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História Nothing break like a heart - Capítulo 4


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Notas do Autor


Boa segunda-feira a todos!
Eu espero que estejam bem e aproveitando essa noite. Esse capítulo demorou um pouco para ficar pronto, porque eu não conseguia recriar o cenário a partir das palavras. Eu imagino e depois escrevo. Não tenho métodos ou regras para escrever, sigo minha intuição. Nesse capítulo quis transmitir a rotina. Eles são adolescentes normais e precisam estudar. Quero um cenário um pouco mais realístico. Sei que ocorrerão, futuramente, coisas que fujam dessa proposta. Mas tentarei manter o equilíbrio. Gostaria de agradecer pelos comentários nos três capítulos anteriores. Vocês me deixaram feliz, obrigada.
Boa leitura!

Capítulo 4 - Quarto dia


Meus pais estavam na sala de estar assistindo um dos clássicos programas de auditório e meu irmão dormindo no quarto de hóspedes. O domingo sempre representou o descanso e a moleza, exceto quando você esquece uma tarefa e precisa fazê-la em cima da hora. Eu estava sentado em frente ao computador terminando um trabalho de química. Mas também estava feliz. Meus amigos haviam me perdoado, e isso foi fácil. Muito fácil. Quero dizer, como conseguiram ser tão altruístas assim? Eu conseguiria fazer o mesmo? Não sei dizer.

Nos últimos anos passei por fases, a penúltima foi a mais conflitante. Entretanto, nunca parei para pensar nos meus amigos nesse sentido. Mikasa ainda era Mikasa, ainda conhecia grande parte de sua personalidade. Ela era quieta e observadora, mas agora também era mais sincera em relação a seus sentimentos e expectativas. Armin não era tão Armin. Continuava o mesmo intelectualzinho, só que um pouco mais explosivo. Eu diria que melhoraram no que antes julgavam ser falhas. Mas quais eram suas novas falhas? Dizem que precisamos equilibrar a razão e a emoção, como aquelas ilustrações que aparecem frequentemente em nossas redes socias – o clássico coração humanoide discutindo com um cérebro também humanoide. Apontei o lápis e apaguei algumas respostas. Eu não estava entendendo nada e precisava entregar a tarefa no dia seguinte, sem falta! Talvez pudesse ligar para Armin, com certeza seu trabalho já estava pronto há semanas. No entanto, ele não iria me dar a resposta facilmente. Por isso, Mikasa era uma opção melhor. Peguei o celular e o conectei ao carregador, amarrei meu cabelo e fiz uma chamada de vídeo. Ela estava demorando para atender. Mordisquei o lápis e sorri ao vê-la atender.

— Oi, Eren! Como você está? – ela sorria enquanto andava até seu quarto. Sempre fui atraído por garotas que sorriam enquanto falavam, não de um jeito comum, mas como Mikasa fazia. Minha mãe constantemente dizia que se não fossemos amigos iriamos ser namorados, ela estava certa. Sempre temos aquele amigo que é tudo o que queremos. A conexão é incrível, assim como o respeito, o companheirismo e a sinceridade. Contudo, se não der certo, você perde aquela amizade valorosa. Nunca quis colocar a nossa amizade em risco, porque relacionamentos amorosos são complicados. Também sei que jamais conseguiria ser amigo de uma ex-namorada.

 — Oi, eu estou bem, apenas um pouco cansado – mordisquei o lápis. Mikasa fechou a porta e se jogou na cama, os pôsteres em seu quarto revelavam seus gostos juvenis: vampiros, lobisomens e boy bands. Ela era uma garota romântica com algumas desilusões.  – E você? Como está? Parece irritada.

— Eu acabei de jantar com o meu irmão. O Levi está mais insuportável que o normal. Ele passou o jantar inteirinho reclamando do Erwin! – revirou os olhos.

— Não quero ser injusto, mas você e seu irmão são iguaizinhos quando estão reclamando – nós rimos.

— Estou estranhando essa ligação, você está em apuros?

— Você me pegou, Mikasa. Eu queria ajuda no trabalho de química.

— Eu vou te ajudar e você fica me devendo um favor.

A agradeci e passamos as próximas duas horas estudando juntos a distância. Mikasa disse que não iria me passar as respostas e, sim, me ensinar. Ela era paciente e atenciosa, costumava explicar passo-a-passo. Vez ou outra começávamos a conversar sobre nossas expectativas para o último ano, esse era um assunto recorrente na nossa classe.

— Eu não garanto um dez – ela se espreguiçou enquanto bocejava, logo em seguida, eu também bocejei.

— Mikasa, você me prometeu! – fingi estar triste.

—  Eu disse que garantia um sete – no final, tiramos cinco.

 — No próximo trabalho, eu vou grudar em você.

— Com uma condição.

— Qual? – a questionei.

— Não podemos deixar tudo para a última hora – concordei. Infelizmente, deixamos um trabalho de literatura para a última hora e, dois meses depois, esquecemos de preparar uma apresentação para a aula de história. Em todas essas situações, Armin nos salvou.

 — Sei que vai dar tudo certo – não, não deu tudo certo. Nunca fomos uma boa dupla para trabalhos, Armin dizia que juntos erámos “indisciplinados”.

— Já está na hora de dormirmos, Eren.

— São dez horas ainda!

— Eu preciso dormir bem para treinar bem e você para ficar menos mal humorado.

— Você conseguiu me convencer, contra fatos não há argumentos.

— Boa noite, Eren – ela coçou o olho direito.

— Boa noite, Mikasa – desliguei e me senti sob o efeito de um bom chá de camomila: leve e calmo.

Escovei os dentes e me deitei, não conseguia parar de sorrir. Estava ansioso, mas feliz. Queria passar a aula e o intervalo ao seu lado, e do Armin também. Eu estava a mercê de um trato e sabia que Mikasa nunca perderia a oportunidade de me cobrar, apenas não imaginava que ela iria me cobrar no sábado seguinte.



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