é algo que não consigo me livrar. Por um instante havia esquecido de 45% da noite passada, mas acabei lembrando e ver Chris dormindo sem roupas, clareou ainda mais as coisas. Ok... Jake Bugg me chama pra fazer um dueto com ele, algo que nunca fez com nenhuma fã e em vez de acordar na cama dele, eu acordo na de Chris... — Comecei a rir com meu pensamento-brincadeira. — As minhas roupas e as de Chris estavam no chão. Comecei a me levantar fazendo o mínimo de barulho para não acordá-lo. Peguei a blusa de Chris e minha calcinha do chão. Peguei um short jeans na mala e fui pro banheiro no quarto, fazer minha higiene e tomar um banho, eu estava horrível. Amarrei meu pouco cabelo e fiz uma maquiagem leve. Quando saí a pessoa na cama continuava da mesma forma que o havia deixado, debruçado de costas. Aproveitei pra sair dali e ir em direção à cozinha. Parece que só eu havia acordado, pois Annabeth continuava meio morta no sofá e a porta do quarto de hóspedes não estava aberta. Olhei meu celular e eram 7:40, notei que haviam mensagens. Eram provavelmente de Jake, eu queria ver e saber sobre oque se tratava (apesar de ele deixar claro que havia pegado meu contato para fins profissionais), mas precisava pensar um pouco. Aproveitei pra ir fumar na sacada. Peguei esse costume um ano atrás, quando fui morar sozinha. Esse era um hábito que me fazia ficar menos estressada com a faculdade e o trabalho. Mas é claro que não é algo que uma futura médica deveria fazer, eu sei de todos os riscos que estou correndo. Era uma vista linda do 12º andar do prédio, eu não estava segura com a altura, mas era só pensar mais na paisagem do que na queda e estava tudo bem. Resolvi então olhar as mensagens.

"Hey Lauren, é o Jake Bugg. Queria saber se você poderia comparecer à uma entrevista na semana que vem. Parece que as pessoas gostaram muito da sua voz e de como cantamos juntos. Tem vídeos por toda parte. Enfim, se puder me ligue."

O que eu deveria pensar sobre isto? Eu não queria me envolver com mídia alguma, eu apenas aproveitei aquele momento único com o cantor que mais gostava, apenas aproveitar a lembrança. Mas, acho que tudo bem comparecer lá um pouco. Decidi ligar pra ele.

– Jake? Sou eu, Lauren. 

– Ah sim, oi. — O incrível era que ele era fechado de todas as formas.

– Sobre a mensagem que você mandou... Acho que vou comparecer. — Ele disse algo como "ah isso é bom". —Eles vão me fazer perguntas bobas que me deixarão com vergonha e sem saber o que falar? — Ouvi algo que pareceu uma risada.

– Pode ficar tranquila, vai dar certo e vou estar lá pra bater em quem te fizer sentir assim. — Ouve um silêncio depois disso, eu não sabia oque dizer ou pensar, apenas que ele não me conhecia pra isso. Porém parte de mim estava feliz de certo modo. — Além do mais, essa emissora é melhor por não ser tão grande e não ter muita gente arrogante.

– Tudo bem, obrigada Jake. Me mande as informações sobre o dia depois.

– Ok, preciso ir. Até Ren. — Como ele sabe desse apelido? 

– Até...

Desliguei o celular e esqueci o rebelde. Apaguei meu cigarro e fui pra cozinha fazer o café dos mortos ali. Eu não me dava bem com cozinha, mas pelo menos consigo sobreviver sozinha. Minha mãe se certificou que eu soubesse oque fazer e oque não fazer, já que minha vó fora super protetora demais pra me ensinar. Comecei a fazer o café e depois fui fazer algumas panquecas e o chocolate que acompanharia elas. Estava fazendo as panquecas e a nova namorada de Tom apareceu.

– Bom dia... — Ela disse timidamente.

– Bom dia. O Tom ainda não acordou?

– Não, ele tá um pouco morto na cama. — Ela disse isso séria, oque me assustou, mas depois ela começou a rir. Acho que é uma boa pessoa. 

– Vem cá me ajuda com o chocolate. Você sabe fazer? 

– Sim, minha mãe me ensinou, já que eu pedia bastante e ela não ficava muito tempo em casa. Tive que me virar. — Ela disse pegando a panela e ingredientes. 

– Ah, todo mundo tem problemas com família, não é mesmo? — Tentei mudar um pouco o foco sentimental da conversa.

– É verdade. — Ela sorriu um pouco. As panquecas já estavam prontas, o café também, só faltava o chocolate. 

– Se quiser ir lá ver e chamar o Tom, eu termino aqui. 

– Tudo bem, vou tentar chamá-lo.

Quando ela saiu, Chris apareceu de calça, mas sem blusa. 

– Bom dia raio de sol. — Voltei o foco pro chocolate e ele beijou minha bochecha.

– Bom dia. 

– Sabe que tem outras pessoas na sua casa né? — Eu disse olhando-o de cima à baixo.

– Como poderia deixar de ver Annabeth quase morta no meu sofá, sem falar na bagunça do quarto de hóspedes.

– Falando em Annabeth. Acorda ela pra mim? — Fiz uma cara fofa. Ele pensou um pouco e foi acordar ela. O chocolate estava pronto, só faltava o pessoal.

A visão de Chris tentando acordar Anna era engraçada. Ela acordava, dizia alguns xingamentos e pedia pra deixá-la, mas acabava dormindo denovo. Até que ele parou e veio em direção à cozinha. Abriu a torneira e colocou a mão embaixo dela, depois voltou para a bela adormecida e colocou a mão no pescoço dela, a fazendo acordar instantaneamente. Ela fez uma cara raivosa e disse algo como "vou te matar". Gritei para que os dois fossem se arrumar e vir comer. Tom e Emilly apareceram em seguida e os outros dois foram se arrumar.

– Eai dorminhoco. — Disse pra Tom.

– Minha cabeça dói. — Ele disse com a mão na cabeça. 

– Come primeiro e depois toma algum remédio que o Chris certamente deve ter. — Peguei pratos e copos pra todos e eles começaram a se servir. Chris apareceu, com blusa. 

– Anna ainda tá no banheiro? — Tom perguntou.

– Sim, acho que ela pegou umas roupas na mala da Ren e foi pra lá. Deve estar tomando banho. — Ela apareceu com uma aparência pior que a de todo mundo ali. 

– Falando nela. — Eu disse observando suas olheiras. — Come aí xuxu.

– Bom dia. — Ela disse um pouco desanimada, mas sorrindo. Todos responderam com um "bom dia". Mas quando Chris disse, ela o olhou fingindo estar com raiva.

– Que foi? Ainda brava por eu te acordar com água? —Ele a olhou como se não tivesse feito nada e riu. — Culpe a sua amiga que me mandou te acordar. 

– Nem vem Chris. Eu tava ocupada ok. 

– Ah tudo bem, não queria, mas acordei. — Ela disse por fim. — Então, qual de vocês mais se divertiram ontem a noite? 

– Que?... — Golpe baixo Anna.

– É mesmo, eu e Emilly entramos como um casal mas quem fez mais barulho foram vocês. — Tom se pronunciou, rindo. 

– Ah, calem a boca... — Eu disse um pouco envergonhada e Chris estava rindo. — Uau, você foi muito útil.

– Ah, deixa disso. Todos sabem como nós somos um com o outro, menos a nova integrante do grupo.

– Explica pra ela então, qual o tipo de relação é essa? — Queria bater no Tom. Peguei as panquecas de seu prato e enchi sua boca com elas.

Eu já havia acabado de comer, então fui arrumar o quarto de Chris, porque eu gosto de coisas arrumadas e limpas e isso também é relacionado a educação, não é mesmo? Arrumei minha mala de roupas e peguei minha roupa de trabalho, blusa e saia social com um blazer. Sim, eu ainda tinha que trabalhar hoje, até avisei meu chefe que iria precisar demorar um pouco. Saí do banheiro e Chris estava sentado na cama. 

– O que foi Chris? — Seu cabelo emo rebelde estava tampando um pouco de seu rosto confuso e triste. 

– Nada, só queria falar contigo. — Ele olhou pras minhas roupas. — Vai trabalhar hoje ainda?

– Sim, vou. E se você queria falar comigo, é que tá acontecendo algo. Pode falar. — Sentei ao seu lado.

– Ah, é que conheci uma garota esses dias, Amber. A gente se esbarrou na rua, literalmente, e não consegui deixá-la ir sem saber mais sobre ela. Ela é incrível, nossos gostos são parecidos e ela é muito bonita e fofa. Porém, ela disse que só está aqui pra viajar, ela mora em Washington. Já fazem algumas semanas isso. 

– Primeiramente, você fala sobre outras garotas com a garota que você acabou de transar? — Eu ri, mas foi estranho. — Então, o problema é a distância?

– Sim. Eu sou estudante de medicina, não tenho liberdade pra ir e vir. Não sei oque fazer e ela também tem a vida dela lá.

– Você deveria conversar com ela sobre isso. Mas, primeiro tem que ver se realmente gosta dela e se ela vale a pena assim. — Ficamos calados. Eu beijei sua testa e me levantei. — Preciso ir agora. Espero que fique bem e dê tudo certo querido. Obrigada pela noite. — Sorri maliciosamente, como sempre, mas eu me sentia estranha. 

Fui despedir do pessoal e perguntei se Annabeth iria agora comigo. Tom e Emilly iriam mais tarde. Lembrei Tom de tomar o remédio e saí. Chamei um motorista e desci com Anna. Comecei a contar pra ela oque havia acontecido desde a noite passada até a conversa de agora.

– Você deveria esquecer essa sua parte que gosta da companhia do Chris, Ren.

– Eu não gosto dele, é só estranho. Mas, já aconteceu isso antes e eu deixei de lado. 

– Aí ele ficou solteiro denovo. — Repeti a frase dela. —Não sei se você realmente gosta dele ou é outra coisa, mas fica bem.

– Estou bem, se realmente gostasse dele eu estaria bem pior. 

– Ok então... Agora, como assim Jake te mandou mensagem? Entrevista? Você não gosta nem de pessoas normais tirarem fotos suas, muito menos de mídia, por que vai?

– Eu não sei. Se fosse você você não iria?

– Sim, eu iria, óbvio. — Ela se empolgou um pouco.

– E ele também disse pra ficar calma que ele estaria lá e que a emissora era boa. — Ela me olhou maliciosamente.

– Ah sei. Ele estaria lá. Ele é sempre fechado, por que se abriu pra você? — Ela fez uma relação com algum filme de mistério e parei pra pensar na pergunta. Era realmente estranho.

O motorista parou na casa de Anna e ela desceu, se despedindo. Seguimos pra minha casa, ainda precisava deixar essas roupas em casa, eram preciosas pra mim. Desci do carro e pedi pro motorista esperar. Subi todos aqueles andares e enfim abri a porta de meu apartamento. Deixei a mala na sala e saí correndo pro motorista não se zangar, tanto que esbarrei em algum homem na hora de sair do elevador. 

– Ah, me desculpe. 

– Tudo bem. — Ele levantou a cabeça e pude ver seus olhos azuis. Me lembravam Jake.

O homem que parecia ter uns vinte e poucos anos, seguiu seu caminho. E eu precisava seguir o meu também. Cheguei no carro e pedi desculpas pela demora, assim ele seguiu em direção à empresa. Eu não tinha tempo de pegar o metrô. Cheguei ao meu destino e paguei o motorista, agradeci e ele seguiu em frente. Entrei na empresa e os funcionários me diziam coisas como "bom dia" ou um simples "olá". Coloquei minha bolsa em cima de minha mesa e fui anunciar minha chegada ao meu chefe.

– Bom dia senhor. — Eu disse com um sorriso obrigatório.

– Bom dia Lauren. Pode me dizer meu cronograma hoje?

– Hoje você tem uma reunião com o novo Diretor Administrativo de manhã e outra com o Diretor Executivo após o almoço, pra discutir sobre a propaganda com aquela modelo; precisa verificar como os outros funcionários estão lidando com isso, pra decidir quem vai ficar com o bônus; e precisa falar com o psicólogo que o médico indicou, por causa do seu estresse. 

– Tudo bem, obrigada Lauren.

– Então, se precisar... — Eu me virei pra sair e...

– Como foi a folga? — Trabalhávamos juntos a um bom tempo, então às vezes ele se parecia mais como um colega mais velho.

– Foi ótima. Fui à um show. Você também deveria descontrair senhor. — Ele riu.

– É acho que eu deveria. — Ele sorriu e fez-se uma pausa. — Tudo bem, pode ir.

– Ok, estarei ali se precisar. – Saí.

Ah o tempo que passei fora do trabalho e faculdade foi bom.  Comecei a fazer meu trabalho e me desliguei dos meus sentimentos. Hoje vou ter que almoçar com o Robert, explicar sobre a reunião e falar sobre o médico que ele iria mais tarde. Estava mexendo no computador, quando o mesmo homem dos olhos azuis em que esbarrei de manhã, apareceu.

– Você... Posso ajudar? — Perguntei confusa e ele riu.

– Sim, eu gostaria de falar com o Vice-presidente. Eu sou o Diretor Administrativo.

– Ah, me perdoe. Vou avisá-lo sobre a sua chegada. — Apertei o botão que fazia conexão com a secretária eletrônica do Robert e avisei que ele havia chegado. 

– Por favor, venha por aqui. — Levantei e fui em direção ao escritório. — O Diretor Administrativo senhor, com licença. 

– Traga dois cafés por favor Lauren. — Abaixei a cabeça como um "sim" e saí. 

Fui buscar os cafés e em seguida os levei pro escritório. Eu não sabia oque era mais incrível, o cara em que eu esbarrei era alguém importante na empresa que trabalho ou o fato dele me lembrar tanto o Jake. Seu cabelo um pouco grande, seus olhos azuis e pele tão branca quanto a dele... Não poderia se parecer mais com ele. A porta foi aberta e os dois estavam saindo. Levantei e fiz reverência.

– Tenha um bom dia senhor. — Ele balançou a cabeça, concordando.

Após isso voltei com meu foco pro computador, até dar o horário de almoço. Olhei o celular pra ver as horas e nesse instante Jake estava ligando.


Notas Finais


Capítulo meio fraco, mas tudo bem. Acho que vou colocar a Lauren como a Liv Tyler antigamente ok.


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